Notas iniciais
Avançando na hístória..... será que nossos bruxos irão ter sucesso?

O plano começou a tomar forma com uma precisão quase desesperada. O grupo sabia que o próximo passo os levaria para fora de Hogwarts, diretamente ao coração do Ministério da Magia. As palavras das figuras encapuzadas continuavam ecoando em suas mentes: "Merlin confiou sua magia a nós." O peso dessa declaração parecia maior a cada segundo.

Rose espalhou o mapa de Hogwarts sobre a mesa da Sala Precisa, onde marcas mágicas cintilavam em pontos estratégicos. “Não temos escolha. Se a Ordem esconde algo no Ministério, será no Departamento de Mistérios.”

“E como exatamente vamos entrar lá?” perguntou Scorpius, cruzando os braços. “Não é como se pudéssemos simplesmente bater na porta e pedir para entrar.”

Lily sorriu levemente. “Na verdade, não seria tão diferente disso. Durante as férias, meu pai comentou sobre os protocolos de segurança do Ministério. Há uma entrada alternativa que nem todos os funcionários conhecem, usada apenas em emergências.”

“Claro,” disse Lorcan, acenando com a cabeça. “Mas mesmo assim, uma vez lá dentro, estaremos cercados por aurores e feitiços de proteção.”

“Por isso, precisamos de um disfarce,” completou Rose, seus olhos brilhando com determinação. “E alguém para distrair a segurança.”

Na noite seguinte, o grupo se dividiu em equipes, cada um com uma função cuidadosamente planejada. Lily, Hugo e Fred ficaram responsáveis por criar distrações do lado de fora do Ministério, enquanto Albus, Scorpius, Rose, Lorcan e Lysander infiltrariam o Departamento de Mistérios.

Chegar ao Ministério foi um desafio em si. Usando Pó de Flu, eles emergiram em uma lareira esquecida no andar de manutenção. A área estava escura e abafada, com canos que rangiam ao longo do teto.

“De acordo com o mapa do Ministério que conseguimos, o Departamento de Mistérios fica dois andares abaixo,” sussurrou Rose, enquanto o grupo se movia em silêncio.

Ao alcançarem o corredor principal, o ambiente mudou drasticamente. As paredes eram lisas e pretas, com portas idênticas em ambos os lados. Uma sensação de confusão mágica pairava no ar, como se o lugar estivesse vivo e constantemente mudando.

“Isso parece…” começou Lysander, mas foi interrompido por um som de passos.

Todos recuaram para as sombras enquanto dois bruxos passavam conversando em voz baixa. Por sorte, eles não foram notados.

“Aqui está,” disse Rose, apontando para uma porta que parecia diferente das outras. No centro, havia um símbolo familiar: o padrão lunar da Ordem.

“Eles realmente não fazem questão de ser discretos,” murmurou Scorpius, enquanto Rose examinava o trinco.

“É um feitiço de sangue,” ela disse, sua voz firme. “Somente alguém com laços diretos com a Ordem pode abrir.”

“Isso não pode ser verdade,” respondeu Albus, olhando para ela. “Nenhum de nós é…”

Antes que pudesse terminar, Lorcan deu um passo à frente. Ele ergueu a mão e pressionou o dedo contra a superfície da porta. O sangue que escorreu foi rapidamente absorvido, e a porta se abriu com um rangido.

“Lorcan?” perguntou Lily, perplexa.

“Eu… não sei como isso é possível,” ele respondeu, parecendo tão confuso quanto os outros.

A sala além era vasta e cheia de estantes de livros, pergaminhos e objetos mágicos flutuantes. No centro, em um pedestal de pedra, havia um diário antigo, com a capa gravada em ouro.

“Merlin,” sussurrou Rose, aproximando-se. “É o diário de Merlin.”

Quando ela estendeu a mão para tocá-lo, a sala inteira tremeu. Portas invisíveis se abriram, e figuras encapuzadas surgiram de todos os lados, suas varinhas erguidas.

“Vocês foram longe demais,” disse uma voz grave. Era a mesma figura que haviam encontrado em Hogwarts. “Acham que podem mexer nos segredos de Merlin sem consequências?”

“Vocês estão escondendo a verdade,” disse Albus, apontando sua varinha. “E ameaçando inocentes para proteger algo que nem sequer entendem completamente!”

“A verdade não é algo que vocês estão prontos para compreender,” respondeu a figura. “O legado de Merlin é maior do que qualquer um de vocês pode imaginar. É o equilíbrio entre o caos e a ordem. Vocês estão brincando com fogo.”

Rose olhou para o diário, sua mente girando com dúvidas e certezas conflitantes. Eles estavam tão perto. Mas, ao mesmo tempo, o perigo era palpável.

“Vocês não podem nos parar,” disse ela finalmente, com a voz firme. “Se Merlin confiou sua magia ao mundo, então ela pertence a todos nós.”

A figura riu, um som seco e quase cruel. “Se é isso que vocês acreditam, então provem. Mas saibam que não há volta.”

E com um movimento rápido, os encapuzados atacaram. O grupo se dividiu em duelos intensos, o som de feitiços ecoando pela sala. Rose e Scorpius conseguiram se aproximar do diário, mas quando ela o tocou, uma energia poderosa os envolveu.

De repente, estavam em outro lugar, um espaço nebuloso onde sombras e luzes dançavam como se fossem vivas. No centro, uma figura se formava, indistinta, mas poderosa.

“Vocês vieram buscar respostas,” disse a figura, sua voz reverberando como um trovão. “Mas encontrarão mais perguntas. Escolham com sabedoria.”

E assim, o próximo passo de sua jornada havia começado, mais complexo e perigoso do que jamais poderiam ter imaginado.


Notas finais
Essa ordem tem algum motivo maior? sempre no caminho.