Gakupo caminhou em direção ao rei e desembainhou sua katana. Kiyoteru, ao tentar impedí-lo de entrar no castelo, foi surpreendido e rendido por duas enormes sombras, que o seguravam pelos braços.

-Petrificus Totalus!! — Gritou Kiyoteru. Seus braços faiscavam, em seguida, as sombras petrificaram por completo.

Enquanto isso, Gakupo se aproximava do rei — Oh, Gakupo-dono! Qual é a situação lá fora? Não conheço muito sobre as s... — O rei foi interrompido com uma fina porém afiada katana atravessando seu peito esquerdo. Seus olhos estalados e confusos, que miravam tal homem que segurava a katana, se voltaram ao corte em seu peito. Gotas pesadas de sangue caíam formando uma poça vermelha no chão.

- Por...quê...? — Sussurrava o rei com espanto.O espadachim puxou a katana de volta, sacudindo-a no ar, jogando todo sangue que nela estava, para longe.

-Viu só como é saborosa, meu rei? — Dizia Gakupo com certo desprezo, enquanto embainhava novamente sua katana e lambia o sangue escorrido em seus dedos — Minhas "Morganas Gêmeas" possuem um doce veneno em seu interior, um veneno inacabável, e quando digo doce, estou sendo franco. Isso é para deixar meus inimigos mais calmos durante sua morte.

Mal terminara de falar, o corpo pesado do rei tombou como se fosse uma jaca.

- Droga!! Cheguei tarde! — Resmungou Kiyoteru, parando na entrada do hall do castelo.

- Ora ora mago ordinário... chegaste na hora certa...

- CALA-TE!! — Gritou Kiyoteru para o espadachim Gakupo — Seu bastardo desprezível, eu sabia que havia algo de errado com você... o que pretende matando nosso rei?? Quais são seus planos...Dark?

- NÃO ME CHAME MAIS POR ESSE NOME!!! Durante anos, mantenho isso em segredo, assim como você também o faz... não é? Light!! — Ironizava o espadachim.

- Então você já sabia... pois bem, venho procurando por você durante mil anos... mas veja bem, esteve ao meu lado, durante alguns anos servindo "a Ordem dos Guardiões das pedras", e eu sequer senti sua alma...agora consegues até escondê-la também? — Dizia o mago enquanto cerrava os punhos.

- Aahh...não começa! irmãos, família, amor, fraternidade, aaargh!! Nada disso eu preciso, nunca precisei... ainda mais agora, com minhas pequenas sombras cuidando dos outros lá fora!

- Eles são fortes!! Meiko, Len, Luka e Kaito...cada um deles são compatíveis com as pedras, por isso foram escolhidos para lutar com elas pelo rei!

- Kiyo, aquelas pedras eram originais dos nossos irmãos, ninguém deveria botar as mãos nelas, por isso eu os matarei, um a um — Dizia o espadachim apontando sua katana que aos poucos se iluminava com um brilho púrpura, para o mago.

- Lembre-se de quem deixou as pedras inutilizadas... lembre-se quem foi que matou nossos irmãos... agora pretende fazer isso novamente?? Eu não deixarei que isso aconteça, não dessa vez!

- Vou começar pelo seu queridinho menino-lobo — Dito isso, Gakupo avançou com sua katana erguida. Kiyoteru pronunciava um encanto enquanto abria suas mãos com as palmas voltadas para o céu.

Enquanto isso, no campo de batalha, as sombras não paravam de aparecer. Uma forte luz rosada surgia no alto do céu, e dela saíam pequenas faíscas, que cresciam conforme se aproximavam, indo em direção à um grande número de sombras.

- Grande Nova! — Gritava uma voz fina e doce, que vinha da grande luz no alto. As pequenas faíscas se transformaram em setas finas, as quais perfuravam cada uma, uma sombra.

- Elas são piores do que ratos — Uma silhueta feminina saía da luz do alto, e ao chegar no solo, pisava com a ponta dos dedos, como uma bailarina — Parece que os atiradores não conseguem mais se manter em pé! — Dizia a tal silhueta.

Ela é a sobrevivente das guerreiras independentes conhecidas como amazonas, e guardiã da pedra da vingança, Luka, a "Arqueira Impiedosa"!

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.