Notas iniciais
"Deixe seu coração pulsar. Apenas você poderá fazê-lo pulsar na velocidade dos seus sonhos".

“Ao som da viola, eu venho avisar...

O que esse bardo deseja falar,

Dos nossos desejos, não podemos desistir,

Tristeza e agonia, estão por vir” (...)

Foi assim, que eu despertei, naquela manhã.

O bardo cantava alegremente, espalhando esta profecia um tanto quanto maligna. Me levantei da cama, e fui em direção à pia, lavar o meu rosto, até que fui surpreendido com batidas desesperadas na porta. Corri em direção a porta, peguei a chave, que sempre deixo na escrivaninha, ao lado dela. Olho em volta, e não vejo ninguém, quando movo meus olhos em direção ao chão, vejo uma coisa que eu nunca tinha visto antes.

Era um amuleto. Mas não era como os outros que eu havia estudado antes. Não era algo acolhedor e confortante, como o dos líderes da facção do bem, perturbador como os da facção maligna ou até mesmo com um poder caótico, como aqueles, que apenas os lordes do caos, possuíam.

Era uma pedra escura, um pouco azulada, nada parecido com qualquer outra coisa que eu já tinha visto. Possuía uma aura muito escura. Logo pensei que poderia ser algum truque do Nulgath, mas não poderia ser ele, ele já havia sido banido, e nosso vilarejo estava “livre” dele. Peguei ele pela corrente, e o levei para dentro de casa. Coloquei no meu observador, feito pelo Cysero, e graças a ele, consegui examinar a pedra com mais precisão. Segundo os meus registros, aquele tipo de pedra, era algo nunca visto. Ao aproximar as lentes, da pedra, consegui ver uma faísca, algum tipo de chama azul. Cheguei mais perto, para ver os detalhes, e eu percebi que ela estava pulsando de forma sincronizada, nas mesmas batidas do meu coração. Levantei minha mão, para toca-la, quando tudo começou.

Não consigui enxergar mais nada ao meu redor. Até que eu tenho uma visão, de mim mesmo, sentado no mesmo lugar que estou, mas cercado de vultos, girando em meu torno, e tentando alcançar a pedra. Quando novamente tudo fica turvo e escuro. Escutei várias vozes, sussurros e risadas, algo que provavelmente estaria zombando de mim. Senti meus olhos arderem, e meu coração se acelerar, a medida que a chama da pedra aumentava. Meus olhos começaram a arder, até que uma voz, em um volume maior do que as outras, e em um tom perturbador falou:

"Obrigado. Você me foi de grande utilidade. Mas não quero você no exército, e nem quero vê-lo morto, pelo contrário. Eu quero que você esteja ao meu lado…"

Não senti mais nada. Apenas o peso do meu corpo caindo no chão, e minha cabeça batendo forte próximo a um dos pés da mesa.

Continua…

Notas finais
Bem, galera, espero que tenham gostado do primeiro capítulo. Depois dessa introdução, mil idéias vieram na minha cabeça. Não esqueçam de ler/acompanhar a minha outra história, Morte Súbita, sobre jogos vorazes! Obrigado pela leitura!