O Lobisomem De Liveway
13 Capítulo 12 - Deixe os problemas com Roman.
Notas iniciais
VOCÊS SABEM QUE DIA É HOJE?!
Claro sabem, né? Ninguém é retardado aqui (além de mim, óbvio xD). Bem, é sexta-feira e, sendo assim, dia de postagem! Vocês não sabem o quanto eu esperei por isso!
Estou de castigo (pela primeira vez na vida!) e só estou sendo permitida entrar no computador quinta feira - à noite -; sexta, sábado e domingo!
- seria só sábado e domingo, mas consegui convencer mamãe sobre os meus "deveres" com vocês!
...
Bem, agradeço aos reviews de:
> Liza Bertozzi
> Stefany_Zanoni
> Clara
> Chi Ha Ru
> Dama de Prata
> Matryoshka nu se simt
> Lilith (Sua diva!)
> Queen K
...
Sit and enjoy!
Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3
Capítulo Doze – Deixe os problemas de Roman, com Roman.
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- Não me olhe assim! – eu mandei irritada.
Mas eu sabia que não adiantava, Alexander continuava sentado (por muita insistência de Alice) em sua poltrona me encarando como se eu houvesse feito a pior coisa do mundo, enquanto minha tia havia ido para a cozinha trazer algo para meu Guardião e eu comermos. Não que eu estivesse com fome ainda, mas o estômago de Thanatos era como um poço sem fundo!
Ele mal havia voltado e havia exigido comida!
Só pelo fato de Alexander estar acordado, me fazia acreditar que deveria ser por volta das cinco e meia. Um pouco depois de Alice ter me contado aquela trágica história do tio George e de ter se desfeito de lágrimas. Eu tentei consolá-la, mas parecia que aquela era uma dor que somente Alexander compreendia.
Ele nada disse, e seu silêncio era pior do que as suas provocações.
Ele vestia uma roupa bem leve. Uma roupa que eu supus que era com a qual ele havia ido dormir. Consistia em uma camiseta de seda preta, que contrastava com sua pele pálida e os olhos cinzentos, e uma calça de seda também. Na verdade era um pijama. E por cima ele usava um robe que parecia diferente de tudo o que eu já vi, e pantufas.
Eu tive que controlar para não rir muito quando eu o vi trajando essa roupa. Afinal, era algo muito fora do “habitual”. É. Acho que Alexander não era tão glorioso ou estiloso quando se tratava de tirar um cochilo no seu caixão. Mesmo assim, era incrível o como ele parecia incrivelmente sexy numa roupa que eu descreveria como “sendo para velhos”.
“Duvido que um velho deixe o último botão aberto de modo que desse para ver a clavícula bem definida” percebi depois de um tempo. Depois, tive que pensar que até mesmo a seda marcava grande parte dos músculos de Alexander.
Thanatos me lançou um olhar maldoso, mas nada disse.
Como se percebesse que ele me deixava desconsertada com seu silêncio, ele se remexeu na cadeira e apoiou o queixo no punho. Foi somente quando Alice voltou com um prato com biscoitos, e os depositou na mesinha de centro enquanto olhava feio para Alexander, que o vampiro disse:
- Você não deveria ter perturbado Alice perguntando sobre George.
De fato, Alexander ficou furioso quando acordou e viu que Alice estava perturbada e quase chorando por ter contado a mim a história trágica do tio George.
- Não diga isso à Anabelle, Alex. Ela tinha o direito de saber – Alice me defendeu como era de se esperar. – Ela fez muito bem em perguntar, pois isso era algo que eu já deveria ter contado a ela. Uma vez que ela é da família, merecia saber porque George foi banido das reuniões dos Franklin.
Pensei em ficar em silêncio, pois estava óbvio que aquela conversa não pedia por um comentário meu, mas não consegui.
- Fiquei feliz por você ter me contado tia – confessei. – Às vezes, sinto que você esconde tantas coisas de mim que... É como se nem confiasse que eu pudesse ajudá-la. Como se não acreditasse... Que eu realmente não quero voltar atrás no caminho que eu escolhi para mim.
Vi que Alice ficou sem palavras, enquanto Alexander a fuzilou com os olhos.
Mas era verdade. Alice era tão cuidadosa com o que dizia a mim, que era como se ela quisesse me manter no escuro. Como se não quisesse me dizer metade das coisas que deveria. Já fazia um tempo que percebia que suas palavras eram calculadas, mesmo que ela cometesse um deslize de vez em quando.
Cogitei, então, que o motivo daquilo, seria porque, talvez, ela estivesse esperando que eu abdicasse de meus poderes mágicos e resolvesse levar uma vida humana longe do perigo. No entanto, não dava para tê-lo. Eu nasci com sangue mágico em minhas veias, como Atuérpia dissera: os caçadores, sabendo ou não que vivia como uma “humana”, me matariam somente por esse fato.
- Anabelle, eu não escondo coisas por não confiar em você – ela disse pondo a mão no meu ombro. – Eu escondo coisas de você... Por que a última coisa que eu gostaria é ver você sofrendo por minha causa. Não sei se você já ouviu esse ditado, mas sua mãe recitou-o para mim inúmeras vezes quando namorava o seu pai: uma coisa é mentir para enganar; outra coisa é omitir para não magoar.
Dito isso, ela pediu licença para ir trocar de roupa e foi embora.
Alexander ficou em silêncio por um tempo e Thanatos também, na verdade, era difícil para Thanatos falar alguma coisa com a boca cheia de comida. Homens! Não importa se ele havia vivido dezesseis anos no meu corpo, continuava sendo um!
- Alice tem razão – Alexander murmurou pensativo. E quando seus olhos pairaram em mim, senti algo estranho. – Se ela não te conta o que deveria Anabelle, é porque ela acha que você ainda não está pronta para ouvir.
Eu acho que entendia o que ele queria dizer.
- A poção da vida eterna, na qual o Tio George trabalho, deu certo? – perguntei.
Alexander pareceu um tanto sombrio ao concordar com a cabeça.
- E o que aconteceu com ela? – insisti.
Ele pareceu ficar de mau humor. Seu rosto estava muito contrariado e irritado. Percebi, então, que talvez ele não gostasse de falar sobre aquele assunto. Talvez não gostasse tanto quanto Alice, a quem havia ficado à beira de lágrimas.
- Sumiu – ele respondeu.
Sumiu?
Como uma poção daquelas poderia sumir?! Isso não seria perigoso?! Será que ninguém se preocupou em procurá-la?! Ou será que alguém havia escondido justamente para que ela nunca fosse usada?
Agora eu havia ficado curiosa, mas nem Alexander ou Alice pareciam muito inclinados a me responder satisfatoriamente. Seria melhor eu não perguntar agora, mas sim mais tarde.
Decida a deixar o clima mais leve, perguntei:
- Posso fazer uma pergunta nem um pouco discreta? – pedi.
Ele não respondeu, mas me fitou com cautela. Mesmo sem o seu consentimento, eu perguntei:
- Se no século XVIII Alice era proibida de participar de suas festas por ser “inocente de mais”, isso significa que ela visitou o seu castelo. Mas isso deveria ter sido há... Sei lá, mais de trezentos anos! Quantos anos a minha tia tem hoje? – perguntei.
Alexander arregalou os olhos enquanto me olhava. Depois mordeu o lábio inferior como se estivesse se contendo para não rir da minha pergunta.
- Acho que seria indelicado se eu respondesse – ele respondeu tentando permanecer sério e chateado.
Mas, mesmo assim, eu voltei a fazer mais uma pergunta:
- E se no século XVIII você já era um vampiro, o líder do clã Cluj... Quantos anos você tem hoje?! – perguntei.
Para a minha surpresa, agora ele pareceu muito chateado. Eu acho que o ouvi soltar um som estranho. Como um rosnado. Soava como o sibilo de um leopardo antes do ataque. Seu olhar se tornou tão duro, que por um instante pensei que olhava para uma estátua de mármore.
Alexander praguejou baixinho, jurando que eu não escutaria:
- Maldito seja o dia em que resolveram ensinar matemática às mulheres.
- Acho que mesmo que eu não tivesse aulas de matemática, eu saberia que há uma diferença berrante entre o século XVIII e o século XXI.
Ele olhou para mim com os olhos arregalados e se levantou da poltrona em um pulo. Parecia bravo, mas sabia que não era comigo. Ele estava com raiva... De alguma coisa que não era eu. Acho que ele estava com raiva de ser lembrado de que era tão velho quanto uma múmia do Egito.
- Vou para o meu quarto. Você está me deixando tonto – ele disse em tom baixo e perturbado.
Alexander se levantou da poltrona e me deixou sozinha com Thanatos na sala de estar. Arrastando-se escada a cima como se fosse um zumbi. Não me surpreenderia se ele sentisse dores o dia todo, mesmo que Alice dissesse que em breve ele estaria melhor.
- Se você o deixa tonto, já é meio caminho para o coração dele – Thanatos comentou com sarcasmo, com a boca cheia de comida.
Olhei feio para ele. A última coisa que eu iria querer é brigar com a minha tia por um garoto. Por mais bonito, refinado e estiloso que ele fosse! Ah, e não vamos nos esquecer da minha recém-descoberta informação: ele era VELHO!
- Coma as suas nozes, esquilinho – eu respondi percebendo o como ele parecia um novamente um esquilo mastigando uma quantidade absurda de comida na boca.
Quanto mais tempo eu observava os hábitos de Thanatos, mais eu percebia que ele deveria ter sido um esquilinho na outra vida. Será que podiam incorporar espíritos de animais como Guardiões Sombrios?
- Ei, eu posso ler seus pensamentos! – ele relembrou em tom de deboche.
- Que bom – respondi com sarcasmo.
Thanatos me fuzilou com seus olhos gélidos. Eu sabia, porque ele já havia me dito certa vez, que ele gostava daquilo tanto quanto eu gostava. Para mim, era uma invasão de privacidade; para ele, era algo mentalmente exaustivo. Ainda mais porque eu pensava demais para ele me acompanhar.
Só não dei a devida atenção porque meu celular começou a tocar. Eu esperava que fosse César, mas não era.
Era Érika.
- Alô? – atendi, mesmo sem ter a mínima vontade de fazê-lo.
- Ah! – ela gritou. – Sua louca! Onde foi que você se meteu? Matar aula não é do seu feitio! Passamos na sua casa e seu pai disse que não sabia se você havia passado por lá porque ele acabou de chegar! Ele ficou tão preocupado quanto a gente!
Levei a mão à minha testa.
Hm, meu pai! Havia me esquecido de deixar um bilhete para ele ou mandar uma mensagem para o seu celular. Realmente, ele ficaria muito preocupado e se eu não me manifestasse até esta noite, ele poderia chamar até a polícia! Do jeito que ele era catastrófico, eu não duvidava.
- Ah, eu tive um assunto muito importante para resolver – respondi, e comentei em tom amargo: — Achei também que vocês iriam quere uma tarde livre de mim para ir comprar roupas para a festa de Roman, neste sábado.
Eu percebi, somente pelo silêncio que pairou do outro lado da linha, que eu a havia surpreendido. Provavelmente, nenhum deles sabia ou esperava que eu soubesse do que eles haviam me escondido hoje.
- Como você soube? – ela perguntou em tom baixo.
- Cidade é pequena. As notícias correm – respondi simplesmente.
Érika ficou em silêncio por um tempo, antes de começar a pedir desculpas.
- Desculpe-nos, Anabelle, nós sabíamos que deveríamos ter dito para você. Mas o nosso grupo já está com momentos bem tensos. Achamos que seria melhor não comentar porque você não foi convidada – ela disse. – Você está com raiva?
- Não. Eu não estou com raiva – respondi, querendo rir do seu tom de voz patético. – Talvez chateada, mas eu já deveria esperar por isso. Além disso, ando meio sem tempo ultimamente.
Tudo bem. Eu sabia que era mentira que eu andava “sem tempo”, o correto seria que eu andava “cheia de preocupações” para me importar com uma festa. Além disso, por que eu iria à uma festa em que havia dois caçadores (ou talvez um) querendo me jogar em uma fogueira?
- Anabelle? Anabelle?! – Érika me chamou quando estranhou meu silêncio.
- Desculpe Érika, fiquei perdida em pensamentos. Bem, eu preciso desligar. Thanatos está se afogando na máquina de lavar roupa e eu precisarei de alguém para me levar ao trabalho dentro de meia hora – eu disse rapidamente e desliguei o celular, mal deixando que ela se despedisse.
- “Thanatos está se afogando na máquina de lavar”? – meu Guardião desdenhou. – Essa é a única desculpa que você pensou? Até aquela antiga, da interferência, e a do túnel dariam mais certo!
Revirei os olhos.
Anne Claire disse que ela achava que César havia matado um... Seria Sean (ou Trevor Withe) ou o pai de Roman?! De repente eu fiquei desesperada. Talvez se passássemos na casa dele com a desculpa de ir “reatar as amizades”...
- Nem pensar! – Thanatos negou imediatamente. – Você não vai pisar na casa onde tem dois caçadores querendo te queimar viva! E ainda mais sem uma tropa para te proteger! Você está ficando louca?!
De repente, eu quis rir. Seu tom exagerado pareceu muito com o meu pai.
- Como você acha que os caçadores sabem tanto sobre essas espécies mágicas? – eu perguntei para mudar de assunto, mas curiosa.
Meu Guardião fez uma expressão de desgosto.
- Esses caçadores existem há muito tempo. Acredito que eles capturaram cada espécie e fizeram várias experiências desagradáveis. Esse não é o destino que eu posso lhe dar. A senhora, sua mãe, voltaria de onde quer que ela esteja para me matar!
Era crueldade de Thanatos falar da minha mãe. Ele tinha uma ideia que eu não faria qualquer coisa que ela repreendesse, mas, por um lado, eu entendia. Nenhum de nós dois sabíamos o que acontecia com um Guardião Sombrio que tem o protegido morto, e eu imaginava que ele não queria ter a mínima vontade de ser o primeiro a descobrir.
Mas eu duvidei que caçadores realmente se dessem ao trabalho, ou ao luxo, de fazer experiências sobre os modos mais eficazes de se matar algumas criaturas. E duvido que eles acreditem quase sempre sobre os “boatos” como alhos, cruzes e o resto.
Mas talvez Thanatos tivesse razão. E eu não iria suportar uma vida de rato de laboratório!
Alice vestia calça jeans e uma camiseta de manga comprida quando voltou à sala de estar. Percebi que Alexander iria também porque ele trocara de roupa e descera com a minha tia. Não pude deixar de perceber que ele vestia uma camiseta escrita: “Shout and Bites” com uma rosa sangrando debaixo do casaco de couro com spikes.
- O que foi? – ele perguntou quando percebeu que eu não tirava os olhos de sua camiseta. E perguntou com sarcasmo: – Está tentando descobrir a minha idade?
- Estou tentando descobrir onde é que você encomenda suas roupas – retruquei. – Confesse que é na mesma loja em que Kamijo encomenda suas roupas para os shows.
Ele riu e revirou os olhos.
Espere... Alexander... Riu?!
Olhei para Thanatos espantada, enquanto me perguntava até que ponto ingerir alho poderia ser prejudicial à saúde de um vampiro. Será que interferia a saúde mental também? Para a minha surpresa, Thanatos estava tão assustado quanto eu.
- Vamos para o cemitério? – perguntou Alice estranhando o silêncio.
- Precisamos, não é? – Thanatos disse com deboche. – Afinal, só tem quatro pessoas “trabalhando” lá.
Thanatos contava consigo mesmo, uma vez que ele havia ganhado o meu emprego. Enquanto eu tinha aulas teóricas (e, agora, práticas) sobre magia, era ele quem fazia o que eu fazia antigamente. Enquanto, o único dever de Alexander agora era sentar e algum lugar e assegurar que o cemitério não seria invadido por vândalos.
Era um trabalho fácil para alguém tão debilitado quanto ele estava agora.
- Somos seis – Alexander corrigiu-o acidamente. – Tem Roman, que está afastado por tempo indeterminado, e Igor Smith, o zelador diurno.
Falar em Roman relembrou-me de minha maior preocupação.
- Alice... O pai de Roman, ele é... – eu nem soube como dizer, e o olhar dela sobre mim era alarmado.
- Ele é um caçador, Anabelle – Alexander confirmou se sentando em uma das poltronas que combinavam absurdamente com ele. Ele não olhou para mim ou Alice.
- É um caçador? – eu repeti como se não quisesse acreditar naquilo. Mas, eu não estava surpresa. Estava desesperada: – E por que vocês não fazem nada?! Roman está morando com alguém que mal pode ver a hora para enfiar uma bala de prata no coração dele!
- Anabelle, acalme-se – pediu Alice, parecendo perturbada com minha reação.
- Acalmar-me?! Como eu posso ficar calma, Alice?! – acabei gritando histérica. – Com Roman vivendo sob o mesmo teto de um caçador?! Ou melhor, DOIS caçadores?! Por que ele não faz nada! Por que ele não...
- O que ele pode fazer? – Alexander perguntou com sua voz tão dura quanto aço. Levantou-se e me olhou com uma pontada de irritação. – O que nós podemos fazer? É o pai dele. E o que nós somos para ele? Estranhos!
Percebi o quanto aquilo era verdade. O que nós poderíamos fazer se Roman estava com o pai? E, talvez o fato de Roman fugir, somente tornasse mais claro que ele não era humano.
Mas como foi que esse garoto conseguiu viver até os quase dezessete anos vivendo com esse homem sem ele desconfiar de nada?
Então eu me lembrei de que o pai de Roman não passava muito tempo com ele. De acordo com Roman, ele passa mais tempo viajando “a trabalho” do que com ele próprio. E que ele passa somente curtos períodos com o filho.
Confirmando meus pensamentos, Alice segurou em meus ombros.
- Tudo o que podemos fazer, é esperar que Matthew termine com suas investigações por aqui e vá embora em breve – ela murmurou. – Até lá, a única coisa que podemos fazer é nos manter a distância de Roman para não delatá-lo.
- É. Deixe os problemas de Roman, com Roman – Alexander concordou
Notas finais
Adoraria se vocês lessem uma historinha dela e dessem um review de apoio (ela está tão esforçada e ansiosa! > < Coisa fofa). E fico até feliz que ela esteja se dando bem com as leitoras de sua história! Está melhor do que eu quando comecei.
BEIJOS,
EUQOPÉ-ELLE3
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