Notas iniciais
O lapso temporal da história seria a 16ª temporada. E sim, Tony está presente, assim como Ziva. E Abby não deixou o NCIS. Trago uma personagem original em uma história meio batida, só porque não consigo superar meus shipps sendo inexistentes. Tem Tiva, mas não é o foco. ShortFic com vários pontos de vista, mas todos dando a continuação necessária.

Se normal é uma palavra que pode ser aplicada a um dia de trabalho no NCIS, eu diria que hoje era o dia ideal. O expediente começara no seu horário costumeiro, todos chegaram, ocuparam seus lugares em suas respectivas mesas e aguardaram a alguma ordem do “Chefe”.

Ele chegou, deu o seu cumprimento de cabeça e se sentou. Sem pasta de arquivo, sem tapas na cabeça, nada. O dia prometia ser monótono. Bem, pelo menos no quesito trabalho, porque as implicâncias, estas estavam por todos os lados. Também, com uma equipe tão grande quanto a que se tem agora, isto era inevitável.

Ziva, McGee, Bishop, Torres, Quinn, Reeves, e claro, a turma do andar de baixo, Abby, Dr. Palmer e Ducky. E eu, o Agente Muito Especial, Anthony DiNozzo. Tanta gente para controlar, tanta gente para mandar fechar a boca.

O expediente avançava, parecia que, pelo menos por uma vez, uma única vez, todos conseguiriam sair no horário normal de trabalho.

Para se ter uma ideia da falta de serviço que pairava sobre este departamento, Abby, Palmer e até o Ducky resolveram que era uma boa hora para ficarem perto da movimentação.

Quando Abby do seu jeito disse:

— “AAHH! Estou morrendo de tédio dentro daquele laboratório, não tenho o que conversar com o Sr. Espectrômetro de Massa nem com a Sra. AFIS.” – Hei Tony, você tem alguma coisa para fazer?” E você Mcgee? Ziva? Alguém!? Por favor, gente, conversa comigo!”

Mas aí algo aconteceu.

Como se fosse para fazer piada com toda a equipe, às 15:00 o elevador, que ficara em silêncio durante todo o expediente, começou a funcionar. Todos olharam com expectativa, torcendo para que fosse para outro andar. Porém, parou justamente no nosso andar. E de dentro dele saiu uma garota ruiva. De olhar firme e passos resolutos.

— Boa tarde. — ela disse — procuro o Diretor Vance. – Foi direta.

Toda a equipe ficou um tanto quanto sem palavras, enquanto aquele olhar firme e um tanto frio, para alguém tão jovem, encarava toda equipe.

Ziva foi a primeira a questionar.

— Boa tarde, e quem seria você?

— Preciso falar com ele, e somente ele. Tenho um assunto a resolver. Me identifiquei na portaria e liberaram o meu acesso. Somente quero saber onde fica o seu escritório – ela se explicou. E eu podia jurar que conhecia aquele tom.

Todos poderiam jurar que ela era familiar. Mas familiar a quem?

McGee tomou a dianteira e explicou o caminho para a ruivazinha.

Lógico que todos acompanhamos com o olhar o seu passo firme pela escada acima.

— Quem será que é? – Foi a pergunta que todos fizemos ao mesmo tempo.

— McGee, dê uma olhada no vídeo da segurança, vê se consegue a imagem do documento que ela mostrou na entrada! – Bishop e Abby nem disfarçaram a curiosidade.

McGee fez o que lhe foi pedido, na ausência de Gibbs, faríamos o que bem entendêssemos, claro, se não atrapalhasse nenhum caso em aberto.

Mas, em nossa sede em desvendar este pequeno mistério que caiu em nosso colo no meio de uma tarde de sexta-feira, não reparamos em Ducky. Ele pareceu tão assustado com a aparição repentina da garota que, após a sua saída, deu uma desculpa qualquer e desceu para a autópsia.

Ah, como eu queria ser uma mosquinha e estar na sala do Diretor Vance agora....

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— Boa tarde! Gostaria de falar com o Diretor, por favor?

— Ele está em reunião. Quão importante é o seu assunto? – Cynthia, a secretária me perguntou.

— Para mim, de extrema importância. Mas para o nível do NCIS, nem tanto. Não me importo de esperar, desde que ele me receba. – Respondi. E cada palavra era verdade.

Foram longas duas horas, até que o homem de pele morena se fez presente. Ele me encarou por alguns segundos, como se visse um fantasma. E antes que pudesse articular qualquer palavra, sua secretaria lhe apresentou o meu pedido.

Ele hesitou, ponderou e por fim, abriu a porta me permitindo a passagem.

Logo que entrei, me apresentei apropriadamente, sei que deveria ter feito isto antes, mas, tendo em vista tudo o que irei dizer, não era o melhor dos momentos para dizer quem sou e o que queria na frente de toda a equipe de elite da agência.

— Boa tarde, Diretor Vance, sou Catherine Shepard. E gostaria de saber como foi que minha mãe morreu e buscar os pertences dela que ficaram aqui. – Fui direta. Já não tinha paciência para rodeios.

Se eu tivesse entrado portando uma arma ou com um colete repleto de bombas, jurando explodir todo o prédio, a reação dele não seria mais assustada do que a que ele exibia.

— Garota, o que você está dizendo? – Ele me questionou depois de alguns segundos. – Acha que pode entrar na minha agência, mau se apresentar e brincar com o cargo que represento?

— Senhor, com todo respeito, sou filha de Jenny Sherpard, e sei que viu alguma semelhança entre nós duas quando me viu te esperando na antessala, e tenho todo o direito de saber o que aconteceu com ela! — Retruquei

Já se vão onze anos desde que me contaram que ela se fora, a única resposta que obtive foi de que ela morrera em um incêndio. Mas, por mais que não morássemos juntas — eu estava em um internato no estado da Virgínia — eu sei que, ela poderia ter morrido de muitas formas, mas não carbonizada em um incêndio dentro de sua própria casa.

Minha réplica não resultou em nada, aliás, só piorou as coisas, pois no exato momento em que falava, o Diretor pegou o telefone e exigiu que dois agentes subissem às pressas para a sua sala e me dessem ordem de prisão.

Só podia ser brincadeira! Eu estava falando a verdade. Mas resolvi jogar. Afinal, era ele quem tinha algo a perder, não eu. Eu tinha as minhas provas.

Em menos de um minuto dois agentes apareceram. Um homem e uma mulher. Foi-lhes dada a ordem de me levarem a sala de interrogatórios. E que levassem minha bolsa para a Srta. Sciuto analisar. Ele queria ver até onde eu sustentaria a minha tese maluca.

Eu estava oficialmente detida. E ele estava oficialmente encrencado.

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Ela mal havia subido as escadas e toda a equipe estava em volta da minha estação de trabalho querendo que eu acessasse os vídeos da segurança, bem como o registro eletrônico de visitantes. Isso era moleza de se fazer, bastava pegar a câmera que me desse o melhor ângulo, dar um zoom na imagem, eliminar os pixels, melhorar o contraste e pronto...

— Não acredito nisso!! Ela não vez isso – Uma indignada Bishop lamentou.

— Esperta. Isso significa que esconde algo. – Tony se achou o Sherlock Holmes nesta dedução.

— Não me diga, Tony! – Ziva ralhou com o marido. – Descobriu isto sozinho? – Seu sotaque nunca esteve mais evidente do que hoje.

— A pergunta que temos que fazer aqui é: por quê? – Quinn disse – Por que uma garota se daria o trabalho de esconder a própria identidade das câmeras?

— TERRORISTA! – Torres foi longe demais nesta – Ela só pode ser terrorista! Vocês viram aquele olhar dela! Passei até frio aqui. Aliás, ainda bem que o Gibbs não está aqui, né? Porque vocês sabem, ruivas mais Leroy Jethro Gibbs....

— O Olhar – Eu disse – Isto também me intrigou. Parece que eu já vi alguém com este mesmo olhar, só não me lembro quem.

— O mesmo comigo. Ziva e Tony responderam em uníssono.

— Ai que bonitinho! Tiva está respondendo ao mesmo tempo!! Que Amor! – Abby viajou nesta....

Mas voltando ao ponto principal – Bishop se fez presente – quem é ela, o por quê que vocês estão estranhando a figura dela e, o que ela está fazendo aqui?

Eram as perguntas que precisávamos responder.

E teríamos as respostas em menos tempo do que esperávamos. O telefone da mesa de Tony tocou. Todos olhamos com cara de interrogação.

A única resposta que recebemos foi.

— O Diretor quer dois agentes lá em cima, agora. Ziva, vem comigo!

E lá se foram os dois correndo. Algo de muito errado estava acontecendo. E seja lá o que for que a ruivinha disse, não era boa coisa.

Por falar em ruivas, onde está o Gibbs?

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Minha intenção nunca foi atrapalhar a vida do Diretor. Eu queria respostas. E somente ele poderia me dar.

Meu plano era simples, eu só precisaria de um pouco de coragem e sorte.

Custei adquirir a primeira, já a segunda, esta não me acompanha há muito tempo!

Ainda me lembro como se fosse hoje pela manhã. Lembro-me da irmã Jane entrando no meu quarto no internato, me olhando com um olhar carregado de pena e desculpas. Bastou isto para que eu desconfiasse.

— Mamãe?! – Balbuciei a palavra.

Irmã Jane apenas assentiu. Depois continuou em um tom reconfortante, me dizendo que um advogado viria me ver e me contar o que aconteceu.

Eu tinha apenas oito anos. Não sei bem o que senti ou entendi naquele dia. Só conseguia pensar que era injusto. Eu estava contando os dias para vê-la, iríamos sair de férias como todo ano, sair do país, como sempre fazíamos. Não desta vez.

Eu sempre entendi os motivos de ficar longe dela. Era muito pesada a sua carga horária de trabalho, afora o perigo. Se nos vissem juntas, quem quer que seja, poderiam usar isto contra ela em um eventual ataque, e ela teria que escolher entre eu e a agência.

Sei muito bem a resposta que ela daria, os dois. Ela não abandonaria ninguém.

E era por isso que eu contava os dias para os fins de semana prolongados, para as festas! Eram estes dias, os melhores do ano. Mesmo que por poucas horas, éramos só eu ela! Mãe e filha! Apenas isto, nada de serviço, bandidos, política ou burocracia. Mas, eu não teria mais isto.

Do pouco que me lembro do que o advogado me disse, eu agora teria um tutor, uma pessoa que tomaria as decisões de minha vida até que completasse 18 anos. E, ao alcançar a maioridade, eu teria total controle sobre minha vida e sobre a herança deixada por ela.

Se eu pudesse trocaria tudo isto só para tê-la de volta! Poder abraça-la de novo!

Como eu sentia falta dela! Nada nunca mais foi o mesmo.

Agora eu estava no local onde ela trabalhou e a saudade nunca foi tão grande. Só de pensar que ela passou por estes corredores, que ela comandou esta agência com o seu punho de ferro e carisma da mesma sala de onde eu saí escoltada, me dava vontade de chorar.

Lágrimas teimosas enchiam meus olhos. Eu só buscava por respostas. E arranjei uma encrenca sem precedentes.

Quando fiz 18 anos, recebi, além dos bens, uma chave. Esta chave era de um cofre em um banco, bem na região central de Washington.

Ponderei por um tempo se deveria ir ou não. Mas a curiosidade de saber o que minha mãe havia me deixado era muito grande. Poderia ser qualquer coisa, por mínima que fosse, era mais uma pequena lembrança que eu carregaria.

Dentro do cofre tinha uma caixa de madeira, bonita, com entalhes bem parecidos com os da porta de nossa antiga casa – porta que mamãe sempre amou — e dentro tinham algumas cartas, um diário e uma foto.

As cartas eram quase todas endereçadas a mim. Eram 19 no total. Uma para cada ano de minha vida, começando de quando ela descobriu que estava grávida. Parece que ela pensara em tudo, ao que parece ela sabia que não ficaria neste mundo muito tempo mais. A outra era endereçada a alguém de nome Jethro.

Eu as li, reli e li novamente. Chorei incontáveis vezes. Principalmente na última, onde ela me contava que estava doente. Que não viveria muito tempo, que seu fim seria triste e deprimente. Ela pedia desculpas. Desculpas por não ter sido a mãe ideal, não ter estado do meu lado sempre, e pedia desculpas por ficar doente.

O diário era algo estranho. Escrito em francês, parecia, no início, contar uma história de espiões, agentes infiltrados que residiam em Paris. Depois o passo a passo dela até chegar a ser a primeira mulher diretora de uma agência federal. O orgulho era visível em suas palavras.

Mas aí a história muda, toma um rumo distinto, e ela parece querer adivinhar o futuro. Faz conjecturas de um passado que não existiu e um futuro que não poderia ver.

A última entrada é de dois dias antes de seu falecimento.

Ela conta que guardou segredos demais. Que mentiu para pessoas que ela amava e se arrependia disto. E encerrou perguntando-se se realmente existia um perdão divino para o que ela fizera.

Por fim, escreve as palavras que estão guardadas em meu bolso. Que eu jamais deixaria que alguém visse. Não era mais horas para revelações. Uma década é tempo suficiente para enterrar o passado. Neste caso, duas décadas. E me pede, já sabendo que este diário me seria entregue após os meus dezoito anos, que busque suas coisas na agência, caso algo acontecesse, afinal, ninguém sabia de minha existência por lá.

É por isto que eu estou aqui, cumprindo o último desejo de minha mãe.

Eu remoía estas memórias enquanto aguardava a aparição do Diretor.

Juro que não entendi o motivo de seu ataque, era uma resposta simples. Mas ele reagiu de forma extrema e agora estou sentada nesta – nada confortável — cadeira esperando a boa vontade dele aparecer, tendo a certeza, mais do que absoluta, de que tem alguém atrás daquele vidro me encarando com olhos de caçador.

Deveria mencionar aqui que paciência nunca foi meu forte. Mas não quero ser presa de verdade.

Até quando terei paciência para esperar? Só Deus sabe.

Mas o que eu posso fazer?

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— Não é possível!!! Isto não é possível! – Tinha que chamar a todos! EU tinha a solução para o mistério misterioso envolto por um enigma que perseguia a todos nós desde que aquela menina ruiva apareceu!

— Gente, vocês não vão acreditar! Eu sei o nome dela! Eu sei! – Chamei a todos.

Como se fosse fogo em pólvora, todo mundo desceu como se fossem o Flash. É claro que eu faria um pequeno mistério..

— O nome da garota é Catherine Sherpard. Sim, Shepard! O mesmo nome da nossa ex-Diretora! – Exultei.

— Então é isso! – Ziva foi a primeira! – A semelhança entre as duas é perceptível!

— Gente, só um minuto! – Torres que estava meio perdido, interveio – Vocês não se esqueceram que eu não sei quem é essa Diretora, né?

— Bom, Abby, coloca a foto da Jenny perto da foto da ruivinha. – Tony veio com as comparações.

— A semelhança é realmente admirável, não é? – Ducky chegou dizendo – É incrível o poder da genética!

— Você acha que Catherine é filha da Jenny? – McGee ainda se recusava a acreditar – Não poderia ser uma sobrinha?

— Até poderia, Timothy, mas a Jenny era filha única, então só nos resta o caminho mais fácil. A jovem Srta. Catherine é filha de Jenny Shepard!

— Quem é filha de quem? – Gibbs chegou em seu modo furtivo.

Tentei a todo custo apagar as telas, onde supostas mãe e filha estavam, mas foi em vão. Ele já estava olhando fixo para as duas.

— Não é nada não, chefe! – McGee interveio, a gente só estava usando um software novo para deixar todos nós com cara de adolescentes. – Foi a pior desculpa que Tim já inventou, tenho certeza!

— Rejuvenescimento? Ora McGee, então por que colocar a foto da Jenny nisto? Por que não pôs a sua? Ou do DiNozzo?

— Chefe. Não tem nada demais aqui... – Quinn interveio.

Então me falem do motivo do Leon estar trancado na sala de interrogatório sozinho. O que está acontecendo nesta agência? E quem é a menina da foto?

— O nome dela é Catherine Shepard, até onde sabemos, mas ainda não temos como provar a veracidade do que ela está alegando. – Bishop entregou a verdade.

— Ela apareceu aqui, querendo conversar com Vance, até onde ela falou. – Ziva continou. — E menos de dois minutos de conversa, da qual não sabemos o conteúdo, o Diretor nos chamou e pediu que a levássemos à sala de interrogatório.

— E quando vocês planejavam me contar? – Gibbs explodiu de vez.

— Você não estava aqui, Jethro. – Ducky diplomaticamente emendou. – Não havia motivos para te procurar.

— Qual é a idade dela? Abby, McGee, não são vocês dois que sabem mexer nestas coisas? Descubram!

— Dezenove! Dezenove! – Gritamos

— Mas só ouvimos o barulho das portas do elevador se fechando, enquanto olhávamos de um para outro em completo silêncio.

— Por que a idade é tão importante? – Dinozzo comentou.

— Não sei. – Bishop respondeu de pronto.

— O Meu Deus! – Ducky exclamou e quando dermos por nós, já estava longe.

— Ei, gente, eu poderia comparar o DNA da Diretora e da Catherine se vocês quiserem! Dentro da bolsa dela tem uma escova de cabelos, posso retirar o DNA e trabalhar nisto! – Eu disse.

— Faça! Vamos logo acabar com isto, se for uma farsa, ela será presa! – Ziva foi prática.

— Mas e se ela estiver falando a verdade, o que vamos fazer? – Quinn queria uma solução.

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Alguém batia na porta, e pelo volume e força empregados, eu podia dizer com certeza que a pessoa não estava feliz.

— Vamos Leon, abra esta maldita porta! Ou então eu vou colocar isto abaixo!

— Vance olhou da porta para minha pessoa. Não posso dizer que estávamos tendo a melhor das conversas, por que, bem, eu não estava colaborando.

— Então, vai me dizer o seu verdadeiro nome? — Ele questionou.

— Eu já disse, e tenho certeza que a sua equipe vai descobrir do mesmo jeito. – Falei irritada.

— Vão descobrir que você não é quem diz ser. – Ele retrucou.

Nesta hora a porta foi mais uma vez esmurrada e Vance precisou atendê-la. Foi então que um homem de cabelos brancos e olhos azuis que poderiam te fuzilar entrou.

Depois da encarada mortal no Diretor, que diga-se a verdade, não hesitou nenhuma vez, o olhar duro foi dirigido a mim.

E eu conhecia aquele rosto. Eu já o vira. Há um pouco mais de um ano atrás, na fotografia que estava na caixa que minha mãe me deixara.

Ele me analisava como se quisesse ver alguma coisa. Alguma semelhança, uma mentira, qualquer coisa. Seu olhar passou de raivoso para confuso por um instante. Acho que cheguei a ver tristeza, mas bastou uma piscada e lá estava a raiva estampada novamente.

Confesso que fiquei com medo. Depois de ameaçar derrubar uma porta, o que mais ele poderia fazer?

Mas ele não fez nada, apenas soltou um suspiro, onde acho que ouvi um “Ah, Jenny, por quê?” e se retirou, tão furioso e velozmente quanto entrou.

A esta altura, Vance o seguiu, me deixando novamente sozinha.

Notas finais
Capítulo 02 chegando!!