O Manaísmo

7 Aula 2 (Pesquisa de Campo) - Parte 2


Notas iniciais
é, depois de quase um ano, eu estou de volta. não me matem, mimimi ;-; leiam as notas finais :*

“Alguma vez você já parou e pensou: ‘Nossa, os humanos são tão burros!’?

Quero dizer, os humanos denominam de ‘sexo animal’ o sexo em que os relacionados estão praticamente foras de si. Mas aí você analisa: humanos também são animais... Bingo! Então qual é o sentido do nome, não?

Chame logo de sexo dos loucos!”

Uruha’s POV.

Logo de manhã, antes do resto da banda, eu havia chegado à PSC. Combinara com Akira de nos encontrarmos logo cedo para discutir nossas próximas ações.

Ele finalmente chegara e, depois de alguns minutos só de planos sendo traçados, os outros membros irromperam pela porta, atrapalhando nossa inocente discussão. Era uma segunda-feira aparentemente normal, a volta ao trabalho corrido era agonizante, mas necessária. Não podíamos ficar de folga para sempre, certo?

Yuu não saíra do meu lado em um só instante, o que me impedia de conversar mais a fundo com Reita. Datas de shows para cá, mais trabalho para lá... E ele sempre junto de mim.

E continuou assim pelo resto do dia, até cairmos esparramados naquela aconchegante salinha com sofás, poltronas, mesinhas e um extenso carpete felpudo no chão. Uma conversa iniciou-se entre mim e o ‘sensei’, papo esse que me deixou completamente envergonhado. Mas que mania a dele de torturar meus sentimentos! Todos os dias eram assim, agora? Eu mereço!

Antes que eu pudesse pensar direito, ele já estava à minha frente me oferecendo uma mão. Serzinho precipitado...

– Vamos dar umas voltas? – perguntou descontraído. Podia não estar muito visível, mas olhando em seus olhos eu notava um sentimento oculto que eu não conseguia identificar. Estaria ele se martirizando por algo...?

Muito bom... Era exatamente o que eu queria.

– Claro... – me puxou pelo pulso para fora da sala, sem notar o sorriso sacana que surgia em meus lábios. Não trocamos nenhuma palavra até Yuu se pronunciar novamente.

– Escute Kou, hoje faremos uma pesquisa de campo.

– Anou... Como assim, Aoi-sensei? – indaguei desentendido.

– Quero dizer que nós vamos fazer uma pequena pesquisa sobre alguns dos uke dessa companhia. – respondeu, recomeçando a me puxar pelo corredor – Como escreveu Mana em seu livro, “todos começam observando e analisando as ações dos outros”, e não me pergunte o que ele quis dizer com isso, longa história – fiz cara de interrogação enquanto ele ria. Ele andava muito obcecado com esse livro ultimamente – ... Só tenha isso em mente, certo?

– Certo – afirmei – E por onde começamos?

Paramos de frente a uma bifurcação. Aoi sorriu.

– Nós vamos começar por Alice no País das Maravilhas – apertou mais a mão ao redor do meu pulso, novamente me levando consigo.

-:-

Alice no País das Maravilhas...


Alice...


Alice Nine...


Alice Nine? Era para lá que estávamos indo?

– Se você não entendeu o trocadilho – quebrou o silêncio – Eu estava falando sobre os caras do alice nine.

– Eu entendi. Mas é que você inventa cada coisa... – começamos a rir. Não demorou a chegarmos em frente à sala onde os aliceboys se reuniam. E por lá ficamos, encarando o marfim que constituía a porta.

– Não vamos entrar, sensei? – fiz menção de perguntar, voltando à minha mascara de aluno nota 10 – Ou arrombar a porta, sei lá...

– Essa é uma boa idéia. – seus lábios volumosos se abriram num sorriso from hell, analisando a proposta – Primeiro só preciso pensar em quem vamos seqüestrar primeiro...

Seqüestrar? Ahn?

– O que você quer dizer com isso? – indaguei – Não íamos só observar as ações dos uke da companhia?

– E vamos... Mas precisamos também de informações que eles não diriam para o resto do grupo abertamente – soltou meu braço e encostou a orelha na madeira da porta – A verdade é que o alice nine é uma grande suruba, todos já se comeram e o Tora comeu todos, mas de duas uma: ou não sabem disso ou preferem fingir que não aconteceu.

Tentei assimilar a informação; por que ele sabia tanto da relação entre os membros do alice nine, afinal?

...Ou era só eu que não sabia?

– Por enquanto vamos agir como se fosse uma visita normal. Depois raptamos os uke um por um para mais informações – voltou a falar. Não esperou a minha resposta e abriu a porta num estrondo – BOM DIA, ALICES! – saudou a todos e riu da cara de susto que fizeram. Simplesmente impagável.

– Bom dia – sorri. Não queria fazer um estardalhaço como o sensei.

– Erm... Oi – disseram em uníssono.

– Viemos aqui dizer um ‘olá’ – Aoi recomeçou.

– Estamos sem nada para fazer, podemos ficar aqui? – acompanhei-o. Se ele queria brincar, eu brincaria também. Parecia divertido, porque não? – Já acabamos tudo o que tínhamos para fazer...

– Podem ficar, sim – Tora respondeu por todos, mal eu havia terminado de falar. O cara era realmente introsado, não? Analisei-o de cima a baixo, tirando minhas próprias conclusões. Ele era sedutor por si mesmo, tinha um certo quê de seme emanando de seus poros.

Assim como o outro guitarrista da nossa banda, Aoi... Certo, certo! Eu tinha prometido para mim mesmo que não pensaria mais sobre isso.

Entramos no local e os caras da outra banda abriram dois espaços no sofá maior para nos sentarmos; logo estávamos batendo um papo descontraído com os cinco. Falávamos sobre o próximo live do alice nine quando a porta da sala abriu-se num estrondo pela segunda vez no dia.

– EAÍ, POVINHO SANGUE BOM? – anunciou-se um outro perdido da vida que trabalhava para a mesma companhia que todos nós: Miyavi. – Ora ora, parte do pessoal da revista¹ também está aqui...

– Cada louco que me aparece... – Shou botou seus pensamentos em voz alta. Os cinco deviam estar se perguntando o que diabos tinham feito para merecer três pestes importunando suas vidas assim, sem mais nem menos.

– Eu sei que é muito provável vocês dizerem ‘não’ se eu perguntar – Myv retomou a palavra, adentrando o local – Então eu mesmo estou me convidando a entrar – sorriu de lado. Que carinha mais folgado...

Aoi, sem nenhum motivo, começou a gargalhar.

– Vocês devem ter chutado a guitarra de Mana em alguma encarnação, porque não é possível... – e voltou a rir. Divagava sobre a sanidade dos dois morenos quando senti um forte puxão que me levou para fora da sala. Antes que eu pudesse sequer pedir por ajuda, já estava bem longe do pessoal do alice nine.

Aoi só parou de puxar a mim e Miyavi quando estávamos em um outro corredor qualquer, de frente a uma única porta. Eu não lembrava de já ter passado por ali.

– Qual é o seu problema? Para de me dar esses sustos! – eu ofegava com as mãos apoiadas nos joelhos.

– Desculpa, Uru, mas eu tive que fazer isso. Quer dizer, o Meevs é perfeito para o meu plano.

– Plano? Que plano? – Miyavi perguntou. O cara nunca parava quieto, sério. Tinha nos reunido em uma rodinha, como se planejássemos alguma conspiração.

– Uruha, para de brisar aí e presta atenção também. – ele me chamou. Obedeci e voltei minha atenção à conversa. – Olha, Miyavi, não pergunte o motivo, mas precisamos seqüestrar um uke da alice nine e trazê-lo até aqui, para uma certa pesquisa. Você acha que pode fazer isso? Seria de grande ajuda.

– Se eu posso fazer isso? Fala sério, eu sou o Miyavi. – Bufei mentalmente. Grande bosta.

– Ótimo, enquanto isso, eu e o Kou vamos procurar a chave desse almoxarifado e preparar terreno.

– Ok. – Myv confirmou. – Posso ir agora? – Parecia que ia saltitar de animação por estar fazendo parte dessa coisa maluca de seqüestro. Ele podia até ser um cara legal, mas podia jurar que ele comia bananas de TNT com cobertura de chocolate no café da manhã, se é que vocês me entendem.

– Pode, pode. Enrole um pouco se puder também. – Aoi disse e Miyavi de fato saltitou para longe dali. Tá vendo? TNT de purpurina, to falando.

Fitei Yuu, que parecia pensar profundamente em alguma coisa. Quando percebeu que eu o encarava, sorriu.

– Que foi? – Perguntamos ao mesmo tempo. Rimos um pouco e ele perguntou novamente “Que houve?”.

– Precisávamos mesmo do Myv? – perguntei, confuso. Não fazia muito sentido. Quer dizer, agora o Miyavi ficaria curioso e indagaria o que estava acontecendo, o porquê de seqüestrar um uke do alice nine, e então teríamos que contar das minhas vergonhosas aulas de sedução e... e... Ai meu deus. Eu seria expulso do Gazette.²

– Você parece preocupado, Uru. – disse, falando o óbvio. – Não precisávamos muito dele, mas eu mudei um pouco meu plano. Agora venha, temos que achar a chave.

– Ele não vai ficar curioso? Digo, essa coisa toda de seques...

– Kou, acredite em mim. Não tem com o quê se preocupar. – ele me interrompeu, puxando-me pelo pulso pela terceira vez naquele dia. – Vamos.

Onde é que eu tinha me metido eu não sabia, mas algum coisa vinha aí.

Boa sorte, minha pobre pessoa.

Notas finais
¹ Gazette = revista/jornal HUSAHUASHU é, wtf, eu sei. ² O Kou nem é exagerado, magina. geeeeeeeeeeeeente, depois de um hiatus realmente enorme, voltei pro nyah pra reler e a história e ver se valia a pena continuar. Resolvi continuar mesmo quando vi que com 6 capítulos, a fic já tinha alcançado 99 reviews OO' Eu tinha que atender às expectativas de vcs, né? rs. E eu tenho que pedir desculpas eternas pra todas as pessoas que esperaram e esperaram e ficaram magoadas comigo. Eu tive um bloqueio enorme e acabei parando de escrever por esse tempo todo. Voltei só agora, com uma tradução que eu tava fazendo aí... Espero que vocês consigam me desculpas, e se tiveram a paciência de ler até aqui, não custa muito mandar um review, né? HUASHUASHU brincadeira, gente, eu sei que eu estou em falta com vocês. mas é isso aí. vou mesmo tentar continuar a fic e espero que vocês continuem lendo. beijos. p.s: como eu esqueci parte da ideia que eu tinha pra fic, vocês estão livres pra contribuir com suas imaginações, ok?