O Melhor Amigo Do Meu Irmão

22 Segunda temporada - Garota Rebelde


Notas iniciais
Yeah, aqui estou eu.
Bem, o capítulo não ficou lá essas coisas, mas é só um pequena introdução da segunda temporada.
Leiam as notas finais!
Enjoy.

Minha mãe não ficou muito feliz quando foi me buscar na delegacia esta noite, nem de pagar a fiança. Acontece que meus amigos e eu fomos pegos por invadir uma propriedade privada e, a policia não ficou muito contente quando nos acharam. Sabe, toda aquela coisa de arrastar adolescentes bêbados para a delegacia.

Eu estava sóbria, juro.

Até me fizeram soprar aquele aparelho e deu que eu estava limpa.

Nesses três anos minha mãe tem sido um saco, e viver com ela enquanto estou sóbria é um grande desafio, por isso passo a maior parte do meu dia fora de casa. E ela passou a não confiar em mim quando me pegou fugindo para encontrar com Peter algumas vezes, e foi isso que a levou a se mudar para um bairro distante. Há três anos. Depois de uma semana na UTI, com a recuperação correndo bem, Peter e eu nós encontrávamos secretamente pelos corredores do hospital e depois que saímos também. Um mês depois ela descobriu que vínhamos nós encontrando e deu uma de mãe, e nós nos mudamos.

Primeiro achei que iríamos ficar um tempo fora, no máximo um mês ou dois, mas depois cai na real que não voltaríamos para nossa antiga casa tão rápido. E foram assim por três anos, ligando para a casa de Peter e a mãe dele dando uma desculpa qualquer e fugindo para encontrá-lo, mas não ia tão longe. Acho que finalmente entendi que não nos veríamos tão cedo, pelo menos enquanto estiver debaixo da asa de minha mãe, ela é determinada. E com isso eu passei os três últimos anos de minha vida trocando de escola por conta do comportamento rebelde, andando com gangues e parando mais em delegacia do que em casa.

Acho que minha mãe não aprovou muito minhas novas amizades, achei até que ela preferiria Peter a eles, mas o orgulho sempre falava mais alto. Ela também odiou meu novo corte de cabelo, a nova coloração e as lentes coloridas, ela denominava meu novo estilo como: demoníaco. Os cabelos, depois de um ano confinada em um apartamento com minha mãe, foram pintados de preto e cortados, por uma tesoura enferrujada, um pouco acima dos seios – devo dizer que eles, finalmente, se desenvolveram – os olhos castanhos sempre cobertos com lentes amarelas, vermelhas e roxas.

Ás únicas vezes que eu vi Peter foram por meio das redes sociais e ele me pareceu bem feliz. Universitário, cheio de garotas ao redor e bem popular. Diferente de mim: rebelde, presa no primeiro ano do ensino médio — porque reprovei uma vez — e sem amigos porque todos tem medo de se juntar com uma garota que anda com gangues. Acho que apartir da primeira vez que minha mãe fora me buscar em uma delegacia, ela já estava completamente arrependida de ir para o outro lado da cidade.

- Você tem que criar responsabilidades, Eduarda – minha mãe gritou enquanto entravamos em casa – Você já tem quase dezesseis anos.

- O que aconteceu dessa vez? – meu pai largou controle da televisão e veio caminhando em nossa direção.

- A mesma coisa de sempre, sua mulher dando uma de histérica e vitima – larguei a mochila de couro no sofá e andei em direção a escada.

Minha mãe tem um talento nato para atuar, acho que é isso que ela faz quando vai me tirar da cadeia, faz todo aquele teatro de mãe que não sabe o que fazer com a filha e o delegado acredita. Eu quase acredito nela, mas ela quer me controlar e não me ajudar. Meu pai é um babaca. Completamente submisso a ela. E meu irmão, bem, Douglas não é exatamente a pessoa mais inteligente do mundo e eu agradeço todos os dias por ele ter ficado em nosso antigo bairro. Mas às vezes também sinto inveja, claro que não da inteligência suprema dele e nem do habito nojento e de misturar abacate com arroz, mas porque ele ficou com Peter, estudam na mesma escola, se vêem todos os dias e saem juntos. Os dois são como irmão, principalmente agora que eu estou fora da jogada.

- Acho que isso foi longe demais – ouvi meu pai falar – Você a trouxe para o outro lado da cidade para mantê-la longe dele, mas olhe o que aconteceu. Eduarda anda com más companhias, quantas vezes fomos buscar ela na delegacia depois que a trouxemos para cá? E sem falar que ela ficou longe de Amanda, que era uma boa garota.

Amanda.

Amanda é outra que me esqueceu completamente, nos primeiros seis meses ela ligava todos os dias e chegou até a me visitar quatro ou cinco vezes, mas depois os telefonemas foram ficando raros e ela nunca mais me visitou. Não que eu a culpe, depois de seis que vim arrastada para esse fim de mundo, apareci na TV. Certo que meu visual não estava dos melhores, naquela época eu ainda era a mesma garota, mesmo estilo e mesmo corte de cabelo, mas foi minha primeira ida na delegacia: por pinchar uma loja. E foi assim que fui parar na televisão e acho que todos do meu antigo bairro me reconheceu.

- Eu só queria protegê-la – minha mãe fungou e falou com a voz esganiçada. Rolei os olhos e desci um degrau para ouvir melhor.

- E olha no que ela se transformou. Olha os amigos que ela fez, aquele tal de Paul, aquele garoto tem a ficha criminal maior que o meu extrato bancário.

Paul é um cara legal, mas no ponto de vista de meus pais não. Paul participa de rachas e sempre esta rodeados de garotos delinqüente, as pessoas costumam dizer que eles são um gangue. Ele nunca usou droga nem nunca matou ninguém, ele só é um garoto brigão, e acho que foi por isso que nós nos demos bem.

A primeira vez que tentei apresentá-lo para meus pais foi um desastre. Eles acharam que ele era meu namorado, o que nunca poderia acontecer, já que ele já tinha uma namorada. É meio complicado explicar, Paul me defendeu quando uns jogadores de futebol tiravam uma com a minha cara, e apartir daí ninguém nunca mais veio falar comigo, achando que eu era da gangue dele. Depois daquele dia eu ficava com o grupo dele, saia com eles e até invadia alguns lugares com eles.

- Liguei para a mãe de Peter – desci mais um degrau e ouvi atentamente – Ela falou que ele está morando em um apartamento que o pai comprou no centro e que ele nunca a visita, porque tem lembranças daquele lugar.

Legal. Parece que ele não quer se lembrar de mim. Certo chará.

- Acho que está na hora de voltarmos para casa – meu pai concluiu.

Notas finais
Vou começar uma nova historia aqui, o nome dela será Hunters (Caçadores). No priximo capítulo de OMADMI irei postar o link dela, espero que vocês gostem dela.
Okay, se vocês quisserem tirar alguma duvida comigo é so me mandar um MP ou me chamar no twitter: @whopatch
Até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.