O Ladrão De Mares
17 Capítulo 17 Grover, um Sátiro Bom
Notas iniciais
17 Grover, um Sátiro Bom
O sonho começou a mudar. Percy corria molhado e Grover estava atrás dele.
– FUNCIONOU! — gritou Grover felizíssimo.
– Otimo, — concordou Percy. — se eu morrer, não morro sozinho, afinal.
– Percy?!
– Oi maninha, NÂO CONFIE NO LUKEE!! ELE ESTA ARMANDO UMA COM CRONOS!!
De repente, um doberman preto gigante saiu de trás das árvores.
– Percy, — começou Grover. — acho melhor desligar o elo agora...!
– Tudo bem, Rosely, Grover fez um elo de empátia entre nós, então acho melhor você torcer para mim vencer, para o seu próprio bem.
Voltei a realidade quando sinto o gosto doce em minha boca.
– Tem certez que não quer que eu faça uma respiração boca a boca nela? — era a voz de Tiago.
Aquele filho de Ares... P**@$**&!!##
– Se você encostar um misero dedo nela, eu acabo com você! — ameaçou Miguel.
– Ei, caras, relaxem! — disse Luke — Já dei a ela néctar.
Abri meus olhos e percebi que estava deitada numa cadeira de balanço.
– Oi Rosinha, dormiu bem?
– Não, Luke. Nem um pouco bem.
– A flor de Lótus! — mostrou Tiago com um sorriso.
Era uma flor avermelhada mas com miolo branco. Inumeras pétalas.
– Ah, não! Não! Quem pegou a flor? — gritei desesperada.
– Eu. — respondeu Miguel coçando os os cachos de seu cabelo.
– Annabeth me disse! Ela me avisou!
– O que? — perguntou Luke.
– Quem pegou a flor leva uma maldição para sempre! Oh, Miguel!
Um brilho azul cercava a cabeça de Miguel. E em cima dela, um raio apareceu.
– A benção de Zeus... — disseTiago boquiaberto.
– O que tem a benção de Zeus? — perguntou Miguel atônito.
– Miguel, você tem a benção de Zeus. — falei.
Depois de tentar explicar a Miguel o que aconteceu, partimos em viajem para encontrar Percy e sua turma, já que os peixes-pôneis falaram queeu só acharia o Tridente com Percy.
Minha cabeça doia muito! Talvez por causa d pedaço de porcelana te-la atingido. Miguel parecia não prestar atenção em nada. Como se pensasse o que a maldição era.
– Posso dormir em você? — perguntei já impaciente esperando ele convidar.
– Não sei, Ro. E se essa maldição atingir você também...
– Assim ficaríamos juntos para sempr- — Quanse terminei a frase, mas ela saiu automáticamente, e Miguel ouviu.
– Você é a única que me faz rir. — ele sorriu. — Vem cá.
Me encolhi em seu abraço quantinho... AH ONDE EU TO COM A CABEÇA? Estou traindo minha amiga! Mas... até que vale a pena, né?
Clarisse não iria saber...
– Obrigada. — falei sussurrando.
– Que isso, é só me dar um beijo...
– Esquece! — rimos.
O jeito que Miguel falava comigo sobre beijos e tal, não me deixava com raiva com Tiago. Era como se fossemos amigos desde sempre. Bom, podemos até concluir que isso seja verdade. Somos erros de nossos pais. Tantos divinos, como mortais.
Não posso negar. Gosto do Miguel. Mas infelizmente ele tem dona... Acho que comigo nunca nada deu certo.
- Ei! — gritou Luke. — Aqueles não são Tyson e Annabeth?
Dois vultos corriam na maior velocidade pela estrada.
Paramos o carro e eles nos notaram.
- ROSELY!! — Annabeth me abraço fortemente.
- Oi, senti sua falta também... — consegui responder em meio ao forte abraço dela que me sufocava.
Tyson me deu um abraço pior ainda. Não que não seja bom ganhar um abraço do grandão...!
- O que fazem aqui?
- Tentando fugir da matilha de cães infernais! — gritou Annabeth ainda ofegante pela corrida.
Ela nos explicou que depois que Tyson e Percy voltaram do fundo do mar, uma matilha de cães apareceu e começaram a segui-los. Então se separaram e os cães seguiram Percy e Grover.
- Grover quase deu a vida para salvar a minha. — se lametou Annabeth.
- Sim, Grover é um bom sátiro...
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