Notas iniciais
Espero que gostem, críticas construtivas são sempre muito bem vindas e bem vindos aos novos leitores.

ps: Olhem que linda a fan art que a linda da @bruceloira fez *--* http://static.tumblr.com/4ndg0jg/TQbmrjs79/11.png

A cabeça latejava, era como se mil pregos fossem enfiados um por vez no escalpo da mulher, ela estava zonza e desnorteada sem fazer a mínima idéia de onde estava, o chão tremia, era como se uma manada de elefantes selvagens corressem e pisoteassem Erzébeth Pansy pensou.

—Ela acordou, viva! —Roger gritava e dava pulinhos, a cabeça de Erzébeth Pansy latejava a cada som dos pés enormes do afro americano afeminado batendo no chão.

—Pare de gritar sua bicha! Estamos na porra do hospital! —Cali Ordin censurou Roger.

—Mas o que? Onde é que eu estou? — Pansy se moveu, ela estava tomando algum soro com medicação na veia e estava deitada em uma cama de hospital. Roger e Cali estavam de pé ao seu lado direito da cama.

—Numa balada, não tá vendo os colares de neon em volta do meu pescoço? É claro que é um hospital né sua tonta. —Roger disse sarcasticamente.

—Onde ele está?O que aconteceu com ele? —Pansy perguntava aflita.

—Oh merda, eu vou, eu vou chamar o Taunt e o médico também. —Cali disse saindo apressada da sala.

—Hey! Cali volte aqui agora! Mas que porra está acontecendo Roger? — Pansy perguntou atônita.

—Cachorra, você deve ter batido com a cabeça demais na cabeceira da cama daquele cara, porque eu não acredito que você está perguntando onde ele está.

—Mas eu preciso saber, porque vocês não falam para mim o que está acontecendo? —Pansy fez a menção de se levantar e então sentiu uma dor forte vindo lá de baixo, os arames, ela se lembrou.

O Agente superior Bruce Taunt e um médico entraram na sala acompanhados de uma enfermeira e Cali.

—Senhorita Pansy, vejo que já acordou, foram muitos dias ein. — O médico disse sorrindo.

—Dá pra alguém me explicar que merda está acontecendo nessa porra? —Pansy disse com raiva.

—Agente Pansy, você ficou alguns dias sedada devido aos... aos ferimentos que você sofreu, você também passou por algumas cirurgias, mas o médico vai te explicar isso melhor. — Bruce Taunt estava com o semblante sério.

—Dias? Okay doutor, vai falando, não enrola, que merda aconteceu comigo?

—Bem... A senhorita chegou aqui em um estado bem crítico... você tinha graves sinais de tortura e brutalidade por todo os corpo, seus dedos do pé esquerdo foram gravemente mutilados e sua região intima...

—Eu sei disso doutor, não precisa ficar me explicando o que aconteceu comigo que eu não sou burra, o que aconteceu depois que eu vim pra esse maldito hospital? — A paciência de Pansy estava se esgotando.

—Como eu ia dizendo... — O médico limpou a garganta — Nunca tivemos um caso com tanto requinte de crueldade como esse, para começar o seu mindinho, anelar e o dedo do meio do pé foram severamente comprometidos, chegaram aqui em um estado bem drástico, praticamente necrosados, então fomos obrigados a amputá-los.

—Tudo bem eu uso sapatos fechados. —Pansy disse, ela ainda sentia os dedos nos pés, mesmo eles não estando mais lá. Seu pé devia ser uma visão do inferno.

—Você perdeu muito sangue, devido ao ferimento dos dedos, e também tinha um corte no abdômen, ele era bem profundo e... Você precisou de uma transfusão de sangue, sua irmã generosamente doou para você.

—Que bom, meus dias de barriga para fora estão contados, o que mais doutor? — Pansy dizia friamente, Roger, Taunt e Cali se entreolhavam com espanto.

—Er... bem, a sua... região intima, ela... bem...—O médico tentava iniciar a frase.

—Eu fui fodida por um pinto bem grande e por a porra de um arame farpado pela bunda e pela vagina, eu já sei disso doutor. — Pansy deu de ombros se lembrando do que Charlie havia infringido á ela.

—A senhorita sofreu abusos sexuais, e pelo o que constamos repetidamente, e foi violada com este arame, bem ele perfurou toda a sua parede uterina e boa parte do seu intestino, nós fizemos uma reconstrução vaginal em você, para reparar os danos, pois, me perdoe, você estava rasgada ao meio e uma cirurgia intestinal. —O médico entrelaçava as mãos, todos no quarto estavam perplexos com a situação, menos Pansy.

—Reconstrução vaginal? Sou virgem novamente? Interessante... —Pansy disse amargamente.

—Bem, como os danos na sua parede uterina foram gravíssimos, eu sinto muito em dizer, mas você ficou irreversivelmente estéril para o resto da vida. —O médico disse pesadamente.

—Tudo bem, eu não gosto de crianças mesmo. —Pansy retrucou e todos a fitaram. — É só isso?

—Não, bem, você também vai ter que fazer um tratamento de vacinas antitetânicas devido aos ferimentos com o arame enferrujado, mas com muita sorte você está viva. — O médico esboçou um sorriso.

—Puta sorte não é mesmo? —Pansy disse desanimada.

—Muito obrigado doutor. —Taunt se despediu do médico e fechou a porta. —Pansy, eu entendo que a sua situação é delicada, e você sofreu danos inimagináveis e irreparáveis tanto física quanto psicologicamente, porém você está em estado de negação e eu entendo isso, mas você não pode ter esse comportamento de ignorar tudo o que aconteceu com você. — Taunt dizia diplomaticamente.

—Taunt vá tomar no meio do olho do seu cu sujo! Quem você pensa que é pra me dizer como eu devo me sentir? Você não tem idéia de metade do que eu passei, e se aqueles malditos agentes a paisana que você supostamente disse que tinha colocado próximos de mim em um caso de emergência tivessem aparecido talvez, talvez eu conseguisse dobrar a porra dos meus dedos do pé e fechar as pernas. Então não ouse me dizer o que eu devo ou não fazer.

—Eita porra, que violência! —Roger disse.

—Calado Winnes! Claramente você está muito exaltada, e não está em condições de manter uma conversa decente agora, quando você recuperar a sua educação, talvez possamos dialogar como dois adultos. — Taunt disse ofendido.

—Pegue a sua educação, agache e enfie no meio do seu rabo peludo! Parem de me tratar como a porra de uma débil e me digam o que realmente aconteceu comigo naquele dia que me tiraram do abrigo. O que aconteceu com o Charlie?

—Qual é o seu problema? Porque você continua perguntando desse cara? — Cali perguntou.

—Porque eu tenho o direito de saber! Parem de tentar me enrolar e me contem o que realmente aconteceu, eu exijo saber, é meu direito!

—Nós tivemos a preciosa ajuda de um amigo seu —Taunt se aproximou da porta e Johnny entrou, ele carregava um buque de rosas vermelhas... Pansy sentiu o estomago embrulhar com o cheiro das flores, ela se inclinou para fora da cama e vomitou.

Taunt pegou as flores e jogou em uma enfermeira que passava no corredor.

—Tire isso daqui! Qual é seu problema rapaz? —Taunt perguntou furioso.

—Foi mal, caralho! Nem tinha me tocado. — Johnny tentava se desculpar — Erzs como você está?

—Gloriosa, nunca estive melhor em toda minha vida, O QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

—Hey calminha tá? Amigos? Aquele dia que nós nos encontramos naquele café, eu sei que não devia, mas segui você, e descobri onde você estava morando, mas eu nunca tinha visto o safado. Mas eu sempre via você indo para aquela floricultura, até que de uns tempos para cá você tinha sumido e eu comecei a me preocupar, liguei para o Roger, porque eu lembro que ele era muito seu amigo e contei o que tinha acontecido, os caras do FBI pediram para eu ficar de olho na situação, e imaginamos que você estava sendo mantida presa naquela floricultura, eles montaram uma força tarefa, naquele dia do incêndio eu fui na floricultura a noite, quando eu cheguei lá tinha um cara desesperado, esse tal de Charlie, o fogo estava tomando conta do lugar, ele tentou fugir mas eu meti uma bala na cabeça dele.

Pansy sentiu que tiraram o chão debaixo de seus pés.

—VOCÊ FEZ O QUE? —Pansy começou a chorar descontroladamente.

—Porque você está chorando, era o certo a fazer! —Johnny deu de ombros.

—Você não tinha esse direito! Ele me amava ME AMAVA! —Pansy se encolheu na cama soluçando.

—Ela deve estar com síndrome de Estocolmo ou algo assim, essa ingrata ainda vai agradecer por temos salvado a vida dela! —Taunt disse entre dentes.

—Ingrata? Cadê o Charlie, o que vocês fizeram com o corpo dele? Eu quero ver, eu preciso ver isso! —Pansy urrava.

—Enfermeiras! Alguém precisa de uma sedação! — Taunt chamou as enfermeiras que vieram correndo no quarto, Pansy tentou se debater, mas foi em vão, elas aplicaram o sedativo e ela entrou em sono profundo novamente.

Quando ela abriu os olhos, viu sua mãe e sua irmã sentadas ao seu lado.

—Mamãe, ela acordou! Erzs! Estávamos tão preocupadas com você! —Camellia Pansy disse, abraçando a irmã, que ainda estava sonolenta.

—Achamos que iríamos te perder, Deus sabe que eu não ia suportar isso meu amor! — Sua mãe a abraçou também e afagava seus cabelos, era bom ter as duas perto de si, Pansy havia sentido imensamente a falta delas.

—Eu senti muito a falta de vocês duas, e apesar de sempre estragar tudo, quero que saibam que eu amo muito vocês! —Pansy sentia as lágrimas se aproximando.

—Não diga nada querida, poupe suas energias, logo você estará boa e levaremos para casa junto conosco. — Sua mãe disse delicadamente, Pansy deu um sorriso forçado.

O resto do dia foi passado batido, ela não tinha ânimo, não podia aceitar que Charlie, o seu Charlie o homem que ela amava estava morto, no fundo ela sabia que ele havia feito muito mal para ela, mas ela não conseguia odiá-lo odiava a si mesma por ter permitido que as coisas chegassem nesse ponto.

Roger, Cali e Kenny foram visitá-la durante a noite.

—Pansy! Fico feliz de você estar acordada. — Kenny Johnson disse tocando sua mão, ele ainda tinha os cabelos loiros lustrosos de gel, e lindos olhos azuis, Pansy poderia tê-lo amado, mas sabia que isso era impossível.

—Pois é, então, o que eu perdi nesses meses que fiquei fora?

—Muito coisa vadia, você não faz idéia dos altos babados que aconteceram, tivemos que engolir poucas e boas. — Roger deu um sorriso de uma piscadela maliciosa para Kenny, ele ficou vermelho.

—Mas que merda! —Kenny disse baixinho.

—Foram tantos acontecimentos, que você vai ficar de boca aberta. —Cali disse sorrindo. Kenny estava ficando mais corado.

—O que foi? —Pansy perguntou confusa.

—Olha eu sei que é muito para você digerir, mas tem coisas que são difíceis de engolir sabe?— Roger ria e Cali também, Kenny estava sério.

—Eu vou ali, tomar um café, se cuida Erzs! — Kenny saiu de fininho da sala.

—Mas que merda foi essa? — Pansy perguntou.

—Ah teve uma festa na agência, Kenny bebeu demais e deixou o Roger chupar ele no banheiro, pronto falei! — Cali disse.

—Oh meu Deus! Roger sua puta! Quem diria ein! Que horror. — Pansy se permitiu rir da situação cômica.

—Eu já disse pra ele que estou aqui pro que der e vier principalmente der. — Roger dizia, mas foi interrompido a porta se abriu e Taunt entrou no quarto.

—Pansy precisamos conversar. —Taunt disse. Cali e Roger se entreolharam e saíram da sala.

—O que foi? —Pansy perguntou.

—Bem vou ser direito, o corpo de Charlie foi completamente carbonizado naquele incêndio e precisamos que você faça o reconhecimento da arcada dentária, você acha que consegue fazer isso?

Foi como levar um soco no estomago, o corpo que ela tanto amou totalmente destruído.

—Sim, vamos lá. —Pansy disse determinada.

Com uma cadeira de rodas, pois ela ainda não tinha condições de andar, Pansy e Bruce Taunt foram até o necrotério para ela identificar o corpo, chegando dentro da sala, ela sentiu o corpo se estremecer, temendo só de pensar no que estava prestes a ver.

O médico legista puxou uma gaveta e tirou o corpo de lá, ele estava coberto por um pano, o cheiro de defumado e de carne queimada era muito forte, mas Pansy disse a si mesma que não se permitiria vomitar, não ali.

Assim que o médico tirou o pano, Pansy se aproximou para olhar a arcada dentária, do corpo carbonizado e irreconhecível. Ela deu apenas uma rápida olhada para os dentes.

—Oh meu Deus! —Ela dizia.

—O que foi é ele? —Taunt perguntou.

—Olhe Bruce, esse dente lascado, Charlie não tinha isso, esse não é o Charlie, é o Alfredo, o funcionário dele! —Pansy desabou se sentindo aliviada. —Isso significa que ele está vivo!

—Bom, então não temos escolha. —Taunt disse com o semblante fechado. — Você tem que morrer.

Notas finais
Oh shit!

Obrigada pela leitura bjs e até a próxima :)