Notas iniciais
Triste esse capitulo :(

A cada dia que passava eu piorava. Como tudo isso poderia ser assim, esse seria meu fim?

As noites eram sufocantes, meus gritos agoniantes, comecei ater pesadelos. Ninguém meus ataques histéricos e minha rebeldia na hora de tomar os remédios. Os médicos se recusavam a entrar em meu quarto os enfermeiros tiravam par ou impar, o único me dava atenção era Harry. Ele havia recebido uma promoção em Londres, mas se recusou e preferiu ficar e acompanhar meu desenvolvimento não adiantou, eu só piorei com o tempo.

Era de manhã, tomava café no refeitório em um quanto sozinha, quando alguém me chamou. Caminhei por um longo corredor onde no fim havia uma sala com a porta aberta, os enfermeiros andavam atrás de mim assustados qualquer movimento meu era suspeito para eles. Entrei na sala, lá estava o diretor do manicômio, um homem aparentemente velho de cabelos ruivos e barba branca, vestia um terno preto e gravata vermelha. Os enfermeiros ficaram do lado de fora, a porta se fechou o diretor se sentou em sua cadeira de couro e mandou-me fazer o mesmo, a única coisa que nos separava era uma mesa de madeira cheia de livros, papeis um computador e um telefone.

-Como estão às coisas Dinna?

-Já estiveram melhores, obrigado.

-Bom vou ser direto, não sei se sou a pessoa certa, mas...

-Olha só se é sobre meus gritos ou coisa assim saiba que não faço por mau.

-Não se preocupe, eu sei.

-Hum! Então o que é? O senhor está sério.

-É sobre Brendon.

O Brendon?! Eu sabia que havia algo errado, só não sabia o que. Ele não me visitava como antes, há três meses atrás e já estou aqui a seis. Por mas que eu não queira eu o amo mais do que deveria. Por mas que minhas lágrimas já tenham secado minha alma dói por saber que foi assim sem um fim e ele estava sempre ali como era possível.

-O que aconteceu com ele?

-Há uns dois meses ele teve uma overdose, na casa foram encontrados cigarros, bebidas alcoólicas, drogas e centenas de remédios. Por pouco ele não morreu um vizinho o socorreu. Ele ficou em coma por três dias, ele preferiu que não contássemos nada para você e assim fizemos. Não há como esconder de você agora, algo pior aconteceu o que todos temiam. Ontem a tarde ele foi encontrado morto com um tiro na cabeça, ele deixou um carta e todos os bens, dele, com você.

Nãooo! O Brendon não poderia me abandonar assim, ele era a única pessoa que eu tinha no mundo, o único que me restava e o que me amava. Ele se culpava pelo ocorrido comigo, por eu estar aqui presa. Não é verdade, tudo aconteceu por uma fatalidade, o destino quis assim, eu estava no lugar errado na hora errada e tudo tomou um rumo diferente, eu só não demonstrei para ele a verdade, destorci as coisas, não mostrei meu amor, o meu verdadeiro ser e ele nunca vai saber o quanto eu o amo. Agora ele está longe de mim e eu nunca mais irei ver seu rosto, beijar seus lábios doces, sentir o perfume marcante de sua pele, sua voz não ira sussurrar em meu ouvido nas noites frias. Ele apenas estará em meu coração onde sempre esteve e sua voz me pedindo perdão em meus pensamentos.

Quando a ficha caiu e vi que aquilo realmente era verdade, já não havia tempo de voltar atrás, o sangue já estava em mim o meu corpo caído no chão, na porta alguém batia, do outro lado da sala o homem maldito que me deu aquela triste noticia já estava calado e deitado no chão frio, seu coração já não batia, o rosto estava molhado pro suas lagrimas de misericórdia. Como alguém poderia ser tão cruel como eu. Aquele ser escondido dentro de mim, sem pudor algum, se revelou e mostrou algo desconhecido por mim mesma. Olhe para mim, sou seca, não tenho vida aqui dentro, o amor era minha única esperança e agora se esgotou, não vejo escapatória, não passo de uma alma perdida vagando na escuridão. A única pessoa que pode me ajudar sou eu mesma.

A sala estava toda bagunçada, papéis no chão, sangue nas paredes, a arma do crime do crime está em minhas mãos, como sou criativa, um grampeador não era a toa que a boca do diretor estava fechada. Havia uma grande janela de madeira aquela era a saída, a saída do inferno que era minha vida. Eu estava a alguns metros da janela, quando eu vi que algo bem. Meus pés descalços sangravam estavam cortados. Meus pulsos escorriam sangue haviam buracos ali, consegui enxergar dentro de mim. Meus braços estavam cheios de grampos. Aquilo já era meu limite, eu estava me machucando e achava graça naquilo?! Eu ultrapassei os limites e todas as barreiras.

Tudo que eu tinha afazer era chegar à janela. Andei mesmo com os pés ardendo eu cheguei. A porta estava quase abrindo e eu não tinha muito tempo. Abri a janela e lá em baixo haviam milhares de pessoas me olhando com desprezo e pena, uma brisa batia em meu rosto. A porta se abriu e eu cai no abismo sem fim, o vento da misericórdia me levou para o buraco da imensidão.

Notas finais
qual será o fim da Dinna ?