O Marido Da Minha Chefe
2 Capítulo II - Encontro
Capítulo II — Encontro
Já era a quarta vez... e mais alguma coisa era lançada contra a parede na sala de Karin. Eu, e minha melhor amiga: Yamanaka Ino, estávamos com as orelhas impressas na porta da sala dela, Ino também trabalhava na agência, como desenhista para os estilistas mentirosos e farsantes.
— Ai...! — eu e Ino gritamos juntas ao escutar algo bater contra a parede da sala dela — Vamos sair daqui, Ino! — eu avisei puxando o braço dela.
— Espera... — a loira tentou ouvir mais alguma coisa, colocando a orelha na porta novamente.
E mais um estrondo vindo da sala dela.
— Vamos...! — eu puxei minha amiga amedrontada e nós duas corremos até o elevador.
—**-
Enquanto estávamos no elevador, ela idagnou:
— Porquê será que ela, estava tão brava?
Na verdade eu sabia, sabia não... tinha a impressão de saber...
Ela estava assim desde ontem a tarde, depois da visita do marido dela. O inferno que aquela víbora me fez passar, foi horrível!
Primeiro: ela me mandou buscar cinco novas modelos aqui em Los Angeles, em bairros distantes; não você não sabe! Os bairros aqui da cidade são muito distantes um dos outros, sem falar que a gasolina do meu carro acabou e eu tive que deixá-lo no meio do trânsito fechado — sem contar a multa que eu recebi pelo correio hoje cedo — e buscar as benditas modelos.
Segundo: As modelos eram até simpáticas, menos uma: Konan Yamithy, ela fez tantas exigências quando
estávamos dentro táxi, que por pouco eu não pedi demissão e deixei ela lá sozinha!
Terceiro: Quando eu desci do táxi junto com a última modelo, eu me toquei que, a bolsa com a carteira e documentos tinham ficado por lá! Então eu fui até a avenida principal — onde eu havia deixado o meu carro, mas, para o meu azar o carro havia sido rebocado pela polícia rodoviária, segundo informações que eu obtive. Então eu fui até minha casa (apartamento) e peguei o dinheiro que recebi na segunda, que por sorte eu não havia depositado. Pagando mais de setecentos dólares ao taxista... pensei que ele queria me "assaltar" porém, o taxímetro indicava realmente o valor.
E por último e quarto:
Quando eu cheguei á One Prime, as modelos tinham sido fotografadas... graças á Deus! Mas, Karin xingou até meus ancestrais de... não preciso dizer né?
Reclamou da minha falta de competência, e que eu devia estar lá para comprar o almoço dela, acredita que a bruaca não tinha almoçado, porquê simplesmente não pode gastar tempo com uma coisa que é dever da secretária! Eu odeio ela, quero mais que ela se foda!
— Sakura...? — Ino abanava a mão em frente ao meu rosto.
— O que, Ino? — murmurei.
— Você sabe o motivo da sua "vadia-chefe", estar assim? — ela perguntou-me após dá ombros.
— Ino — eu chamei a atenção dela e a encarei — Não fale assim, dela!
Ela riu.
— Ah Sakura-chan, por favor...! — a nojenta riu de novo — você odeia aquela mulher que eu, sei... — e virou para ajeitar o vestido justo e roxo que vestia.
— Odeio — eu disse — Mas... não quero mais problemas com ela! — eu puxei o braço dela fazendo ela olhar-me — Entendido? Não espalhe isso pra ninguém, se eu perco esse emprego, ela suja o meu nome para toda a Los Angeles e você sabe! Então: Xiu!
— Claro. — ela consentiu e retocou rapidamente o batom rosa na boca virada ao espelho do elevador — Também não vou dizer que o gato do marido dela, te paquerou... — eu quis matar á porquinha que guardava o batom entre os seios.
— Porca! — rosnei cerrando os olhos — Cala essa boca...! — avisei.
Ela riu histérica, ele não havia me paquerado, ou havia?
— E você, vai?!
— Aonde? — não sabia onde ela queria chegar.
— Encontrar o gato! — ela disse naturalmente.
— Encontrar com ele Ino, sério? — eu perguntei em forma de sermão, enquanto saíamos do elevador — Ele é casado!
— E daí? — ela murmurou sarcástica andando ao meu lado pelos corredores do andar quinze da agência.
— E daí? — repeti e ela abriu a porta entrando e eu logo atrás — Você é louca ou o que?!
— Eu não sou louca, tá? — retrucou — Eu já me envolvi com homens casados, lembra?
— Lembro — resmunguei com pesar — A esposa do cara quase me matou achando que eu, era você!
— A culpa não é minha se você resolveu dormir lá em casa naquele dia.
— É claro que á culpa foi sua porca! — rebati — Eu não sabia que você tinha levado um homem para sua casa, — lembrei — um homem casado.
— Mas agora eu não faço mais isso, ok?
,,,,
Então ela piscou olhando para alguns vestidos pendurados em uma espécie de guarda-roupa móvel.
— Olha... — ela puxou um vestido preto "tomara que caia" e mostrou-me — Gostou?
— Nossa...! — eu peguei o vestido e analisei-o melhor — É lindo!
— Fiz para você — ela informou-me — Eu mesma que desenhei — disse toda orgulhosa.
— Ah...! — eu a abracei — Obrigada...
— Tá. Tá. Tá... — Ino resmungou e desfeis o nosso abraço — Agora, veste logo! Você tem um encontro com o bonitão!
— Ah, não Ino! — eu me afastei dela — Você fez esse vestido para que eu fosse encontrar com ele, é isso?! — questionei furiosa.
— Claro que não. — ela se ofendeu, ou fingiu — Olha Sakura, eu fiz este vestido PARA você! O gato só entrou no pacote — e ela riu histérica.
— Sem chance, Ino! — disse á ela — Eu já disse que não vou.
— Ai, Sakura! — a loira praguejou alto — Para de ser, boba! Você mesma disse ontem que: "ele não te paquerou" vai ver ele quer mesmo você como modelo.
— Eu? Modelo? — questionei irônica — Fala sério, loura eu nem tenho altura pra isso.
— Sei... — a loira resmungou — Afinal, ele trabalha em uma sede daqui da agência?
— Não... — puxei o cartão do bolso da minha calça, que o moreno me dera ontem — Fica na em Nova Iorque, é outra agência que concorre com a nossa. Credo, que tipo de marido que trabalha em uma empresa concorrente da esposa!?
— Tá ai, — Ino disse-me — vai amiga... quem sabe você se dá bem? Hum!? — ela olhou-me engraçado.
— Não sei Ino, — mordi o lábio inferior quase sedendo — Será?
— Amiga — ela emburrou-se — Vai me dizer que você vai querer passar o resto da sua vida, servindo á megera?!
É verdade, ela tinha razão eu tinha parado de pensar em meus sonhos devido não ter sido aceita na faculdade de Design; e fiquei em estado de choque, eu havia estudado tanto para aquele prova... que quase enlouqueci! E quando fui reprovada, eu não quis tentar de novo...
Poxa! Eu havia estudado tanto, e não tira passado na maldita prova, e então do que adiantava eu estudar novamente, e não passar?!
Eu sei. Eu sei... eu posso parecer a maior covardona de todas... mas eu tinha motivos para me desanimar...
E quando eu consegui um emprego aqui, na One Prime, achei que pudesse ter uma nova vida... e que finalmente eu entraria no ramo da: Moda, Design e Estilismo! O que não ocorreu, já que a megera da Karin nunca deixou eu sequer ver um desfile como ela "via" nunca me dara uma chance... eu pedi, pedi á ela uma chance de provar que eu sabia ser fashionista, e o que ela fez?
Frustrou meus planos... me humilhou, e disse que eu não passava de uma "empregadinha indireta" que ninguém nunca notara e nem nunca notaria!
Eu só não pedi demissão porquê ela me ameaçou, disse-me que se eu me demitisse, eu nunca mais arrumaria emprego em lugar algum...
E o que eu fiz?
Tive que obdecê-la lógico! A mulher era poderosa demais... eu nunca conseguiria ganhar em nenhuma batalha com ela.
— Sakura...! — Ino estalava dedos na minha cara — Você está ai?! Saku-
— Estou — interrompi-a — E, não... eu não quero passar a vida inteira trabalhando pra ela. Quero ser uma fashionista!
— Então o que está esperando sua, tonta!? — Vai lá atrás do BadBoy! — corei.
— Eu vou — e joguei-me em um púfe que havia no antigo ateliê, onde agora era o lugar onde as meninas como a Ino desenhavam para os estilistas. — Por questões de trabalho! — avisei antes que a loira pensasse besteiras.
—**-
Eram nove e quarenta da manhã, e geralmente a Karin, queria seu café neste horário. Eu havia trocado de roupa, ora... eu iria encontrar um agente de modelos tinha que ir bem vestida... estava de calça de gós alto e uma blusa se mangas mais elegantes, salto alto preto, e no rosto uma simples maquiagem e para finalizar meus cabelos estavam soltos como sempre.
Tomei fôlego e bati três vezes na porta da sala dela, demorou um pouco e ela disse um "entre" abafado. Quando entrei, eu vi o rosto dela manchado pela maquiagem "impecável" ela parecia... ter acabado de chorar, e, segurava um porta-retratos nas mãos enquanto rodova a cadeira que estava sentada, de um lado para outro.
— Aqui está o café, Karin-sama. — eu avisei depositando o copo de café que eu havia comprado na loja de doces da.esquina.
Ela pôs o porta-retratos em cima da mesa e, eu pude ver a foto do... d-do marido dela. Karin pegou o café da mesa e antes de dar uma golada bem forte como de costume, disse-me:
— Porque trocou de roupa?
Por que eu quis, pensei mais não podia dizer isso.
— Err... acabei sujando-me com a tinta da caneta — Kami-sama que desculpa horrível! —
— Como você é desastrada, Sakura... — ela disse irônica e bebeu o café.
Enquanto ela bebia, ia ficando com a expressão estranha, e então:
— Eu disse com AÇÚCAR! E não, ADOÇANTE! — e jogou o copo com tudo em minha direção, e se eu não tivesse um ótimo reflexo uma desgraça teria acontecido.
O copo se espatifou na parede, e manchou tudo, chão carpete mesa... menos á cara e roupas... graças!
— D-Desculpe, Karin-sama... eu...
— Fora...! — ela gritou.
—*-
Já era noite, e eu estava no ponto de ônibus, sentada sozinha em um banquinho... eu não iria e ponto! Pra quer? Eu uma modelo? Nunca, já cansei de me iludir... eu...
Estava tão distraída que não percebir que o ônibus estava parado á minha frente buzinando, e o motorista olhara pra mim, com cara de poucos amigos...
Eu adentrei no ônibus que não estara com muita gente, depositei alguns dólares na caixa, e como eu detesto aglomeração em automóveis, sentei-me em uma poltrona na frente, ao lado da janela e abri-a um pouco, sentindo o vento frio colidir com meu rosto.
—*-
Era mais ou menos uma hora da madrugada quando alguém, me ligou.
Eu me revirei debaixo das cobertas grossas que me cobriam, e ss tirei de cims de mim, levantei com preguiça e coçei os olhos procufando o bendito celular pelo quarto... abri as várias gavetas da penteadeira e nada do celular, que já havia parado de tocar, e eu podia deixar de praguejar: "Quem liga para uma pessoa, á esta hora?"
Vi me bolsa preta jogada em cima do pufe roxo que tinha no meu quarto, me aproximei e peguei o celular que já estava tocando de novo.
— Alô?
— Sakura!? — era á Karin?
— Sim, Karin-sama? — tratei de perguntar, meu Deus... aproximei-me da janela e afastei a cortina me certificando que ainda era madrugada pelo céu escuro.
— Não precisa vir trabalhar...
O que?!
— Mas... porquê? — questionei, eu devia ficar feliz ou preocupada?
— Surgiu um convite inesperado para um desfile importante, em Washington... que é essencial para agência sabe disso não é mesmo?
— Sim, claro — suspirei — mas geralmente, a senhora queria minha companhia... porquê á mudança?
— Escute aqui, — ouvi ela gritar — a agência não lhe paga para que você me acompanhe, e sim, para que faça o que eu mando... e o que eu mandei foi que você ficasse por aí, devia me agradecer!
— Desculpe Karin-san... — Boa viagem, e até logo!
Ela desligou, sem nem sequer me da um boa noite, hunf! Filha da mãe... ela me liga uma hora dessas...! Aff! Custava mandar uma mensagem?
Joguei-me na cama e tratei de tentar dormir.
—*-
De Los Angeles á Nova Iorque era mais de quatro mil quilômetros de metrô... e isso dava mais ou menos cinco a seis horas.
Olhei-me no espelho de meu quarto.
Estava vestida em um típico vestido verde- perolado-escuro e um sapato baixo simples e preto, não havia calçado salto pois ele era um pouco justo e acabaria ficando curto se eu caçasse-os.
—*-
Seis horas depois eu já estava em New York... e como lá era incrível... eu amava aquelas luzes, aqueles prédios coloridos, os cantores de rua, os jornaleiros... tudo! Ah, um dia eu ainda moraria ali.
— Onde quer ir moça? — o motorista perguntou, e não parecia ser a primeira vez.
Puxei o cartão da tal agência, de dentro ds minha bolsa e conferi, dizendo:
— Times Square... — informei — Por favor!
Ele assentiu com um balançar de cabeça e pude sentir o carro acelerar-se enquanto eu observava toda aquela imensa cidade da janela do táxi.
Eu amo New York!
—*-
— É aqui — o motorista disse á mim — São oitenta dólares!
Por sorte eu tinha o dinheiro trocado, e tirei-o da bolsa entregando ao homem que murmurou um típico obrigado.
Sair do carro, e comecei a caminhar pela calçada observando cada prédio... á "Uchiha Design Way" não podia ser tão longe...
Olhava atentamente a cada prédio e nada.
Perguntei para muita gente na rua, e quase me perdi. Olhava cada placa, e nenhuma indicava onde eu podia encontrar á tal agência.
— Só falta essa porcaria de agência, não existir! — resmunguei sentando-me em um banco qualquer, violentamente. Era óbvio que eu podia pegar outro táxi, mas eu só tinha dinheiro para ir para casa.
Joguei com força o copo descartável de café na lixeira, eu tira comprado durante meu percurso.
Pus o rosto entre as mãos e deu um pequeno grito... que dramática eu sou.
Olhei para a frente, e pude ver que depois da imensa rua um enorme prédio com o nome "Uchiha Design Way" destacado em preto, no alto do mesmo.
Como eu não o vi?
Andentrei no prédio onde havia muita gente correndo de um lado para o outro com roupas ou sapatos em mãos. Era assim também todos os dias na One Prime...
Perto de uma das mulheres que analisavam algo no computador, tinha um grupo de homens, e entre eles um loiro que não parava de me olhar.
Eu estava a trabalho! Fui até uma moça que atendia telefones em uma mesa e perguntei, assim que encerrou uma chamada.
— Por favor, podia me informar, onde se localiza a sala do Uchiha Sasuke?
A mulher deu um sorriso safado e ajeitou o cabelo, eu não havia entendido o porque daqueles gestos... mas, tudo bem!
— Fica no décimo sexto andar, sala sete! — disse a loira ainda sorrindo — Você é modelo?!
— Não. — respondi.
— Como Ass-
— Daly, o Teme tá desocupado? — o loiro antes que me encarava perguntou a moça de nome Daly.
— Só um minuto — ela verificou algo no computador — Sim, ele tem oito modelos para fotografarhoje, fora ela, e se ele quiser! — ela apontara para mim.
Fotógrafo? Ele era fotógrafo? Então o que eu estava fazendo aqui? E que história é essa de: Se ele quiser? Como assim? Eu fui CONVIDADA! Fui? É.. fui!
— Você também é modelo? — o loiro perguntou a mim, mas antes que eu pudesse responder ele diz: — Que legal, vamos! Eu te levo até lá!
O cara puxou meu braço, antes que eu pudesse sair dali, ora... eu não era nem modelo, pra quer eu iria a um estúdio de fotografia? E mais... porque ele havia me chamado se eu nem era modelo!?
— Qual seu nome? — o loiro perguntou — O meu é Naruto Uzumaki — Como ele era falante.
— Sakura — eu disse perdendo a chance de sair do elevador.
— Hãn... — Naruro murmurou — E a quanto tempo és modelo? — ele digitou algo no painel do elevador.
Não respondi, eu queria embora... cruzar literalmente toda Nova Iorque atrás de um agente de modelo, para descobrir que ele é fotógrafo?
Nada contra, é uma bela profissão, mas, eu precisava encontrar um agente, aquele filho de uma mãe!
— Que metida! — o loiro de nome Naruto disse — E daquelas afobadas que não falam com os outros? — olhou-me.
— Não sou metida! — respondi no mesmo tom, e as portas do elevador se abriram, nos dois saímos —
— Ha...! — ele gritou — Sempre funciona! — e eu ri, que figura.
— O que você faz aqui? Digo, trabalha com o que?
— Ah, nada! Eu trabalho com política e economia, sou cadidato a governador de Los Angeles...
Que legal, vou votar nele!
— Ah... — eu murmurei — E o que faz, aqui? — perguntei com medo de levar um: "Isso não é da sua conta".
— Vim falar com meu melhor amigo. — ele disse.
— Hum... — eu disse e a porta de uma sala foi aberta
— Quantas modelos á para atender? — o Uchiha Sasuke perguntou para a secretária que assim como eu, corou.
Ele estava sem camisa, apenas com uma calça jeans.
— Um minuto, U-Uchiha-san... — ela gaguejou verificando algumas coisas no computador sobre a mesa.
Ele voltou o seu sorriso de canto até mim, e Naruto.
— O que faz aqui, Dobe? — ele olhou para mim — E, acompanhado!?
— Minha prima quer o seu telefone! — o rapaz candidato a governador sentou-se esculachadamente em um sofa.
— Hm — ele deu ombros olhando-me de cima a baixo, parecia não se preocupar com o que o loiro dissera — Quem é você?
Quem é você? Toma Sakura, você bem que mereceu... como ele não se lembra de mim? Não se passou nem dois dias... eu era tão fácil de esquecer, assim?
Sem mais delongas eu sair a passos duros dali. Maldito seja esse Uchiha, metido á lá Bad Boy.
— Vixe...! — eu ouvi o loiro gritar — Você só pode ter dormido com ela e esqueceu — ele esquecia desse "detalhe".
— Claro que não! — Sasuke defendeu-se caminhando rumo a rosada — Ei, espere!
— Coitada da garota, Teme! — Naruto reclamou.
— Naruto — o moreno parou de caminhar — eu não transei com ela, e, isso não e da sua conta. — resmungou — Vá fazer alguma coisa...
O loiro deu ombros e saiu caminhando por outro corredor, enquanto o moreno ia atrás da mulher de estranhos cabelos róseos, ele já tinha visito-a, mais aonde?
Parei em frente ao painel externo do elevador e apertei o botão prateado.
— Ele nem sequer, lembra de mim! — resmunguei alto — Como eu sou, idiota!
— Ei — eu vi tudo girar e encarar logo em seguida um rosto passivo e sem nenhuma mancha — Desculpe — ele pediu — Você é alguma, modelo? — ele segurava meus braços.
— Idiota! — eu o xinguei e o afastei de mim.
— Espera — ele murmurou olhando-me estranho — Você é á secretária da Karin — palmas ele lembrou-se de meu cargo.
— Sua esposa — completei — Licença...- eu fiz mensão de entrar no elevador desocupado, mas ele me puxou pelo braço.
— Desculpe-me não ter me lembrado de você! É, que... você estás tão mais bela, que eu não a reconheci — eu amoleci, bela? Nossa que voz sedutora!
— Hum — eu cruzei os braços e o encarei com desdém. — E poderia vestir uma camisa por favor?
— Claro. Vamos conversar, na minha sala — ele avisou-me.
— Conversar — eu disse com a voz dura e ele sorriu de canto e fez uma reverência com as mãos para que eu passasse primeiro, tive a impressão que ele olhava-me por trás.
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Eu estava sentada em uma poltrona de couro preto e confortável, enquanto ele vasculhava — totalmente vestido — , uma gaveta de sua mesa.
Ele sentou em sua poltrona de couro também preto e disse:
— Sente-se mais perto de mim — ele informou, o que? — Digo, nesta cadeira — ele apontou para a cadeira vermelha em frente a mesa.
Assim eu fiz.
— Pode me dizer o que eu lhe disse na sala da Karin? É que eu bebi, ontem demais e estou com a memória falha — que engraçado ele nunca referia-se a Karin com: "Amor" ou "Esposa" mas isso não é da minha conta.
— Você disse que eu era bonita e qu-
— Eu não disse que você era bonita, eu disse que você "É" bonita! — esse homem sabe ser galanteador, mas pera aí! Ele não estava "sem memória"?
— Não estava sem memória, Uchiha-san?
— Acabei de lembrar — ele me disse sorrindo de canto, faz isso não...!
— Afinal, qual o seu nome, morango?
— Haruno Sakura. — eu respondi — E não me chame de morango.
— Cereja então? — ele testou. Que canalha, ele acha que eu sou o que? Uma prostituta pra ter nome de fruta?
— De preferência, Sakura... — informei.
— Ok. Sakura, hum... vejamos... não és lésbica, não é?
— Porque? — questionei — Lésbicas não podem ser modelos?!
— Não foi isso que eu disse — ele me respondeu com olhar desafiante —
— Tá, e eu não sou.
— Fico aliviado em saber, senhorita! — que isso Don Juan...
— Porque não conversamos melhor em um hotel, bem longe daqui — sugeriu, que canallha!
— Senhor Uchiha, eu-
— Que tal começarmos a fazer suas fotos pro book? Hum...? De preferência no meu colo.
Aquilo me irritou, ele só era mais um que queria estragar meus sonhos, como a Karin, a faculdade, e todo resto!
— Esqueça, passar bem Uchiha! — eu me levantei porém ele foi rápido em correr e ir até minha frente, impedido-me de passar.
— Estava brincando... — ele sorriu de canto, ele não queria nada comigo? -Você não tem humor?!
— Brincadeiras,brincadeiras, trabalho a parte — avisei-o — E se tentar algo, eu juro que te ponho na cadeia!
— Prometo que não farei nada, nem mesmo se estiver nua minha frente. — corei, iria ser difícil trabalhar com esse pedaço de mal caminho, em forma de homem...
Espero que ele tentasse algo, digo não tentasse!
Merda...
Continua....
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