O Livro de Feitiços

7 Capítulo VII - Capítulo Editado


Notas iniciais
Hellou!!! Como estão? Eu estou cansada...Passei a madrugada toda escrevendo esse capítulo... hehehe Mas boa Leitura ^^

Capítulo VII – OMG!

Depois que entrei no hotel, subi direto para o restaurante, mas não encontrei o Vinicius, então resolvi espera-lo no bar. Pedi uma taça de champae e esperei...esperei... e esperei de novo.

Onde diabos ele estava?

Já havia se passado mais de meia hora e nada dele aparecer nem ligar ou mandar sinal de fumaça!

Mas uma vozinha bem lá no fundo da minha mente me dizia o que eu não queria admitir pra mim mesma

Levei um bolo!

Para não me humilhar mais fiz menção de me levantar e ir em bora de uma vez, quando meu celular vibrou, avisando que eu tinha recebido uma mensagem de voz.

Uma mensagem do idiota que me deu bolo.

Desculpa!

Aconteceu um acidente, minha mãe teve um AVC e está no hospital. Não pude deixa-la sozinha.

Me desculpe Karen.

Suspirei ao ouvir a mensagem. Pela voz desesperada dele percebi que era verdade, não só uma desculpa fútil para furar um encontro. Escrevi uma mensagem rápida dizendo que estava tudo bem e que eu já estava em casa e tudo mais.

Quando fui me levantar para pagar a conta e ir para casa, eis que me aparece o Daniel e seu namorado para me atormentar ainda mais essa noite.

Daniel era meu atual ex-namorado, o que assumiu que era gay. Admito isso me deixou meio que traumatiza, porque em um dia éramos um casal feliz e no dia seguinte descubro que ele estava me traindo com um cara, saímos desse relacionamento como amigos, mas não nos falamos desde então.

Tentei me esconder o máximo que pude para eles não me notarem, mas foi em vão, ele me viu e tentou puxar assunto. Conversamos sobre algumas coisas sobre nossas rotinas e descobri que ele ia se casar no mês que vem.

[...]

Já era o terceiro copo de bebida, que Karen virava em meia hora desde que constatara que havia levado um bolo.

Em meia hora reviu seu ex-namorado e gay e inventou uma mentira deslavada sobre estar namorando um médico.

Suspirou.

Quem dera realmente estar namorando um médico, do que estar tentando evitar ter um caso com seu vizinho. Para sua sexta-feira fechar com chave-de-ouro, o que mais faltava?

– Karen?

“obrigada, Mãe Terra!” – Karen ironizou mentalmente resistindo ao impulso de revirar os olhos.

– Oi, Christian – cumprimentou com visível má vontade.

– O que esta fazendo aqui sozinha? – perguntou ocupando o acento livre ao lado da ruiva

– Eu poderia lhe fazer a mesma pergunta...

– Eu perguntei primeiro, sabe? – Christian fez sinal para o barman – Mas se quer saber, esse é um ótimo lugar para beber.

– Você só veio aqui para beber? – Karen riu – Sem o Samuel? – a incredulidade era visível em sua voz

– Você também esta aqui sem a Stella – Christian rebateu.

Karen bufou e resmungou algo incompreensível depois virou mais uma dose sua bebida, imaginando qual seria a reação de Christian, se ela lhe dissesse que estava ali enchendo a cara porque levou um bolo.

– Tomei um bolo – soltou depois de um longo suspiro.

Karen observou Christian crispara as sobrancelhas e um vinco se formar entre elas, e uma careta esquisita surgir em suas feições. Durante longos minutos os dois ficaram em completo silencio só escutando o tintilar das taças pelo salão e o borbulho das conversas alheias.

– Quer jantar? – Christian convidou derrepente, encarando Karen com seus belos olhos azuis penetrantes, o convite surpresa deixou Karen sem palavras por longos e intermináveis minutos até que ela explodisse em gargalhadas.

– ... – Karen ria de forma até escandalosa – Você esta realmente me convidando para jantar? – repetiu. A voz falha pelas risadas – É serio? – indagou estarrecida – Por quê?

– Preciso de um porque, para convidar uma mulher para jantar?

–... – Karen abriu a boca diversas vezes, mas em nenhuma delas consegui encontrar voz para responder.

– Se você realmente precisa de um por quê – Christian começou devagar – eu pensei que já que você e eu, estamos aqui sozinhos...

– Então pensou errado! – Karen interrompeu-o visivelmente irritada, se levantando pronta para sair dali.

– Qual é Karen, é só um jantar – Christian segurava o antebraço da ruiva – o que pode acontecer de mais nisso?

Karen se fez essa pergunta, um par de vezes e em todas elas foi concluído que em base na quantidade de álcool que já havia ingerido e que viria a ingerir... Sim, poderia acontecer muitas coisas “de mais” das quais se arrependeria mais tarde. Mas uma irritante vozinha bem lá no fundo de sua cabeça – na qual julgou ser sua consciência já bêbada – ruiva dizia:

O que você tem a perder?

O meu bom senso? – respondia Karen

Você não precisa de bom senso, já tem de mais – dizia a voz – Vai aceita o convite, aproveita o momento.

Carpem Die...

Minha consciência só pode estar bêbada – murmurou – e eu louca, mas aceito seu convite.

Christian sorriu. Um sorriso capaz de deixar qualquer mulher com as pernas bambas – incluindo Karen – e num instante chamou um garçom que os levou para uma mesa.

Servidos de vinho do porto e um prato especial feito pelo chefe, Christian e Karen conversaram e riram como dois velhos amigos, depois de superarem a tensão inicial. Depois de jantarem dançaram e voltaram para o bar, onde depois de algumas doses, as conversas se tornaram muito mais animadas.

– Serio? – Christian arregalou os olhos de espanto, enquanto Karen ria e confirmava seus dizeres – Cada coisa louca acontece nessas fraternidades – disse acompanhando as risadas de Karen – Então, quem foi o idiota que te deu um bolo?

– O engenheiro com quem estou trabalhando – Respondeu bebendo um gole de sua bebida. Os dois ficaram ali bebendo e rindo até serem expulsos do bar por um dos barman’s que alegava que já era hora de fecharem.

Karen e Christian estavam no auge de seu torpor para quererem encerar a festa tão cedo, por isso decidiram alugar um dos quartos do hotel.

Mau entraram no quarto e já foram se agarrando. Karen mais tarde como uma espécie de força magnética que a atraia para Christian.

Prensada contra a porta, Karen agarrou a barra da camisa do Christian e tentou puxa-la para fora do corpo do mesmo, nesse frenesi de emoções, Christian suspirou contra os lábios vermelhos da ruiva e a agarrou pela cintura a erguendo, automaticamente, Karen entrelaçou suas pernas na cintura de Christian e gemeu ao sentir sue ereção contra seu baixo ventre.

Christian distribuía beijos e leves mordidas pelo pescoço de pele alva, sem conseguir resistir ao impulso de deixar uma marca ali, Chupou com certa violência a pele já sensível de Karen que suspirava e puxava os cabelos da nuca de Chris.

– Chris... – suspirou

Ouvi-la chamando seu apelido não poderia deixa-lo mais satisfeito. Com um suspiro, Christian levou Karen para a cama, onde os dois começaram a despir um ao outro, com caricias e beijos de tirar o folego.

Beijos e mais beijos eram distribuídos pelos corpos nus e suados deles e tudo que se ouvia ali dentro do quarto eram gemidos e suspiros de ambas as partes.

Karen sentia que seu corpo poderia pegar fogo a qualquer momento. Nunca se sentirá tão bem como se sentia naquele momento, podia até mesmo ver estrelas quando alcançaram o clímax.

[...]

Ai ai...

Minha cabeça!

Gemi de dor.

O que foi que aconteceu? Pareceu que fui atropelado por um caminhão, meu corpo todo dói, mas a pior parte parecer a cabeça.

Bem devagar tentei abrir os olhos e.... que quarto é esse?

É por que estou nua?

Quem é esse homem deitado aqui do meu lado? Foi só eu perguntar que ele se vira.

Que isso seja um pesadelo! Eu não acredito que dormi com o Christian!!! EU tenho que estar tendo um pesadelo, não pode ser possível!!!

No instante que que eu tentei sir de fininho da cama, o maldito acordou e me mirou sorridente.

– Bom Dia – disse ainda grogue de sono

– ...

– Dormiu bem?

–...

– Karen?

– O que foi que a gente fez? – Perguntei direto no ponto que mais importava

– Você pode deduzir isso sozinha...

Se eu estava esperando uma confirmação eu não precisava mais, me levantei da cama me cobrindo com o lençol, rezando internamente que ele tivesse a decência de estar vestido pelo menos com a cueca, mas ao que parece eu não fui atendida. Ele estava deitado do jeito que veio ao mundo. Pelado.

E... Meu Deus!

Por mais que eu não goste deste homem ele é lindo e gostoso!

Cala a boca Karen!!!!

Respirei fundo tentando não corar, e fui em busca das minhas roupas, recolhi cada peça e entrei onde deveria ser o banhei – por sorte era.

Enquanto me vestia foi que percebi o estrago daquela noite. Meu corpo estava cheio de marcas de beijo que com certeza levaria mais que uma semana para sumirem.

Suspirei tentando me acalmar.

Droga!

Eu não deveria ter dado ouvidos a minha consciência e sim ao meu bom senso.

Me olhei no espelho novamente, tinha vontade de chorar.

Juntei o resto de dignidade que me sobrara e saiu do banheiro indo direto para a porta.

– Onde você vai? – Christian surgiu em meu caminho

– Pra casa – respondi sem olha-lo

– Não vai esperar pelo café?

– Eu só quero ir pra minha casa – respirei fundo tentando não ter um ataque ali mesmo.

[...]

Passei o resto do fim de semana trancada em casa, comendo meu estoque de chocolate para TPM. E quando a semana recomeçou tentei ao máximo ignorar a presença do Christian na minha vida o que não era nem um pouco fácil já que ele ainda não desistiu de tentar me convencer de trabalha para TowerPoint, também não encontrei com o Vinicius – parte da culpa disso tudo é dele, por ter me dado um bolo – Só contei o que tinha acontecido para Stella. Eu tenho a melhor amiga do mundo, já que Stella me consolou a semana inteira.

O que eu mais queria naquele momento era sossego. Será que é pedir demais?

O fim de semana retornou e lá estava eu e minha melhor amiga, jogadas no sofá rodeadas de todos os tipos de doces imagináveis.

– EU estou ficando louca Stella – falei – Ele não para de bater na minha porta, cada vez com uma proposta de emprego.

– Porque você não aceita?

– Você sabe bem o porquê – resmunguei – gosto da minha liberdade profissional

– Não assim boba, aceita só como uma experiência de poucos dias e depois diz que não quer e pronto, ele para – explicou mordendo um muffin de mirtilho.

– Eu duvido – suspirei – Mas vou pensar nisso – mordi outro pedaço de chocolate e a droga da campainha tocou, amaldiçoando o infeliz que vinha bater todo santo dia na minha porta, levantei e atendi – Olha aqui eu não vou aceitar a droga da vaga!

– Que vaga? – a voz angelical perguntou confusa.

– Sophia?!

– Oi mana!

Notas finais
eu não acho que meu Ecchi ficou lá essas coisas, mas é o primeiro que eu escrevo.... Bem então como ficou o Capítulo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.