Notas iniciais
Meu Deus, eu não tenho palavras pra descrever o quanto eu 'to feliz! RECEBI UMA RECOMENDAÇÃO DA LISY! Putz, eu acho que eu já li e re-li mais de mil vezes (pra quem não sabe, eu nunca recebi uma recomendação antes), nossa, eu não consigo parar de sorrir que nem uma retardada!. Muito obrigada, Lisy, esse capitulo é inteiramente seu! E me desculpem a demora, mais explicações no final do capitulo. Boa leitura!

O único barulho audível aos humanos eram os pingos de chuva que molhavam os cabelos loiros do arcanjo. Ela não estava com medo, já fizera isso antes, já matara alguém, mas aquele mortal... Era diferente de tudo que presenciou antes. O mal em seu sangue era puro, ele estava designado ao Inferno e ninguém poderia mudar isso, então, por que um anjo fora envolvido no assassinato daquele mortal? Não sabia responder, mas, mesmo assim, gostava de fazê-lo, por mais que esse sentimento seja impuro. Aliás, para ela não existia “bem ou mal”, “yin e yang”, tudo o que realmente a controlava era seu desejo insaciável de ver sangue ser derramado, tudo o que desejava era ter as almas dos mortais puros. Era assim que ela vivia, a pureza de certos humanos era sua fonte de poder e, segundo ela mesma, isso a deixava cada vez mais familiar aos demônios, tirando o fato da fonte de poder deles ser o ódio dos humanos. Eles eram tão mais poderosos em certos pontos...

A mulher vestia um sobretudo preto que caía perfeitamente em seu corpo delicado de menina-mulher, o ‘casaco’ cobria superficialmente bem suas asas gigantescas, as quais estavam tão encolhidas que faziam suas costas doerem, e, apesar do cabelo loiro e dos olhos azuis praticamente denunciarem-na, não podia chamar muita atenção, uma vez que estava no plano terrestre, o mundo dos mortais. O anjo tinha apenas uma missão na Terra e, por mais sanguinária que seja, ela teve de se unir com um dos anjos caídos, aquele que ela mais tinha intimidade, tanto profissional quanto pessoal. Marcus.

Balancei a cabeça algumas vezes, tentando entender o que tinha acontecido. O que diabos tinha sido aquilo? Recusava-me pensar que fora uma visão, era repugnante demais para aceitar isso, ainda porque eu sabia que se fosse real estaria se referindo ao Brian. Eu não sabia bem como tudo aquilo foi parar em minha mente, mas apenas veio tão repentinamente do que quando se foi e, definitivamente, me deixou assustada. Não só pelo fato de Marcus ser citado, mas por eu saber que o arcanjo era a Francine. Eles tinham coisas que ainda me escondiam, coisas importantes, e eu ia descobri-las.

— Não temos o dia todo, sabia? – Yalie me apressou, irritado – Aliás, você não tem o dia todo e, convenhamos, você não está em condições de escolher muito, não é verdade? – Gargalhou.

— Cale a boca, Yalie! – Francine exclamou – Será que não percebe que isso aqui não é um jogo? O Céu e o Inferno podem entrar em guerra se você não nos ajudar. Deixe de lado seus desejos impuros pelo menos uma vez nessa sua vida inútil. Todos nós sabemos que você pode ter quantas quiser aqui no Inferno, então pare de ser idiota!

— Francine tem razão, você não pode brincar com um assunto sério desses – Marcus se pronunciou sem nenhuma emoção, seus olhos estavam perdidos dentro dos meus, como se tentasse lê-los.

Prendi a respiração e sustentei seu olhar, fazendo quase tudo parecer insignificantemente inútil, tudo que eu conseguia ver era ele. Francine e Yalie tinham sumido do meu campo de visão, tinham desaparecido de minha mente. Tudo o que restou era Marcus, que agora se aproximava lentamente de mim, curioso. Eu podia sentir meu coração palpitando ferozmente dentro de meu peito. Não podia dizer que estava com medo, porque não estava, o que realmente me assustava era o modo como aquele demônio me fazia sentir. Era quase tão forte quando Brian.

Ele só parou de andar quando estava a milímetros de mim, tanto que conseguia sentir sua respiração roçar suavemente em minha boca. Como eu não tinha percebido o quanto os olhos dele eram profundos? Marcus chegou ainda mais perto de mim, como se isso fosse possível, e segurou meu rosto com uma das mãos. Quando eu achei que ele ia me beijar, o demônio simplesmente fez seus lábios roçarem no meu, provocando calafrios por todo meu corpo. O que estava acontecendo comigo? Aquela não era eu e, além do mais, também tinha o Brian... Mas quem liga para aquele ladrão de almas desgraçado? Eu estava ali por culpa dele, então tudo que acontece a partir daquele momento também era culpa dele. Eu estava fora de mim.

— O que está acontecendo, Leandra? – Marcus perguntou, fazendo meus lábios também se moverem junto com os deles.

Depois disso eu não me lembro de quase nada, só lembro da escuridão e do frio. Agora eu estava com medo, medo do que eu poderia ver quando toda a consciência se esvaeceu de minha mente.

Estava frio e chovia incessantemente, mas ele não se importava, aquela noite no bar o tinha esquentado de maneira absurda. Era assim todas as noites: se aproveitava de uma mulher, querendo ela ou não, e depois a matava. Sua vida se resumia a isso e ele não podia dizer que não gostava, era ótimo! Vivia intensamente, cometia algumas loucuras, mas sempre saia ileso de todos os crimes. Nunca fora preso, para falar a verdade, afinal, aquela cidade era um pequeno pedaço do Inferno, todos os pecados possíveis moravam ali. E ele adorava isso.

Estava bêbado, a visão turva não conseguia enxergar muita coisa, mas, mesmo assim, conseguiu avistar uma bela mulher loira com um sobretudo preto indo em direção a um beco dominado pela escuridão. Aquela garota era muito retardada para ir a lugar desses de madrugada! Mas ele a seguiu mesmo assim, o álcool e o desejo falando muito mais alto que a sanidade. Afinal, quem consegue raciocinar depois de 10 ou mais doses da chamada fada verde?

Ele cambaleou com dificuldade em direção a loira, que chorava como uma criança precisando do colo da mãe. Com um movimento rápido ele passou o braço em volta de seu pescoço, deixando-a imobilizada. Um grito abafado pode ser ouvido, mas ninguém deu realmente muita atenção. Aquele lugar era, definitivamente, o Inferno na Terra.

— Quieta – Ele ordenou, com a voz um pouco modificada pelo efeito da bebida – Se você gritar eu vou te machucar... Mais ainda – Acrescentou, rindo um pouco alto demais, fazendo a risada parecer macabra.

Ainda com um pouco de dificuldade ele a deitou no chão úmido e irregular. A mulher não fazia nada a não ser observar a cena, sabendo muito bem a hora certa que devia agir. Ele não era o único com poder naquele lugar, ela também sabia se cuidar perfeitamente bem. E também adorava ver sangue derramado. Mas ela tinha que esperar.

O homem cuidadosamente mordiscou seu pescoço, mas ela continuou sem demonstrar expressão alguma, o que o irritou. Tentou ser mais violento, mas não conseguiu sucesso. Estava ficando tudo muito enjoativo, a cena começou a lhe dar nojo, até que ela agiu.

— Sabe, não somos tão diferentes – Sussurrou, olhando para cima, tentando enxergar alguma estrela no céu nebuloso – Você leva a vida assim, cometendo crimes, abusando de mulheres e bebendo das bebidas mais fortes dos bares. Já eu... – Ela olhou em seus olhos, buscando um falso apoio – Já eu ganho a vida assassinando míseros e repugnantes mortais, como você – Murmurou.

Ele queria rir, mas ela não deixou, levantando-se em um movimento rápido e cravando uma faca a milímetros do coração do mortal. O arcanjo conhecia perfeitamente bem o corpo humano, sabia em qual lugar de seu corpo o corte seria letal ou simplesmente o faria agonizar até a morte. Ela preferiu o sofrimento, como previsto. Era prazeroso ver esses vermes sofrerem, implorarem pela morte. Mal sabiam eles que a morte seria mil vezes pior do que aquilo, mal sabiam que depois de tudo isso eles iam arder no fogo do Inferno. Ela adorava essa inocência.

Pouco tempo depois um demônio surgiu das sombras, trajando apenas um manto negro e uma foice bizarramente pontuda, ele gargalhava do sofrimento do pequeno mortal. Assim como o arcanjo, ele também adorava vê-los se contorcerem, graças à dor.

— Como é seu nome? – O demônio perguntou, curioso, para o mortal.

— Brian Woul – A resposta pareceu saltar de seus lábios em meio a um grito abafado. Ele conseguia sentir a vida saindo de seu corpo. Depois tudo que se lembrava era do fogo. A dor que sentia não tinha descrição.

— Francine tem razão, você não pode brincar com um assunto sério desses – Marcus se pronunciou sem nenhuma emoção, seus olhos estavam perdidos dentro dos meus, como se tentasse lê-los.

Olhei confusa para ele, esperando que ele soubesse o que diabos tinha acontecido com a minha mente. Tudo não passara de uma ilusão, tanto a parte que eu estava com a minha consciência parcialmente intacta quanto à parte em que a sanidade já não fazia mais companhia à minha mente. Agora definitivamente eu estava com medo. Como eu podia confiar em alguém depois disso? Como eu pôde confiar em Francine e em Marcus e, principalmente, em Brian? Desviei o olhar e fitei Yalie, será que nele eu podia confiar? As aparências enganam tanto nesse maldito lugar... Eu estava sozinha, perdida e confusa.

Uma lágrima escapou de meus olhos e não me incomodei em limpá-la, a merda já estava feita. Porque eu não podia ser uma pessoa normal? Porque Brian foi entrar na minha vida e estragar tudo? Eu estava triste demais para pensar em outra coisa a não ser os milhares de “Porquês” que eu guardava em minha mente. Tudo isso era injusto demais, todos eles tinham um passado repugnante e imundo. Eu queria tanto voltar para minha casa, para a minha família... Eu queria a minha vida de volta! Sem demônios ou anjos tentando interferir. Eu queria meus amigos, meus pais, meu cachorro e a minha gata de volta. Porque eles estão fazendo isso comigo? Porque eles são tão... Maus?

— Lea, você está bem? – Francine perguntou quando eu não agüentava mais o nó em minha garganta e chorava como uma criança.

— Não, eu não estou bem – Murmurei, tentando esconder meu rosto – Será que não tem como simplesmente me levarem para casa? Será que vocês não conseguem entender que eu preciso da minha família? Da minha vida de volta? – Minha voz estava embargada pelo choro, os soluços cortavam violentamente minha garganta, atrapalhando minha fala – Eu não agüento mais isso, eu simplesmente não agüento!

— Nós sabemos Lea, mas não podemos fazer nada... – O arcanjo começou a falar, mas fora interrompido pela ultima pessoa no mundo que eu pensei que fosse se pronunciar em uma situação dessa.

— Não, Francine, ela está certa – Yalie sussurrou, olhando profundamente pra mim – Eu estava errado em querer me aproveitar dela, agora percebi o quanto ela tem sofrido. Eu já passei por isso também, eu sei como é horrível a sensação de estar confinado no Inferno, sem amigos, famílias e em quem confiar. Eu sei como é.

Olhei espantada para o demônio mais novo, como se alguma coisa estivesse errada naquela cena. Ele só pode estar blefando ou tentando tirar proveito de mim, aquele não era Yalie. Toda aquela bipolaridade estava, definitivamente, me matando! Eu não agüentava mais isso.

— Eu sei de alguém que pode ajudar, mas, como eu disse, vai ser extremamente perigoso chegar até ele. Talvez você até consiga voltar para o seu mundo – Ele sorriu calorosamente para mim e eu não pude deixar de sorrir de volta. O que diabos estava acontecendo? – Eu não quero nada em troca, eu estava realmente sendo um idiota. O Céu e o Inferno podem entrar em guerra por causa disso, temos que tratar desse assunto o mais rápido possível antes que a noticia se espalhe.

— Yalie eu... – Comecei, tentando agradecer.

— Não estou fazendo isso por você, eu estou fazendo isso pela minha sobrevivência nesse lugar – Ele respondeu, voltando a ser irônico – Enfim, vamos logo ou ‘ta difícil? Se vocês não se apressarem eu mudo de idéia e quem se ferra aqui são vocês – Falou, irritado.

— Francine, eu sei um lugar onde podemos conseguir umas armas para a Leandra, será que tem como me ajudar com elas? – Marcus perguntou e o arcanjo assentiu, logo os dois já estavam fora do local onde estávamos, deixando eu e Yalie a sós.

— Porque está fazendo isso? – Perguntei assim que saíram.

— Você acha mesmo que vai ser de graça? Eu ainda quero você, mas se deixasse isso claro Marcus arrancaria minha cabeça, entende? Eu vou mostrar o caminho e tudo mais, só que eu também quero minha recompensa – Ele sorriu, maroto, e lambeu os lábios depois de me olhar dos pés à cabeça – E você vai me dá-la, certo?

— Você me dá nojo – Foi tudo que eu consegui dizer.

— Nada é de graça aqui, querida, aprenda isso – Ele ficou em silencio por alguns minutos e depois olhou diretamente para os meus olhos e, se não soubesse parcialmente como Yalie era, eu juro que acharia que ele estava com medo – O seu jeito me lembra quando eu era uma pessoa normal – Ele desviou o olhar para o chão e continuou em um sussurro – Tudo aconteceu tão rápido... Do nada eu estava aqui, no Inferno, tentando inutilmente sobreviver, tirando a vida de inocentes. Eu não gostava disso, agora me acostumei, mas, mesmo assim, é perturbador. Eu já fui um mortal, Leandra, assim como Hyntf também foi. Só que depois de tanto tempo convivendo com o mal, eu me tornei assim também – Ele voltou a olhar pra mim, com lágrimas nos olhos – Isso que eu estou sentindo é errado, mas acho que os únicos que estão livres de tais sentimentos são os anjos caídos e os arcanjos. Você não ia entender se eu tentasse explicar, então pergunte sobre isso para Francine, ela vai fazer você entender. Tanto eu quanto Brian ainda sentimos pena, amor, medo, compaixão... Não somos demônios ‘puros’, somo farsas! Nem somos respeitados no Inferno, imagine se tentarmos voltar pra casa? Eu também quero minha vida de volta, também quero rever minha família, mas não posso. Eu não tenho mais salvação. Você ainda tem, você ainda pode voltar e é por isso que eu quero te ajudar. Você é pura, Leandra, você me dá esperanças pra continuar.

O garoto devia ter no máximo 15 anos, estava vendo alguma coisa na Internet enquanto comia o lanche delicioso que só sua mãe sabia fazer. Ele não tinha uma vida boa, seus pais estavam afundando em dívidas e a mãe se prostituía sem o marido saber, mas, mesmo assim, ele amava sua família mais que tudo nesse mundo e, estranhamente, amava a vida que tinha. Ele era um exemplo a ser seguido pelos demais. O cenário no qual acordava todo dia era imundo, cheio de drogas, sexo, assassinatos, suicídios e, quem sabe, até os sete pecados capitais. E mesmo assim ele não tinha caído nessa vida, mesmo assim ele se mantinha forte ao lado de sua mãe, tentando ganhar um pouco de dinheiro trabalhando em uma loja de discos. Ele era um garoto de ouro.

Mas tudo foi interrompido quando ele, toda sua vida foi resumida a um nada quando ele o arrastou para o Inferno. O garoto não merecia isso, mas demônios não têm motivos para acabar com a vida de um inocente: eles simplesmente faziam, e danem-se as conseqüências que isso ia causar para o infeliz. Com o passar do tempo o garoto, antes tão imaculado e puro, passou a se tornar tudo o que mais odiava, ele passou a ser um daqueles desgraçados que ficavam vadiando na rua em frente a sua casa, à noite, e incentivando sua mãe a continuar naquela vida imunda e desrespeitosa. Eles destruíram sua vida, acabaram com tudo o que tinha. Agora só restava sobreviver, a única opção que tinha era fugir, tentando não esquecer do resto de humanidade que tinha.

— Yalie, eu não sei o que dizer – Pisquei algumas vezes, emocionada tanto pelo seu discurso quanto pela minha visão – Você ainda tem salvação! Você ainda pode conseguir voltar ao nosso mundo, quando formos ver o tal demônio que você tanto fala, talvez nós consigamos voltar juntos, talvez nós...

— Não é tão simples quanto parece, Leandra – Ele me interrompeu, com um misto de tristeza e ódio – Eles destruíram a minha vida, eu perdi toda a pureza de minha alma. Não posso mais voltar. Quanto a você, bom, você ainda é pura, apesar desse demônio ainda estar dentro de você, ainda não perdeu a sua pureza. É diferente – Ele deu de ombros – Agora, se alguém souber dessa conversa, você. Morre. Entendeu? – Ele mudou drasticamente o humor, me ameaçando.

— Posso perguntar só uma coisa? Quem fez isso com você?

Antes que ele pudesse me responder, Marcus e Francine entraram no cômodo com quatro foices, quatro facas e uma gárgula, que parecia ser uma mistura de lobo com porco espinho, não sabia descrever.

— Lea, antes de irmos, queremos te explicar algumas coisas – Francine começou, falando pacientemente – Vocês mortais já devem ter uma breve idéia sobre com o Inferno é, e, conseqüentemente, devem saber o quão é perigoso. É exatamente por isso que trouxemos uma gárgula! Gárgulas são, hipoteticamente falando, os cães de guarda dos demônios, eles os protegem de tudo e são extremamente leis ao seu invocador. Como você tem um demônio preso junto de sua alma, ela também será leal a você se você a invocar, consegue fazer isso?

Assenti e Marcus me posicionou de frente para o animal de pedra, pedindo para que eu repetisse tudo o que ele ia falar. Após as instruções, eu respirei fundo e olhei nos olhos do animal e coloquei minha mão em sua cabeça. Respirei fundo e comecei.

— *Tenebrae In nomine Patris, et expandit Precipio tibi excitare Consed ei malum, iubeo vos pro me ad extremum vitae spiritum e corpore frigido. Tenebrae In nomine Patris, ego te Summon – A citação saiu de meus lábios com uma facilidade surpreendente, me assustando, mas nem Francine, Marcus ou Yalie pareceu ligar para isso.

Na minha frente à Gárgula começou a criar vida, se contorcendo e gritando, ele parecia com dor, mas depois que finalmente ganhou forma, eu pude ver o quanto àquela criatura ia dar a vida por mim. O animal de pedra olhou dentro de meus olhos e ajoelhou, uma prova de respeito que tinha por mim a partir daquele momento. Eu, por impulso, coloquei minha mãe em sua cabeça e senti todas as energias que a criatura tinha passarem para mim. Era fantástico.

— Você fez um pacto – Marcus explicou – A Gárgula agora vai dar a vida por você e você tem que dar sua vida por ela. Se ela morrer, uma parte de você também morre e vice-e-versa. Você vai sentir tudo o que ela sentir e vai saber quando ela está em perigo. A mesma coisa acontece com ela. A Gárgula é extremamente leal a você, Leandra, e também é extremamente rara. Cuide bem dela.

Eu não conseguia falar de tão fascinada que eu estava, era surreal o poder que eu estava sentindo em observar o pequeno animal grunhir carinhosamente para mim. Sorri para ele, eu tinha criado um estranho laço com a criatura no momento em que ela criou vida.

— Podemos ir? – Yalie perguntou, dessa vez sem irritação.

E, por mais que eu estivesse com medo, eu agora tinha um propósito para continuar: além de minha vida, agora também tinha a vida de Yalie. E mesmo que seja impossível, eu vou fazê-lo retornar ao nosso mundo junto comigo. Isso é uma promessa, e eu vou cumpri-la.

*Tradução: Em nome do Pai das Trevas, eu ordeno que acorde e espalhe o mal que lhe fora concebido, eu ordeno que sirva-me até que o ultimo sopro de vida saia de teu corpo gélido. Em nome do Pai das Trevas, eu invoco-lhe.

Notas finais
Eu vou agradecer a Lisy de novo pela recomendação, você não tem ideia do quanto isso me animou! Agora voltando a falar do capítulo: aquilo lá era latim mesmo, mas eu não sei se está certo, já que eu fiz tudo pelo Google Tradutor. Eu acho que ficou um pouco confuso o capitulo, mas vocês conseguiram entender? Se não conseguiram eu começo a fazer capítulos mais fáceis, minha mente viaja muito quando eu 'to escrevendo KKKK' Mas enfim, comentem (que isso faz bem para o coração da autora), dêem ideias e digam o que precisa ser melhorado! E, mais uma vez, obrigada Lisy!

Ps: desculpem pela demora, mas é que eu faço suspense no final de um capitulo e não sei como continuar. Enfim, essa é a minha vida [risca] esse é meu clube, Nextel![/risca] =3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.