O Manicomio

6 O brilho se apagou e ficou um olhar de pena.


Estava em um lugar diferente, deitada em uma cama com lençóis brancos combinando com as paredes, nada de televisão e um quarto minúsculo.

Para minha surpresa a primeira pessoa que vi em minha frente não foi o Be e sim o Harry. Ele estava sentado na ponta da cama, seu sorriso não estava lá, o brilho de seus olhos azuis se apagou e no lugar um olhar de pena, me levantei assustada e sentei.

-Onde estou?-Foram minhas primeiras palavras.

-Por que você fez aquilo?

-Não sei. Sempre me pergunto por que faço as coisas e por que cometo erros e não sou perfeita. Você não se faz perguntas?

-Às vezes, acho que todos nos perguntamos e nunca sabemos.

-Você não se pergunta por que cuida de pessoas confusas como eu?

-Acho que é porque quero ajudá-las a deixarem de serem confusas.

-Você é tão linda, jovem e cheia de vida, mas mal compreendida.

-Não precisa ficar jogando na cara que eu sou uma assassina sem coração.

-Acalme-se não foi isso que quis dizer.

-Mas pensou, é o que devem estar falando de mim por ai.

-Apenas a ultima pergunta. Por que acabasse com tua vida?

-NÃO FUI EU, FOI ELE. –Gritei, alterada.

E Potter saiu do meu quarto sem palavras, nem um tchau ele me deu.

Já se passaram sete dias, equivalente a uma semana, dês de que cheguei aqui.

Sabe estou aqui a uma semana e recebi apenas quatro visitas, meus avôs, meus dois melhores amigos a Clarice e o Rodolfo, e teve o Benny que vem me visitar todo dia, hoje inclusive trouxe meus chocolates preferidos, mas acho que ele não conta então só essas pessoas tiveram coragem de virem aqui. Eu estranhei sabe?! Porque tinha tanta gente que se diziam meus amigos, pois é nessas horas que se vê quem realmente se importa de verdade com você.