O Legado Escarlate

3 Capítulo 2 ☼ "Watashi wa..."


Notas iniciais
Boa tarde, pessoal! Tudo bem com vocês? Esperamos muito que siim! Olha só quem não demorou um século?! Agradecemos a todos que estão acompanhando e lendo a história ♥ Obrigada aos que comentaram: Lets, princesa de jade e Soarez ♥ Vocês são uns amores! Bem, vamos ao capítulo! Esperamos que gostem! Boa leitura.

Capítulo 2 ☼ "Watashi wa..."

As chamas ascendiam aos céus de véu noturno, gloriosas, dançando de forma selvagem sobre a madeira daquele que tinha sido o maior salão de jogos da cidade. O crepitar da madeira sendo devorada pelo fogo de maneira impiedosa, unia-se aos sons de vozes e tentativas dos homens de acalmarem o conflito.

Aquele seria um dos grandes incêndios de San Francisco.

Jatos d'água deixavam as mangueiras e lutavam pelo que sobraria do Denisson's Exchange. Homens sem os casacos longos, de camisas dobradas nos punhos, corriam com baldes abastecidos nos rios, ajudando no controle das chamas. Era uma perda lastimável, sem sombra de dúvida.

Uma nuvem densa de fumaça negra abraçava o ar, infestando a maresia com o odor de madeira queimada e salpicando fagulhas ardidas sobre o clima frio da noite.

O inverno nunca tinha sido tão quente antes.

Era como um espetáculo ao ar livre. A atenção de todos foi direcionada ao saloon, o mais frequentado da cidade, ao menos, até aquele fatídico acontecimento.

Jade estava ao lado de pirata que cobria o único olho com a pata, assustado com a movimentação, os gritos e o ardor assombroso do fogo que lambia e parecia bailar ao redor do estabelecimento. A intensidade das chamas jogava luzes sobre as peles de ambas as pessoas que estavam prostradas nas ruas poeirentas, curiosas com o caos noturno.

— Você mal chegou, matou um homem e colocou fogo nesse bar. — Michael comentou, bem próximo ao mais velho, mantendo o tom baixo para que não fosse ouvido por mais ninguém. — O que a mamãe vai dizer sobre isso?

O pistoleiro desviou os olhos do fogaréu, considerando aquela pergunta tão imprópria. Por um momento, ele desejou ter algum charuto para acender ali mesmo, nas bravias chamas dançantes. Seria uma cena extravagante, mas era melhor que se concentrassem em passarem despercebidos no meio da multidão de curiosos. Por enquanto, as pessoas se preocupavam mais em controlar o fogo que descobrir quem havia causado tudo aquilo.

Não os culpava. A maioria das construções eram inflamáveis e, fogo em cidades como aquela, costumava se espalhar se os moradores não fossem rápidos.

Logo após o início da confusão que veio quente como o inferno, Jade tratou de puxar o menino pelas roupas, assegurando que ele não se perderia entre a multidão desesperada que corria aos tropeços para fora do saloon. Lembrava-se de ter olhado para trás em busca de Pirata e os olhos foram abençoados com a visão do canino nos braços do samurai.

Pirata era bem um menino covarde, mas tinha cativado um amigo valente.

— A sua mãe não vai saber sobre isso. — Em seu olhar, deixava claro que nenhuma mulher seria envolvida naquele assunto e ponto final. A noite já havia esgotado sua cota de agitação.

— E esse aí? — Michael novamente murmurou, não sendo muito discreto ao apontar com o queixo o homem ao lado. — Ele é o quê?

Jade quase sorriu ao ver o brilho nos olhos escuros do garoto. Era como se ele encarasse algum herói revolucionário e quase, quase se sentiu enciumado com isso. Quase, porque o samurai havia salvo sua vida e devia a ele um agradecimento. Talvez uma bebida em algum bar que não fosse tão quente...

— É um samurai. — Respondeu. — Veio do Japão. — E era tudo o que alguém com conhecimento suficiente para reconhecer os trajes e a espada na cintura do outro homem, poderia saber.

— Não entendi, mas gostei.

Michael só queria mesmo saber se o tal das roupas estranhas e rosto parecido com os dos homens chineses, sabia falar. Ele parecia tão taciturno, observando o fogo, quase perdido na imensidão das chamas. Sentiu um tom de melancolia na expressão de cenho franzido e lábios rígidos. Sua curiosidade juvenil precisava de respostas.

O olhar azul do O'Hara abandonou as faces curiosas de Michael e encontrou o perfil do homem de cabelos longos que esvoaçavam suaves ao redor do rosto. Sim, devia agradecê-lo, sabia como fazer na língua materna dele, mas queria um nome antes disso. Se perguntasse no inglês, ele provavelmente não compreenderia, o tinha ouvido resmungar qualquer coisa em japonês antes.

Como era mesmo...? Tentou forçar as lembranças. No passado, alguém quis que ele aprendesse aquele idioma, mas era ainda muito menino e não deu maiores importâncias aos livros e a vontade que tal pessoa teve em ensiná-lo, mas tinha ao menos se obrigado a prestar atenção no básico.

Onamae... — Sibilou, recordando-se das palavras e, mesmo assim, falando baixo e sem segurança, conseguiu a atenção do ainda desconhecido samurai. — Onamae wa na [1]

— É aquele!

Uma voz, infelizmente conhecida, soou em meio a confusão que a Kerney Street tinha se tornado. O infeliz fizera questão de apontar para onde estavam, dando ao xerife e aos seus homens os supostos criminosos.

— Aquele crioulo e aquele... Aquele homem esquisito! Ele tem uma espada. — Contou como se fosse algo de muito grave, uma infração que poderia custar a vida de qualquer um que possuísse uma espada em seu poder.

Jade quis rolar os olhos. Pensou que o homem poderia ter queimado junto ao saloon e não sentiu remorso algum por isso.

Em clara confusão aos muitos pares de olhos voltados em sua direção, o samurai olhou por cima dos ombros, tendo que erguer o queixo para fitar o loiro ao lado, mas não expressando nada mais que uma pergunta muda.

Por que o homem com a estrela no peito não tirava os olhos de cima dele?

Bem, Jade estava intrigado. O tiro havia saído de sua arma, os dois tiros, na verdade. Fora ele quem havia ido resgatar o garoto e ele também quem matou o homem que tinha uma arma na cabeça de Michael. Tudo o que o japonês tinha feito foi impedir que tivesse os miolos espalhados pelo estabelecimento.

Não era como se um americano causando confusão fosse mais interessante que a ideia de um imigrante não respeitando as leis do país que o acolhia. O próprio prefeito não era muito afeito dos que chegavam ali pelos mares e não eram raros os olhares tortos para qualquer um que fosse um pouquinho diferente.

Suspirou.

— Largue a espada, rapaz! — O xerife exigiu de onde estava, a mão já no cabo da arma e alarmando o acusado, que passou o pé direito para trás. — Eu não vou mandar de novo.

Era ridícula aquela cena.

Estava óbvio que o homem de olhos puxados não fazia noção do que significavam as palavras do xerife, ou do motivo de estar recebendo olhares cheios de revolta logo após salvar a vida de um americano. Claramente, a América ainda precisava aprender a ser mais receptiva.

Pirata latiu, indo para o lado do novo amigo. Podia chamá-lo de cão covarde, mas ele estava sempre pronto a defender aqueles que lhe eram importantes, algo que o surpreendeu, já que o cão conhecia há pouco menos de uma hora aquele que já tinha sua fidelidade.

O xerife deu mais alguns passos para frente, alertando o pistoleiro. Ele nem mesmo deu qualquer aviso antes de estender a mão, a intenção de tomar a espada do mais jovem sendo frustrada quando o imigrante a levantou da bainha com o polegar. O brilho afiado refletiu nos olhos azuis de Jade e ficou claro que teria problemas se o pequeno mal entendido não fosse desfeito.

De qualquer forma, devia isso àquele homem.

— Culpar um garoto negro e um homem que nem mesmo fala o nosso idioma, que coragem. — Falou, colocando-se entre o xerife e o samurai. O tom sarcástico brindando a fala na ousadia.

Michael não se surpreendia nem um pouco com aquilo, o fato de novamente cuspirem implicâncias por não ser o garoto branco que não feria os olhos do bando de racistas filhos da puta que desfilavam pela cidade, mas não imaginou que ocorreria algo assim com quem tinha a pele clara. Talvez estivesse descobrindo que o preconceito não era dedicado somente aos negros e mulheres.

San Francisco não devia ser diferente? Afinal, era pela mistura de raças, de pessoas de todos os lugares que nem mesmo sabia pronunciar, que a cidade era agora a mais próspera de toda a Califórnia.

— Se não tem nada a dizer, filho, saia e deixe-me resolver as coisas. — O xerife alisou o bigode espesso com os dedos magros, dedicando um olhar avaliativo entre as três figuras distintas

— Esse outro desgraçado, ele está junto com esses dois! — O dono do bar esbravejou, raivoso, querendo partir para cima daquele trio. Seu ganha pão se resumiria à cinzas na manhã seguinte, alguém teria que pagar o prejuízo.

— Só queremos o chinês, meu caro. Saia da frente. — O homem da lei se moveu e não deu atenção a acusação do outro, fazendo a estrela no peito brilhar, soando como um aviso. Se o rapaz fosse inteligente, ele recuaria. — E esse moleque? É de algum dono de terras? — Questionou de repente, lançando um olhar desdenhoso ao menino de pele escura.

— Eu não sou escravo! — Michael rosnou. Somente de pensar naquela palavra e ver aquele olhar, sentiu-se enojado.

— Ele é seu? — Ignorando as falas do menino, o xerife perguntou ao loiro.

— Ele não é uma coisa. Não me pertence. — Jade deixou claro. Mais do que qualquer outra noite, aquela estava sendo de matar. Literalmente. — E o outro, o japonês, só chegou quando a confusão já havia começado.

E quem iria desmentir suas palavras? Fez questão de olhar por cima da cabeça do xerife, atingindo o dono do amontoado de madeira queimada que enfeitava o chão.

— Eu estava no bar, posso garantir que esses dois não têm nada a ver com a situação. — Os dedos desceram sutis quando o xerife se moveu, pensativo. A mão tocou o coldre com as pistolas em uma ameaça muda e que se fazia entender perfeitamente. — Nem mesmo com a desforra que levou um homem à morte.

Além do saloon, a vida de um morador foi perdida naquela noite. Todos os outros que estavam no local, conseguiram escapar assim que o incêndio principiou.

— Alguém deve se responsabilizar pelo estrago. — Novamente o xerife tocou o bigode. Era como se precisasse daquele toque para concluir a linha de raciocínio. — Mas diga, homem. — Voltou-se ao dono do saloon, uma figura conhecida na cidade, mas da qual ele não recordava o nome. — Não foi esse aí que carrega a espada e esse... Esse menino? — Não era como se conseguisse dar conta de todas as brigas de bar, aquelas que começavam devido ao desentendimento com cartas e mulheres, mas era diferente quando um estabelecimento ardia em chamas.

O dono do bar engoliu a seco, sentindo o suor escorrer pela têmpora. Teria exclamado com todas as letras que sim, que eram aqueles dois baderneiros e que deveriam pagar por tê-lo tirado a forma de ganhar a vida, mas os olhos estavam cientes de que o homem loiro sacaria a arma mais veloz do que ele poderia pronunciar um pedido de ajuda. Porcaria!

— Eu não sei. — Murmurou, contrariado, ofendendo até a última geração daquele trio de infelizes e o maldito cão também. — Talvez... Alguém que... Talvez um dos chineses.

Novamente, nenhum homem que fosse branco.

— Se não sabe quem foi, não posso fazer muita coisa. — O xerife entortou a boca. Era uma lástima que o mais agradável saloon estivesse aos pedaços, mas não podia fazer muita coisa a não ser pedir aos homens que ajudassem a reerguer o estabelecimento.

— N-Não vai fazer nada?! — O acusador não podia estar mais injuriado.

Jade continuou a acariciar o revólver, despretensioso.

— Aqui é San Francisco, meu caro. Se não tiver um rosto, vai ter que esperar que os bandidos arrumem mais encrenca. — A figura de autoridade estava mais preocupada em ajeitar o chapéu sobre a cabeça, encarando o fogo quase extinto antes de se virar para o trio. — E quanto a vocês, aconselho que fiquem longe de confusão na minha cidade. Forasteiros... — Desdenhou, cuspindo no chão.

— Xerifes... — Jade retrucou, no mesmo tom. Ergueu a sobrancelha, mas ficou calado ou o que tinha a dizer poderia garantir uma noite atrás das grades. Deu uma última olhada para o infeliz que havia tratado Michael daquela maneira odiosa e ficou satisfeito ao vê-lo engolindo a seco. Se virou, chamando o garoto com a cabeça.

Mas, obviamente, Michael não estava nem um pouco disposto a colaborar.

— Eu não vo–

— Vamos passar a noite em um hotel. — O pistoleiro cortou, vendo que Pirata também não veio em seu encalço e o japonês ainda parecia perdido e desolado olhando o estabelecimento devorado pelo fogo. — Precisamos agradecer ao nosso novo amigo pela ajuda e, de qualquer forma, viajar a noite pode ser perigoso. — Não valia a pena e, mesmo que não fossem mais que algumas horas, estava cansado, com fome e necessitado de uma boa cama onde pudesse fechar os olhos sem maiores preocupações.

— Então vamos ficar? — Michael já devia ter alguma ideia estapafúrdia na cabeça, mas Jade não sentiu nenhum remorso em negar com a cabeça e acabar com a felicidade do garoto.

— Partimos ao amanhecer.

Agora, precisava descobrir como se oferecia uma bebida a um homem em japonês.

☼☀☼

O copo de whisky estava pela metade sobre o balcão. Michael estava aproveitando para também beber. Beber água... Tinha conseguido alguns goles da bebida forte, mas foi citado como sendo "muito menino" para beber de verdade. Jade não queria ter mais problemas por aquela noite, cuidando de um garoto bêbado que certamente não o deixaria dormir.

O Niantic Hotel era o estabelecimento sobre o casco de um ostensivo navio com uma bandeira ondulante da nação. Havia chamado a atenção de Jade assim que ele chegou. Era um lugar bacana, pelo que pôde perceber, mas qualquer lugar servia se tivesse uma cama e comida. Foi o lugar escolhido para passar a noite.

Nada parecido com a movimentação nos saloons àquela hora da noite, era um ambiente calmo e com a promessa de não guardar surpresas que poderiam atrapalhar o descanso dos hóspedes. Nenhum som de tiros seria ouvido e essa constatação dava a breve sensação de estar em algum antro de tranquilidade e sossego; claro que não estavam nem perto disso, mas, dados os acontecimentos anteriores, Jade se dava ao luxo de exagerar um pouco.

O som do piano era menos agudo e mais clássico, tocado por uma bela mulher de roupas elegantes. Os estrangeiros que chegavam ali em busca de melhorarem as vidas, estavam sentados no bar, comendo a refeição quente e conversando civilizados. O assunto era o mesmo em todos os lugares; o incêndio.

— Como é mesmo o nome dele? — Michael perguntou. Tinha ouvido algo que se parecia com um nome, mas decorar, aí já era pedir muito. — E desde quando fala essa língua estranha? — Parecia mais é que estavam inventando as palavras.

— Eu sei um pouco. — Para ser sincero, quase nada, mas podia arriscar. Os dedos trouxeram um pedaço de carne aos lábios, no prato que dividia com os outros dois e com Pirata também. — O nome dele é Masame Ichiru. Ou Ichiru Masame.

Ah, claro, porque Michael havia compreendido tudo. Sua expressão deixava óbvio que não fazia ideia dos motivos de poder mudar a ordem com a qual chamava o nome do outro, mas guardou a pergunta para outra ocasião. Ao menos o homem de terras tão distantes, tinha um nome e isso soava menos impessoal agora.

— Então pergunta outra coisa. — Incentivou, puxando o prato para mais perto de onde estava. Era interessante de ouvir a fala completamente diferente de todas as outras.

Jade deveria perguntar qualquer outra coisa. Não negava a curiosidade, mas verbalizar algo decente era complicado devido ao parco conhecimento. O rosto se moveu para observar a figura de kimono. Despejou mais bebida no copo dele, mas o outro mal havia se dedicado a beber.

Notou, sem se prender ao fato de que talvez estivesse o encarando de maneira insistente, que ele carregava um colar que caía sobre os tecidos das vestes azuis. Era uma pedra verde, da preciosa joia que lhe dava o nome. Talvez um artefato de família, pois assim, como ele estava, não se parecia com alguém de posses para ter algo tão valioso pendurado no pescoço.

Doushitan desu ka [2]?

Jade havia se perdido por uns momentos, no verde vibrante da joia, pensando também no que poderia perguntar com suas habilidades quase escassas no idioma, e acabou demorando considerável tempo organizando a frase, o que resultara em algo constrangedor com seus olhos pregados ao homem oriental.

— Ele não parece muito amigável. — Michael comentou. Não estava acostumado com pessoas tão sisudas, mas o cara ao lado não parecia ser má pessoa. Bem, ele os tinha ajudado e agora estavam bebendo juntos. E havia o fato de Pirata ter se afeiçoado a ele. Cães sabiam das coisas.

Aquela sua impressão se devia a uma falha na comunicação, certamente.

Gomennasai [3]. — Jade respondeu com uma das palavras que tinha certeza de estar correta, sendo mais respeitoso do que se lembrava. O homem não era americano, encará-lo de modo insistente, os levaria a uma cena uma vergonhosa e não a uma briga. Testou outras palavras, até se fazer entender. — Por que está aqui?

O cenho franzido do estrangeiro finalmente mostrou algo que pareceu compreensão. Os lábios se abriram, mas nada saiu deles além de um suspiro demorado de quem havia entendido que a comunicação ali seria difícil.

De qualquer forma, era um homem perdido em um país estranho, que não falava o idioma local.

Watashi wa...[4] — Ele começou e parou novamente. Os dedos tatearam a espada encostada ao lado, como se para conferir se ela ainda estava ali, e o cenho se franziu uma segunda vez. Ele olhava para tudo com desconfiança, e com Jade, não foi diferente. — Mac... — A língua começou a enrolar quando tentou falar algo que não era comum em seu idioma. — McShaw. Howard McShaw.— Falou por fim, a pronúncia ainda enfrentando complicações, mas as palavras compreensíveis o bastante para causar diversas reações ao pistoleiro.

O ódio no olhar negro do japonês, fez todo o sentido quando ouviu aquele nome.

E não somente o pistoleiro e o garoto ao lado dele, mas todos que ouviram aquele nome, pararam para dedicar um olhar ao homem que o havia pronunciado.

Notas finais
GLOSSÁRIO: [1] Tentativa do Jade de perguntar: Onamae wa nan desu ka? = Qual seu nome? [2] "Qual o problema?" [3] "Perdoe-me." [4] "Eu..." GOSTARAM? Lá vem o dono do bar querendo mais confusão... Ainda bem que o Jade deu um jeitinho bem civilizado de contornar a situação. A audácia desse homem acusando esses bebês que são o Michael e o Ichiru 3 Até o Pirata 'tá aí pra defender também O/ O que dizer do nosso pistoleiro tentando falar japonês? Não é tão ruim, mas dá pra melhorar né, migo? Vamos aprender japonês pra falar com o crush O/ Mas foi fofo XD O Michael todo de olhos brilhando, tá igual o Pirata pra cima do samurai, a sensação desse Velho Oeste. E opa... O Ichiru citou aquele que não deve ser citado ahahahah nah, não é pra tanto, mas rolou um povo trêmulo ali com esse nome. Por que será...? No próximo mostraremos mais do Ichiru ♥ Galera, por favor, favoritem e comentem, isso nos ajuda muito a continuar ♥ Bjão e nos vemos nos próximos!