O Melhor Amigo Do Meu Irmão

4 Me acordar amigávelmente?


Notas iniciais
Oizão, mais um para vocês, ele tá pequeno.
Enjoy ♥

Cheguei em casa e joguei minha bolsa no sofá, a sala estava quieta demais. Sempre meu irmão e o idiota do Peter estavam jogando vídeo game ou falando sobre garotas, às meninas que pegaram na ultima festa ou da semana passada, meu irmão mesmo era o que mais trocava de namorada, uma por mês para ser especifica. Era um trabalho enorme para não confundir os nomes, ele tinha que repetir o nome da garota várias vezes, não sou muito boa com nomes, ainda mais se eles forem substituídos quase toda semana. Ouvi passos pesados vindo da cozinha e quando olhei para trás ali encostados na mesa se encontravam meu irmão, Peter e meus pais, cuja cara não era as melhores. Peter tentava esconder o rosto disfarçando de lado.


– Eduarda eu quero explicações sobre o rosto de Peter, o porquê do tapa no rosto dele. – minha mãe falou com a voz alterada enquanto batia o pé no chão, meu pai estava quieto e eu até arriscaria o palpite que ele estava querendo esconder uma risada.


– Mãe ele me chamou de louca, você mesma disse que louca é uma palavra muito forte.


– E você me derrubou no chão, eu poderia ter rachado a cabeça por causa do seu ataque de histeria — Peter falou alto e quando eu virei para vê-lo seu rosto se encontrava em um vergão chamativo demais no rosto pálido, parecia uma gota de sangue em uma folha de papel branca. Eu comecei a rir fazendo meu pai puxar os lábios em um sorriso reprimido.


– Isso é verdade mãe a Eduarda me chama e Peter de nomes bastante criativos, ela não é santa – para piorar minha situação Douglas aquele que se julgava meu irmão, começou a citar os nomes que eu o chamei em 1940, serio Douglas não podia ter nascido do mesmo útero que eu, ele era tão, tão idiota que se desce feijões para ele dizendo que cresceria uma arvore e em cima das nuvens existia um castelo repleto de ouro ele acreditaria e ainda ficava na frente da terra esperando o pé de feijão nascer. Ele tinha 16 anos mais parecia ter dois anos.


– Fica na sua Douglas, se você gosta dos seus dentes acho melhor ficar quieto meu doce. – eu falei num tom ameaçador.


- Meu doce é o... – meu pai tapou a boca de Douglas antes de ele terminar a frase.


- Não fale isso – ele repreendeu.


- Quase me esqueci que Eduarda ainda é uma criança.

– Você vai ver a minha mãe de criança na sua cara seu idiota– eu pulei para cima dele mais meu pai me segurou.


– Esse não é o rumo da conversa, eu quero que você peça desculpas para o Peter – minha mãe me interrompeu.


– Não antes de descobrirem a cura da AIDS.


– Ou é isso ou sem casa de verão nesse final de semana.


–Tudo bem – eu abaixei a cabeça e comecei a traçar uma linha imaginaria na horizontal varias vezes com as pontas dos pés – Desculpa


– Eu não ouvi Eduarda – minha mãe disse colocando à mão atrás da orelha e virando o rosto para o lado, como quando alguém vai contar um segredo.


– Me desculpe Peter.


– A primeira parte já foi feita, agora se abracem – eu e Peter nós olhamos incrédulos, eu sabia que ele não queria me abraçar tanto quanto eu ele. – andem se abracem.


– Mais mãe, eu já pedi desculpas – ela se fez de desentendida e começou a bater os pés novamente, não vendo alternativas eu e ele fomos nós aproximando lentamente, eu de cabeça baixa não queria encara Peter nem queria olhá-lo, já estávamos bem próximos, eu era mais baixa e pegava um pouco acima dos ombros dele eu parecia uma criança de cinco anos que não sabia como abraçar um adulto, parecia tão desconfortável quanto eu. Eu fui a primeira a abraçar eu queria acabar com aquilo de uma vez só, meus braços fecharam ao redor da cintura dele e os deles ao redor de meus ombros, eu senti a respiração dele bem por cima do meu cabelo, quando eu me dei por mim o abraço já durava mais de minutos e meus pais nós olhavam com um ponto de interrogação no rosto, eu o empurrei rapidamente e corri para as escadas o que não deu muito certo porque na metade do corredor eu tropecei no logo tapete e cai com a cara no chão mais me levantei rápido e me tranquei no quarto. Deslizei meu corpo arranhando minhas costas na porta do quarto sentando no chão.


[...]


Acordei com algo mexendo em meus cabelos, mais meus olhos não pareciam cooperar para abrir com essa caricias, mais um minuto se passou e os dedos começaram a roçar meu coro cabeludo me fazendo arrepiar, eu deduzir como meu pai ele sempre fazia isso para me acordar, quatro anos atrás mais fazia, quando meus olhos finalmente abriram um grito escapou de meus lábios me fazendo pular sentada na cama, Peter levou um susto também mais ele caiu para trás e escorregou em meu skate suas costas se chocaram contra o chão num estrondo forte, eu cobri minhas pernas com o fino cobertor que estava caído no chão porque eu não usava mais que uma camisa do AC/DC e calcinha.


– O que você esta fazendo aqui projeto de gente? – gritei em quanto me concentrava em me tapar.


– Eu vim aqui te acordar amigavelmente, mais pelo visto você prefere ser acordada com tapas e chutes, você é uma cavala Eduarda – ele se levantava com dificuldade do chão.


– Acordada amigavelmente? E que porra de amigavelmente é você mexendo em meus cabelos idiota, você é gay, serio eu acho o meu cabelo fascinante mais isso chega até a ser doentio Peter já pensou em se tratar? Pode me dizer você é gay não é?


– Claro que eu não sou gay e se você fosse mais velha eu te mostrava o quanto gay eu sou mais você ainda não saiu do berçário então.


– Cala a boca e vaza do meu quarto retardado. – ele se dirigiu a porta mais antes de sair ele se virou com um sorriso cínico nós lábios.


– Ah, não se esqueça de trocar a Panppers, passa talquinho também se não você se assa.


– Eu mandei você vazar Peter, anda vaza.


Ele saiu do quarto e fechou a porta, quando eu olhei no relógio na cabeceira eu pulei da cama, eram sete e vinte minhas aulas começavam as dez paras oito, com sorte e agilidade eu chegava lá a tempo.

Notas finais
Gostaram?