O Ladrão De Mares
21 Capítulo 21 Chuva de Fogo
Notas iniciais
21 Chuva de Fogo
Grudei que nem chiclete em Miguel.
Aquele cheiro de núvens no verão... pude sentir o vento do céu na primavera... O brilho do sol em meu rosto...
- Algum dano? — perguntou Tiago.
- Não muito. — responde Miguel. — Ro, acho que já pode me soltar.
- Você quer que eu solte? — dei uma grande pausa. — Eu não quero soltar. Eu tenho que soltar?
Miguel ficou sem palavras, acho, pois só me abraçou de volta e me colocou em suas costas.
Enrosquei minhas pernas em sua barriga (que era de tanquinho *-*) e o abracei pelo pescoço.
- Vamos? — falei.
- C-claro. — respondeu Miguel meio engasgado.
Senti algo cutucar o profundo de minha mente, fazendo-me não conseguir pensar em nada.
"Rosely!Rosely!" Alguém sussurrou.
"Fale, PJ" Respondi.
" Olhe p-para trás"
Olhei para trás e não pensei duas vezes, desci das costas de Miguel e pulei na cabeça do bicho.
º º º
Percy e Grover estávam encularrados em meio a floresta. Encularrando eles havia uma árvore enorme e um cachorrão Pastor Alemão.
- Aqui menino! M-menino! — chamava Grover, sem sucesso, tentando conquistar a amizade do cachorro.
Quando eles me viram, Percy mexeu os lábios como se estivesse agradecendo em silêncio.
Dei um salto e chutei a cabeça do cachorro.
Ele fez barulhinhos de choro.
- Ownn! — corri até ele — Ele estava machucado! Só queria ajuda!
Percy correu até mim e rasgou sua blusa, envolveu a pata quebrada do Pastor Alemão e lhe deu um pedaço de ambrósia.
O cachorro surtou como se estivesse mastigando açúlcar.
Dei um banho de baba em Percy.
- Calma! Calma! — pediu Percy em meio aos risos.
Grover ainda estava espantado mas veio ao meu lado e observou a alegria e o agradecimento do cachorro com Percy.
- Pastores Alemães. Eu sempre soube. — suspirou Grover.
De repente, as árvores se mexeram e um outro cão gigante saiu de lá. Mas não era negro como o cão de Percy. Era totalmente branco. Com olhos castanhos. Raça Akita. Eu sempre quis ter um desses...
(http://4.bp.blogspot.com/_BiM1qjJPkeA/SN7Ln6PYuTI/AAAAAAAABIM/9DTg_5oeQ6k/s400/Akita+Inu+Branco+papel+de+parede.jpg)
- EI! Garoto! — gritei — Venha cá!
Ele latiu.
- Ele está dizendo que é "ela". — traduziu Grover.
- Ei, Garotona! — me corrigi. — Quer ambrósia?
Ela latiu de volta como um "sim".
Chutei Percy de leve.
- Dá um pedaço de ambrósia. — mandei.
Sem hesitar, ele me deu um pedaço e continuou a brincar com seu novo cão.
Joguei a ambrósia e o cão pegou-o no ar.
Lambeu os beiços e pulou em cima de mim. Com certeza eu fiquei horrível depois das lambidas.
- Vamos voltar para o caminho. — chamou Tiago.
- Vem. — pediu Miguel se aproximando de mim.
- Você não vai querer ter uma garota, desarrumada, lambida, grudenta, descabeladas, etc e tal, nas suas costas. — garanti.
- E se eu quiser? — ele sorriu.
Não pude evitar de ficar com as bochechas rosadas.
Subi nas costas de Miguel, mas algo me tirou delas. Fui jogada para cima e cai sentada nas costas da Akita.
- Ei garota, pode deixar... — falei acariciando seu pescoço.
MIguel tentou se aproximar, mas ela rosnou.
- Opa! — gritou ele cambaleando para trás.
Por que esses cachorros nunca ajudam no sentimental?
- Neve, posso te chamar de Neve? — perguntei e ela assentiu num sim — O.K. Neve, o meu amigo com as asas é nosso amigo, tudo bem?
Ela virou a cabeça e latiu com afirmação.
Miguel voou até as costas de Neve.
Tiago pediu para subir, e eu tive de deixar.
De repente, o céu se tornou vermelho fogo e os cachorros se acanharam e começaram a latir.
- Uma tempestade. — falei ao mesmo tempo que Miguel.
Bem, eu tenho os dons da tempestade e terremotos, Miguel controla os céus... temos algo em comum, não?
Uma bola de fogo caiu do céu.
O Pastor Alemão saiu correndo deixando Percy. Neve hesitou e se virou.
"Somos amigos, minha senhora." a voz dela ecoou como um murmurio em minha mente.
- Pode ir. — falei a ela.
Mais bolas de fogo desceram do céu.
- Isto é uma chuva de fogo! — gritou Grover em pânico.
Várias árvores começaram a pegar fogo. Pude ver muitas mulheres e meninas ainda novas, sairem dos troncos e começarem a tossir.
- Ah não, as ninfas! — falou Grover e começou a tocar sua flauta num rítmo animado.
Chuva de verdade caiu junto com as bolas de fogo.
As chamas das árvores foram apagadas.
Ouvi o barulho de um rio passando um pouco abaixo de onde estávamos.
Fui até lá.
- EI! — gritei com toda a força de meu pulmão. — DRIADES!
Adolescentes sairam das águas.
Todas com vestidos rosados e cheios de flores. Cabelos loiros e cheio de mechas e tranças azuis.
- Nos ajudem, por favor! — pedi a elas.
- E o que ganhamos em troca? — a do meio, que parecia a chefã, perguntou.
- Posso fazer o rio ficar mais largo.
A do canto direito me olhou de cima embaixo e suspirou.
- Claro, vossa majestade. — ela se curvou.
- O que você está fazendo? — perguntou indignada a do meio.
- Ela é filha de Poseidon. — disse a que estava se curvando.
- E daí?
- E de Atena também.
- Ah, nossa majestade! — se curvaram as outras duas. — Muito obrigada pela presença. O que quiser nós faremos.
- Só quero um pouco da água dos rios de vocês.
- é claro.
Elas subiram a ladeira comigo e começaram a apagar o fogo.
- Obrigado Rosely. — agradeceu Grover.
- Que isso, Grover. Filha de Atena. — pisquei para ele.
Um dragão de fogo saiu dos céus e começou a guspir labaredas de chamas. Ele era feito de trevas e lava.
Só o fato de estar voando próximo do solo, já me fazia parecer que eu estava tomando um solzinho, num dia de verão, no Sol.
Comecei a suar, como todos. A sujeira em nossos rostos só fazia suarmos mais ainda.
As dríades começaram a sair correndo de volta para seu rio.
E as ninfas morriam uma por uma.
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