Notas iniciais
Olá pessoal, coloquei duas músicas nesse cap, apertem o PLAY para acompanhá-las com a leitura. Ficou um pouco longo, mas espero que gostem ;)

Boa leitura a todos!

Ela andava com passos apressados, eram passos largos não chegava a ser uma corrida apenas passos apressados, olhando para trás, sabia que estava sendo seguida, não precisa ser muito esperta para notar isso, ela o tentou despistar na rua anterior, mas ele continuava perseguindo-a. Ela não queria correr, não podia se corresse seria o cúmulo do desespero, seu predador saberia que a presa estava com medo, e o medo o alimentava. Mas não dava mais para disfarçar, o pânico e a insanidade tinham tomado conta de seu ser, ela corria pela ponte estreita, a ponte estava molhada, era uma noite chuvosa, o rio estava enfurecido, se caísse para o lado da ponte seria seu fim. Era apenas uma estreita ponte, as extremidades são a razão e o desejo, ela precisava desesperadamente queimar essa ponte, ele não podia atravessá-la, não podia alcançá-la, mas ele a farejava sentia o seu cheiro, ele a farejava a milhas de distancia, ela estava condenada desde o principio e sabia disso. A ponte fora cruzada, a mulher corria, mas não saia do lugar, era como andar descalça em cacos de vidros, ele se aproximava, com calma e cautela – ela era dele — não tinha mais porque fugir, ele á alcançara, a ponte não podia ser mais queimada, a perseguição acabou e a presa deveria ser entregue ao caçador. Lentamente o homem se aproximou os mesmo olhos verdes e frios, o mesmo sorriso devasso brotando de seus lábios, ele a tocou, a face molhada e úmida, aproximou os lábios dos ouvidos dela e sussurrou: ‘’Ninguém nunca faz você se sentir como eu faço querida. ’’

—Eu vou dar na cara dessa mulher! Pansy, Pansy, você está me ouvindo? Erzsébeth Pansy, Terra chamando você! Acorda mulher! —Roger Winnes chacoalhava Pansy do banco em que ela estava sentada, tirando-a brutalmente de seus devaneios.

—O que? Que foi?— Ela perguntou confusa.

—Eu disse que vou. Dar. Na. Cara. Dessa. Mulher! —Ele disse entre dentes.

—Porque, o que ela te fez Rogs? —Pansy perguntou confusa, fitando a senhora atrás do balcão da loja de vestidos.

—O que ela não fez você quer dizer né? Faz uns quinze minutos que estamos nessa pocilga e ela não entende uma palavra do que eu falo Erzsébeth, você é a húngara, converse com ela!

—Eu não sou húngara, que droga! A gente mora nesse país há quanto tempo? Uns cinco anos e você ainda não sabe dialogar com as pessoas no idioma deles? —Pansy bufou.

—Escuta aqui querida, algumas pessoas trabalham ainda sabia? Não sei se você sabe, mas enquanto você fica em casa o dia todo aprendendo húngaro ou fazendo eu sei lá o que, eu estou dando duro e não é no bom sentido da palavra. —Roger estava exaltado.

—Oh me desculpe, quando você tiver algum trauma psicológico que te impossibilite de voltar a trabalhar em campo a gente conversa! E além do mais, você fica no escritório o dia todo mandando relatórios pra Washington, então não venha bancar o trabalhador para cima de mim, okay?

Roger virou os olhos.

—Vai começar o drama, vai logo, fala com essa mulher e prova a porra do vestido logo.

Pansy se aproximou da senhora atrás do balcão, a velha húngara estava visivelmente irritada, Pansy pediu desculpas pelo amigo e perguntou se tinha algum atendente na loja que falasse inglês. A senhora concordou e foi chamar uma moça.

—Pronto satisfeito? Porque mesmo eu vou provar a droga de um vestido se eu não quero ir a festa nenhuma mesmo? — Pansy perguntou.

—Porque minha cara, essa é a festa mais bombada do ano! E eu estou louco para ir nela, porém preciso de uma acompanhante, e como só tem você, você vai comigo e pronto e acabou! Além do mais você passa o dia todo trancada naquele apartamento, isso está ficando depressivo, você precisa sair se divertir, espairecer, conhecer pessoas novas. — Roger lançou um olhar malicioso.

—Ah não Roger! Nem adianta tentar empurrar alguém pra cima de mim, eu já disse que não estou a procura de homem. E que baile ridículo, uma festa de máscaras sério isso? Não podia só usar uma máscara e pronto, tem que usar o traje imperial?

—Helloooooooo, estamos na Hungria, acorda mulher! O povo daqui tem tradições, esse baile de máscaras acontece todo ano, e impreterivelmente todos devem usar trajes imperiais, vestidos longos de princesas os homens com roupas pomposas de príncipes e essas coisas, parece que é uma tradição essa festa pra eles não perderem a cultura ou algo assim, eu dei um duro danado pra conseguir esses convites que são ultra vips, vai ser tão legal, Pansy! —Roger dava pulinhos.

—Acontece que esse tal de baile é amanhã, e se é tão vip assim, nem deve ter mais roupas pra alugar para mim.

—Eu sou uma bixa esperta, aluguei a minha a meses, se você tivesse feito o que eu pedi já estaria com seu vestido em mãos, mas sempre tem que deixar tudo para ultima hora né? Com sorte você arruma uma roupa de bobo-da-corte e olha lá. Quem sabe você encontra algum mascarado interessante, ein ein? Para de bancar a puritana, nesses cinco anos eu não vi você com ninguém, a vida continua sabia? Vai ficar ‘’virgem’’ para sempre?

Pansy corou.

—Fala baixo caralho! Eu já disse que não estou interessada nessas coisas —Pansy só tinha interesse em uma pessoa, e ele foi embora junto com alguns dos seus dedos do pé esquerdo e sua sanidade .

A atendente chegou segurando um vestido, ela tinha um sotaque forte e carregado.

—Hoje é o seu dia da sorte! Uma moça tinha encomendado o vestido, porém ela não veio buscar, ele é o nosso último, espero que sirva em você.

Roger lançou um olhar de ‘’eu te avisei’’ para Pansy, ela mostrou o dedo para ele, e se dirigiu ao provador.

O vestido era vermelho cor de sangue, ele era de ombros caídos, valorizando o decote e o colo, apesar de ficar com os ombros de fora ele era de manga longa com mangas bufantes, na cintura havia uma espécie de espartilho onde podia ser apertado atrás, ele era bufante embaixo e cheio de camadas e saias, na cintura e nas mangas haviam rosas bordadas, as ironias da vida...

—Uau, se eu fosse hétero te pegaria, ficou linda, Pansy!— Roger disse assim que ela saiu do vestiário.

—Que vestido ridículo, to me sentindo um bolo usando isso! — Pansy protestou.

—A senhora ficou linda, a moça que ia usar ele mas não veio buscar era loira, tinha vários cachos dourados e ficou legal, mas como você é morena, combinou ainda mais. —A vendedora bajulou.

—Nós vamos levá-lo, e sem nenhuma graçinha, Pansy, você vai usar ele e ponto final! —Roger disse.

Pansy e Roger moravam a cerca de cinco anos na cidade de Salgótarján, que era um condado Húngaro, eles dividiam um apartamento, era espaço suficiente para os dois, Roger ainda trabalhava para o FBI, mas não em campo, pois como Pansy estava sob proteção ele não podia ficar muito tempo afastado, ela passava o dia todo trancada dentro de casa, saia ocasionalmente para fazer algumas compras, mas logo voltada, passava o resto do dia remoendo memórias do passado, que era tão vivido e não tão distante.

—A onde mesmo vai ser esse raio de festa? —Pansy perguntou sentada no lado direito do carro, onde Roger dirigia do direito, os Húngaros assim como os Britânicos dirigiam na direção contrária o volante.

—Oh é aqui mesmo em Salgótarján, em um castelo meu bem, parece que ele era um castelo medieval de reis rainhas, condes de condessas essas coisas, a monarquia de lá está enterrada em um cemitério particular da realeza no jardim do castelo. —Roger disse passando um papel brilhante para ela.

—O que é isso? —Ela perguntou.

—O convite da festa, apenas os mais vips podem entrar, meu bem. —Roger sorriu e acelerou.

Finalmente o dia do baile de máscaras chegou, Pansy não estava nem um pouco animada para ir em uma festa estúpida com um bando de playboys máscarados. As pessoas não precisam de máscaras para esconderem o quão respulsivas podem ser. Pansy estava trajando o vestido vermelho, seu cabelo estava preso em um arranjo, com caixos, e ela usava uma máscara vermelha com adornos de penas da mesma cor para combinar. Roger usava uma roupa imperial bege e uma máscara cor de marfim, ela devia admitir que ele estava muito charmoso.

O castelo era imperial e imponente, podia ser visto a distancia, com seus longos muros de pedras, ponte levadiça e lago, Pansy se sentia na época renascentista, alguma música erudita e húngara tocava audivelmente, e assim que ela de braços dados com Roger atravessaram a ponte, viram um mar de gente, todos com vestidos longos, perucas das mais variadas cores e formas e claro todos devidamente mascarados.

—Ouvi dizer que ele tem até um calabouço com artefatos de tortura medieval. —Roger disse, puxando uma taça de champanhe de um garçom que passou.

Pansy estava maravilhada com a riqueza de detalhes daquele lugar, era tudo tão mágico e surreal, os húngaros levavam realmente a sério suas tradições culturais.

Após circular pela festa e ver todo o tipo de gente esquisita, as pessoas achavam que só porque estavam com máscaras podiam fazer o que bem entendiam, como se pegar nas escadas, aquilo estava revirando o estomago de Pansy, as pessoas não fingiam ter classe! Enquanto ela bebia um cálice de vinho, uma mão a puxou.

—Cachorra, vai começar a dança, vamos! —Roger disse a puxando para o meio do salão.

—Que dança? —Pansy estava confusa e deslocada, não entendia que tipo de dança aquelas pessoas iriam dançar.

Roger a empurrou para uma espécie de fila, onde as mulheres estavam, e logo na frente delas estavam parados os cavalheiros mascarados ficando assim um de frente para o outro, eram tantos rostos com máscaras que Pansy havia perdido Roger de vista. Os homens vinham até as mulheres e as comprimentavam, oferecendo-lhes a mão, um húngaro se aproximou de Pansy, ele era alto, trajava uma roupa imperial preta muito rebuscada, parecia um principe, sua máscara era preta e ele tinha um irsurta barba grisalha. Gentilmente o homem lhe ofereceu a mão, e Pansy a segurou, se era para participar daquela baboseira, ela iria entrar na dança, literalmente.

PLAY Two faced drama rebellion
Are you the Joker, King or Queen?
Place your cards as they're coming
Came to win, lost everything
Gambling rider pull the strings
Pull them tighter, let them in

O húngaro mascarado a conduziu até o meio do salão da mesma maneira que os outros homens faziam, ela queria ver os olhos dele, mas a máscara impossibilitava. Ele segurava ambas as suas mãos, e em uma dança elaborada se aproximavam, apenas tocando as palmas das mãos, e girando lentamente, todos coreografados, e até Pansy que não fazia idéia do que acontecia tentava acompanhar desajeitadamente os passos rápidos do homem.

Come and play another day
Throw your mask away
I don't care what you say
Cause your lovely words decay
Come and play another day
Welcome to the anteroom of death

Lentamente eles giravam pelo salão, que estava iluminado apenas pelos candelabros no teto, ele se aproximou dela, fazendo reverencia, e colocou uma das mãos no ombro dela, os dois rodavam lentamente ao som da música. Em passos lentos os dois dançavam em unanimidade, depois se separavam e davam as mãos, fazendo uma espécie de ponte, depois segurando apenas uma mão e girando-a. Era uma dança estranha.

Blinded in the dark
I'm touching the scars of tainted hearts
If you're searching learn to see
Honesty is all you need
Take a bow, finally

Depois bruscamente ele a puxava para si, os Húngaros eram realmente muito estranhos, os seios de Pansy doeram ao bater com força no tórax duro do homem, ele voltou a girá-la com a música.

Burn your fingers, trade a dream
Watch the clock, watch the clock ticking

Pansy estava ficando zonza, nunca tinha girado tanto na vida. As luzes diminuíram e as pessoas continuaram a dançar no escuro, Pansy estava até vendo que alguém iria cair logo ali, e ela não queria ser essa pessoa.

O húngaro a puxou, tirando-a a da multidão, Pansy não fazia idéia para onde ele a estava conduzindo, mas ele era um condutor tão bom que ela nem se importou em ser conduzida por ele para fora daquela muvuca. O homem a puxava pela mão delicadamente e logo eles estavam fora do castelo, estava garoando lá fora.

Ele provavelmente não entenderia uma palavra do que ela diria, e ela não estava com vontade de falar em Húngaro com ele, por isso apenas o seguiu obedientemente. Ele a estava guiando até o cemitério!

‘’Espero que ele não seja nenhum doido necrófilo’’ Pansy pensou consigo mesma, mas apenas continuou seguindo-o. A garoa estava começando a engrossar e ficar um pouco mais forte, o cemitério não era muito grande, apenas afastado o suficiente do castelo, era cheio de pedras e túmulos antigos com cruzes lapidadas neles. Ele a levou até um túmulo e a encostou nele. Soltou sua mão, e a aproximou do rosto de Pansy, fazia tempo que ela não era tocada por um homem, era até estranho sentir o toque masculino na sua pele, que estava começando a ficar úmida devido à chuva. Ele se aproximou e encostou os lábios nos delas, a espessa barba dele pinicava seu rosto, era incomodo e bom ao mesmo tempo, ele a beijava suavemente, Pansy o beijava com vigor, o beijo dele tinha gosto de vinho e cravo. Pansy mantinha a boca bem fechada, não querida dar espaço para a entrada da língua do húngaro dentro de sua boca, estavam travando uma luta interna. Ela afrouxou os lábios dando passagem para a macia e quente língua do homem explorar toda a sua boca, e vigorosamente ele o fez, Pansy nunca havia beijado um estrangeiro antes. Ele explorava com vigor, tocando sua gengiva, pincelando seus lábios e sugando sua língua, Pansy sentiu um torpor em seu corpo.

PLAY There's a devil waiting outside your door (How much longer)
And he's weak with evil and broken by the world (How much longer)
And he's shouting your name and asking for more (How much longer)
There's a devil waiting outisde your door (How much longer)

Ele a empurrou contra o túmulo pressionando-a, mesmo com o vestido, ela podia sentir a ereção evidente, ele subiu uma das mãos para tocar um de seus seios, Pansy segurou a mão dele com força.

—Não! Eu dito as regras! — Ele provavelmente não fazia idéia do que ela dizia, apenas tirou a mão do seio dela.

Pansy o empurrou no túmulo fazendo-o deitar, o estranho mascarado, subiu por cima dele, e o beijou, puxando o lábio dele com força e o mordiscando, o mordeu com tanta força que sentiu o gosto familiar do cálido e quente sangue da boca do homem, ele continuava quieto fitando-a, os húngaros não era de muitas palavras.

Lover man! Since the world began
Forever, Amen Till the end of time
Take off that dress I'm coming down
Ooh I'm your loverman
Cause I am what I am what I am what I am

Ela desceu uma das mãos até a calça dele, e puxou o laço, a calça estava para explodir com o volume. Pansy libertou o membro ereto dele para fora, e começou a fazer movimentos para frente e para trás, fazendo fricção no pênis do homem, ele gemia baixo, ela traçava uma linha reta com os dedos no membro do homem, a chuva encharcava ambos tornando tudo mais fácil. Pansy sabia que ele estava gostando daquilo, e aumentou a velocidade dos movimentos, masturbando-o com mais e mais força, o membro enrijeceu-se mais, mele jogou a cabeça para trás e ela sabia que ele iria gozar a qualquer momento, por isso parou.


L is for LOVE baby
O is for ONLY you that I do
V is for loving VIRTUALLY everything that you are
E is for loving almost EVERYTHING that you do
R is for RAPE me
M is for MURDER me
A is for ANSWERING all of my prayers
N is for KNOWING your loverman's going to be the answer to all of yours

Pegou uma das mãos do homem e introduziu o dedo indicador dele dentro de si, a principio vagarosamente, ele apenas acompanhava os movimentos, ela sentiu uma fisgada, como se um lacre fosse rompido, foi desconfortável, dolorido e prazeroso ao mesmo tempo. Empurrando o dedo indicador para mais fundo dentro si, Pansy precisava ser preenchida, o homem começou a fazer movimentos circulares dentro dela, Pansy sentia que estava sendo levada a loucura, ele era exímio e movia os dedos com destreza, como se desenhasse uma espiral dentro de sua intimidade.

Tirou o dedo do homem de dentro de si abriu as pernas, o vestido era pesado e cheio de saias, apenas empurrou a calcinha para o lado e lentamente sentou se no homem. Doeu, doeu muito, era como perder a virgindade, mas era uma dor boa, Pansy sabia disso. De vagar e com cautela ela foi descendo, deixando que o homem entrasse mais e mais dentro de si, ambos tinha espasmos por todo o corpo.

There's a devil crawling along your floor (How much longer)
With a trembling heart, he's coming through your door (How much longer)
With his straining sex in his jumping paw (How much longer)
There'a a devil crawling along your floor (How much longer)

Pansy começou a se movimentar, sentia-se preenchida por dentro pelo húngaro, o que era uma garoa se tornou uma tempestade, ambos estavam ensopados e trepando em cima de um túmulo gelado de mármore. Pansy se movimentava com mais rapidez, o homem fez menção de tentar tocar a sua face, Pansy segurou as mãos do homem para que ele não a tocasse, fechou um pouco as pernas e sentiu que sua virilha comprimia o homem, fez alguns movimentos internos que só as mulheres sabem fazer, apertando mais o homem dentro de si, puxando-o para ir mais e mais a fundo dentro dela, ela sentia que a qualquer momento seria rasgada ao meio, mas era muito bom. O êxtase tomava conta se seu corpo, Pansy queria gritar, gemer, queria ao menos saber o nome dele para poder gritá-lo, mas logo desistiu da idéia, aquilo era um momento de prazer apenas dela, ele era um mero instrumento.

—Homem fode mulher — Ela disse entre gemidos — Sujeito homem, objeto mulher. Eu não gosto. Mulher fode homem. — Sujeito mulher, objeto homem, sim, assim é muito melhor! — Pansy disse cravando as unhas na pele do braço do homem, que ela segurava com força, uma força sobrenatural que não sabia de onde tirou, apenas o prendia, ele não podia tocá-la com suas mãos imundas, ela apenas o reprimia. Um trovão estrondoso rompeu o silencio, junto com um gemido de prazer que Pansy soltou, ela não gritou, urrou. Cavalgou com mais força no homem, mais e mais rápido, sentia algo quente escorrendo entra as pernas era um misto de sangue e esperma, o ar cheirava a chuva, terra molhada, morte e gozo, Pansy gostava do cheiro que sentia.

Loverman! I got a masterplan
To take off your dress
And be your man, be your man
Seize the throne
Seize the mantle
Seize the crown
Cause I am what I am what I am what I am
I'm your Loverman!

O orgasmo a atingiu em cheio, fazia anos que ela não sentia essa sensação inexplicável, indescritível, era como uma onda de calor, que subia desde o calcanhar, pelas pernas até chegar à barriga, assim que passava pela espinha era como um gelo, fogo que era congelado, ela se sentia revigorada.

Saiu de cima do homem, arrumou o vestido que estava completamente molhado, e assim que desceu do túmulo seu sapato esquerdo caiu do pé, ela não deu importância, continuou a tentar se arrumar, mas sua roupa estava destruída. O homem desceu do túmulo e pegou o sapato, em um ato de cavalheirismo o pobre coitado foi tentar calçar o sapato vermelho no pé dela, e notou a ausência de três dedos.

—Merda! — Pansy disse tirando o sapato da mão dele e o calçando. —Parece que a sua Cinderela não tem todos os dedos não é mesmo? Aposto que a Cinderela também não fodia em cima de túmulos. — Pansy disse se afastando.

O homem a puxou para si, virando-a de frente para ele e tirou bruscamente com um só puxão a máscara do rosto dela.

—Hey! Idiota, eu disse para não me tocar! Babaca! Se quer tanto, pegue ela para você como lembrança, húngaro pervertido. — Pansy disse se afastando e deixando o homem para trás. Ela olhou para cima e a aurora se aproximava, a chuva continuava, mas logo iria amanhecer ela realmente havia perdido a noção da hora.

—Meu Deus Pansy! Onde você estava? E cadê a porra da sua máscara? Eu não acredito, você detonou o vestido, espero que saiba que vão cobrar a mais por isso na loja de aluguel e vai ser por sua conta, cachorra! — Roger disse a encontrando perto do carro.

—Eu fui ver o cemitério e tomei um pouco de chuva, só isso, relaxa Roger, você parece minha mãe, credo!

—Olha a situação que você está meu amor, toda molhada, nojenta, você estava boiando nessa chuva só pode né? Não podia olhar a chuva como uma pessoa normal pela sacada? Céus!

—Roger me deixa! — Pansy disse se sentando no carro, mas Roger a censurou.

—Pode parando! Não vai sujar meu lindo carrinho com esse vestido imundo e molhado, vou pegar um plástico para você sentar em cima, e há, você vai pegar uma gripe daquelas.

—Não jogue praga, sua bicha! —Pansy resmungou.

Três dias depois Pansy caiu de cama queimando de febre, estava com uma gripe daquelas, e sentia a garganta arranhar. Maldito Roger e as suas pragas! Era tudo o que ela pensava, enquanto jazia deitada na cama vegetando, com o nariz entupido, e quando não estava entupido escorrendo, tossindo e podre de gripe.

Tudo o que ela queria era dormir, dormir direto até a gripe passar, aparentemente transar na chuva não fazia muito bem a saúde. Pansy sentia calafrios por todo o corpo, se encolheu na cama e enrolou-se nas cobertas. O telefone tocou. Devia ser Roger ligando do trabalho para atormentar ela, já devia ser quase de tarde e ela não tinha nenhuma intenção de se levantar.

O telefone não cessou, continuou tocando, até que Pansy se enfezou, cambaleando se levantou e pegou o telefone que ficava em uma cômoda próxima de sua cama. Com a voz anasalada atendeu o telefone, sua cabeça latejava.

—Escuta aqui Roger, pode parar de gracinha de ficar me ligando para me acordar atendeu? Nem adianta falar ‘’eu te avisei’’ porque eu estou morrendo com essa porra de gripe, você é uma bicha muito burra sabia, de ficar me ligando achando que eu vou levantar, eu vou CONTINUAR DEITADA, entendeu?

O telefone estava mudo.

—Roger? Não se faça de engraçadinho! — Uma respiração ofegante estava do outro lado da linha. — Roger, Roger? Fala alguma coisa sua puta! — Pansy ia desligar o telefone.

— Ninguém nunca... Chega tão fundo dentro de você como eu chego... Querida.

A ligação caiu, e o telefone também das mãos de Erzébeth Pansy.

Notas finais
Acho que alguém fez besteira, só acho :)
Gostaram das músicas?
Obrigada a todos e até a próxima o/