O Lado Bom Da Vida

23 Capitulo 22 - Sempre Com Você.


Notas iniciais
OOOOOOOI LINDAS E LINDOS ♥ Primeiramente quero me desculpar por ficar tantas dias sem postar nada é, que eu estava com bloqueio e não consiga pensar em nada a não ser o final da historia. sim, meus amores, eu já escrevi os três últimos capítulos. ( NÃO VOU DIZER SPOILER MAS ESTÁ INCRÍVEL! ) Então, foi isso que eu não postei antes mas ontem voltou a inspiração e aqui estou eu! Eu preciso me desculpa por não responder os comentários por falta de tempo mesmo. Se eu não estava escrevendo os últimos capítulos, eu estava terminando o meu TCC! Simm, isso é uma droga. ¬¬' OBRIGADA A TODOS POR ESTAR ACOMPANHANDO, FAVORITANDO E COMENTANDO, EU AGRADEÇO MUITO VOCÊS ! Então, chega de lenga-lenga e uma boa leitura! ♥

– O que está acontecendo, Ana? — perguntou Chris.

Abri meus olhos. Ele estava bem do meu lado, a cabeça inclinada, me observando. Tive aquela pequena impressão de que ele estaria ali me olhando por um bom tempo. Com medo de que estaria babando eu coloquei a mão na minha boca. Olhei para a televisão e vi que os créditos do filme — que eu deveria ter assistido — estava passando lentamente.

– Nada. É que está tão confortável esse sofá que eu acabei caindo no sono — eu me sentei, tentando me endireitar.

– Mas você dormiu o filme inteiro — comentou ele — Me conta, o que está acontecendo? Porque faz dois dias seguidos que você está assim tão cansada.

Bufei. Eu não queria contar a verdade para Chris mas ele estava me olhando com o seu olhar de cachorrinho sem dono. Isso fez o meu coração amolecer.

– Kate está com um namorado novo — expliquei a ele — E, ele passou dois dias no apartamento e fizeram... coisas.

– Ah. Isso é ruim — disse ele encarando a televisão.

– Não sei o que eu faço — continuei — Já usei foninho de ouvidos, abafador de som, travesseiros e nada de abafar o som de Kate e do namorado novo do outro lado da parede. Isso é um saco, sabia?!

Cruzei meus braços esperando pela a resposta de Chris. Depois de alguns segundos — ainda ele estava encarando a televisão-, Chris olhou para mim e franziu os lábios.

– O que foi?

– É bem simples — levei um susto pelo o quase grito de Christian — Se muda pra cá. Você já tem um quarto e é só trazer suas roupas e pertences.

– Como?

– É isso mesmo que você ouviu, Ana — ele deu um pequeno sorriso — Vem morar aqui na minha casa, assim você estará mais disposta no outro dia.

– Eu não posso me mudar pra cá assim do nada, Chris

– Porque não? — ele me encarou — Eu não vou lhe pagar hora extra, Ana.

Revirei os olhos pra ele. Não era com isso que eu estava preocupada.

– E que sua mãe e seu pai vai pensar sobre isso? — era com isso que eu estava preocupada.

– Não faço ideia.

Não faz ideia? — minha voz se elevou com um pitada de ironia.

– É fácil de convencer meus pais, Ana — ele deu de ombros — Ah, e não se preocupe.

– Se preocupar com o quê?

– Comigo.

– O quê?

– Eu não vou seduzi-la, Ana — ele deu um sorriso — Se é isso que você está pensando.

Meu rosto corou.

– Engraçadinho — mostrei a língua pra ele.

– Mas é sério. Pense a respeito sobre isso. A vida passa muito rápido e o namorado da sua amiga pode ir morar com vocês — olhei para ele de cara feia — Ei, não me olhe assim. Você sabe que pode ser verdade. Muita coisa pode mudar no futuro.

É, pode mudar daqui a três meses já que você não estaria mais conosco, pensei. E, imediatamente, senti ódio de mim mesma por pensar nisso.

Chris olhou para mim esperando que eu continuasse a conversa mas acabou desistindo quando percebeu que eu não iria comentar nada.

– Bom, pense a respeito — comentou ele depois de alguns minutos — O quarto está a sua disposição.

***

– Anastácia estou falando com você! — grita Taylor.

Olhei para ele assustada. Não tinha percebido que ele estava falando comigo. Eu estava tão perdida em meus pensamentos sobre o pedido de Chris mais cedo.

– Desculpa Taylor — eu disse — Estava pensando um pouco.

– Isso nós já percebemos — comentou Chris. Ambos deram risadas.

– Mas o que você estava falando?

Estávamos no jardim. Era de tarde e resolvi fazer um pequeno piquenique ao ar livre. Taylor fazia fisioterapia em Chris, levantando as pernas dele até o peito e abaixando elas bem devagarzinho. Chris estava deitando em cima do lençol, seu rosto voltado para o céu e seus braços esticados — como se estivesse tomando banho de sol. Eu estava sentada no gramado perto deles e peguei um sanduíche do prato.

– Eu estava te perguntando que programas animados você planejou fazer hoje a noite — disse Taylor.

– Porque me pergunta isso? — olhei desconfiada para os dois homens na minha frente.

–Ah, pode nada. É só curiosidade mesmo — comentou Taylor — Eu só queria saber como passa o tempo quando não está aqui cuidando de Christian.

– Bom... já que vocês querem saber. Eu acho que vou sair com a Kate e ir pra balada. Acho que preciso relaxar os músculos de meu corpo, estão muito tensos. Ah, e quem sabe encontrar alguém — bebi um gole do meu suco — Vocês sabem, né?! Curtir a noooite.

A melhor coisa que aconteceu no dia foi ver a cara deles de apavorados e sem conseguir dizer nada. Taylor tinha parado de fazer fisioterapia em Chris e segurava seu pé em seu peito. Chris me encarava como se eu fosse do outro mundo. O rosto de Taylor dizia: "Meu Deus, quem é essa menina na minha frente? Ana trocou de corpo, só pode!" e o rosto de Christian dizia " Mas que merda acabou de acontecer aqui?". Ambos estavam petrificados. Não aguentei segurar o riso por muito tempo e comecei a dar risada. Ri tanto que meus olhos encheram de água.

– Mas são duas bestas mesmo — disse quando consegui recuperar o ar — É claro que eu vou terminar de ler meu livro.

Chris e Taylor se olharam e ambos soltaram o ar aliviados.

– Ai que susto que você me deu garota — comentou Taylor. Chris soltou uma risada nervosa.

Christian olhou para Taylor.

– Vinte pratas — disse ele, sorrindo.

Taylor enfiou a mão no bolsa, pegou sua carteira e tirou vinte dólares.

– Como você sempre ganha?

Olhei para os dois confusa e perguntei:

– Ganha o quê?

Taylor colocou o dinheiro na mão de Christian.

– A aposta. Chris disse que você iria ler um livro e eu disse que você iria assistir TV.

Parei de comer o meu sanduíche.

– Vocês tem apostado sobre o que faço na sexta-feira a noite? Sobre quão a minha vida é chata?

– Não usamos essa palavra — respondeu Chris. Olhei para ele de cara feia. Os olhos dele dizia o quanto ele estava se sentindo culpado.

– Vocês sempre fazem essa aposta? — perguntei incrédula — Se eu vou ver TV ou ler um livro?

– Não — respondeu Chris — Teve um rodada em apostei que você iria esconder as cenouras da sopa — encarei ele — É claro que eu ganhei.

– Ele sempre ganha — comentou Taylor baixinho. O mesmo soltou a perna de Chris. Pegou o braço, esticou e começou a fazer massagem.

– E se eu dissesse que ia fazer uma coisa totalmente diferente?

– Mas você nunca faz — disse Taylor.

O queeeee?

– Bom, eu vou ficar com esse dinheiro — falei, tirando as notas da mão de Christian — Você erraram hoje. Eu vou fazer outra coisa.

– Mas você disse que ia ler! — protestou Christian.

– Não vou mais — continuei mostrando as notas pra ele — Agora eu tenho esse dinheiro e vou ao cinema.

Me levantei, colocando o dinheiro no bolso da calça e peguei a jarra de suco junto com os pratos. Sorri ao me afastar deles mas, estranhamente, e sem qualquer razão, senti as lágrimas descerem pelo meu rosto.

Eles não deveriam ter feito isso, pensei.

Talvez Taylor e Christian tivessem razão. Talvez eu fosse mesmo a chata da historia. Talvez eu fosse a pessoa menos capacitada do mundo para inventar coisas que pudessem fazer a vontade de Christian de viver.

Televisão ou livro. Tanto faz.

Assim séria difícil pensar outra coisa de mim.

***

De noite, quando Taylor tinha acabado de colocar Chris em sua cama, veio até mim, pediu desculpa pela a milésima vez e eu, como todas as vezes, disse que estava tudo bem. Ele sorriu para mim e saiu pela a porta do quarto. Acabei ficando sozinha com Chris.

– Eu poderia ter sido muito má com você hoje — comentei enquanto estendia o cobertor em Chris.

– Me desculpa, Ana — sussurrou Chris — Era uma brincadeira para passar o tempo.

Me sentei ao lado de Chris — bem no cantinho da cama.

– Eu sei que era brincadeira — continuei — Mas vocês fizeram que eu me sentisse a pior pessoa do mundo, me fizeram me sentir mal mesmo — ele abriu a boca para dizer algo mas eu ignorei e continuei — Se você vão fazer apostas com a minha vida sem graça, por favor, faça longe de mim ou não me fale sobre isso.

Ele não disse nada por algum tempo e olhei para ele, estava me observando.

– Desculpe — disse.

– Você não parece arrependido.

– Mas eu estou, Ana — disse ele mas olhei bem para ele — Está bem, talvez eu quisesse que você você escutasse aquilo. Talvez eu quisesse te mostrar o que você está fazendo com a sua vida.

– Com a minha vida? -minha voz se elevou — Olha quem fala, Sr Grey! Você que está desperdiçando a sua vida querendo ... querendo... — engoli em seco — Querendo fazer... aquilo.

– Eu não tenho mais vida, Ana.

– Você tem sim! — gritei e me levantei da cama — Você tem uma vida a seguir. Você precisa ver o quanto a sua vida é significativa para muita gente. Pare de ser tão egoísta, olhe a sua volta e veja quantas pessoas se importa com você.

– Significativa? — pergunta ele, ironizado.

– Sim, Christian Grey — respondi ele — Uma vida que você quer tanto desperdiça-la. Mas você não pode fazer isso, Christian. Não pode. Na verdade, não deveria nunca pensar sobre isso!

Meus olhos se encheram de lágrimas.

– E quem é você para me dizer o que eu devo ou não fazer da minha vida? — gritou ele.

– Uma garota perdidamente apaixonada por você, Christian Grey!

Arregalei meus olhos e cobri a minha boca com as minhas duas mãos. Eu não estava acreditando que eu tinha deixado escapar isso de minha boca. E agora, o que eu fazer?. Olhei para Chris e vi que seus olhos cinzas estavam arregalados e sua boca tremia. Meu coração estava batendo muito forte e minha lágrimas escorria pelo meu rosto.

Os minutos que se passaram, pareciam horas e mais horas.

– Mas que droga, Christian — eu disse — Diga alguma coisa.

– Dizer o quê? — pergunta ele.

Bufei de nervosismo e revirei os olhos.

– Qualquer coisa. Mas diga alguma coisa.

– Mas dizer o quê?

– Droga Christian — eu me aproximo dele — Diga que quer ficar comigo.

Minhas mãos tremiam de nervosismo e meu coração parecia que ia sair pela boca.

– Ficar com você? — pergunta ele — Por quê? Olha só para nós, acabamos de brigar.

– Mas é o que fazemos, Chris — eu disse e apertei sua mão — Brigamos. É o que as pessoas fazem quando uma se importa com a outra.

– Mas você fala o quanto estou sendo arrogante e um pé no saco e, eu digo o quanto você é uma chata irritante. É o que você é 98% do tempo — soltei uma risada — Eu não tenho medo de magoar você, Ana.

Respirei fundo.

– Você não vai me magoar, Christian — eu digo a ele — Eu sei que não.

– Sabe? Você fica chateada por 10 segundos e em seguida volta a fazer a próxima coisa mais irritante ainda.

– E daí se eu sou uma chata irritante? — pergunto.

– E daí que não var fácil aguentar você todos os dias — brinca Chris.

– Engraçado mas sinto por dizer isso mas você me aguenta todos os dias — dou um risada.

– Infelizmente — diz Chris como se ele estivesse triste com isso.

– Você é um chato — entrelaço minha minha mão na dele.

– Viu?

Reviro os olhos.

– Mas você é uma chata linda — disse ele. Com vergonha, eu abaixo o olhar e sou um pequeno sorriso.

– Ei, olha pra mim — pedi Chris e eu obedeço — Eu fico com você, Anastácia.

Me aproximei de Christian, olhando em seus olhos. E encostei minha boca na dele. Seus lábios eram macios e frios, sua língua, que imediatamente tocou minha boca, era quente. Entreabri os lábios sem pensar sobre isso, e peguei a sua mão e depositei em minha cintura. Deu para sentir o leve aperto que Chris me deu. Posei minha mão em seus cabelos macios e puxei-o para mais perto de mim.

Eu finalmente, depois de muito tempo, eu podia, realmente, sentir a maciez de seus lábios.

Sua boca tinha gosto de pasta de dente e os gosto de seus remédios. Não era uma combinação ruim mas, eu gostava. Meus olhos fechados, tremularam quando sentir sua mão subir pela a minha espinha e levantando um pouco da minha blusa — Chris deve ter feito muito esforço para fazer esse pequeno movimento.

Apenas com esse pequeno toque, fez meu corpo se deitar em cima de Chris — não colocando muito peso em cima de seu peito. Meu corpo todo se estremeceu quando ele passou sua língua no meu lábio inferior. Me aproximei mais de Chris — como se isso fosse possível, eu estava totalmente grudada em seu corpo.

Ele beijava como eu imaginei que beijava. Só que muuuito melhor. Seu beijo não era desesperado ou possessivo. Seu beijo era exigente — como se ele precisse da minha boca há muito tempo -, mas era suave. Pedia, mas não mandava.

Beijei ele com uma vontade que não conhecia. Não era o nosso primeiro beijo mas ele fazia com que esse beijo fosse o nosso primeiro de muitos. Mas ao mesmo tempo, havia algo de novo entre nós dois, algo tão diferente, tão... normal. Como se o destino quisesse que nós dois ficassem juntos. Para sempre.

Seus dentes roçaram meu lábio inferior e me mordeu de leve. Ele sorriu no meio do beijo e isso acabou batendo seus dentes nos meus. Isso me fez sorrir também. Mas não paramos de nos beijar. Minhas mãos, por vontade própria, se moveram para o seu pescoço tocando levemente sua gola da camiseta. De repente me deu uma vontade louca de tirar sua camiseta e tocar seu corpo quente com as minhas mãos. Mas me contive, não queria assustar ele.

Não saberia dizer exatamente quando o beijo acabou mas depois de algum tempo seus lábios, fechados, apenas se encostavam levemente nos meus, no mais suave do beijos e no mais suaves formas de carinho. Eu não queria separar minha boca da dele agora, eu queria mais. Eu quero mais. Preciso.

Mas acabamos apenas olhando um para o outro, com as minhas mãos em seus rosto fazendo caricias de amor. Christian sorriu, o que me fez sorrir também.

– Você quer isso, Ana? — sussurra Chris depois de algum tempo.

– Eu quero isso, Christian — digo — Eu quero nós. Quero você. Quero dar o meu amor por você. Eu quero você para sempre. Você e eu, todos os dias.

– Você tem certeza?

– Muita.

– Então, pode me fazer um favor? — pedi Chris. — Por favor. Será que pode imaginar sua vida… daqui a 30 anos, 40 anos. O que você vê? Se vê com aquele homem sentando numa cadeira de rodas, que ao menos não consegue mover, sequer, uma mão direito, então vá. Vá embora. Neste exato momento.

– Mas é isso o que você é! — exclamo — 100% do tempo. E, eu quero isso para a minha vida. Quero você. Pra sempre.

– Não posso prometer isso — diz Chris.

Meu coração se quebra. Eu saio de cima de Chris e me sento ao seu lado. Tivemos um momento muito bom agora pouco, não quero que ele estrague isso.

– Por quê não? — pergunto abaixando minha cabeça constrangida.

– Porque eu não sou seu — sussurra ele.

Por incrível que pareça isso não me abalou.

– Bem. Se eu não posso tê-lo, seja para sempre ou não, então, eu me dou por inteira pra você. Pegue tudo de mim, uma parte, um pedacinho só, o que quiser. Mas, por favor Christian, fique com alguma coisa.

Eu toquei seu rosto, acariciando os planos e ângulos perfeitos de suas maças do rosto e deu queixo.

– Você não teme a rejeição ou a dor? — pergunta.

– Com o tempo, eu aprendi a lidar com a dor e a rejeição — eu digo — Mas eu vou dizer o que me assusta: perder você — eu olhei para seu lábios — Quer beijar você de novo.

– Ana, você me surpreende a cada dia mais — comenta ele.

Eu fechei meus olhos e encostei meu lábios em seu lábios.

Notas finais
MEU DEUS, FINALMENTE ELES ESTÃO JUNTOS! AAAAAAAAAAE Õ/ Pra quem esperou por esse momento tão esperando, espero que você tenham gostado e que ficou mais ou menos do jeito que vocês queriam. Sei que isso é impossível mais... quem sabe né hahaha Comentem me dizendo o que achou lindas e lindos ♥ OBRIGADAAAAAAA ♥ ♥ ♥ Beijos, até a próxima *-*