O Lado Bom Da Vida

30 Capitulo 29 - Rancho Four Winds II


Notas iniciais
OOOI MEU AMORES! TUDO BEM COM VOCÊS? Finalmente eu tive tempo de postar esse capitulo, vocês não fazem ideia de como o meu Janeiro foi corrido. É viagem, é trabalho, é faculdade. É tudo! Foi difícil escrever esse capitulo mas aqui estou! Peço mil desculpas por ficar ausentes e eu sei como vocês estão ansiosos por esse capitulo! Então, peço desculpas novamente e boa leitura ♥

— Christian? — eu o chamo. Quero que ele acorde.

Mas ele não me responde. Tento mais uma vez.

— Christian? — dou um leve empurrão em seu ombro e ele resmunga — Vamos, acorde.

Depois de várias tentativas, finalmente, Chris acorda.

— Finalmente — eu digo me sentando na beirada da cama. Taylor logo também desperta.

— O que foi, Ana? — pergunta ele assustado — Aconteceu alguma coisa?

— Bom dia pra você também — eu digo sorrindo — Acorde você também — apontei meu dedo pro Taylor que me olhou confuso — Estamos atrasados.

Taylor se espreguiçou e abriu as cortinas da janela. Ele virou e me encarou incrédulo.

— Sério Ana? Serio mesmo? — apontou para a janela — Nem amanheceu ainda e você está nos acordando. Serio?

— Sim, sério — me levantei — Eu acordei vocês para verem o nascer do sol na praia.

Taylor continuou me olhando como se eu fosse uma louca.

— O que foi? — perguntei, meio que sorrindo.

— Eu quero dormir — disse Taylor e olhou para Chris — Se você quiser ir, vai. Mas eu vou ficar aqui e dormir mais um pouco.

Soltei um suspiro longo.

— Certo. Fica aqui então — dei de ombros enquanto me virava para olhar Chris — E você é obrigado a ir. Não tem escolhas.

Ele deu um sorriso amarelo.

— Já que você insiste...

— Certo. Vamos, já estamos atrasados.

Taylor me ajudou a colocar Chris em sua cadeira de rodas. Disse para Taylor nos encontrar na praia quando acordasse. Empurrei a cadeira de Chris até o elevador. Entramos e eu dei um beijo de bom dia.

— O que você planejou hoje? — perguntou ele.

— Você vai ver — pisquei para ele e sorri.

Ele semicerrou os olhos.

— Você não vai me contar? — insistiu.

— Não.

A porta do elevador abriu e empurrei sua cadeira até a recepção. Aonde recebi vários bom dia e um cadeira de rodas apropriada para andar na areia da praia.

—Obrigada — eu disse quando uns do funcionários quando colocou Chris na cadeira-de-praia.

— Vamos — eu disse.

Lá fora, enquanto andávamos pela areia da praia — o que não foi difícil pois a cadeira era leve e muito fácil de manobrar — eu me senti feliz. Feliz por eu estar aqui com Christian. Feliz por eu ter conquistado isso. Feliz por.. estar feliz.
O vento frio da manhã não atrapalhou meus planos. Parei de andar e empurrar a cadeira de Chris a alguns metros da água do mar. O cheiro do mar era incrível. Maravilhoso. Encantador. Olhei para Chris e sorri.

Estendi um pano na areia para eu poder me sentar. Pegue na mão dele e dei um leve aperto. Chris me olhou e eu percebi a felicidade estampado em seu rosto.

Eu o amo. E sempre vou amar.

Fechei os olhos e respirei fundo o ar gelado. Me estremeci quando uma rajada de vento me atingiu. Senti os pelos do mus braços se arrepiarem. Olhei para Chris e percebi que ele também estava arrepiado.

— Está meio friozinho -eu disse.

— Está tudo bem — ele murmurou — Logo passa.

A medida, que o sol se ergue no céu, vai nos aquecendo. O calor é bom. A paisagem é comovente! O nascer do sol é lindo. O céu ficou alaranjado e rosa. A luz da manhã deixa um brilho dourado na areia e o mar iluminado. Cenário de conto de fadas.

Me sinto num conto de fadas.

Me inclino para depositar um beijo em sua mão e dou um aperto.

— É, que paisagem linda — sussurrei.

— É, muito bonito — concordou ele.

Depois de passarmos vários minutos e segundos ali parados só olhando o nascer do sol, eu me levanto. O calor está demais, então resolvemos ir tomar o café da manhã.

Encontramos Taylor sentado em uma cadeira com uma mesa. Deixo Chris com ele e vou preparar um prato para nós dois. Tinha tantas opções mas acabo escolhendo o básico. Panquecas, uma fatia de pão para mim com geleia de morango, suco de laranja, chá gelado e algumas frutas.

— Eu peguei panquecas para você — eu disse, me sentando do seu lado.

Comemos enquanto conversamos sobre o por do sol. Disse para Taylor o quanto é lindo e ele disse que amanhã mesmo ele iria ver. Taylor disse também que estava muito cansado de manhã e foi por isso que ele não foi.

Mais tarde, estávamos nós três sentando numa cadeira vermelha bem confortável assistindo um filme. Estávamos no cinema do hotel. Isso é demais. Nunca tinha levado Chris para o cinema de nossa cidade e foi por isso que eu aceitei o convite de um funcionário. Mais tarde eu agradeço a ele.

O filme em si foi legal. Era de ação. O gênero favorito de Christian Grey.

Mais tarde, por volta das duas da tarde, estávamos na parte de trás do hotel, em algum tipo de "aeroporto". Estávamos nós três e mais três instrutores de paraquedismo. Isso era a primeira coisa que eu iria fazer de radical. Só estava esperando Chris terminar de conversar com uns dos instrutores na sala de aula, antes de começar a aula básica.

No panfleto que me entregaram antes de começar a aula básica sobre o Paraquedismo, estava escrito várias modalidades mas só uma me interessava:

" Tandem (Salto Duplo),

Esta é a maneira mais fácil de conhecer o paraquedismo.

Qualquer pessoa pode desfrutar dos prazeres da queda livre caindo na carona de um experiente paraquedista por 45 segundos. O salto de paraquedas é extremamente seguro, dispensa a necessidade de fazer um curso de paraquedismo e após um rápido briefing, o passageiro já pode voar. São 4KM metros de pura queda-livre.

Para os iniciantes do paraquedismo, o salto duplo pode ser um excelente meio de adaptação, funcionando como o começo de uma progressão no esporte.

Rancho Four Winds "

O que eu estou fazendo? Que loucura é essa Ana? São 400 metros de queda-livre! Eu estou pronta isso ? Mas se vim até aqui, eu não posso dar uma de covarde agora! Não mesmo!

Meu. Deus. Que. Loucura!

A aula básica acabou e eu, mais que rapidamente, levei Chris para fora da sala. Eu precisava de ar. Estou tão nervosa que eu não conseguia respirar direito. Olhei para Chris e ele não aparentava que estava nervoso ou tendo algum tipo de ataque do coração. Olhei para Taylor, o mesmo aparentava tranquilidade e seu rosto estava calmo. Eu era a única que estava tendo um ataque de nervosismo.

Lá fora, o ar ajudava a me acalmar. Respirei fundo várias vezes e me deitei na grama macia. Eu precisava relaxar. Deitei de barriga para cima e olhei para o céu limpo sem nenhuma nuvens.

— O que ela esta fazendo ? — ouço a voz de Taylor.

Fechei meus olhos. Precisava me acalmar.

— Não sei — respondeu Chris — Ela simplesmente se deitou na grama.

— Ela está dormindo ? — pergunta Taylor.

Silêncio, penso comigo mesma. Por favor, façam silêncio!

— Acho que não — responde Christian — Acho que ela está nervosa.

— Bom, ela tem motivos — ouço as risadas dos dois em meus ouvidos.

Finalmente os dois ficaram quietos! Abro meus olhos e ficou olhando o céu. Daqui a alguns minutos eu estaria ali, caindo em queda-livre e voando pelo o céu. Livre no céu, querendo um pouco de liberdade, era assim que eu pensava sobre o Christian. Ele livre das malditas cadeiras e tendo a liberdade de ver o mundo a 4KM de altura. Sorri para mim mesma ao pensar nisso, eu também estarei lá. Porque eu fui concordar com ele?

— Vocês estão prontos? — ouço a voz de Tomás, o instrutor.

Abro meus olhos num susto. Sinto o meu coração dar um pulo de nervosismo.

— Eu acho que sim — responde Chris.

— Bom, vamos nos arrumar — sugere o instrutor.

Me sento na grama e olho para ele.

— Agora ? — pergunto. Dá para sentir o tom de nervosismo em minha voz.

— Não tem o porque ficar nervosa, Srta. Steele — diz o instrutor — Todos os instrutores são de total confiança, todos eles com mais de dez anos de experiência sem nenhum acidente. O equipamento utilizado é de total segurança. Você só tem que fazer o que o instrutor lhe falar. Não tem mistério.
Concordei com a cabeça e soltei o ar pela boca.

— Vamos ? — pergunta Chris.

— Vamos — eu respondo.

— Vamos levar essa mulher medrosa lá pra cima — brinca o Tomás e Chris solta uma risada — Ana você está preparada para cair 4KM de altura e a mais de 230 KM/H?

Engulo em seco.

— N-Nem tenho o que falar — sorri de leve.

— Você está pronta para isso? — pergunta Chris.

— A-Acho q-que estou — gaguejo.

— Não tenha medo, Ana — diz Chris — Eu também estarei lá em cima.

— Você leu os Termos de Responsabilidade ? — pergunta Tomás.

— Sim, cada letras e palavras — confirmo.

— Assinou?

— Sim.

— Então, é isso o que importa — brinca Tomás e da uma risada — Assinou, então agora vai ter que ir!

Tento dar uma risada mas não consigo. O máximo que consigo é dar um risada meio falsa.

— Então vamos treinar a posição — disse Tomás — Taylor, por favor, tira Chris da cadeira e deita ele no chão de barriga pra baixo.

Tomás me explica como eu devo esticar meus pés na hora do salto e como fazer depois do salto. Ele explica também para eu tentar não abrir muito a boca porque eu posso engolir qualquer tipo de insetos e disse também que eu não iria gostar muito disso. Ele explicou para o outro instrutor — o que carregaria Chris ( seu nome é Arthur ) — como deveria prender Chris em sua roupa. Ele prenderia as pernas de Chris em suas pernas, para que não houvessem chutes em várias formas quando os caísse em queda-livres. Entregaram dois óculos ( um pra mim e outro para Chris), que eu deveria colocar antes do pulo. Explicou todo os precedimentos duas vezes para ter a certeza que nós entendemos tudo.

Enfim, tinha chegado a hora e eu dou um grito de nervosismo e ansiedade. Meu corpo todo se estremece ao subir naquele pequeno avião. Ajudei a prender Chris no sinto de segurança — pois ele teria que ir sem a cadeira.

Perguntei se ele estava bem e confortável.

— Estou nervoso — sussurrou ele — Faz muito tempo que eu não pulo de paraquedas. É uma adrenalina nova pensar que eu estou fazendo isso de novo. Estou muito empolgado, Ana.

— É, eu também estou nervosa.

Estou orgulhosa de mim. Era isso que eu queria que Chris pensasse. Ele pode viver com a cadeira e pode fazer tudo o que ele mais amava em fazer.
Me sentei ao seu lado e peguei em sua mão.

— Anastásia vem aqui — chama Tomás — Eu vou prender sua roupa na minha e depois disso eu quero que você pule pra fora. Só para testar se a roupa está bem presa.

Me sentei na sua frente e me prendeu á ele.

— Tenta pular Ana — pede Tomás.

Eu dei um pulo mas não consegui. A roupa estava presa e caí de bunda no chão.

— Ai, doeu — eu reclamo.

— Isso é bom. A roupa está bem presa — diz ele — Você está segura, Anastásia.

Soltei um risada mas ela saiu estranha, como se eu fosse um porco.

— Você está pronto para isso? — pergunta o instrutor.

Olhei para Chris.

— Não — confessei. Ele soltou uma risada.

— É bom você estar, Ana — disse Tomás.

Ouvi o motor do pequeno avião a ser ligado. Meu corpo se estremece de nervosismo e ansiedade ao mesmo tempo. Sinto minhas mãos geladas. Respiro fundo várias vezes. Sinto um aperto em meu coração ao perceber que o avião já estava decolando.

Fechei meus olhos. Estou nervosa. Eu conseguiria fazer isso?

— Posso desistir agora? — pergunto, ainda com os meus olhos fechados.

— Já estamos no ar, Ana — murmura Chris — E também se você desistir agora, vai parecer uma covarde.

Fiz cara feia pra ele.

— Estou com medo — confessei.

— Todos em seu primeiro pulo sente medo, Ana — disse Tomás — Isso é normal. É só a adrenalina correndo em suas veias.

Dei um leve sorriso.

— Você consegue, Ana — Chris sorriu para mim.

Concordei com a cabeça.

Já no alto, os instrutores estavam conversando entre si e verificando os esquipamentos. Apertei a mão de Chris e dei um pequeno sorri.

— Estou fazendo isso por você, Chris — eu sussurrei.

— E, eu por você.

— Chris, eu preciso de você — confessei.

Ele me olhou torto.

— Mas você me tem — ele sorriu.

Porque é tão difícil falar disso para ele?, pensei. Eu estou pronta para ele. Pronta pra aceitar ele.

— A-Acho que você me entendeu — eu sussurrei.

Não deu tempo de Chris me responder pois Tomás gritou para nós se estávamos pronto. Antes que nós pudêssemos responder, um dos instrutores abriu a porta do pequeno avião e pulou. Gritei de susto.

— Caramba, ele é louco!

Chris soltou uma gargalhada.

— Ana, você é a próxima — Tomás disse.

— Agora?

— Sim, vamos.

— Não pode esperar mais um pouquinho? -perguntei, nervosa.

— Não. Tem que ser agora.

— Mas e o Christian? — perguntei apontando para ele.

— Ele vai ser o próximo — ele disse — Agora vamos para a porta. Vamos nos levantar no três, okay? Um. Dois. Três.

Nos levantamos juntos e fomos até a porta. O vento gelado batia em meu rosto. Olhe uma ultima vez para Chris e soltei uma risada nervosa.

— No três pulamos — anunciou Tomás — Okay?

Engulo em seco mas concordei com a cabeça.

— Coloca os óculos de proteção — disse Tomás.

— Certo — fiz o que ele pediu.

— Pronta? — perguntou. Olhei para baixo e meu estomago embrulhou. — Um...

— Ai meu Deus — gritei.

— Dois...

— Chris... — tentei dizer.

— Três.

Não tinha o que fazer a não ser pular.

Quando eu senti que eu estava caindo em alta velocidade para o chão da terra, eu gritei. Mas gritei bem alto. Meu coração estava a mil e a minhas bochechas ficaram cheias de ar. Tentei fechar mas o vento estava muito forte, então desisti e deixei ela aberta. Só rezava para não entrar nenhum tipo de bicho na minha boca. Tentei olhar para cima para ver se Chris já tinha pulado mas não consegui.

Os segundos se passaram bem depressa e o chão parecia chegar cada vez mais perto. Senti um aperto em meu coração ao imaginar se o paraquedas iria abrir ou não. Só espero que sim.

Ainda estava gritando de nervosismo e Tomás só dava risada. Eu juro que pensei que iria morrer mas deixei esse pensamento de lado. Eu tinha que curtir o momento. Então, deixei o grito de lado e dei o lugar para as minhas gargalhadas histéricas.

Olhei para o lado e vi Chris gritando. Ele estava tão perto de mim que eu pensei que iria bater em nós e o Tomás não iria conseguir abrir o paraqueda. O medo tomou conta de mim. Mas, o instrutor, segurou meu braço — juro que eu não conseguia controlar ele por causa do vento — e eu consegui pegar na mão de Chris. Que loucura, peguei na mão dele em queda-livre. Nunca pensei que um dia eu iria fazer isso! Depois, o instrutor soltou meu braço e Chris foi para longe de mim.

A terra estava chegando cada vez mais perto. O frio na barriga deu o lugar para a ansiedade e a adrenalina. A adrenalina corria solta em meu corpo. Meu coração batia tão rápido que eu achei que ele sairia voando pela a minha garganta.

Gritei mais uma vez quando senti o paraquedas sendo aberto. Fui puxada para cima de uma vez e senti meu corpo doer. Mas a dor passou rápido demais e deu ao lugar de alivio. Alivio por o paraquedas funcionar.

— Você está bem? — gritou Tomás.

— Estou — gritei de volta — Estou ótima!

— Okay. Aproveita a vista.

E que vista! Dava para ver além do horizonte, as montanhas, a praia, o mar de águas cristalinas. Lindo. Estava tudo perfeito. O solo se aproximava cada vez mais e olhei para lado na procura de Chris.

Encontrei ele sorrindo atoa, olhando para o horizonte com os olhos sonhadores e cheios de lembranças. Era isso que eu queria que ele sentisse e eu acabei de fazer isso. Sorri orgulhosa de mim. Chris olhou para o lado e encontrou o meu olhar. Seus olhos cinzas estava cheios de lágrimas. Imediatamente meus olhos se encheram de lágrimas. Estava chorando de felicidade. Estava chorando por eu ter conseguido pular do pequeno avião.
Chorando por Christian Grey.

— Estamos chegando — anunciou Tomás — Inclina as pernas e tenta pousar.

Fiz o que ele pediu. Inclinei as pernas. Estava pronta para receber o solo da terra novamente. Os últimos segundos em pleno ar acabou e eu posei na terra. Tentei na verdade. Na hora eu que coloquei os pés no solo acabei tropeçando e cai rolando na grama. Depois, de tudo isso, Tomás me desgrudou dele, rolei para o lado, me pus de barriga pra cima e comecei a dar risadas.

Chris já estava deitado no chão, enquanto seu instrutor recolhia o paraquedas para colocar dentro da bolsa de novo. Me levantei e corri até ele. Me debrucei em seu peito e o beijei.

— Eu amo você — eu disse com o calor do momento e adrenalina correndo em minhas veias. Quando percebi o que eu disse já era tarde demais. Já tinha feito.

Os olhos de Christian se arregalaram.

— Eu...Ana...

Shiii— eu disse, colocando dois dedos em sua boca para ele para de falar — Eu sei o que você vai dizer mas, por favor, não diga nada agora. Vamos aproveitar esse momento juntos, okay?

Ele piscou varias vezes.

— Vamos aproveitar — ele sussurrou.

Eu o beijei. Não foi um beijo feroz, nem nada desse tipo, foi um beijo calmo, aproveitando cada momento. E eu gostei disso. Na verdade, eu gosto de todos os tipos de beijos de Chris. Sorri por dentro ao pensar nisso.

— Eu quero ir de novo! — gritei o me levantar — Isso foi demais!

— Mais tarde, Ana — disse Chris.

Taylor chegou com a cadeira de Chris, pegou ele no colo e colocou em sua cadeira.

— Obrigado — disse Chris.

Eu estava elétrica, não parava de falar como foi pular de paraquedas.

— Taylor, é muito bom, você tem que pular. No céu é tudo de bom, você pode ver além do horizonte, o mar inteiro. Você vê o mar inteiro verde. Cara, é demais! E também pode...

Continuei falando sem parar até chegarmos no hotel. O Taylor me olhava com aquela cara "Não aguento mais. Quando você vai parar de falar?", mas eu estava tão elétrica que eu não me importei.

Na recepção, eu me virei para conversar com Chris.

— Me desculpe, estou falando sem parar — eu disse — Mas você gostou?

— Eu adorei — ele sorriu — Eu me senti jovem de novo. Pude recordar as lembranças das minhas aventuras loucas. Eu me senti inteiro. Me senti completo.

Apertei sua mão.

— Você pode fazer isso e muito mais — murmurei — É só você querer.

— Eu quero Ana -ele me olhou — Quero muito mas é isto que me impede!

— "Isto" te impediu hoje?- perguntei, levantando uma sobrancelha.

Ele me encarou por alguns segundos mas acabou desviando o olhar.

— Não — ele sussurrou.

— Então,não se importe mais com isso — eu disse — Deixe esse pensamento de lado e curta o seu momento. E o momento é agora.

— Ana está certa, Chris — disse Taylor — Curta o seu momento.

— Vocês estão certos — ele disse, sorrindo — Agora é a hora de curtir e esquecer tudo isso.

Olhei para Taylor e sorri.

— Vamos. — eu disse — Eu quero tomar um banho antes de ir jantar.

* * *

Naquela noite sentando na mesa do jantar do hotel, Taylor anunciou, apenas um pouco constrangido, que tinha um encontro. Chris e eu olhamos para ele desconfiado. Mas ele disse que conheceu ela na recepção quando eu e Chris estávamos caindo pelo ar. Disse que seu nome é Callie e que é muito bonita. Disse que ele tinha concordado em ir com ela ao centro da cidade.

— Só para garantir que ela vai ficar bem. Vocês sabem... é muito perigoso uma mulher andar pela rua sozinha de noite.

Essa foi a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi em toda a minha vida.
— É — disse Chris, balançando a cabeça, solenemente — Muito cavalheiro de sua parte, Taylor.

— É, atitude de um cavalheiro — concordei.

— Danem-se você dois — disse Taylor com um sorriso no rosto, se levantou e sumiu de vista.

Olhei para Chris e dei de ombros.

Eu me sentia satisfeita por Taylor ter um encontro. Quer dizer, é muito bom ter ele por perto e tudo mais, mas eu gostaria de estar sozinha com Christian.

O jantar estava maravilhoso. Chis comeu tudo e pediu mais um pouco. Eu estava cheia e só queria ir pro quarto. Hoje foi um dia cheio e eu estava me sentindo meio cansada.

No quarto de Chris, eu o coloquei em sua cama.

— Você pode dormir aqui, se quiser — comunicou Chris — Essa cama é muito grande para uma pessoa só. E Taylor, tenho certeza que vai dormir fora.

— Certo.

Me sentei na beirada da cama. Enquanto ele me olhava com um olhar penetrante, me inclinei e puxei delicadamente seu pescoço na minha direção. Segurando-o perto de mim, debrucei-me sobre ele e coloquei um grande gordo travesseiro branco atrás de seus ombros antes de apoiá-lo novamente sobre sua suave maciez. Ele tinha cheiro de sol e mar, e eu me peguei inalando aquele cheiro silenciosamente, como se fosse algo delicioso.

Então, depois disso, eu subi na cama ao lado dele, tão perto que minha pernas tocaram as suas e uma corrente de eletricidade percorreu o meu corpo.

— Nada mal para um primeiro dia, hein? — disse Chris. Ele se virou um pouco e sorriu para mim e, eu percebi que havia algoem seus olhos. Algo que eu não sabia o que era. Um olhar penetrante. Abri minha boca para dizer algo mas eu não consegui. Estava perdida em seu olhar cinza.

— Chris... — deixei a frase solta no ar.

Me aproxime de seu rosto e beijei-o.

— Chris, eu quero você — murmurei, olhando em seus olhos — Aqui e agora.

Notas finais
OPA! OPA! Será que finalmente Ana e Chris vão fazer amorzinho?Vocês iriam descobrir só no próximo capitulo! HAHAHA, não querendo ser muito má! :x Quero agradecer a todos que comentaram no próximo capitulo, sei que eu não respondi mas eu juro que vou! Quando eu tiver algum tempo porque agora estou sem tempo. De manhã é a faculdade e de tarde é o trabalho. Sim, trabalho até as 22h. Isso ocupa todo o meu tempo! Mas eu agradeço de coração todos que comentaram e se sintam abraçados ( UMA ABRAÇO DE URSO BEM GRANDE ♥) Obrigada mesmo! AMO VOCÊS ♥ Então, gostaram do pulo de paraquedas de Ana e Chris? Estavam esperando por essa ou algo bem light? Mas isso é só o primeiro dia! Ana veio para curtir as "ferias" e vai aproveitar um moooonte! Espero que eu não demore muito para postar o próximo capitulo! Mas vou tentar postar ele na próxima semana. Ele já está pronto mas estou dando algumas revisadas básicas. OBRIGADA POR LEREM! ♥ Ah, comentem para eu saber o que vocês acharam desse capitulo! Escrevi com todo o meu amor, hein ♥ BEIJOS MEUS AMORES, ATÉ NA PRÓXIMA ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.