O Lado Bom Da Vida

15 Capitulo 14 - Esclarecendo Toda A História.


Notas iniciais
Primeiramente eu quero agradecer a Vivian Oliv por recomendar a minha historia! Querida, você me fez muito feliz hoje e este capitulo é especial pra você. Obrigada linda ♥ Quero agradecer também todos que comentaram, vocês não fazer a ideia de quanto feliz eu to!! Eu amo vocês ♥ Aqui vai um capitulo especial! Boa Leitura ☺ ☺

P.O.V Grace Grey.

Carrick Grey estava mexendo na lareira da sala. Ele manejava com delicadeza, usando um atiçador, a lenha soltava faíscas e queimava. Virou-se quando eu entrei na sala. Estendi um copo de suco para ele.

– Obrigado — disse — Mia ainda continua trancada em seu quarto?

– Sim — eu respondi — No momento, Mia, não esta muito contente comigo.

– Não é só com você, querida.

Ficamos em silencio. O fogo continuava a queimar a lenha.

– O que você acha ? — disse ele. Eu olhei para ele — Da historia do cabelo?

– Não sei — dei de ombros — Eu realmente quero acreditar que é um bom sinal.

– Anastasia esta fazendo bem á Christian — disse ele.

– Eu espero que sim — dei um sorriso — Mas já é tarde, Anastasia pediu demissão.

– Isso é uma coisa ruim — concordou ele.

– Já não sei mais o que fazer — minha voz saiu baixa. Tomei um gole do suco.

– Você já fez tudo o que estava em seu alcance, querida — Carrick se jogou no sofá e deu um suspiro longo. Fui até ele e me alinhei nele.

– Pelo jeito, não foi tudo — eu sussurrei — Foi um erro contar essa historia para Mia.

– Não acho que foi um erro — sussurrou ele — Acho que foi a coisa certa.

– Mas e a Anastasia? — perguntei — Ela saiu daqui com os olhos cheios de lagrimas. Acho que ela gosta de Christian, hoje de madrugada eu encontrei ela dormindo junto com Christian na cama.

– Sério? — disse ele — Acho que Christian também gosta de Anastasia.

– Ele fica diferente quando esta com ela — eu disse — Fica mais alegre, mais motivado a continuar em frente. Acho que ela jogou um feitiço nele.

Ambos sorrimos.

– Vou conversar com Anastasia amanhã, convencer ela a voltar para ele — eu disse — Espero que isso funcione.

– Christian pode mudar de ideia — disse Carrick — Você sabe disso melhor do que eu. Ainda tem muito chão pela frente.

– Quatros meses, Carrick — eu sussurrei — Só quatro meses.

Lagrimas caíram no meu rosto.

– Ficou pensando que talvez eu errei em concordar com Christian — eu falei, olhando para a lareira.

– Querida, você fez tudo o que estava em seu alcance — disse meu marido.

– Mas as vezes não é o suficiente, certo?

Carrick não respondeu. Olhei para ele e vi seus olhos fitando a lareira.

Então, as lembranças vieram com tudo.

***

Eu nunca tive a intenção de ajudar na morte do meu filho Christian.

Minha vida era razoavelmente estruturada — do tipo modernos. Eu estava casada com Carrick Grey, tenho três filhos e eu sou Doutora. Christian, um dos meu filhos, era dono de umas das empresas mais grandes de Seatlle. Eu estava orgulhosa dele. Sempre incentivava ele a continuar a crescer.

Então, aconteceu o acidente.

Até hoje eu lembro a data, dia 16 de Fevereiro de 2013. Era de manhã, eu já estava no consultoria médicos, cheia de consultas para fazer. Eu estava muito atarefada mas, então, eu ouço o meu celular tocar. Por um momento eu fiquei em duvida se eu atendia ou deixava cair na caixa postal. Até hoje eu agradeço a mim mesma por atender o telefonema. Carrick me contou que Christian tinha sofrido um acidente gravíssimo. Eu fiquei choque, não conseguia reagir a essa noticia. Não pensei duas vezes, peguei a minha bolsa e sai correndo do consultório médico sem nenhum explicação.

Os médicos me disseram que, se ele demorasse mais vinte minutos, meu filho estaria morto. Eles fizerem de tudo para salvar Christian. Mesmo com todas as quelas cirurgias, Christian não poderia voltar a andar.

No dia seguinte, eu sai para o jardim e comecei a gritar que nem uma louca. Eu estava furiosa com Deus, com a natureza, com qualquer destino que tivesse levado Christian e a minha família a isso. Eu estava tão furiosa que eu gritava bem alto para todo mundo ouvir a minha raiva, o meu desespero e a minha dor. Eu já tinha tomado uma garrafa inteira de conhaque, já estava tonta e cansada. Eu estava tão furiosa que tudo ao nosso redor podia se mexer, se curvar, crescer e se reproduzir e o meu filho — meu filho lindo, talentoso, cheio de vida, carismático e lindo — era apenas aquela coisa na cadeira de rodas. Imóvel e desabilitado. Eu gritei, gritei, até meu marido Carrick, sair e parar junto a mim, me abraçando e me dando carinho até que eu parasse de gritar.

Hoje, olhando para trás, percebo que fui ingenua e idiota.

A primeira vez que Christian me contou que queria fazer, ele teve que repetir três vezes a frase para que eu entendesse. Fiquei com coração partido mas fiquei calma — não ia dar uma de louca mais uma vez. Eu falei que ele estava sendo ridículo e sai do quarto na mesma hora. É uma vantagem desleal se afastar de um homem na cadeira de rodas, mas naquela hora não me importei muito.

Entrei no meu quarto, fechei a porta e me deitei na cama. Ainda podia ouvir as palavras calmas de Christian Grey ainda tilintando os meus ouvidos.

Acho que fiquei fitando o teto por uma hora.

Mas ele se recusou a desistir. Se tratando de Christian Grey, ele sempre precisava ter a ultima palavra. Não aceitava "não" como resposta. Repetia o pedido todas as vezes que eu ia ve-lô, até que um dia s tornava impossível de ir ve-lô. Ele sempre falava a mesma coisa "Não quero viver assim, mãe. Não é essa vida que eu pedi. Não há perspectiva na recuperação, praticamente todos os médicos já disseram isso, então é bastante logico e razoável pedir para acabar logo com esse meu sofrimento". E todas as vezes eu saia do quarto sem dizer uma única palavra, ia para me quarto, deitava na cama e chorava.

Eu ouvia ele e pude imaginar como ele deveria ser nas reuniões de negócios, na profissão que ele se tornou rico e arrogante. No fim das contas, ele era um homem que só precisava de um pouco há mais de atenção. Christian se tornou um homem que gostava de comandar, de ser duro no trabalho. Se tornou um homem arrogante e frio.

De certa maneira, ele dedicou toda a sua energia para me convencer a fazer esse contrato. Eu não concordava de maneira nenhuma. Ele ficou insistindo, insistindo e insistindo.

É só que o que não se pode compreender a respeito de maternidade, até que se tenha um filho cadeirante que antes tinha tudo. Não dá para entender o amor de mãe e filho. É claro que uma mãe que ama o seu filho, vai fazer qualquer coisa para ajudar ele. E eu, é claro, não estava fazendo nada disso. Não poderia suportar a dor de perder um filho.

Olhei para Christian e enxerguei o bebê que um dia eu segurei em meus braços, chorando e faminto. Eu estava incapaz de acreditar que eu tinha gerado um ser humano tão lindo dentro de mim. Vi a criança pequena de olhos cinzas ergue os braços para mim, pedindo colo. Vi a criança na época da escola chorando porque alguém zombou dele. Vi o amor entre filho e mão. E era isso que Christian estava me pedindo, todo aquele amor e toda aquela historia.

Só que eu não concordava.

Três semanas depois, eu entrei no quarto de Christian e encontrei ele deitado na cama. Christian me olhou curioso.

– Tudo bem.

Foi tudo que eu disse.

O que mais eu poderia fazer?

Notas finais
Amei escrever esse capitulo. Algumas coisas foram explicadas haha ♥ Espero comentários!! Beeijos, Até a próxima pessoinhas ♥