O Ladrão De Mares

15 Capítulo 15 Artigos de Festa da Tia Eme II


Notas iniciais
Espero que gostem! Aproveitem. Comentem. Indiquem. Recomendem.

15 Artigos de Festa da Tia Eme II

Acordei no colo de Tiago.

– Você dorme como uma pedra! — comenta ele.

Ai como eu odeio ele!

Aquele filho de Ares... P***@¨&$!!*£¢-

Luke dormia, era noite. Deveriamos estar perto de Florianópolis.

Miguel estava acordado, também.

– Onde estamos? — perguntei.

– Londrina, Paraná. — responde Miguel.

Eu já estive em Londrina. é a segunda maior cidade do Paraná depois de Curitiba. Meu colégio já nos trouxe aqui, para a exposição. Foi nos 100 anos das imigrações japonesas, tenho que admitir, o evento estava lindo! Era colorido e cheio de artigos japoneses. Um corredor nos guiava até a área dos shows, e ele era decorado com mil e um origames diferentes, nossa professora disse que eles eram feitos pelas crianças da cidade.

Tiago mexia em meus cabelos enquanto eu estava deitada.

Ele olhava pela janela do carro, como se não esperasse a hora de irmos.

Miguel estava com os olhos da cor do céu, bom, ele sempre está. Os olhos de Miguel sempre acompanha a cor do céu. Agora ele estava amanhecendo.

Luke dormia tão profundamente, que o tiramos do banco do motorista e o colocamos nos bancos traseiros. Tiago disse que sabia dirigir, e sabia mesmo. Fui no banco do acompanhante junto com Miguel.

Peguei o mapa de Hermes.

– Estamos perto. — falei. — Umas 6:00 à 8:00 horas de viajem.

– Talvez 5:00. — sorriu Tiago pelo volante e acelerou.

Peguei minha mochila e olhei o que havia sido salvo do entulho da arena do Arqueiro Fantasma.

Duas ambrósias, uma garrafa termica com néctar geladíssimo, uma camiseta emprestada que Annabeth me deu do Acampamento, duas barras de cereal e um tabletinho de pastilhas de menta.

Peguei uma barra de cereal e a comi dividindo mordidas com Miguel.

– PARA! — gritei.

Tiago deu uma freiada brusca com o susto de meu grito.

– O que? — ele olha para mim assustado.

– Preciso usar o ... banheiro natural. — digo envergonhada.

Ele revirou os olhos e diz que também precisa.

Você não sabe a vergonha que tive, sorte que havia uma criação de pinheiros no encostamento da rua.

Tiago foi primeiro para ter certeza de que não havia nenhum animal selvagem. Não vou descrever o que fiz para me aliviar!

Peguei o mapa.

– Onde estamos? — perguntei.

– Eu vi uma placa a pouco tempo, dizia: Divisa Paraná e Santa Catarina. — respondeu Tiago.

– ótimo, estamos perto. — concluiu Miguel.

– O que está havendo aqui? — Luke saiu do carro.

Saí para caminhar um pouco. Encontrei um riacho e vi o jeito que o sol fazia um arco-iris ao se encontrar com a água. Iris e Poseidon. Uma duplar linda. Fazendo um filho tão belo.

Miguel colocou a mão no meu ombro.

– Você me seguiu? — perguntei me recuperando do susto.

– Não. Sim. — ele desmentiu.

Fiquei olhando o arco-iris...

– Quer falar com quem? — Miguel perguntou.

– Não sei. Não tenho ninguém para conversar.

Ele me deu um dracma.

– Vamos! Sei que você vai pensar em alguém.

E ele saiu andando me deixando a só com o arco-iris.

Joguei o dracma fiz um pedido quase silêncioso.

– Por favor... Ann- -por um momento desisti, mas a névoa já surgia do arco-iris. — Annabeth Chase.

A névoa tremeluziu e um rosto belo e sorridente apareceu para mim.

Uma jovem loura de olhos cinzentos, rindo como uma menina normal. Alegre. Pensei em quanto tempo eu não havia passado sem ser feliz como ela.

Um menino a abraçava por trás. Percebi que era Percy. Tyson fazia palhaçada. Ainda estava amanhecendo. Uma fogueira refletia as chamas em seu rosto. Uma música doce e suave pairava no ar, a flauta de Grover.

– Annabeth... — sussurrei, mas ela ouviu.

– Ro? — ela sorriu mais ainda. — Rosely, você está viva!

Eu dei um sorriso forçado.

– Sim, estou. — falei sem ânimo.

– Já acharam Hermes?

– Sim...

– E para onde estão indo?

– Florianópolis...

– O que foi, irmã? Tem algo te encomodando?

"Sim, esse sorriso largo em seu rosto." -pensei.

– Não é nada... Já conseguiram achar o palácio?

– Ah, sim! Percy e Tyson foram para lá. Poseidon nos mandou ir falar com Hades, ele acha que o irmão pode ter roubado seu Tridente já que eles brigaram no solstício de inverno e Poseidon o chamou de Bafo de Defunto, Gasparzinho, Osso com Tireóide...

– Já entendi. — respondi implorando para que Hades não tivesse ouvido aquilo.

– Mas o que vocês descobriram?

– Por enquanto nada, Hermes quer que nós roubemos uma flor para ele.

– Uma flor?!

– Flor-de-Lótus. Nos jardins da Medusa.

Annabeth começou a pensar com força e eu tive a impressão de que em sua cabeça tinha milhares de engrenajens querendo ser usadas.

– Ah! Medusa! Claro! Tome cuidado, a flor é muito frágio. Uma única pétala que cair, pode mata-la em segundos. E se Medusa a tocar, ela vira pedra. As flores do jardim da cova da Medusa são mágicas, raramente alguém as pega sem levar nenhuma maldição no nome. Quem arrancar qualquer pé daquela terra, será amaldiçoado para sempre.

– Obrigado pela motivação...

– Mas você é minha irmã! Vai se sair bem! Inteligência é conosco! Sei que irá arranjar um meio de não ser enfeitiçada.

– Bom dia. — falei e cortei a névoa não querendo ouvir nem mais uma palavra de Annabeth.

Voltei para o carro.

– Vamos? — perguntou Luke.

– Claro. — falei.

E botamos as rodas, literalmente, na estrada.

As 2:00 da tarde estávamos em Santa Catarina. Resolvemos parar para almoçar.

– Com licença! — Luke chama uma garçonete.

– O que desejam? — ela pergunta.

– Uma pizza de Strogonoff? — Tiago sugere.

– Meia Strogonoff meia 5 Queijos. — falei.

– Algo para beber? — a moça insisti em nos fazer gastar dinheiro.

– Um suco de laranja para mim. — pedi.

– Você tem Diet Coke? — Luke pergunta.

– Temos.

– O.k., quero uma Brahma. — ele sorri.

– Mas você não queria uma Diet Cok...

– Mudei de idéia.

– Sinto muito mas não vendemos bebidas alcólicas a menores.

– Eu tenho 19. — ele sorri novamente.

A garçonete o olha de cima a embaixo, e suspira. Realmente Luke parece ter 19 anos.

– Eu quero água mineral. — Tiago pede.

– Coca-cola Zero. — fala Miguel.

E assim comemos a pizza e voltamos para a estrada.

Eram 8:00 horas quando chegamos em Florianópolis.

– Pela manhã nós procuraremos pela flor. — informa Luke.

Eu queria que Miguel me convidasse para dormir com ele. Não malicie!

– Quer deitar no meu colo, Rosinha? — Tiago pergunta.

– Ela já aceitou meu pedido. — fala Miguel.

– Já?! — digo confusa.

– Sim. Já.

– E verdade Ro? — pergunta Tiago.

– Claro, Tiago, gostaria muito de me encostar em você. — respondo.

Miguel fica vermelho. Se ele tinha ciúmes de mim, coitada da Clarisse!

Dormi profundamente, tão profunda que até sonhei.

Eu estava num abismo. Alguém. Uma sombra estava a pouco metros de mim.

– Eles estão no caminho, mestre. — informa a sombra.

Otimo! Uma voz metálica e riscada fala a minha mente.

– Caíram na armadilha como um cacho de uva! — exclama a voz, que agora parece feminina.

Sempre caem! Eu é que me ergo! Suas tarefas foram cumpridas com ênfase. Nem mesmo meu antigo comandante de tropa conseguiu resultados tão rápidamente! Tenhoo certeza que você não falhará. Agora, o nosso trato.

– Sim, senhor.

Do abismo um som estrondoso sai.

O vulto começa a segurar uma espada que brilhava em prata e bronze.

Tome cuidado Avisa a voz metálica Esta espada já pertenceu a um de meus melhores homens, e ele morreu. Agora, vá. Mandarei uma nova tarefa quando a segunda armadilha for acesa.

Acordei com um pulo quando a lâmina da menina nas sombras pareceu estar em meu pescoço.

Miguel também acordou. Tiago tem um sono de pedra. Luke estava dirigindo.

- Sonho? — perguntou Miguel.

- Pesadelo. — corrigi.

Quando amanheceu, chegamos em Florianópolis.

- Aonde agora? — perguntou Tiago.

Peguei o mapa e li.

- Artigos de Festa da Tia Eme II? — falei.

Fui até o porta-malas do carro e peguei uma lista telefônica para procurar o lugar.

- Aqui! Avenida 7 número 86.

Luke nos levou para la, bom ele é filho de Hermes, deus dos viajantes, então sabe onde fica tudo.

Quando chegamos na rua 7, fomos em direção a loja com letreiro em neon: Artigos Para Festas da Tia Eme II.

Entramos e a porta fez um ruido de levantar os cabelos da nuca. Andamos sem levantar uma cuticula de poeira.

- AQUI! — grita Luke.

Corremos para onde ele estava.

Era os fundos da loja, onde tinha um lindo jardim.

- Qual delas será a Flor-de-Lotus?

- Aquela. — apontou Tiago para onde tinha uma placa branca : Flores-de-Lotus.

- Está fácil demais... — comentou Miguel.

- Vocês tem razão, fácil demais. — alguém falou. Era uma mulher adulta. Que estava cuidandode umas flores pratiadas. Ela vestia um manto preto, mas seus cabelos aparecia, loiros.

- Quem é você? — gritou Luke.

- Eu sou a dona da loja. E acho que vocês são fregueses.

- Sim.

- Vamos ver... um filho de Zeus? Oh, que margnífico! Um anjo para mim...

A mulher começou se virar e eu fiquei nervosa e agarrei a mão de quem estava por perto, Tiago.

- Não se preoculpe, — consolou ele — eu te protejo.

Eu não queria parecer uma menininha fraquinha querendo proteção, mas a verdade era essa.

- Uiui! — continuou a mulher. — Um filho de Ares? Eu gosto! E vamos ver... — ela parou de sorrir e fez um gesto de nojo. — ECA! Filha de Atena! Eu lhe amaldiçoo! Criança tola. Acha mesmo que seu papaizinho gosto de você? Ele tem horror, vergonha, em te chamar de filha! Por outro lado, seu irmão é BEM melhor! Já me encontrei com ele...

- Você é a Medusa? — falei pensando em Tia Eme.

- Como ousa me comparar aquela...aquela... gorgona?

- Me desculpe! Eé que a placa dizia...

- Você não sabe ver o II nela? Tia Eme Segunda!

- Então você é a irmã da Medusa?

- Santa Hécate! Eu sou Medéia, a fenticeira justiceira.

Seu manto caiu revelando seu belo rosto.

Olhos azuis mas com alguns pontos roxos, dando um ar mistico.

- Me apoderei dos jardins daquela gorgona quando ela morreu. Agora, o que querem?

- Uma flor-de-lotus, por favor. — pediu Luke.

- Me perdoe, eu adoraria dar uma de minhas flores para meu antigo chefe, mas me patrono me deu ordens para matar qualquer um que viesse aqui em busca de flores. Principalmente as de Lotus.

- Então você vai nos matar? — tem vezes que eu odeio ter puxado a lerdesa de meu irmão!

Notas finais
Reviw? Desculpa pessoal, ter que ficar postando de pouquinho em pouquinho, mas o tempo, Cronos, é meu pior inimigo!