O Mago e o Guerreiro

1 Após a batalha contra a Escolopendra


Notas iniciais
Sempre tive uma quedinha por FrankxLeo! Essa é a minha primeira fic, espere que gostem! :3

*Após a batalha contra a Escolopendra*

Léo acordou um pouco confuso.

A última coisa da qual se lembrava era de um monstro gigante com narinas peludas ter atacado o Argo II, e um homem vir em sua direção com um punhal verde.

— Finalmente.

Léo se assustou. Agora que percebera Frank. Eles estavam em um caverna... SUBMERSA?! Não fazia a menor ideia de como podiam respirar de baixo d'água, ou o que estavam fazendo ali.

Frank estava levitando ali perto. Com o rosto redondo e mal humorado parecia um buda. Tão fofo... pensou Léo. Mas logo afastou esse pensamento, não fazia a menor ideia de onde aquele pensamento saiu. Ele resolver puxar algum assunto para quebrar aquele clima.

— Então... Onde estão os outros?

— Os outros — Disse Frank irritado — Não faço ideia! Uns centauros-cavalos-marinhos nos trouxeram até aqui, e me deixaram com você.

— Escuta Frank! — Léo não gostou nem um pouco do tom de Frank, e não aguentava mais ser tratado desse modo por Frank, que aparentemente não tinha motivo algum. E agora resolveu que vai esclarecer as coisas. — Não sei o motivo da sua implicância comigo. Desde que nos falamos pela primeira vez, você pareceu não gostar de mim! É por causa da Hazel? Caso seja isso Frank, não se preocupe! Eu não quero Hazel como namorada!

Léo despejou tudo de uma vez em cima de Frank. Apesar de estar com raiva de Frank, talvez aquelas palavras tem sido proferidas com raiva demais. Elas acertaram Frank em cheio.

— Não...? — Disse Frank com um tom de voz repentinamente suave. Ele juntou as sobrancelhas na expressão confusa mais fofa que Léo já vira na vida. Hã? Desde quando achava Frank fofo?

— Não! — Respondeu Léo tentando parecer o mais indiferente possível. Léo estava com raiva de Frank por sua implicância gratuita. E estava com mais raiva ainda de si mesmo, por sentir aquilo por Frank.

— Eerr.. Me desculpe! — Frank não tinha palavras nem ações para expressar a vergonha que sentia de si mesmo. Ele queria enfiar o rosto na terra. Mas em vez disso, ele fez a única que conseguiu fazer... Abraçar Léo.

Esse ato surpreendeu bastante Léo, que nunca havia sequer cumprimentado Frank direito. Frank estava apertando Léo um pouco demais, mas agora que estava nos braços deles, não tinha a menor vontade de sair. Ele só conseguia pensar no corpo forte de Frank contra o seu. Hã? O quê? O que diabos está acontecendo comigo?

Léo se afastou abruptamente de Frank, que ficou olhando para ele como se não entendesse por que Léo tinha feito isso. Mas Léo só conseguia fitar o chão... Ele resolveu então assumir seus sentimentos por Frank.

— Frank, preciso te contar uma coisa.

Frank agora olhava Léo com uma grande surpresa, como um grande bebê. Léo se perguntava se podia conversar com Frank se derreter a cada cinco minutos por causa das expressões do mesmo.

— Acho que existe um sentimento dentro de mim, que vem crescendo dentro de mim à um certo tempo. E que só agora pude identificar...

Frank ia falar algo, mas Léo continuou rapidamente. Não podia deixar escapar aquela coragem repentina.

— Esse sentimento, provavelmente nasceu quando nos vimos pela primeira vez. Tentei ignora-lo, e até mesmo achei que era raiva. Raiva pelo jeito como você me tratava. Mas a verdade Frank, é que eu...

— Gosto de você. — Completou Frank, com o maior dos sorrisos no rosto.

Léo ergueu sua visão até Frank, e não sabia o que dizer.

— Essa é verdade Léo, eu também gosto de você... O modo como eu tratava você, sei que não tem desculpa pra isso. Nem me considero digno de suas desculpas, mas talvez tenha isso um modo de defesa que eu criei. Me perdoe Léo... Eu, eu... — Frank buscava as palavras, mas não as encontrava.

Nesse momento, Léo se deu conta de que palavras são desnecessárias. E pôs o dedo indicador sobre os lábios de Frank, pedindo silêncio. Eles esqueceram de absolutamente tudo. Da missão, do Argo II e que estavam presos numa caverna. Apenas o que interessava era eles dois.

Frank tomou a iniciativa, e com aquelas grandes e delicadas mãos, puxou Léo pela cintura, e colou sua testa na testa de Léo. Eles só sabiam olhar nos olhos um do outro. E enfim chegou o momento que os dois tanto ansiavam mas se recusavam a admitir.

Foi um beijo calmo e apaixonado. Os dois tinham medo de exagerar e invadir o espaço do outro. Mas conforme iam aprofundando o beijo, iam conhecendo cada vez melhor o interior da boca um do outro.

Para Frank não era uma sensação tão nova, pois já havia beijado Hazel. Mas ainda assim esse era um beijo verdadeiramente especial. Ele estava com as mãos na cintura de Léo e naqueles cabelos encaracolados e macios, como se prendesse Léo para que ele não fosse embora e acabasse aquele momento. Quando beijara Hazel, sentia medo e como se tivesse que tomar cuidado para ela não quebrar. Já com Léo, era diferente. Ele sentia como se Léo pudesse suportar e responder de igual para igual.

Para Léo, uma sensação inteiramente nova e mágica, pois aquele era seu primeiro beijo. E não com qualquer um, era com a pessoa que ele realmente amava. E eu como eu amo esse bebezão. Pensou Léo em meio ao beijo. Com as mãos no pescoço e na costa larga de Frank, ele via como ele tinha um corpo másculo, mas sabia que Frank era como um bebezão, o SEU bebezão.

Depois de um longo beijo, com algumas pausas para respirar, Léo tinha certeza para dizer:

— Eu te amo Frank Zhang. Aceita ser meu namorado?

Os olhos de ambos, brilhantes graças as lágrimas prestes a cair, só sabiam fitar um ao outro. Depois de assimilar o que aconteceu, Frank finalmente recobrou a consciência e conseguiu responder.

— Sim Léo Valdez. Eu aceito ser seu namorado!

Era um momento mágico para os dois garotos. Após confirmarem o namoro, de repente um canto da caverna pareceu bastante atraente para deitarem e esperarem o que o destino os reserva. E assim ficaram, conversando, conhecendo mais um sobre o outro, e fazendo algumas brincadeirinhas melosas que namorados costumam fazer.

E então, a porta da caverna se abriu. E um homem verde pistache — ou melhor, homem não. Agora entendia o que Frank queria dizer com centauro-cavalo-marinho — e logo em seguida a criatura disse:

— Eu sou Bitos. Vou interrogar Frank Zhang. E meu irmão Afros — continuou a criatura — Vai interrogar você, Léo Valdez.

Notas finais
É isso pessoal. Vou ter continuação (ou não). Tudo depende de vocês... Bye! :*