O Lado Bom Da Vida
8 Capitulo 7 - Encontro.
Notas iniciais
Taylor levou eu e Christian ao um restaurante super fino chamado Pike Place. Christian me explicou, enquanto entravamos, era a melhor comida de Seatle. O lugar era incrível, o designe era mediterrâneo, devo confessor que amei esse lugar só de olhar. Christian acabou escolhendo uma mesa particular, numa sala. Explicou que não queria mal olhado, acabei revirando os olhos. Taylor colocou Christian na cadeira e eu sentei ao seu lado.
– Qualquer coisa me ligue, Sr. Grey- disse Taylor ao sair da sala.
Christian me olhou, balançou a cabeça e sorriu.
– O que? — perguntei — Diz que eu não estou toda descabelada, ou pior, com meleca no nariz — sussurrei.
– Não — ele deu uma longa risada — Você só esta descabelada.
– Oh, não acredito! — passei a mão no cabelo desesperadamente, sentia cada vez mais o meu rosto ficar vermelho — Isso é tudo culpa sua, Sr. Grey.
Ver ele sorriso assim, com um sorriso largo e contente, me fazia me sentir uma pessoa melhor. Quem diria que Christian Grey mudaria de humor da água pro vinho.
– Não fiz nada, Stra. Steele — ele olhou para mim, seus olhos esta incrível, brilhantes e contentes. Sorri para ele.
– Você gosta de frutos do mar, Ana? — perguntou depois de um tempo em silencio.
– Devo te avisar que eu nunca experimentei, senhor — confessei.
– Oh Anastasia, você vai amar — disse.
Oh, espero que sim.
Um garçom chegou e entregou os cardápios. Depois de um tempo lendo o cardápio, Christian pediu uma sopa de frutos do mar. Explicou que seria fácil para ele engolir. Concordei com a cabeça.
– Gosta de vinho, Srta. Steele?- perguntou Christian.
– Sim, Sr. Grey — ele acabou pedindo duas taças de vinho branco, o do melhor ainda!
Ficamos em silencio e encarando uma ao outro por um longo tempo. Resolvi quebrar o gelo.
– Certo. O que você gosta de fazer, Christian?
– Você quis dizer "gostava", né? — ele devolveu. Cade o homem humorado que estava aqui até agora?
– Tanto faz — dei de ombro — O que você gostava de fazer, Sr. Grey? — minha voz saiu sarcástica.
– Você usou o tom sarcástico comigo, Srta. Steele? — sua voz saiu mais sarcástica ainda.
– E você? Não acabou de usar comigo? — perguntei. E ambos começamos a rir.
O garçom chegou com a nossa comida e as duas taças de vinho branco. A aparecia da sopa estava boa. Então, começamos a comer, fui revesando as colheradas entre eu e ele. A sopa esta deliciosa, eu sentia cada gosto da sopa. Quando acabamos, Christian parecia satisfeito.
– Quer vinho? — perguntei, ele concordou com a cabeça. Então coloquei a taça em sua boca e deu duas goladas, depois levei a minha boca. O vinho era doce e descia como água.
– Certo, Sr. Grey — disse e encarei os seus olhos cinzentos — Quero realmente saber o que você gostava de fazer.
Seus olhos se estreitaram por um momento e revirou os olhos.
– Tudo bem — ele disse — Eu gostava de me divertir.
– Só isso? -perguntei, pude perceber a surpresa na minha voz.
– Não — respondeu ele — Gostava de pilotar o Charlie Tango, gostava de pilotar o meu jatinho particular. Gostava de fazer tudo, Ana.
Houve uma leve pausa. Eu fiquei de boca aberta. Quero mudar de assunto mas Christian foi mais rápido.
– E o que você gosta de fazer?
– Não sei — respondi — Antes eu gostava de trabalhar como secretaria, gosto de fazer compras e acho que é só isso.
– E Hobbies? — perguntou.
– Tenho um hobbie — dei de ombros — Mas você vai rir da minha cara.
– Juro que não vou rir, Ana — ele me olhou sério.
– Certo. Tenho esse hobbie desde de pequena — sussurrei — Eu gosto de contar passos.
Ele me encarou por um momento. E então, seus lábios se abriram em um sorriso e depois começou a gargalhar.
– Você disse que não iria rir de mim — meu rosto começou a pegar fogo.
– Eu pensei que era um coisa esplendida — disse entre risos — Como ler algum livro varias vezes ou...ou ficar cantando de baixo do chuveiro. Nunca imaginei que você teria esse hobbie.
– Para de rir de mim! — eu disse séria — Não tem graça. Eu gosto de ficar contando passos porque faz passar o tempo e me deixa calma.
Christian deu um pouco mais de risada e então parou.
– Desculpa, Ana — disse ele — Mas confessa é engraçado.
– Por um lado é engraçado mesmo — ri de mim mesma por estar confessando isso — E por outro não!
– Desculpa — disse e pegou na minha mão. A sua mão emitiu calor na minha. Meu coração bateu mais forte.
– Chega de falar de mim — disse — Quero saber o que realmente aconteceu com você.
De repente seus olhos ficaram escuros. Christian deu uma leve apertadinha na minha mão.
– O que você quer saber? — perguntou sério.
–Quero saber como foi o seu acidente — eu disse e logo me arrependi. Esse era um assunto complicado para ele — SE você não quiser falar, eu entendo.
–Não, tudo bem Ana — disse — Eu queria mesmo desabafar isso com alguém e eu gostaria que fosse com você.
Oh. Meu coração deu um pulo. Apertei a sua mão.
– Comigo, senhor? — perguntei — Porque?
– Acho você engraçada — respondeu. Mordi os lábios.
– Então, como foi? — perguntei.
– Era de manhã — começou ele — Eu estava saindo do meu apartamento para ir trabalhar, peguei o meu carro e segui caminho. No meio do trajeto, resolvi comprar um café mas quando eu fui atravessar a rua, um carro veio com tudo e bateu em mim. Acordei no hospital e não conseguia mexer a minha perna, fiquei desesperado e comecei a gritar por medico para recuperar o movimento das minhas pernas, só que nada adiantou. E então, depois de um ano,aqui estou eu. Fim.
Fim? Isso não poderia ser tudo? Ergui uma sobrancelha para ele.
– Você não fez fisioterapia? — perguntei.
– Fiz por um tempo — respondeu — Mas depois eu percebi que não iria adiantar, não estava dando resultado. Então, eu parei. Mas depois de algum tempo entrei em depressão.
E tentou se matar, completei a frase mentalmente.
– E como você saiu da depressão? — perguntei.
– Não sai, Anastasia — sua resposta saiu fria.
Oh, merda.
– Mas você estava todo alegre até agora — eu disse — Estava rindo, gargalhando, sendo um homem incrível.
– Só estava assim, Anastasia, porque você me faz ficar assim — disse ele. Christian virou a cabeça para o outro lado.
– E quando eu for embora hoje a noite — disse — você vai entrar em depressão?
– Não sei — respondeu.
– Olha para mim, Christian — eu pedi — Por favor.
Ele se virou para mim, e vi que seus olhos estavam vermelhos. Estaria ele chorando?
– Eu sei que é difícil isso para você, eu realmente entendo — eu disse e coloquei a minha mão em seu rosto — Você não pode fazer isso com você mesmo, não pode! Esta me ouvindo? Você é um homem forte, eu te conheci ontem e já admiro a sua historia de sobrevivência. Você não pode entrar em depressão de novo, você esta me ouvindo? — Christian concordou com cabeça e lagrimas começou a escorrer em seu lindo rosto.
Oh merda.
Eu o abracei forte e sussurrei em seu ouvido:
– Não chore. Você é uma pessoa forte.
Depois de um tempo Christian parou de chorar e eu sequei as suas lagrimas.
– Me prometa uma coisa, Christian? — perguntei.
– O que?
– Não fique depressivo de novo, okay? — seus olhos se arregalaram.
– Eu prometo, Anastasia Steele — disse ele. Christian com pouco esforço passou os braços em volta do meu pescoço e me abraçou.
***
– Ele se divertiu bem? — perguntou Taylor enquanto colocado Christian em seu cama.
Chegamos na casa do Christian fazia pouco tempo. Christian resolveu ir dormir, tinha reclamado a viajem inteira dizendo que estava com sono. Hoje foi uma noite muito especial, tanto pra mim e tanto para Christian. Quem diria em apenas um dia eu faria ele mudar assim?
– Muito — eu disse — Deu até risadas.
– Ele nunca da risadas — Disse Taylor.
– Eu já vou indo, Taylor — eu disse. Peguei a minha bolsa que estava em cima da cama.
– Eu também — disse Taylor — Foi um dia longo.
– Oh, se foi — eu sorri.
– Te espero amanhã, Anastasia — disse Taylor e saiu do quarto.
Olhei para Christian, ele parecia um anjo dormindo. Seu rosto estava calmo e eu gostei de vê-lo assim. Apaguei a luz e fui fechar a porta do quarto, quando ouço a sua voz me chamando
– Oi?
– Gostaria de ter conhecer melhor, Anastasia — sua voz saiu doce e sedutora. Seus olhos estavam fechados.
Eu não poderia saber se ele estava falando sério ou sonhando.
– Eu também gostaria de ter conhecer melhor, Christian.
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