O Melhor Amigo Do Meu Irmão
13 [...] Não é preciso, eu tenho as unhas do pé [...]
Notas iniciais
O filme mal tinha começado e já estava arrancando milhares de gritos meu, que garota era aquela? Podia ter cara de anjo mais era diabólica e os pais tentado trancar ela no fogão? Eu faria o mesmo, meus pais pareciam estar entediados, meu irmão me assustava a cada cinco minutos e Peter brigava com ele para ele parar. Uma hora eu me irritei e dei um chute no Douglas o que fez o nariz dele sangrar, e o meu dedo do PE também, o por quê? Bem quando fui dar o chute o dedo entrou um pouco no nariz dele o que fez a criança chorar, eu tentei argumentar que assim ele respiraria mais ar e não ia morrer sem ar já que o dedo fez o buraco ficar maior mais não adiantou meus pais quase fizeram me subir. Eu nunca mais queria ver o numero trinta e nove na minha frente, meu deus a menina era demoníaca já pensou se eu tivesse uma irmã daquela, eu tacava pela janela pegando fogo, e ainda tocaria mais álcool.
– Serio Peter tira isso, vamos colocar Romeu e Julieta. – eu disse colocando uma almofada no meu rosto.
– Você acha que eu quero mesmo ver filme de garota? Cheio de frufru? E esse filme nem terror não é!
– Oh claro que não a menina só tem a alma do capeta e liga para todo mundo mandando eles se matar, quanto será que a mulher gasta de telefone? – Peter me olhou com uma cara de “A menina tem a alma de diabo e você preocupada com a conta telefônica?” era apenas uma curiosidade, porque a menina ligava para os outros e não aumentava a conta? Era coisa do avermelhado também? Meu deus eu to confusa!- Peter?
– O que foi pequena?- pequena? Eu quase fiz ele engolir a almofada que eu estava segurando, pequena ele devia saber que nunca se chama alguém de pequena se ela for quase anã quanto eu, isso era ofensivo.
– Me chama de pequena mais uma vez e eu arranco todos os seus dentes fora garoto!
– Tá Duda, o que você quer?- ele disse ainda vidrado na TV.
– Você assiste Romeu e Julieta comigo depois? – ele se virou para mim e deu um largo sorriso, isso bastou para que o meu ar se fosse, para que meu coração perdesse o ritmo e meu sangue corresse mais rápido nas veias, um borrão tomou conta da minha visão por um minuto, era possível ele me fazer ter todas essa sensações com apenas um sorriso? Ele voltou a olhar a TV e tudo voltou ao normal, eu encarei aquele sorriso como um sim.
Depois daquele filme que teve um final mais palha que o filme todo eu coloquei Romeu e Julieta, era bem melhor que “Caso 39”, aquele filme de Du nos nervo, a cada fala de Romeu eu soltavam um “Ownn” e Peter revirava os olhos, aqui sim era filme eu geralmente não gostava de romances mais esse era um romance antigo, tinha todo um contexto, era perfeito.
– Só você mesmo para me fazer assistir esse filme meloso, eu estou me sentindo meio baitola – ele disse coçando a cabeça.
– Ei Peter você tem que libertar a libélula que há em você, assim a lagarta fica mais feliz- eu disse tirando com a cara dele, Peter era um ótimo amigo, eu sempre achei que amizade entre mulheres e homens nunca existiam mais existe, eu acho.
Quando o filme chegou ao fim eu estava com o rosto tomo molhado meus olhos não focalizavam em nada por causa das lagrimas que saiam de meus olhos, que final injusto eles não conseguiram viver o amor deles, Romeu se mata pela Julieta sendo que ela estava viva apenas fingindo estar morta para poder fugir com ele, e o recado chegou diferente a ele. Por isso que eu digo não se confia em fofoqueiros eles destorcem tudo que nós falamos, se fofoca fosse emprego as garotas da minha sala estariam empregadas e ricas, quem sabe até bilionárias. E as mocreias ainda tinham coragem de dizer que não era fofoca era dando informação os desinformados, eu queria às vezes dar uma informação do lado da cara de cada uma. Eu nem tinha percebido que Peter estava tirando o DVD, ele desligou a televisão e ficou me encarando, só havia nós dois na sala meus pais falaram que estavam cansados e meu irmão dizia que não queria ver filme de baitiola, machista? Não magina, nem um pouco.
– Só você para chorar nesse filme, que final mais tosco. – ele disse me ajudando a levantar.
– Vai dizer que você não gostou, fala amiga isso fica só entre nós – Peter deu uma risada sarcástica e foi em direção da cozinha e eu fui atrás, ele abriu a geladeira e pegou o refrigerante, eu não sabia aonde era mais calor aqui ou no submundo porque né.
– Você quer? – ele perguntou, eu assenti com a cabeça e ele me entregou um copo, eu bebi devagar enquanto ele virou tudo na garganta, quando eu ia falar algo não tão respeitoso, vamos dizer eu meu vocabulário não era dos melhores ele pegou a minha mão que estava vazia. Merca cadê o ar?No rabo do cachorro do vizinho só pode ser porque aqui não tem nada. Quando eu percebi que ele tinha pegado minhas mãos para ver minhas unhas, admito senti certa decepção.
– Você e a sua mania de roer a unha, já disse que você vai roer os dedos daqui a pouco.
– Não é preciso, eu tenho as unhas do pé.
– Você é estranha, é diferente das garotas que eu conheço.
– Deve ser porque eu não gosto de rosa, não gosto de shorts e nem de salto alto. Porque eu gosto de jogar vídeo game, gosto andar de skate e falo palavrões? – ele deu mais um sorriso largo.
– Você é garota que todo garoto sonha estar do lado – meu deus isso foi uma cantada? Não, não foi isso foi em geral, claro que garoto iria querer uma namora que pede para ele pintar as unhas delas?Nenhum. – Eu vou dormir, sonhe com os anjos.
– Você acha que eu tenho quantos anos Peter? Sete, por favor, né? – ele deu uma risada e deu um beijo no topo da minha cabeça, beijo no topo da cabeça é tão... tão maternal.
[...]
O vento forte não colaborava comigo, nem a chuva eles me faziam ter mais medo, claro depois do filme que eu assisti, da janela os trovões era claros, e iluminava todo quarto me fazendo arrepiar porque criava sombras, sombras bem realistas. Eu peguei meu travesseiro e fui em direção a porta, a abri lentamente e olhei no corredor para ver se nenhuma menina infernal estava ali, eu andei até o quarto de Peter em silencio mais o medo tomava conta de mim. Quando cheguei lá dei leves batidas e sussurrei o nome dele varias vezes, será que a garota ligou para o celular dele e mandou ele se matar? Em questão de minutos ele abriu a porta com a cara toda amassada e tendo dificuldade de abrir os olhos, as pedras azuis me olhavam com curiosidade.
– Posso dormir com você hoje eu estou com medo – Peter fez uma cara do tipo “você esta brincado comigo não esta?”
– Porque não vai dormir com seus pais?
– Qual é Peter eles me mandariam de volta para o meu quarto.
– Seu irmão?
– Ele me assustaria a noite toda, você não quer que eu fique ai? É só falar.
– Não, pode entrar – eu entre rapidamente com medo de ficar mais um minuto naquele corredor, ele fez um gesto para que deitasse ta cama e foi isso que eu fiz, logo depois dele, ele puxou o cobertor e cobriu nosso corpos, ele me envolveu em um tipo de abraço de urso e enterrou o rosto no meu pescoço, eu conseguia sentia a respiração quente dele ali, era para meu coração estar batendo tão forte assim, ou minha respiração ficar tão irregular?
– Boa noite pequena – essas foram as ultimas palavras que eu ouvi dele antes de minhas pálpebras pesarem e eu cair no sono com a respiração dele aquecendo meu pescoço.
Notas finais
- Que tal vocês me ajudarem a chegar a 200 comentarios e cinco recomendações? Eu ia ficar super feliz e motivada a escrever!
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