O Lado Bom Da Vida

16 Capitulo 15 - Não Posso Voltar.


Notas iniciais
Oi pessoas lindas do meu coração! Quero agradecer todos que comentam! Boa Leitura ♥

Eu não conseguia dormir.

Fiquei deitada no meu quarto olhando para o teto branco e lembrando cuidadosamente os dois último meses com base no que eu sabia agora. Era como se tudo fosse modificado e reconstruindo de outra maneira.

Me sentia enganada por todos ele, principalmente por Christian. Sinto como se eles estivesse rido pela a minha costa por tudo o que eu tentava fazer para Christian. Rido pelas as minhas fraquezas. Qual era o sentindo de tudo isso, afinal?

Repassei milhões de vezes a confusão que aconteceu, tentando interpreta-la de algum outro jeito. Tentando convencer a mim mesma de que eu havia entendido tudo errado, não podia acreditar em nenhuma palavra dita naquela sala. Não podia acreditar que Grace Grey estava ajudando Christian nisso tudo. O pouco tempo que eu estivesse lá, Sra. Grey não ficava muito perto de seu filho e, também não conversava comigo direito. Simplesmente ela me cumprimentava e saia para trabalhar. Mas, concordar em colaborar com a morte do próprio filho, era muito egoismo da parte dela. Mas também, eu tenho que entender o lado dela. Concordar com Christian deve ter sido nada fácil para ela. Deve ser difícil para uma mãe saber que o próprio filho quer se matar.

Eu estou furiosa com Sra. Grey, furiosa com Christian e furiosa com Taylor. Furiosa com Sra. Grey por me dar esse maldito trabalho. Furiosa com Christian por todas as vezes em que fiquei pensando em como poderia melhoras as coisas para ele e, no final disso, jogar tudo fora. Furiosa com Taylor por não me contar absolutamente nada. Nadinha de nada. Quando eu não ficava furiosa, eu ficava triste e chorava. Eu podia me lembrar da voz desesperadora da Sra. Grey tentando acalmar Mia. Eu sabia, que ela estava numa situação constrangedora.

Mas a cima de tudo, eu me sentia tomada pelo o horror. Estou assutada com o que agora eu sabia. Como uma pessoa pode viver a sua vida, sem ligar muito para ela, até a chegada da morte de seu filho? Só de pensar nisso, meu corpo se arrepiou toda. Como um homem, cuja a pele, um dia atrás, eu tinha tomado, cuja a boca eu tinha beijado, cujo o cabelo eu tinha tocado, querer simplesmente acabar com si próprio?

Eu não podia contar essa historia para ninguém. E isso era quase o pior de tudo. Não podia contar para a minha melhor amiga Kate. Teria que guardar essa historia só pra mim. Mas por quanto tempo eu poderia ficar calada?

Eu também não quis jantar. Estava ocupada demais olhando para o teto. Ficar na cama me ajudava a ficar calma. Estava com medo de que se eu levantasse e encontrar Kate na sala, eu abriria minha boca e contaria toda a historia para ela.

Alguém bateu na porta e entrou. Era Kate.

Respirei fundo, tentando me acalmar.

Eu ainda estava olhando o teto.

– Você esta bem? — perguntou Kate.

Concordei com a cabeça.

– Quer alguma coisa? — perguntou ela.

Balancei a cabeça negativamente.

Kate deu um suspiro.

– Tem certeza que esta bem, Ana?

Concordei.

– Quer conversar?

Sim...

Balancei a cabeça negativamente.

– Ta bom — Kate deu um longo suspiro.

Kate saiu do quarto.

E as lagrimas começaram a rolar pelo meu rosto.

***

Me levantei de manhã, tomei um banho, fiz as minhas higienes matinal e fui para a cozinha. Kate esta lá. Eu não queria encontrar ela tão cedo. Ela me lançou um olhar preocupado. Acabei dando de ombros.

– Esta tudo bem? -perguntou ela sentando na cadeira.

– Bom dia, Kate — eu disse.

Ficamos em silencio por um minuto. Peguei minha xícara de café e me sentei na cadeira. Tomei um gole.

– Ana, o que aconteceu com você? — perguntou Kate quebrando o silencio — Você esta toda cabisbaixa, não fala nada. Eu estou preocupada com você.

– Não tem nada para se preocupar, Kate — eu disse.

– Claro que tem — disse ela — Olha só para você. Esta com olheiras, o cabelo desarrumado e de pijamas!

Ah claro, porque esta de pijamas é um coisa ruim.

– Ana, me conta o que aconteceu — pedi Kate.

– Eu pedi demissão — eu disse.

Primeiro Kate se engasgou com o cafe, depois arregalou os olhos e por ultimo abriu a boca para dizer alguma coisa mas acabou desistindo.

– Porque? — conseguiu perguntar ela- Você estava gostando do trabalho.

– Estava.

Kate suspirou.

– Mas porque? O que aconteceu de tão importante assim que você teve que pedir demissão?- perguntou ela

Olhei em seus olhos. As lembranças vieram com tudo para minha cabeça. Meus olhos começaram lacrimejar. Não queria chorar na frente de Kate. Me levantei e corri para meu quarto, tranquei a porta e me joguei na cama.

Porque isso esta acontecendo comigo? Não quero mais me sentir assim. Eu quero ter uma vida normal, sem essas complicações.

– Ana! — grita Kate do outro lado da porta — Abra essa porta agora, Anastasia!

Não respondi.

Agora eu sou Anastasia?

– Ana vamos conversar, por favor — diz ela de novo.

Kate você não entende. Eu não posso contar isso para ninguém, eu não quero conversar! Por favor, me deixa sozinha.

Lagrimas rolavam pelo meu rosto, soluçava forte.

– Abre essa porta, Anastasia Steele — grita ela — Se não eu vou quebrar essa porta!

Kate não faria isso, ela não faria mal a nenhuma mosca.

Kate ficou em silencio por um momento. Eu podia jurava que ela iria mesmo fazer isso. Me sentei na cama, cruzei as pernas e peguei um travesseiro e fitei a porta, esperando o momento que Kate arrombaria porta.

Passou um minuto e nada aconteceu.

– Droga, Ana vou perder a hora! — grita ela — Mas você não vai escapar de mim hoje a noite.

Droga, o que eu vou fazer para escapar de Kate?

Me deito na cama e fecho os olhos.

***

Acordo com o barulho da campainha tocando.

Me levanto e vou quem é. Abro a porta e arregalo os olhos.

Me deparo com a Sra. Grey parada na minha frente.

Sra. Grey estava toda elegante com o seu vestido preto longo, sua bolsa de grife branca com as alças de perolas. Ela tinha uma aparência rígida, pior do que a daquela madrugada em que me pegou dormindo junto com Christian.

– Estava pensando se você e eu poderíamos ter uma conversa — Sra. Grey olhou em meus olhos.

Dei espaço para ela entrar no apartamento. Fechei a porta e respirei fundo.

– Sente-se, por favor — mostrei o sofá para ela.

– Bonito apartamento — disse sorrindo.

– Obrigada — eu disse.

Eu estou tão nervosa que minha mão esta suando frio. Meu coração batendo rápido demais.

Sra. Grey respirou fundo.

– Eu pensei que você e o Christian se davam tão bem — disse ela. Como eu não disse nada , ela continuou — Por favor, não vá embora. Cristian fica a vontade com você, ele se sente bem quando esta do seu lado, Ana. Mas do que tem estado em muito tempo. Acho... que seria muito difícil para eu conseguir outra pessoa que faz ele se sentir assim.

Meu coração batia tão forte que eu fiquei em duvida se eu ouvi tudo aquilo com clareza.

– Mas de nada vai adiantar se eu voltar — eu disse.

– Porque você esta dizendo isso? — perguntou Sra. Grey.

– Você e o Christian...hã... não fizeram um...contrato? — pergunto.

– Sim — disse la — Mas quem disse que eu vou cumprir a minha parte?

Como assim ?

– O que você quer dizer ? -perguntou confusa.

– Quer dizer que eu vou fazer de tudo para que ele não faça isso.

Como o que? Rezar? Implorar para Deus fazer a cabeça de Christian para mudar de ideia?

– Achei que você fosse diferente, Anastasia — ela disse — Você é bonita, inteligente e carismática. Você não parece uma enfermeira, não se parece com nenhuma das outras cuidadoras. Pensei que você fosse anima-lo. Realmente, Anastasia, você o animou muito. Ve-lo sem aquela barba honrosa e o cabelo cortados ontem... realmente você parece umas das poucas pessoas que consegue afetar Christian.

– Você não achava que seria diferente se você me contasse que eu seria cuidadora de um homem suicida?

A pergunta saiu tão tranquilamente da minha boca que eu fiquei de olhos arregalados. Sra. Grey deu aquele suspiro longo que soou como alguém tentando explicar algo para uma imbecil.

– Poderia ter contando na época que você foi contratada mas fiquei com medo de que você se apavorasse e nunca mais voltasse. Mas eu não tinha certeza de que Christian ia manter a sua palavra, não depois de que você chegou. Christian mudou a sua personalidade — Sra. Grey olhou em meus olhos — Ele me prometeu seis meses, Ana, e será isso que teria. Precisamos desse tempo, Ana. Precisamos desse tempo para lhe mostrar que existe uma possibilidade de viver desse jeito.

– Precisamos? — perguntei.

– Sim. Precisamos — concordou ela.

– Mas eu não disse que eu voltaria — eu sussurrei.

–Ah.

Ficamos em silencio por alguns segundos.

Sra. Grey olhou para mim.

– O que você quer para voltar, Ana? — perguntou ela. Sua voz saiu como algum que estivesse em desespero — Eu dobro o seu salario, e dou um carro. Qualquer coisa para você voltar, Anastasia Steele.

O que a fez acreditar que eu quero mais dinheiro ou um carro? Eu não quero nada disso. Só quero viver a minha vida em paz!

– Eu não quero o seu dinheiro e nem um carro.

– Então... o que posso fazer para que você mude de ideia?

– Me desculpa, Sra. Grey. Mas nada vai me fazer mudar de ideia.

Sra. Grey me olhou com aquele olhar de um gato quando quer alguma coisa. Respirei fundo. Meu coração deu um aperto.

– Você assinou um contrato, Srta. Steele — disse ela — Você assinou um contrato de seis meses e você só trabalhou dois meses. Só estou falando que você tem que cumprir suas obrigações contratuais.

Sua voz saiu áspera. Olhei para baixo e e vi que suas mãos estavam tremulas.

Ela engoliu em seco.

– Por favor.

– Sra. Grey, simplesmente eu não posso fazer isso — eu sussurrei — Por favor entenda.

Me levantei, fui até a porta e abri. Sra. Grey entendeu o recado, se levantou e saiu para fora do apartamento. Ela me olhou nos olhos.

– Por favor, pense a respeito — sussurrou ela — Te dou o resto da semana para você pensar, se você precisar de algum tempo. Segunda eu volto para saber a resposta. Mas, por favor, volte. Volte. Volte para ajudar Christian, Anastasia.

Concordei e fechei a porta.

Me desabei no sofá e comecei a chorar.

Notas finais
Gostaram?? COMENTEM MUITOOOO ♥ Beijos.