EU ESTAVA MAIS PREOCUPADO COM O HORÁRIO, ACIMA DE TUDO.

Claro que eu estava, nós tínhamos o prazo de cinco dias e este era o quinto dia, mas eu não sabia quanto tempo tínhamos de verdade. Eu tentei perguntar para Layla, mas ela disse que tínhamos até o solstício de verão — todos falando desse treco de solstício de verão, mas eu não sabia o que diabos aquilo significava. E, como nós estávamos em pleno voo, eu não me atrevi a perguntar mais, deixei passar.

Mas quando eu pensei que tudo poderia seguir bem em nossa viagem, eu me enganei — óbvio, nada poderia correr em para alguém como eu, um semideus.

Todos nós (Ian, Layla, Peter e eu) estávamos em nossos respectivos pégasos, mas Blackjack relinchou e Peter ficou rígido em seu pégaso. Eu sabia o que aquilo significava: alguma coisa estava errada. O tempo começou a mudar, o céu claro e quase sem nuvens começou a ficar cinza e nuvens escuras começaram a surgir no céu, juntamente com trovoadas. Eu sabia que aquilo era obra de Peter e quando o olhei, pequenos raios surgiam dele.

— O que está acontecendo? — perguntei a ele.

— Tem algo nos seguindo — disse ele. — Eu consigo sentir pela corrente do vento.

Chefe, disse Blackjack. Monstros.

Eles não precisavam dizer mais nada.

Quando olhei para trás, mais de dez criaturas voadoras vinham bem atrás de nós. Eles tinham quatro patas de leão, enormes asas de águias e seus bicos de falcão eram tão ameaçadores quanto o seu olhar sanguinário.

Chefe, falta pouco para chegar, disse Blackjack. Só mais alguns minutos.

— Blackjack, voe até perto dos outros — disse eu.

Entendido, disse ele.

Blackjack inclinou-se para frente e voou até os meus amigos, fazendo com que eu ficasse no meio deles.

Olhei para todos eles.

— Escutem, tem monstros atrás de nós — disse eu. — Layla e Ian levem o martelo para o Empire State Building. Peter e eu podemos dar conta disso.

— Ficou louco? — disse Ian.

— Não temos tempo, Ian — interveio Layla. Ela me olhou séria e assentiu. — Esperamos vocês lá.

Assenti para ela.

— Vamos, Peter — disse eu.

— Vamos — disse ele.

— Mas... — disse Ian, mas seu pégaso, juntamente com o pégaso de Layla, acelerou o voo e seguiram em direção ao Empire State Building.

Blackjack e o pégaso azul que Peter estava fizeram meia-volta e voamos em direção aos monstros que estavam em nossa cola.

Puxei minha faca de bronze e Peter pegou sua espada. Os monstros soltaram um som que me fez tampar meus ouvidos e quase soltar a minha faca. Olhei para Peter e, com uma mão tampando o ouvido e a outra levantada para o céu, um raio veio dos céus, encostou-se a sua mão e, assim que ele apontou a mão para o monstro, o raio foi em direção ao monstro e ele explodiu. Um a menos, faltam nove, pensei.

O som que eles produziram parou. Cinco das águias-leão veio para cima de mim e o restante para cima de Peter. Eu olhei para ele e ele assentiu — aquilo era realmente o sinal para que nós nos separássemos, e foi o que fizemos.

Puxei um pouco do cabelo que ficava na nuca de Blackjack e ele entendeu que era para subirmos e começamos a subir. Em um dos meus cantis, peguei toda a água que continha nele e, congelando uma boa parte para que servisse de cabo para mim, o restando ficou em água; como se fosse um chicote longo e feito de água.

Assim que eu vi que se seu subisse mais aos céus e Zeus pudesse me matar ali em plena batalha, eu puxei mais um pouco dos pelos de Blackjack, mas para trás. Nós dois começamos a inclinar mais para trás, e mais, e mais, até que nós ficamos de cabeça para baixo. Blackjack entendeu o que eu estava querendo fazer e ele inclinou o focinho para baixo e descemos como um foguete.

Na descida, muitas das águias começaram a tentar nos dar patadas, mas, com o meu chicote, eu consegui impedir suas patadas. Inclinei-me para a direita e, saltando de Blackjack, pulei para a águia mais próxima, ficando montado nela. A águia começou a produzir aquele som irritante de novo e eu tampei um de meus ouvidos. Com a outra mão, fiz um movimento rápido e a água de meu chicote congelou seu bico. A águia começou a se debater, mas eu cravei minha faca em seu pescoço e, assim que ela explodiu, eu consegui pular dela — com minha faca na mão — e cair em Blackjack que estava bem próximo de nós. Agora eu estava com um cantil e sem meu chicote, mas eu abri o outro cantil e fez um chicote com a água dele.

As águias ainda nos seguiam e, de longe, conseguia ver Peter fazendo quase a mesma coisa que eu. Ele pulava de águia em águia, eletrocutava-as — dava para ver os raios e as trovoadas que davam perto dele — e perfurava-as com sua espada. Ele era tão bom quanto eu na espada — tá, ele era bem melhor do que eu na espada, o que me fez sentir mais falta do meu arco e flecha.

Mas as águias que estavam perto de mim apareceram em nossa frente, mas Blackjack e eu conseguimos contorná-las, girando no ar (o que me fez quase vomitar, mas consegui chicotear alguma das quatro que estavam me seguindo), e conseguimos chamar a atenção delas para mais longe de Peter. Eu sabia que se a gente ficasse mais perto um do outro, seria um grande problema. Elas continuaram a nos seguir e continuaram a produzir aquele som irritante que me fazia tampar os ouvidos.

Blackjack relinchou.

Esse som me dá agonia, disse Blackjack.

— Tenho um plano — disse eu a ele.

Qual é, chefe?, perguntou Blackjack relinchando novamente.

— Vamos até elas e eu vou me jogar em uma delas. Fique por perto, porque depois eu vou me jogar delas para pular em você. Feito?

Feito.

E nós fomos.

Blackjack deu meia-volta novamente e voamos em direção às águias novamente. As águas, ainda com seus olhares sanguinários e demoníacos, continuaram a voar em nossa direção. Assim que chegamos perto, chicoteei algumas para que não machucassem Blackjack e pulei em cima de uma delas.

A que eu pulei começou a se debater. Ela começou a produzir um som diferente, não ameaçador, mas como se fosse um alerta. As outras três águias que estavam tentando investir contra Blackjack se distanciaram dele e levantaram voo. Elas começaram a voar para o mais alto possível e mergulharam de bico para baixo, vindo em minha direção. A águia em que eu estava continuou a voar tranquilamente, mas assim que eu voltei a olhar para cima e vi as águias mais perto, me preparei.

Uma das que estava vindo em minha direção chegou mais perto de mim primeiro e, antes que ela pudesse me agarrar com suas garras, eu consegui lhe dar uma chicotada bem na hora, mas eu não consegui fazer o mesmo com as outras duas que vieram logo em seguida.

Uma das duas águias, com suas garras, agarram meus braços e levantou voo, onde eu fiquei suspenso pelo ar. Olhei para baixo e a águia em que eu estava tinha sumido. Comecei a procurar por ele e, quando olhei para frente, elas estavam voando em minha direção e com o bico aberto. Eu sabia que elas estavam voando em minha direção para me comer, mas eu não deixaria isso acontecer.

A primeira águia chegou perto, mas eu consegui desfazer o meu chicote, fazendo um muro de gelo bem a minha frente. A águia se chocou nele e começou a cair, girando, em direção para baixo. As outras duas vieram em minha direção, mas eu congelei uma das garras da águia que me segurava e ela me soltou, e eu comecei a cair em queda-livre.

Mas parecia que para elas, aquilo não fazia a menor diferença. Quando eu estava caindo, elas estavam ao meu lado e, aproveitando da burrice delas, congelei a cara de uma e atirei minha faca na cara da outra e essa explodiu logo em seguida e minha faca voltou para minha mão. A águia congelada, eu consegui chegar perto dela — não me pergunte como, mas eu consegui — e consegui perfurar seu pescoço assim que consegui montar nela. Ela explodiu, virando poeira de monstro, e eu continuei descendo em queda-livre.

A águia que tinha batido na minha parede de gelo levantou voo e voou em minha direção, mas eu esperei o momento certo. Quando ela finalmente chegou perto para me abocanhar, eu consegui desviar e lhe esfaquear na cabeça. Ela também explodiu.

Mas aquilo tudo não foi nada comparado ao pânico que eu estava tendo logo depois de matar aquelas criaturas; eu estava caindo e para a morte, e uma morte bem dolorosa. Eu já estava vendo o chão as ruas de Nova York e fechei os olhos. Mas, quando eu pensei que iria sofrer o grande impacto que me mataria, algo me deteve.

Quando abri os olhos, eu estava subindo. Olhei para cima e bi Blackjack abocanhando minhas roupas.

Chefe!, disse ele. Pensou que ia se livrar de mim?

— Obrigado, Blackjack — agradeci.

Com uma manobra rápida de Blackjack, eu já estava montado nele e voltamos para o céu, onde encontramos Peter e mais nenhum monstro.

Bem, ao menos foi o que eu pensei.

Quando Peter e eu menos esperávamos, um som agudo que só poderia ter sido produzido por uma águia veio atrás de nós. E quando nos atrevemos a olhar, era uma águia três vezes maior do que as outras que nós tínhamos enfrentado e muito mais feroz. Ela tinha um olhar mais diabólico e seu bico parecia mais afiado do que minha própria faca. Sua cor era mais estranha do que as demais, aquela águia era totalmente cinza. Literalmente. Somente seu bico era amarelado, mais nada.

— Vocês, seus semideuses imundos! — disse a água com voz feminina. — Vocês mataram as minhas crianças!

Chefe, estamos quase..., disse Blackjack.

Olhei para baixo e consegui ver toda Nova York. Avistei o Brooklyn, Manhattan, Long Island, Queens e o Bronx; Nova York estava totalmente aos nossos pés. Mas não era isso que Blackjack estava, exatamente, me mostrando. Quando olhei para frente, lá estava o Empire State Building. Parecia que estava a menos de cem metros de nós.

Mas nós não podíamos simplesmente ignorar aquela águia que estava atrás de nós. Se ela nos seguisse — e ela iria nos seguir —, ela poderia causar um grande estado no Empire State Building e tudo seria culpa nossa — mesmo eu sabendo que a Névoa iria mostrar alguma coisa que os humanos poderiam entender.

Olhei para Peter e nossos olhos se encontraram. Assentimos um para o outro.

— Não podemos ignorar esse monstro, Blackjack — disse eu.

— Temos que voltar e enfrentá-la, Trevor — disse Peter.

Assenti para ele.

— Dê meia-volta, Blackjack — disse eu. — Vamos enfrentar aquela criatura.

Blackjack e o pégaso azul que carregava Peter relincharam e, dando meia-volta, fomos enfrentar a enorme águia.

Não foi exatamente como eu planejei que seria. Peter e eu, quando nossos pégasos deram meia-volta, investimos contra a águia gigantesca de diversas maneiras. Ele tentou jogar seus raios e eu tentei chicoteá-la assim que consegui extrair uma boa parcela de água das nuvens, mas parecia tudo em vão. Da distância em que nós estávamos eu não consegui investir contra a águia com minha faca e Peter não podia arriscar a lutar com sua espada — ele poderia perdê-la e a gente não podia arriscar em perder nossas armas.

De qualquer forma, Peter e eu fomos bastante loucos para tentarmos outras coisas. Nós pensamos que se molhássemos a águia e a eletrocutássemos, ela iria morrer. Mas não morria. Tínhamos esquecido que somente o bronze e o ouro celestial eram capazes disso — e nós só tínhamos o bronze e mesmo assim não investimos com nossas armas.

— Vocês vão pagar, seus miseráveis! — disse a águia. — Meus filhos... meus lindos filhinhos... — choramingou ela.

Se ela não estivesse tentando nos matar, eu poderia sentir pena por conta de seu tom de voz, mas chacoalhei a cabeça ferozmente e espantei esse pensamento ridículo de minha mente. Como eu poderia ter pena de uma águia assassina?

Peter e eu desistimos de nossos truques e fomos para mais próximo da águia com nossos pégasos para investirmos com nossas armas. Blackjack e o pégaso azul chegou bem próximo da águia, mas, em um movimento rápido, a águia consegui dar uma boa patada em Blackjack e afastar o pégaso azul com uma das asas — quase que nós fomos diretos para o chão em queda-livre.

— Peter, tenho uma ideia — disse eu quando Blackjack e o pégaso azul se aproximaram e tomamos distância da águia.

— Estou ouvindo — disse Peter fazendo mais trovões tentarem atingir a águia.

Um forte estrondo estalou perto de nós e, quando olhei para Peter, ele tinha apontado dois dedos para a águia e o raio a tinha atingido. Em algumas partes da águia saia fumaça, mas aquilo não era o bastante para derrotá-la; Peter só estava a atrasando.

— Isso não irá me matar, semideuses idiotas! — disse ela. — Dê-me o martelo e eu os deixo ir.

— Nunca — rebati com tremenda raiva.

Eu já estava ficando cansado demais daquela história de martelo isso, martelo aquilo, martelo lá e martelo cá. Cansado. O que essas pragas de monstros queriam fazer com um martelo idiota? Ares que me perdoe, mas que coisa chata! Aquela porcaria de martelo não tinha utilidade nenhuma, a não ser para arrumar briga. Lógico, não me surpreendia aquele martelo trazer guerra, uma vez que ele pertencia ao deus da guerra, mas enfim, não é?

Ela voou para mais perto de nós e, parando no meio do caminho, soltou o mesmo som horrível que seus filhos produziram, porém bem pior. Tampei meus ouvidos e Peter também fez o mesmo. Blackjack e o pégaso azul começaram a relinchar ferozmente.

— Blackjack... para o alto! — gritei.

Mas chefe...

— Rápido, Blackjack!

Blackjack e o pégaso azul levantaram voo e começamos a subir e Peter soltou um raio na águia que aquilo a fez ficar confusa — o que foi bastante bom para nós e subimos e subimos, e subimos até que ficamos bem longe da águia e ela não conseguiu nos achar.

— Qual é o plano? — perguntou Peter olhando para baixo.

— Olhe, temos que pular nela. Ou um de nós — ele me olhou com os olhos arregalados. — É a única maneira de matá-la. Caso contrário, ela só vai nos cansar e nos matar.

Ele pensou por um minuto.

— Você tem razão — disse ele. — Eu vou.

— Não! — disse eu rapidamente.

— Por que não? — perguntou ele franzindo a testa completamente com raiva.

Eu não queria ver Peter arriscar a vida dele ao pular nas costas daquela águia maldita. Ele podia morrer e eu não estava preparado para perder alguém naquela missão. Principalmente um amigo/primo.

— Faça chover. Você consegue? — perguntei.

Ele bufou.

— Claro que consigo — disse ele.

— Ótimo — disse eu. — Faça chover e muito. Deixe o resto comigo, mas fique por perto. Quando eu conseguir feri-la, você a eletrocuta. Daí é a minha deixa.

O olhei sério e ele me fitou.

— Tá bem — foi só o que ele disse, mas não pareceu contente com isso.

Assenti para ele.

— Blackjack, volte para baixo, mas não deixe que ela nos veja — falei.

Entendido, chefe, disse Blackjack.

Ele e o pégaso azul relincharam e desceram com o maior cuidado que eu poderia imaginar um pégaso ter.

A águia estava no mesmo local — ao menos parecia ser — que Peter a tinha eletrocutado. Ela olhava de um lado para o outro, a procura de nós dois e de nossos pégasos. Olhei para Peter e assenti para ele e ele fechou os olhos e pôs as palmas das mãos para cima.

No segundo seguinte, eu ouvi a maior trovoada de toda a minha vida — foi tão forte que eu consegui sentir a força do estrondo em meu peito — e, no segundo seguinte, senti uma gota de água cair em meu braço. Quando olhei para cima, o céu estava mais escuro do que antes e a chova começou a descer.

Perfeito, pensei.

Quando Blackjack e o pégaso azul pararam em cima da águia, olhei para Peter, assenti para ele e pulei nas costas da águia. A águia começou a produzir aquele som novamente, mas eu consegui pegar um pouco da águia que caia de meu cabelo e congelei meus ouvidos; nada de som.

Mas eu tinha que começar a agir. Quando eu tinha dito que tinha um plano para Peter, eu realmente não sabia que ele iria ser realizado com sucesso e como eu era azarento, eu sabia que não. Mas eu tinha que agir.

A águia começou a ficar descontrolada. Ela começou a seguir para todos os lados, como se ela estivesse cega. Segurei-me em seu pescoço, mas foi burrice a minha. Ela começou a seguir em direção ao Empire State Building e aquilo não era coisa boa. Eu tinha que começar a agir rápido.

Em cima da águia, fechei os olhos, abri os braços e, quando voltei a abrir os olhos, senti todas as gotas de água que estavam em volta de mim e da águia pararem. Quando as gotas se juntavam com as paradas, elas começaram a aumentarem e a começar a formar uma enorme bolha de água em volta de nós e nos cobrindo.

— O que diabos está acontecendo? — disse a águia.

Fechei os olhos. Obrigado, pai..., disse eu em pensamento em forma de agradecimento a Poseidon por ele ter me dado tantos dons assim.

Abri os olhos.

— Eu aconteci — falei com raiva. — Ninguém se mete com os meus amigos.

Assim que fechei as palmas das mãos, a bolha que estava em nossa volta começou a mudar de forma e começou a virarem estacas de gelo. Olhei para Peter e assenti para ele. Ele juntou as mãos, começou as esfregá-las e elas começaram a brilhar e soltar pequenos raios; ele estava formando um raio.

Com um movimento com as mãos, fiz as estacas penetrarem a águia e logo em seguida ela produziu um som de dor e ela começou a despencar em direção ao Empire State Building. Mas isso não foi o errado de tudo.

Quando ela estava caindo, Peter e o pégaso ficaram tão perto de nós que, quando ele a eletrocutou — o que me fez sentir todo aquele choque percorrer por todo o meu corpo — e eu atingi a faca em sua cabeça, ela explodiu. Porém, o impacto da explosão foi tão forte que jogou Peter e eu na direção das janelas do Empire State Building.

Fechei os olhos antes que eu atingisse uma das janelas de vidro e senti uma grande dor em boa parte do meu corpo — principalmente em minha perna esquerda, em meu braço direito, em meu peito e em minhas costas — quando atingi algo duro e frio, que presumi ser o chão.

Olhei ao meu lado e vi Peter em meio aos cacos de vidro, mas ele não parecia estar sangrando, então não tinha se ferido gravemente. Suspirei aliviado.

Quando descansei a cabeça, minha visão ficou escura e eu não vi mais nada depois disso.