O Medalhão

4 Capítulo 4 - Aurora


Notas iniciais
A lenda da bruxa Aurora relatada neste capitulo é totalmente de minha autoria.

Cristinana ainda olhava aterrorizada para o medalhão nas mãos de Victor, de fato nada daquilo fazia sentido, afinal, que tipo de avô da algo que deve ser destruído como herança? Ana pegou a carta das mãos da amiga para analisar um pouco melhor. Em seguida pediu para ver o medalhão. Nas costas da joia tinha um nome escrito em letras envelhecidas, ao que parecia ser Aurora.


__ Mas quem poderia ser Aurora? — Victor perguntou entusiasmado.


__ Pode ser alguém que meu avô conheceu, ou até mesmo a dona do medalhão!


__ É Ana mas não faz sentido, porque alguém daria uma joia como essa para alguém?


Não podemos negar que a internet é o meio mais rápido de conseguir respostas. Já estava tarde não perderiam nada em pesquisar. Então subiram os três para o quarto de Ana, e começaram a pesquisar. Algumas tentativas em vão foram gastas até encontrarmos algo que fosse útil e levasse ao caminho de uma possível conclusão.


__ " Segundo alguns egípcios , a coruja é um simbolo de poder e sabedora, dando aqueles a quem a adora o poder de discernimento sobre a maioria dos assuntos " — lia Victor, calmamente.


__ Alá! Viu? é inofensivo. — disse Cristiana enquanto mudava de posição no chão.

__ Pera aí Cris eu não terminei... " A coruja negra opõe-se a coruja dourada. Reza a lenda que em um povoado muito antigo do Egito, vivia uma jovem bruxa de nome Aurora. Ela era a mais bela de todas a jovens de sua terra, porém estava jurada de morte por práticas de bruxaria. "


Imediatamente nós três nos retesamos, focalizando com mais atenção a tela do computador. A tensão ficava mais forte a medida que Victor lia, não podia ser de fato aquele medalhão. Então ele continuou.


__ " Um dia um jovem príncipe visitou o povoado, e, de imediato ficou encantado com a beleza da moça. Apaixonado por ela ele a cortejou, e pobre moça iludida de deitou com o príncipe na esperança de que ele a livrasse da cruel sentença de morte. Porém não foi assim que aconteceu, logo após ter se deitado com a jovem bruxa, o príncipe fugiu, deixando apenas um medalhão em seu lugar, quando a jovem acordou sua casa estava cercados por guardas da realeza. A bruxa foi levada para o meio da praça de amarrada no alto de uma fogueira, mas, antes de morrer ela amaldiçoou o medalhão, á todo aquele de possuísse o medalhão e um dia amasse verdadeira mente alguém, a jóia lhe concederia três desejos, porém, suas conseqüências eram irreversíveis. "


__ Vocês não acreditam nisso, acreditam? — Cristiana de todos nós era a mais cética. — Olha o tamanho da baboseira que o Victor acabou de ler para nós!Três desejos... Bem capaz. – Disse resmungando enquanto levantava-se e saía da sala.


__ Oque nós temos a perder — disse Victor se levantando — Vamos lá como funciona essa coisa? " Para que o medalhão conceda os três desejos um ritual é necessário. Envolva-o em seu pescoço, e coloque perto de seu coração, e faça seu pedido. Cada um é responsável pelo seu próprio calvário".


__ E ainda rima! — Gritou Cristiana do outro cômodo enquanto se deleitava rindo feito criança. O sono já estava começando a bater, mesmo para um sábado, já era tarde. Então Victor não se demorou, envolveu o medalhão no pescoço perto de seu coração, e então gritou.


__ Desejo saber quem será o participante morto na crônica de nosso jogo!


No momento em que terminou de falar a última palavra uma explosão de energia percorreu violentamente seu corpo, fazendo-o cair de joelhos. O medalhão tinha ficado quente e estranhamente mais negro do que costumava ser. Ele o largou imediatamente. Seu coração batia urgente, parecendo querer ultrapassar a barreira de seu peito. Ofegou enquanto olhava para Ana que vinha assustada correndo em sua direção.