O Ladrão De Mares
2 Capítulo 2 O Chalé 6
Notas iniciais
Ela está no Acampamento Meio-Sangue, junto a seus meio-irmãos e meio-primos.
Mas quem será seu pai/mãe divino(a)?
Será possível ela ter irmãos?
Com quem ela lutou?
O Acampamento Meio-Sangue no Brasil?
Descubra as respostas para todas as perguntas lendo o capítulo 2: O Chalé 6
Capítulo 2 O Chalé 6
Acordei desorientada.
Estava deitada em uma rede, numa sala feita de paredes de pano, como um improvisado.
Julia sentava ao meu lado, numa cadeira.
E Linda voava de um lado para o outro.
Espere! Voava? É, voava.
Ela tinha asinhas pequininhas e delicadas, tinha 11 cm. Parecia uma fadinha impaciente.
-Linda? — falei com voz rouca.
-Ro, você acordou!-Linda veio voando em minha direção, e me abraçou com seus braços pequenos pelo pescoço.
-Linda? — continei a dizer, assustada.
- Você ficou apagada por 3 dias. — continuou Linda.
- Julia? Vo-Você é uma ovelha?
Julia ficou vermelha.
- O nome certo para mim é sátira. — disse ela de braços cruzados.
- Sátira?! — perguntou Linda — Não seria sátiro?
- Ei, não sou homem!- protestou Julia — E nem ovelha, sou meio-menina meio-bode. Be-é-é.
Fiquei confusa.
- Linda, você é... o quê?
- Uma ninfa, não percebeu? -ela mostrou as asinhas.
- Pensei que fosse uma fada.
Ela fechou a cara e ficou mais vermelha que seu cabelo.
- O QUÊ É? POR QUE VOCÊS, HUMANOS, FICAM FALANDO QUE SOU UMA FADA? E ÁRTEMIS É O QUÊ? O PAPAI NOEL?
Ela saiu voando do quarto com paredes de pano.
Julia estava rindo. E eu muito confusa.
- Julia? — alguém entrou pela porta.
- Sim, Lady Jenny. — Julia parou de rir e ficou séria.
A criatura entrou.
Uma mulher normal. Da cintura para cima.
Da cintura para baixo, uma égua preta.
- Eles chegaram. — a égua-gorda disse.
- AH! — exclamou Julia — Que maravilha!
- Pode ir, eu ficarei com Rosely.
Julia assentiu e saiu do quarto, me deixando só com a égua-gorda.
- Você se lembra de algo, Rosely Jackson?
- Como sabe meu ... — perguntei, me sentando na rede.
- Nome? Julia me disse.
- Nossa que amiga! Deu meu nome a uma...
- Eu não sou estranha. Sou a diretora do acampamento.
- Quê acamp...
- O Acampamento Meio-Sangue! — Que droga, ela não deixava eu terminar uma frase.
- Acamp... Acamp... Meio-Oquê? — odeio minha dislexia.
- Meio-Sangue. Aqui você aprenderá a sobreviver e usar sua divindade interior.
- Eu sou uma mutante?
- Não, uma semideusa.
- Ah, deve ser engano. Eu sou orfã, não tenho pai nem mãe. Nenhuma habilidade especial.
- Não, não é engano.
- É sim! Olha, eu não sou uma... semideusa. Não existem semideuses. Nem acampamento Meio-Sei-Lá-O-quê.
- Então me diga, srta. Sabe-Tudo, como passou pelas barreiras?
- Ahn....
- Os limites do acampamento, são protegidos por paredes intermináveis, feitas por Hécaté. Nenhum monstro pode entrar, nem mortais, a não ser, que tenham o poder no sangue. Meu marido falará sobre isso com você nas aulas de histórias mitológicas gregas.
- Quem é seu marido.
- Quíron. O centauro-mór, ou chefe.
- Espere? Quíron dos livros do Percy Jackson, Annabeth Chase...
- O quê você sabe sobre meu marido?
- Seu marido? Não, isso são séries do Rick Riordan.
- Meu marido, sim.
- Percy é seu...
- O Rick.
- Você é...
- Beck Riordan, sim.
- Mas a Julia te chamou de...
- Jenny, eu sei. Na verdade, Rick e Beck são pseudônimos.
- E qual o nome do Rick?
- Rick? Ora, eu ja disse. Quíron.
Meu mundo despencou. Como um centauro pode ser tão famosa, fora do mundo mitológico grego?
- Então... eu sou uma semideusa? E o quê eram aquelas coisas? Mulheres-Morcegos?
- Benevolentes, é como chamamos, mas, são Fúrias, uns dos mosntros mais temídos pelos meio-sangues. Normalmente, não chamamo pelo nome os monstro. Pode atrai-los a nós. Mas, aqui estará segura, quando quiser, poderá sair para tomar um ar. Acho que já se recuperou de sua... Micro-Batalhazinha.
Quando saí, o Sol me cegou. Meus olhos demoraram a s acustumar com a claridade.
O campo era lindo e imenço.
Do lado Leste, quadras e um ginásio, acho que para lutas ou esgrima.
Ao Oeste, um rio lindo, fluindo por uma cachueira silenciosa. Algumas meninas tomavam banho ali. E uns seres estranhos dentro da água, me deram "Oi" com as mãos.
No Norte, um estacionamento com chão de pedras. Duas vans estava ali, com a logotico "Self Service". Na entrada no acampamento, que era ligada ao estacionamento, tinha um enorme pinheiro. Lá, vários desenhos foram feitos. Como coações com nomes de namorados e uma flecha atravessando.
No sul, tinha um campo com plantações de morangos, e ao lado, uma quadra com chão de grama e meninos e meninas com arcos e aljavas, apontando-os para alvos no meio da floresta que havia em frente.
Julia veio correndo com suas pernas de bode.
- Ro, vou te mostrar algo.
Ela me levou, com os olhos fechados, até um lugar de chão pedregoso, o estacionamento.
- Pode abrir os olhos. — ela disse.
Quando os abri, vi meus idolos.
Uma meninas de cabelos louros e cacheados, brigava com um menino de cabelos pretos e lisos. Os olhos dela eram cinzas iguais aos meus. Usava uma camisata do Acamapamento Meio-Sangue, e no bolço do shorts, um boné preto, ameaçava cair.
O menino que brigava com ela tinha olhos verdes iguais ao mar. Usava uma camiseta, também, do Acampamento.
Tinham mais ou menos 11 ou 12 anos, como eu.
O menino que abraçava Julia, era afro-americano, como ela. Tinha cabelos crespos e pretos, e olhos castanhos como mel. Mas, sua parte de baixo era.... uma ovelha, ou bode, chame como quiser.
Alguém saiu do ônibus fazendo-o balançar de um lado parao outro.
- Tyson! — o menino de olhos verdes gritou — Cuidado grandão!
- Atena, dei-me paciencias! — a menina loira falou.
Eu estava em choquê. Não eram nada parecidos como os desenhos que fiz no caderno.
- Annabeth, Percy, Grover e Tyson — disse Julias. — essa é Ro. Uma fã de vocês.
- Ai, que mimo. — riu Annabeth
- Pelos deuses, tenho que dar autógrafos? — Grover pareceu preoculpado. — Estou sem canetas... quer dizer.... comi as ultimas.
Sua boca estava manchada com tinta de caneta.
- Somente Ro? — perguntou Percy.
- Rosely Jackson. — completei.
- Jakcson? Não, mas EU sou Jackson!
Julia me deixou conversando com Annabeth e Percy.
Aparentemente, me dava bem com Annabeth. Mas Percy? HAHA, um chato! E eu admirava ele. Para você ver como é a vida...
- Sabe quem é seu pai ou mãe divino? — perguntou Annabeth.
- Não. — respondi.
- Inderteminada. — falou Percy — Tenho certeza que logo você saberá quem é.
Estou pirada, ou Percy meio me consolou?
- Vamos, — avisou Anna — antes que....
Uma concha foi tocada. Anunciando o jantar.
Nos levantamos e fomos ao pavilhão-refeitório.
Me sentei na mesa de Hermes, que estava lotada. Mais de 50 meninos e meninas brigando por um lugar.
- Rosely Jackson. — Jenny me chamou.
- Sim?
- Venha, sua mesa a espera.
- O quê? Mas eu sou....
- Determinada.
- Quem?
- O oráculo me disse. Agora, siga-me.
Ela saiu trotando por entre as mesas de Apolo e Demeter. Seguia em direção a mesa de Ares. E eu pensava "Tudo, menos Ares".
- Campistas! -ela chamou a atenção de todos. — Deem boas vindas a mais nova irmã de vocês, Rosely Jackson.
Annabeth veio me comprimentar.
- Bem vinda, irmã. Sente-se conosco.
Depois de jogar metade da comida no fogo e jantar, fomos ao anfiteatro e cantamos músicas sobre deuses gregos, liderada pelo chalé de Apolo.
Quando o toquê de recolher soou. Formamos filas e fomos aos chalés.
Annabeth, que nos guiava, levou-nos a uma cnstrução digna de .... Leonardo da Vinci, ou qualquer outro artistas, não sou tão boa em matemática.
Era uma contrusção feita de mármore, tinha formar que lembravam a Torre Infel (não sei nada sobre arquitetura), nas janelas tinham cortinas de linho cinza. E uma coruja estavá entalhada na porta.
O chalé 6.
Adormeci rápidamente, e não tive sonhos.
Não havia lugar para todos, então, dormi no chão frio, ao lado da cama de Annabeth.
Notas finais
Obrigado por ler, por favor, comentem. De opiniões e criticas.
"O escritor é sempre motivados pelos leitores que o motivam."
- Meell Gomes
Bjs e boa leitura :D
Ass. Filha de Hécate ♥
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