O Lobisomem De Liveway

18 Capítulo 17 - Frustração.


Notas iniciais
Como hoje é quarta-feira... *-*
Para quem está ansiando dolorosamente (leia-se: Vini-Vini), o próximo capítulo será a festa de Roman e vou ser boazinha com todo mundo, pois muita coisa vai ser esclarecida lá (ou pelo menos eu espero xD)

Agradeço aos reviews de:
_ Matry-chan!!
_ Stefany_Zanoni!
_ Amanda Olimpius Chase!!
_ larimartins!
_ Filha da sabedoria e do mar!
_ Lucy 347!
_ Nanda!
_ Aricia Rosier!

Assim que for possível eu os responderei, pois tenho pressa. Daqui a pouco precisarei ir ao retorno x_x

Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capíulo 17 – Frustração.

Eu fechei os olhos e respirei fundo.

Tentei ignorar o olhar fixo de Thanatos na minha nuca, mas era difícil. Limpei a minha mente e tentei me concentrar numa pergunta. Só uma pergunta. Eu precisava ser objetiva e ignorar o medo de errar novamente. Eu precisava de concentração e foco. Infelizmente, eu geralmente era desprovida dos dois.

Olhei, então, para a vela roxa ao lado da bola.

Olhei para a sua chama quente e bruxuleante até sentir como se minha alma estivesse saindo de meu corpo. Como se estivesse sendo sugada para qualquer outro lugar. Um lugar mítico e misterioso, sem noção de tempo. Sendo puxada, creio eu, para o globo das previsões. Ou “GLOP” como eu resolvera chamar a minha bola de cristal.

“O que Trevor White tem a ver comigo?” eu perguntei.

De repente, eu fui puxada com a mesma força que a minha primeira visão. Como se estivesse numa montanha-russa imparável, agitada e rápida, aonde o seu solavanco de “chegamos ao fim” revirou o meu estômago novamente. Mas vômito nenhum veio.

Eu estava flutuando no espaço.

Até que, de repente, um piso de madeira surgiu sob meus pés e paredes cor-de-rosa apareceram ao meu redor. Eu estava em um quarto infantil, apesar de ter demorado em perceber. Havia um berço com um bebê dormindo e uma mulher morena velando o seu sono. Ela cantarolava uma música que me era, incomumente, familiar:

Lacrimosa

Dies Illa

Qua resurget ex favilla...

Onde eu estava? O que aquilo tinha a ver com Trevor White? E por que aquela cena parecia tão... Estranha e familiar para mim?

De repente, como se para responder à minha pergunta, um homem entrou no quarto. Não era ninguém que eu conhecesse, apesar de achar sua expressão muito parecida com alguém. Era um homem de pele morena, olhos escuros e cabelos castanhos. Havia urgência em seu olhar e seus gestos, eu percebia.

- Marie! Você precisa sair dessa casa... Precisa deixar a cidade imediatamente! – ele avisou à mulher postada ao lado do berço.

Meu coração gelou.

Marie? Espere... Aquela mulher... Era a minha mãe?

Sim... Era ela.

Percebi quando ela se virou para o homem ao meu lado. Ela se virou em minha direção. Seus olhos azuis claros demonstraram surpresa e, depois, raiva e mágoa. Tão fortes e presentes naquelas feições idênticas as minhas, que ouso dizer que era uma mágoa antiga. Uma mágoa acumulada à séculos, talvez.

- Como você me encontrou?! O que você quer aqui?! – ela perguntou, arisca. Parecia uma leoa defendendo seu espaço. – Não basta o que você já fez?! No que você se transformou?! Um renegado do inferno! Nem o diabo quis alguém tão ganancioso e ambicioso, rancoroso!, ao seu lado!

O homem apertou os lábios. As palavras de minha mãe lhe doeram no coração. Por que ele se importava com ela? Por que ele se importava com o modo com que ela o via? Seria ela alguém importante para ele ou vise-vessa?

- Você precisa ir agora – ele insistiu. Sem deixar se guiar pela raiva que surgia pelo seu corpo. – Os caçadores estão vindo atrás de você! E eu não posso pará-los...

Minha mãe deu um sorriso desdenhoso e amargo.

- Você começou essa catástrofe! Há séculos! E agora quer me poupar?! – ela perguntou com sarcasmo. – Não vou abandonar a minha vida! Não vou deixar o meu marido e minha filha para os chacais! Nós dois sabemos que eles não a pouparão! Tal como fizeram com Alice, minha pobre irmã!

Meu queixo caiu.

Alice... Teve a família morta... por caçadores?!

O homem cerrou os dentes.

- Eu a considerava minha irmã também – ele lamentou. – Mas, Marie, seja racional...

- Eu estou sendo! – ela o interrompeu. – Eu tenho magia! Eu posso me defender sozinha... E eles?! E eles que são apenas humanos?! Que o único pecado foi me amarem?!

O homem endureceu o olhar. Estava impaciente e raivoso. Irritado pela falta de egoísmo por parte da minha mãe. De repente, naquele silêncio tenso e rancoroso, ouvimos o som de latidos e ruivos. Como uma matilha de cães e lobos. Milhares deles. Era quase ensurdecedor... Era de dar dor de cabeça. E eles me acordaram.

- Meu único pecado foi te amar também, Marie – ele murmurou, decepcionado. – Mas em mim você nunca foi capaz de pensar, não é?

E então, na mesma velocidade e urgência que entrou, ele saiu.

- Trevor! – ela o chamou, mas ele não voltou.

Trevor? O nome daquele homem era Trevor?! Mas ele não era o mesmo Trevor que eu conhecia... Não era... O mesmo Trevor ao qual eu me referia e que se apresentara a nós como um tal de “Sean”.

Marie olhou pela janela e soltou um suspiro exasperado. Pegou-me em seus braços e me acalentou. Com pressa, andou até uma estante no meu quarto e puxou um livro, revelando uma passagem secreta que dava para um porão. Eu desci junto com as figuras do passado. Era um quarto de magia, porém, não havia muito ali.

O lugar cheirava a coisa morta, depois de um tempo, percebi o porquê, quando vi as carcaças de coelhos jogadas em um canto. Meu “eu-bebê” chorou ainda mais. Acho que ela sentira o cheiro fétido também. Porém, o que chamou a minha atenção foi o pentagrama desenhado à sangue (agora eu sabia porque haviam coelhos mortos), com velas coloridas em seus pontos cardeais.

Vejo que há um recorte de jornal grudado em uma extremidade, no chão, e há uma borboleta rabo-de-andorinha grudada do outro lado com um espeto. Ela estava morta também. A borboleta... Lembrou-me a minha marca e, instintivamente, me fez olhar para o meu decote. Será que tinha algo a ver com isso?

Minha mãe me colocou no centro do círculo. Ergueu as mãos e cantarolou algo em uma língua estranha:

Fleare dust achmilanee... Achmilaneema... Eniht si eht modgnik. Eniht si eht modgnik, meu senhor, Fleare dust achmilanee, dewollah eb yht eman! Fleare dust achmianeema… Rewop dna eht yrolg!Fleare dust achmi laneema!

De repente, as chamas das velas cresceram assustadoramente. Aquecendo e iluminando a sala secreta. E figuras horrendas apareceram em sombras. Estavam lá e não estavam. Pareciam... Bem... Demônios. Seres sobrenaturais com partes de animais em seus corpos. Dançando e rodopiando como sombras nas paredes! Como se saudassem uma nova companheira...

Levei as mãos aos lábios. Minha mãe estava vendendo a sua alma.

- Não! Pare com isso! Pare! – eu gritei, esquecendo-me que aquilo era o passado.

Ela continuava a recitar os versos, até que o espelho à sua frente começou a brilhar... E uma alma escapuliu para fora. Um jovem, sem rosto, sem forma definida... Thanatos.

- Você a manterá segura... Segura e viva! Você a guiará e a protegerá com sua vida! – minha mãe lhe ordenou, mas não parecia que era ela quem estava falando. – E você protegerá o meu marido também. Cuide dele. O guie! É um homem fraco de mente, mas de espírito muito forte.

O espírito concordou com a cabeça e de repente, as chamas se inclinaram como se atraídas por seu plasma colorido e brilhante e ele concordou afastou seus braços do corpo indefinido. Tendo seu corpo coberto por aquelas mesmas sombras diabólicas que dançavam até pouco tempo. E então ele se tornou negro... E entrou no meu corpo.

De repente, me senti sendo sugada por um buraco negro novamente.

Não! Eu não queria voltar ainda! Eu queria ver até o fim, apesar de estar com medo. No entanto, antes que eu pudesse protestar, eu estava de volta ao meu corpo. Tremendo em espasmos, como se estivesse com frio, e suando frio. Tal como fora com Alice. Alguém me aparava, pois eu caíra da cadeira da minha escrivaninha. Eu até pensei que fosse Thanatos, mas eu havia me enganado.

Alexander era quem estava me segurando.

E não precisei ver o seu belo rosto para saber disso. Só os seus olhos cinzentos foram mais do que o suficiente para eu descobrir... Porém, isso foi antes de eu desmaiar em seus braços.

...

Quando voltei a abrir os olhos, meu quarto estava muito escuro e eu estava com uma dor de cabeça terrível. Parecia que ela era a única coisa no meu corpo que estava superaquecendo. E, por um breve instante, a visão assustadora de minha mãe praticando magia negra pareceu somente um péssimo pesadelo. Mas, parte de mim sabia, que havia sido real. Por mais que eu tentasse afugentar essa parte.

Aquilo não fazia nenhum sentido.

O que aquilo tinha a ver com Sean? Meu pedido havia sido claro (mais claro do que da primeira vez), porém, a resposta não fora aquela que eu esperava. Na verdade, a resposta sequer teve algum senso de lógica!

Sentei-me na cama. Sentindo um leve enjoo. Estiquei-me e liguei o abajur.

- Ahhh! – gritei ao perceber que tinha alguém sentado na cadeira da minha escrivaninha.

Alexander, no entanto, só ergueu uma sobrancelha e levou uma mão ao ouvido direito.

- O que diabos você faz aqui?! – inquiri assustada, esquecendo-me que o vira antes de desmaiar. – Quem te deixou entrar?!

Um sorriso divertido e sarcástico surgiu nos lábios do vampiro.

- Eu vim só para te ver dormir – ele respondeu. – E eu entrei pela sua janela.

- Há-há – eu disse voltando a me deitar. Eu estava sentindo frio. – Muito engraçado, Edward Cullen... Tem sorte por eu não te atirar pela sua “porta de entrada”.

Ele se levantou e se aproximou da minha cama. Apoiando-se em uma das colunas da minha cama de dossel. Havia um sorriso divertido brincando em seus lábios.

- Tudo bem... Eu vim porque Alice me pediu para te dar um recado e foi o seu pai quem me deixou entrar – ele confessou dando de ombros. – Não foi nada muito romântico, então... Não vou começar a brilhar no sol ou ter crises de carência.

- Cadê o Thanatos? – perguntei estranhando a falta de mais comentários sarcásticos.

Alexander olhou ao redor e depois checou a hora em seu relógio de pulso.

- Provavelmente ainda não voltou da oficina. Há dez minutos ele me disse que precisava levar o carro para o conserto – o vampiro respondeu. – E, como fazia duas horas que você estava desmaiada, eu disse que não tinha problemas. Ficaria aqui até ele voltar...

Eu concordei com a cabeça, apesar de estar assustada. Nossa... Duas horas?! Da primeira vez eu nem havia desmaiado (somente vomitado... na sua frente).

- Como você está? – ele perguntou, percebendo que eu não estava bem.

Eu dei de ombros. Ignorando meu coração estranho.

- Com dor de cabeça e frio – eu respondi. Encolhendo-me.

O vampiro fez uma expressão de desgosto e se aproximou de mim. Colocou sua mão fria na minha testa (perguntei-me como ele poderia fazer um julgamento justo da minha temperatura quando até sue corpo era alguns graus mais frio que o meu) e me cobriu melhor com o meu cobertor.

- Tá vendo o que acontece quando você resolve usar magia sem a supervisão de um adulto? – ele brigou. – Provavelmente você fez alguma coisa errada...

Eu concordei com a cabeça, eu sabia que ele estava certo, e me escondi debaixo do edredom. Meu Deus, ele parecia um pai brigando comigo pela minha irresponsabilidade.

- O que Alice queria que você me dissesse? – eu perguntei, desesperada para mudar de assunto.

O vampiro sentou-se na beira da minha cama e limpou a garganta.

- Alice me disse que sua aula teria de ser adiada por algumas horas, pois teve alguns problemas para resolver... No entanto, dado ao seu atual estado, acho que será melhor adiarmos por essa noite – ele comentou.

Fiquei decepcionada e isso não lhe passou despercebido. O vampiro puxou parte de meu cobertor, expondo o meu rosto, e me olhou como se estivesse estranhando alguma coisa.

- O que você queria saber? – ele perguntou, e percebendo que eu hesitei, ele insistiu: – Por que você consultou a bola de cristal? É algo entre você e o seu guardião?

Eu soltei um suspiro e me sentei na cama. Não queria desabafar com Alexander. Ele me parecia ser do tipo de cara que está sempre disposto a julgar... Porém, se havia alguém que sabia ser sensato e que não era superprotetor (como Alice) sem dúvida era aquele vampiro. Ele poderia me ajudar com os meus dilemas e eu sentia que podia confiar nele.

Mesmo assim, eu volto a me deitar e a me cobrir.

Não quero contar para ele.

- Você sabe que eu posso muito bem te hipnotizar, não sabe? – ele me provocou.

Um sorriso matreiro surgiu em meus lábios.

- Ora, então você pode fazer isso também? Interessante... Bom saber – comentei com sarcasmo, escondida debaixo do meu refúgio fofo e quente. – Agora sei que seus olhos lindamente prateados não são meros enfeites...

Caramba, não acreditei que havia dito isso em voz alta.

O que deu em mim! Alô! Isso para ter ficado no balão de pensamentos!

Subitamente, ele puxou o lençol com uma força que eu não tive como lutar contra e encontrei o seu rosto à centímetros do meu. Meu coração começou a acelerar e eu fiquei vermelha. Droga, ele viria com alguma gracinha... Calma, Bell... Mantenha a compostura e a classe. Não se renda às provocações dele.

- Quer dizer... Que eu tenho olhos lindos? – ele perguntou.

Eu desviei o olhar e disse com indiferença:

- Já que sua pergunta é retórica, minha resposta é desnecessária.

Ele deu um meio sorriso, e abafou uma risada que iria me chatear. Depois, ele se levantou da minha cama e, lançando-me um olhar cansado, disse:

- Bem, já que você não quer me falar nada... Eu vou indo. Preciso ver Alice. Ah, tem um copo de chocolate quente aí no seu criado mudo... Apesar de eu achar que ele já esfriou, beber algo doce pode te ajudar a se sentir melhor.

Eu olhei para uma caneca perto do meu abajur que até então eu não havia notado.

- Ah, eu gosto de chocolate frio. Obrigada – disse, mas não havia sarcasmo. Eu realmente preferia chocolate frio a chocolate quente. Então eu disse: — Você é tão eficiente. Você sempre recebia muitas “jovens bruxas” eu seu castelo na Romênia.

Ele olhou para mim e ergueu uma sobrancelha.

- Não... Mas Alice e sua mãe já me deram muita dor de cabeça quando estiveram por lá – ele admitiu. – Bem... Não apronte nada, ouviu? Você começou com esse lance de magia a pouco tempo, vá com calma. Não quero que você acabe mandando sua casa para os ares.

Eu concordei com a cabeça, mas meu ânimo se fora. Flashes assustadores da visão de minha mãe fazendo pacto para o diabo vieram para a minha cabeça de um jeito que quase fez com que eu chorasse. Fora assustador demais.

Será que algum dia eu chegaria àquele ponto?

Sei que Alice não chegou, pois se sim, duvido que ela fosse o que é hoje. Mas... Meu tio foi até aquele ponto e minha mãe também... Será que não era algo ao qual eu estava destinada? Tudo bem que a ideia de matar coelhinhos não me era convidativa (era na verdade, até enjoativa), mesmo assim... Eu estava assustada.

Quem era o homem que avisou a minha mãe?

E que tipo de mulher era aquela... Que mesmo sendo avisada sobre o perigo, avisada de que precisava partir ou morreria, se sacrificou por mim e meu pai? Que tipo de pessoa seria capaz de fazer tudo isso pela sua família? De vender sua alma ao mal? De amaldiçoar a própria filha para salvá-la?

Minha mãe era mais forte do que eu pensava.

Ia além do anjo que meu pai idealizava.

- Alexander... – eu o chamei, sem perceber a voz embargada. – Eu... Vi a minha mãe.

O vampiro me olhou, com a mão na maçaneta da porta. Ele estava ouvindo atentamente, pois seus olhos estavam atentos em mim.

- Eu vi... Os últimos momentos dela. Eu a vi colocando Thanatos em mim... A vi conjurando magia negra – confessei. Cada palavra era uma facada dolorosa na tênue parede transparente entre o “sonho” e a “realidade”. Ao falar, eu aceitava aquilo como sendo realidade. E isso me apavorava. – Foi... Assustador.

Alexander ergueu a cabeça e respirou fundo.

- Você sabe... Que ela só fez isso para te proteger, não sabe? – ele perguntou, calmamente. Sua voz estava controlada.

Eu concordei com a cabeça.

- Eu vi... Que avisaram à ela que os caçadores estavam vindo e mesmo assim... Ela se recusou a fugir, pois deixaria meu pai e eu desprevenidos... Ela disse que Alice teve a família morta por caçadores e...

De repente, ele estava me abraçando.

Não vi quando ele se aproximou. Talvez as lágrimas não tivessem me deixado vê-lo, ou talvez ele tenha usado da sua velocidade para atravessar o quarto... Mas, sinceramente, não importava. Ele estava ali. Abraçando-me por vontade própria pela primeira vez na vida. E isso era, apesar de ser estranho, o suficiente por agora. Para eu tentar encontrar alguma espécie de conforto.

- Eu os odeio – confessei-lhe, querendo socar alguma coisa. – Não os conheço. Não sei de sua história... Mas os odeio. Não como eu odeio o nazismo ou pessoas racistas... Mas como eu odeio pessoas que fazem mal para mim sem saberem da minha história.

Alexander concordou com a cabeça e não disse nada.

- Anabelle... Eu entendo – ele murmurou, de repente, acariciando os meus cabelos. – Eu sou o cara que teve quarenta familiares mortos por caçadores. Mais do que ninguém, eu entendo essa raiva que você sente.

Não o olhei, mas pelo seu tom de voz, eu sei que ele foi sincero.

- É por isso que... Alexander... Eu devo ir à festa de Roman.