O Lobisomem de São Arnaldo
1 O Lobisomem de São Arnaldo
Notas iniciais
Historia para o primeiro concurso da OO fanfics.
Era quase meia-noite. Escuto um som alto e abafado enquanto corria era o som dos sinos da igreja de São Arnaldo.
Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-BlamMeu coração dispara em pavor e desespero. Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-Blam.A hora cheia se aproximava , cada vez estava mais perto da minha sina. Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-Blam, Blam-Blam.Era meia-noite. Hoje era uma sexta, sexta de lua cheia, a primeira desde que avia sido mordido por aquele estranho cachorro que avia encontrado na encruzilhada da cidadezinha de São Arnaldo. Era um cão negro, grande como o diabo, olhos vermelhos e com cheiro pútrido de dor e desespero, como hipnotizado sai do carro e andei em direção do bicho. Ao me aproximar percebo que ele não tem pelos , mas sim penas, penas de urubu. Como um olhar penetrante ele me olha e avança, me derruba no chão e em cima de mim , dá a mordida nefasta. Apesar de cravar os dentes nos meus braços , longas como navalhas brancas, ele solta e se afasta, a besta imunda invés de como todo cão, se é que aquilo podia ser chamado de cão, ri como um humano, uma gargalhada inexorável e de mau agouro de quem como sabia que derradeiro destino me reservava. Ao dia que se deu , não sei a o certo como , me encontrava hospedado numa pequena pousada de São Arnaldo, uma cidadezinha esquecida por Deus, mas não pelo diabo pelo visto. Perguntei a dona como tinha parado naquele lugar , ela disse que vim a noite e que sem muitas palavras pedi um quarto. A doce senhora de olhar maternal então me serviu um delicioso suco de laranja e um pão de queijo mineiro, mas apesar de eu amar essas coisas seu sabor era como de isopor, pareciam tão bons...Após meu insatisfatório lanche voltei ao meu quarto, olhei no meu celular e vi que minha esposa tinha ligado. Era pra eu ter chegado já em casa, se não tivesse encontrado com a besta, liguei e falei que me senti mal na estrada e que ainda estava tonto e ia ficar em São Arnaldo mais um dia e partir ao sábado de manha. Deitei até a hora do almoço, Dona Maria me perguntou o que eu desejava comer, pedi então um bife malpassado, nunca comi carne assim antes, mas minha boca salivava ao imaginar o sabor do sangue na carne e na morte do animal que ia comer. Comi muito bem, mas só carne, indignada Dona Maria disse que devia era estar com bicha nas tripas, fui dar um volta pela tênue cidade do interior, lá avistei a praça central com a Igreja do santo padroeiro da cidade, São Arnaldo, também tive conhecimento que aquela era a capital do arroz e que todo ano tinha um grande festival onde bebiam a bênção do santo, uma estranha bebida feita com arroz mastigado e cuspido pelas freiras de São Arnaldo, o bom dono do botequim que estava conversando me ofereceu tal bebida, mas meu estomago chegou a embrulhar ao pensar na bebida vomitada. Tentei ir na Igreja mas não consegui, algo de força maior me impedia. Logo a noite fria e tenebrosa caiu, comecei a rodar e virar na cama sem conseguir dormir até que era quase meia-noite. Após os sinos tocarem e o pavor encher meu peito minha pele começou a coçar e minhas unhas a crescer, me coçava como louco até rasgar minha pele e minhas unhas adentraram na carne, por minha supressa avia pelos abaixo de minha pele , comecei a sentir cheiros, cheiros antes que nunca tinha reparado , cheiro dos humanos, mas eles não cheiravam como meus iguais , mas como uma apetitosa refeição. Meu dentes caíram e em seu lugar presas se formaram, meu nariz tinha se achatado e tomado a forma de um focinho. Meus músculos antes franzinos agora tomavam a forma de músculos de mostro. Sai num frenesi animal, adentrei a primeira porta dos quartos da pensão, Dona Maria dormia e assim para sempre dormir. Com uma só mordida a degolei, com minhas garras abri seu peito e devorei seu coração, ainda com fome sai pela cidade de São Arnaldo uivando, nas ruas não haviam presas, a cidade parecia morta. Mas a frente avistei o cachorro-urubu que me amaldiçoou e ele riu de minha desgraça. Pela noite corri, corri para não devorar mais ninguém, com pavor percebo que ao correr tinha chegado a minha casa, a noite já estava para terminar mas ao som de meu uivos minha esposa gravida estava a porta, e me viu como besta e ambos tivemos pavor do que eu queria e poderia fazer...
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