O Mar Não Pode Ser Controlado
7 Especial de natal parte 1
Estava sentada na colina como sempre fazia quando não estava fazendo nada,ou seja, não tinha nada produtivo pra fazer... todos estavam se organizando pra festa de natal e eu não queria participar, o natal me lembrava a minha mãe e me lembrava como eu tinha chegado no acampamento.
~Flash Back onn~Já tinha se passado uma semana desde que Caio e eu fugimos da casa do casal que queria nos separar, estavamos passando por uma má fase, afinal era vespera de natal, todos estavam reunidos em suas casas quentinhas e nós dois estavamos nas ruas, que só pra constar estavam cobertas de neve e nada quentinhas, resolvemos nos esconder em um beco pra que pudessemos tentar nos manter aquecidos, eu já devia estar praticamente roxa por que Caio me olhou preocupado.–Estou bem-Respondi tentando evitar a preocupação dele.–Pega-Ele disse tirando a jaqueta e estendendo ela pra mim.–Caio não vou te fazer morrer de hiportemia só por que estou com frio-Eu disse empurando a jaqueta de volta pra ele.–Sou o mais velho aqui,pega a jaqueta e veste-Ele disse novamente estendendo a jaqueta pra mim.Suspirei derrotada e vesti a jaqueta.–Temos que arranjar outro esconderijo-Caio disse enquanto me ajudava a subir a escada de um apartamento no centro.–Acha que mais virão?-Perguntei enquanto pegava as bolsas que estava com ele.Vou explicar desde que saímos de casa, monstros tem nos perseguido, da última vez que eles apareceram eu acabei machucando meu tornozelo e estava mancando desde então, e pra completar nossa situação estavamos tendo sonhos estranhos sobre semideuses e um lugar chamado acampamento meio sangue.–Não sei, espero realmente que não, já estou cansado de coisas mitologicas aparecendo-Ele respondeu tirando o que conseguimos pra comer das bolsas. Peguei o pão e o queijo e começei a fazer os lanches, o Caio foi colocando o vinho barato nos copos de plastico, quando terminei nos sentamos a mesa, fizemos uma pequena prece e começamos a comer, logo depois brindamos com o vinho e ficamos sentados no chão proximos um ao outro pra nos mantermos aquecidos.–Esse não é o natal que eu queria te dar-Caio disse parecendo triste.–Caio, pra mim não faz diferença se é um beco ou um apartamento abandonado, estou com você e isso já faz meu natal feliz-Eu disse bagunçando os cabelos dele.O natal e o ano novo foram tranquilos, estavamos coseguindo comida do jeito que podiamos, mais como nada era tranquilo ainda mais pra mim e pro meu irmão um telquine nos atacou e estavamos quase perdendo nossa própria vida quando ela apareceu.Era uma garota e lutava de um jeito que era ao mesmo tempo sensual e eficaz o que me fez ficar boquiaberta, ela acabou com a Telquine em menos de meia hora e então se sentou de frente pra nós e estava nos encarando com uma curiosidade.–Quem é você?-Perguntei de uma maneira nada sutil.–Cliva e vocês?-Ela perguntou nos olhando.–Caroline e Caio-Meu irmã respondeu ficando de pé e me puxando logo em seguida.–O que crianças fazem sozinhas?-Clivia perguntou se levantando.–Queriam nos mandar pra casas diferentes, então fugimos-Respondi dando de ombros como se fosse a coisa mais normal do mundo.–Gêmeos?-Ela perguntou curiosa.–Sim-Caio respondeu.A conversa seguiu assim, parecia mais um jogo de perguntas e respostas, decidimos levar a Clivia pro apartamento, os ataques só aumentaram, ela nos contou que era filha do Deus do mar, Poseidon, e segundo ela tudo indicava que eramos irmãos.Continuamos com a rotina que seguiamos, mais a Clivia queria encontrar o tal acampamento, então resolvemos ir com ela, não foi fácil, monstros nos perseguiram até que conseguissemos finalmente encontrar o tal acampamento fomos mal vistos por termos sido de fato declarados como filhos de Poseidon, os campistas não se aproximavam de nós e tivemos que passar seis meses com essa convivência nada amigavel, depois desses seis meses os outros semideuses começaram a se aproximar.~Flash back off~Fiquei lá sentada esperando o movimento do acampamento acabar e quando finalmente acabou eu fui direto pro chalé sem reparar muito na decoração, quando cheguei lá Caio estava sentado na escada com dois copos de plastico, sentei ao lado dele e ele me entregou o copo de plastico com vinho dentro.–Achei que não se lembrava mais-Disse olhando pra ele–Não dava pra esquecer...Foi nosso primeiro natal-Ele disse olhando pro céu.–Ao natal?-Perguntei erguendo o copo.–Ao nosso natal-Ele brindou comigo e bebemos o vinho.–Tenho uma coisa pra te dar-Ele disse me entregando uma caxinha.Quando abri a caixinha me deparei com o anel de noivado da minha mãe.–Achei que tinha vendido-Disse colocando o anel no meu dedo.–Não consegui-Ele disse me olhando.–Vai com quem pra festa de natal?-Ele perguntou logo em seguida.–Sozinha-Respondi dando de ombros.–Não, vai comigo-Ele disse sorrindo.–Mais Caio e a Mirella?-Perguntei olhando pra ele.–Ela vai entender...Vai se arrumar ou a gente vai se atrasar-Ele respondeu sorrindo.
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