O Lado Bom Da Vida
13 Capitulo 12 - Sentimentos!
Notas iniciais
A primeira coisa que eu reparei quando eu abri os olhos, era o barulho de chuva caindo. Me levantei, me enrolei numa coberta e fui até a janela. Não era um chuva forte era fraca e e calma. Dei de ombros e fui com passos sonolentos para a cozinha. Encontrei Kate sentada no sofá tomando alguma coisa num xícara.
– O que você esta tomando? — perguntei. Kate deu um pequeno pulo de susto e olhou para mim.
– Bom dia pra você também — murmurou ela.
Dei um sorriso para ela.
– Chá — Kate respondeu — Você quer?
– Por favor — eu disse e me sentei no sofá — Não sei porque eu acordei tão cedo hoje, deve ser por causa da chuva.
– Nem eu sei o porque de eu acordar cedo também — respondeu Kate me entregando um xícara de chá. Tomei um gole. Esta quente e delicioso — A chuva começou agora pouco, espero que não me atrapalhe para ir ao trabalho.
– Kate, você esta de carro — eu disse. Kate deu uma risada e se sentou ao meu lado no sofá.
– Ana, acho que esse seu trabalho está ocupando muito o seu tempo — disse Kate depois de um momento em silencio.
Como é que é?
– Claro que não! — respondi.
– Claro que é, Ana! — Kate gritou. Olhei para ela de cara feia — Eu não te vejo mais aqui, quando eu te vejo é quando você esta desmaiada de sono no seu quarto! Nós não saímos mais como antigamente. Eu to sentindo a sua falta, Ana.
Fiquei calada com esse palavras.
Será que devo te lembrar que foi você que me apresentou esse emprego? Devo lhe dizer que foi você que disse para eu seguir em frente quando eu queria desistir? Devo te lembrar disso?
A raiva esta crescendo dentro de mim, respirei fundo e olhei em seus olhos.
– Christian precisa de muita atenção, Kate — eu fuzilei ela com o meu olhar.
– Eu sei...
– Não, você não sabe — eu cortei ela — A única coisa que você sabe é que ele é um cadeirante. Você pensa que um cadeirante não precisa de ajuda? Você acha que Christian não precisa de atenção? E só você precisa?
– Não era isso que eu queria dizer! — gritou Kate — Você sabe que não era isso, Ana.
– Me perdoa por isso, Kate — eu me levantei — Mas era isso que você queria dizer!.
E com isso, eu fui para o meu quarto. Peguei uma roupa qualquer e fui tomar um banho. Eu quero esquecer a nossa conversa e água ajudou um pouco com isso. Terminei, me sequei e vesti a roupa. Vi que era uma calça jeans, com uma blusinha preta básica e uma jaqueta jeans. Me olhei no espelho e vi que esta bom. Passei um batom e rímel e sai do quarto.
Encontrei Kate no sofá olhando para mim.
– Ana — eu ouvi ela me chamar mas já era tarde, eu já tinha saído do apartamento.
***
Droga, esqueci o guarda-chuva, eu pense quando sai do táxi. Fui correndo até a porta da casa de Christian. Toquei a campainha e esperei.
Para a minha surpresa, quem abriu a pota foi Mia Grey.
– Christian esta de cama hoje — ela disse — Não esta muito bem. Não sei se devo chamar o médico.
– Onde esta Taylor? — perguntei.
– Hoje é o dia de folga dele — ela respondeu. Espera aí, Taylor tem dia de folga agora? E eu?– Minha mãe saiu cedo hoje para uma reunião e eu tive que ficar aqui até você chegar.
– Hum. O que Christian tem?- perguntei.
– Ele esta com febre, muita febre — Mia abaixou o olhar — E esta um tempo feio lá fora e eu não sei o que fazer!
– Calma, eu estou aqui — eu abracei ela — Calma.
– Eu tenho que ir trabalhar — Mia sussurrou — Mas não quero deixar vocês dois sozinhos.
– Tudo bem, Mia — eu disse — Não precisa se preocupar, eu vou cuidar de Christian.
Só não sei como.
– Obrigada, Ana — Mia me abraçou — Você sabe o que fazer, né?
– Sim — concordei com a cabeça — Esta tudo bem.
Mia deu um sorriso e saiu pela porta. Percebi que ainda estava aqui fora, entrei para dentro e fechei a porta.
Porque ela não chamou um médico ou alguma coisa? Ela esta esperando que eu fosse um milagre?
Tirei as minha sapatilhas e deixei elas perto da porta. Com o tempo como aquele e Christian de cama, resolvi levar uma xícara de chá. Bati na porta do quarto, não houve resposta. Bati de novo,dessa vez mais forte.
– Sim? — sua voz estava rouca, como se eu tivesse acordado ele.
– Sou eu — como ele não respondeu, acrescentei: — Anastasia, Sr. Grey
– Pode entrar.
Abri a porta e encontrei o quarto escuro. Meu olhos teve que se acostumar com a escuridão.
– Posso abrir a janela, Christian? — perguntei.
– Sim.
Praticamente eu corri ara abrir janela. A claridade agora tomava conta do quarto. Olhei para Christian e encontrei o seu olhar. Meu coração parou por um momento, me senti com falta de ar. De manhã Christian ficava mais lindo ainda! Como isso era possível?
– Como você esta? — perguntei e me sentei no canto da cama, perto de seu pé.
– Eu estou bem — respondeu ele — Eu acho.
Ri com essa resposta. Christian estava enrolado num coberta e seu cabelo suado.
– O que posso fazer por você? — perguntei.
– Me levanta — respondeu — Eu estou cansado de ficar deitado.
– Como vou fazer isso? — perguntei. Eu já estava ficando desesperada!
– É fácil, Ana — disse Christian — Não precisa ficar preocupada. É só me levantar e me colocar sentado. O que tem tão difícil nisso?
Muita coisa, Christian. Eu poderia deixar você cair dos meus braços. Só de pensar nisso meu coração deu um pulo de preocupação.
Não dava para fingir que isso estava ficando estranho. Coloquei os meus braços em volta dele, seu cheiro me preenchendo o meu nariz, sua pele quente contra minha. Sua boca bem perto da minha. Por um momento eu achei que eu fosse beija-lo. Essa ideia me deixou histérica e eu tive que me concentrar em outra coisa.
– O que foi ? -perguntou Christian.
– Nada.
Então, contei até três e levantei Christian. Coloquei ele sentado na cama. Não foi tão difícil, foi até fácil, ele não tão pesado quanto imaginei que era.
– Meu deus, a sua mão esta gelada — comentou Christian.
– Se você se levantasse um pouco da cama, você iria reparar que lá fora esta chovendo — eu disse.
Christian me encarou. Por um segundo achei que Christian iria brigar comigo mas ele riu do meu comentário. Respirei aliviada.
– Deseja mais alguma coisa? -perguntei.
– Sim. Você -respondeu.
Meu coração de um pulo. O que foi que ele disse?
– Quer dizer, quero que você busque mais chá para mim — acrescentou ele.
Olhei bem para o seu olhos cinzas e balancei a cabeça. Realmente ele queria me dizer aquilo?
E, então fu buscar mais chá para Christian.
***
Depois de fazer as tarefas matinas, fui ver como Christian estava. Abri a porta e vi o seu rosto. Não de ver Christian assim, seu rosto estava pálido e com algumas machas vermelhas.
– Christian? — chamei, bem baixinho.
Não houve resposta.
– Christian? — chamei de novo.
Senti leves pontadas de pânico. Chamei seu nome mais três vezes e não houve reposta. Me debrucei sobre ele, não havia nenhum tipo de movimento em seu rosto, nem em seu peito. Sua respiração. Christian devia estar respirando! Meu deus. Encostei meu rosto em seu nariz, tentando sentir a sua respiração. Como não consegui, comecei a ficar histérica.
Ele se mexeu e abriu os olhos cinzas. Eu estava a centímetros de seu rosto.
–Desculpa — eu disse pulando para trás — Eu pensei... eu pensei...
Não consegui terminar a frase. Christian olhou para mim curioso.
– O que você estava fazendo? — ele perguntou.
– Nada — disse rapidamente — É que eu te vi tão quieto e sem respirar, pensei que você... — eu estava histérica e falando sem parar.
– Calma, Ana — disse ele- Calma, eu estou bem.
– Droga, eu pensei que você estava morto — eu gritei — Não conseguia ouvir ou sentir a sua respiração. Meu deus, como eu fiquei preocupada.
– Vem aqui, Ana — fui até Christian. Ele passou as mãos em volta da minha cintura e me abraçou — Eu estou bem. Me desculpa.
– Eu que peço desculpa — eu disse, percebi que eu estava chorando. Eu estou tão desesperada!
– Oh, Ana não precisa se desculpar, okay? — disse Christian.
Concordei com a cabeça e respirei aliviada.
Christian estava super bem.
Mas tarde, quando terminei de dar comida para Christian, resolvi colocar um filme para ele. Escolhei aleatoriamente o filme e apertei play. Fiz pipoca mais cedo e coloquei em dois recipiente. Dessa vez Christian não queria nada na boca, resolveu comer sozinho. Com pouco esforço ele conseguiu comer toda a pipoca. Quando eu vi, o filme já estava passando os créditos finais.
Passei o resto da tarde em seu quarto, não tirando um segundo se quer de Christian. Eu estava com medo de que algo acontecesse e eu não estaria por perto.
Mas tarde, quando estava escuro lá fora, a mãe de Cristian ligou para mim. Atendi na hora.
– Ana, me desculpa mas vou chegar um pouco tarde hoje — Sra. Grey disse bem depressa — Tenho uma reunião de ultima hora. Você poderia ficar ficar com Christian até eu chegar?
– Claro, Sra. Grey — eu disse — Mas e Mia?
– Mia não gosta de voltar para casa depois do trabalho — disse ela — Mia prefere sair para curtir.
Hum. Okay — eu disse — Não tem problema, eu fico com Christian até você chegar.
– Obrigada, Ana — disse e desligou.
Olhei para Christian.
– Parece que eu vou ficar aqui enchendo mais o seu saco — eu dei uma risada. Christian sorriu e balançou a cabeça.
Meu celular tocou de novo, peguei ele e olhei na tela. Vi que era Taylor.
– Oi, Taylor — eu disse.
– Ana — disse ele — Espero que não seja problema para você ficar ate tarde hoje.
– Como você sabe? — perguntei.
– Sra. Grey me ligou — ele disse. Ah, agora estava tudo explicado. — Se você quiser eu fico com Christian.
– Não, tudo bem — eu disse rapidamente — Pode curtir o resto do se dia.
– Ana não precisa ficar cuidando do Christian, eu vou ai cuidar dele — Taylor disse, ele esta sendo muito persistente.
– Taylor não precisa — eu disse — Realmente não precisa. Eu vou ficar aqui até a Sra. Grey chegar, não vai demorar tanto. Vai ser rapidinho.
– Se é isso que você quer, tudo bem — disse Taylor do outro lado da linha — Tudo bem mas qualquer coisa você me liga, okay?
– Eu te ligo, Taylor — eu disse — Não se preocupe.
Eu desliguei o celular.
– Parece que todo mundo resolveu se preocupar comigo do que com você — comentei.
Christian deu uma leve risada e fechou os olhos. Fui até ele e coloquei a palma da minha mão em sua testa. Não estava tão quente, a temperatura tinha abaixado mas mesmo assim, molhei um pano e coloquei em sua testa.
– Espero que você melhore — eu sussurrei.
***
Eu estava lendo um livro, numa cadeira ao lado da cama de Christian, quando eu ouço ele se mexer. Olho para ele.
– Christian ? — chamei.
– Que horas são, Ana? — perguntou ele sonolento.
Peguei o meu celular e me assustei com a hora.
– Quase dez da noite — eu respondi.
A Sra. Grey não deveria demorar tanto assim, pensei.
– Você não devia ir para a casa ? — perguntou ele.
– Não sei — dei de ombros — Vou ficar aqui até quando a sua mãe chegar.
– Acho que ela vai demorar mais um pouco — disse Christian — Quando é assim, ela sempre demora a chegar.
– Então, pelo jeito eu vou passar a noite aqui — eu disse.
Passar a noite aqui? Sério isso, Ana? Mas era a unica opção.
Christian deu uma risada.
– Acho que eu vou gostar dessa ideia — disse ele.
Meu coração parou de bater por um momento, meu rosto começou a queimar, minhas mãos a suarem de nervosismo. Passar a noite com Christian parecia uma ideia ruim e ao mesmo tempo boa.
– É, eu acho que também eu vou — confessei.
Pouco tempo depois, Christian fechou os olhos.
***
Pouco antes das onze vi que Christian estava suando, sua respiração ficou mais lenta e curta. Dei um remédio para febre e um copo de água. Christian me olhou e sorriu.
– Você pode deitar comigo na cama — disse como se fosse normal isso.
– Hum.
Meu coração bateu rápido quando eu me deitei ao seu lado na cama. Era confortável e aconchegante. O calor de braço, quando tocou o meu, se espalhou em meu corpo. Mas não o calor da febre era o calor do contato físico. Minha respiração ficou rápida, meu coração batendo fortemente. Olhei para Christian e seus olhos estavam fechados.
Fiquei um tempo olhando para ele e eu fiquei admirada pela a sua beleza. Christian era um homem escupido, não poderia haver tanta beleza em só uma pessoa. Meu coração se apertou e eu dei um suspiro longo.
– Christian — eu o chamei.
Não houve resposta.
– Você esta dormindo? — perguntei.
Então, ele virou a cabeça para me olhar. Seus olhos cinzas estavam claro, cheios de desejo. Seu rosto estava corado, por causa do calor. Seus cabelo estavam bagunçados.
O rosto de Christian estavam tão perto do meu que eu pude sentir a sua respiração quete contra o meu rosto.
E então, aconteceu.
Christian se inclinou para frente e encostou os seus lábios nos meus. Sua boca era macia e quente, sua linguá abriu caminho para dentro de minha boca. O beijo foi se aprofundando e quando eu vi eu já estava em cima dele. Eu estava beijando ele com paixão, como se não houvesse nada ao nosso redor. Christian estava me beijando com paixão! Passei a minha mão em seu cabelo sedosos e o trouxe para mais perto de mim.
Eu não queria pensar em mais nada. Não queria pensar no dia de manhã. Só queria pensar em nós dois, em nosso beijo.
Quando nos separamos, me deitei ao seu lado, ainda olhando em seus olhos cinzas.
– Eu queria ter feito isso antes, Anastasia — disse ele.
– Eu também queria, Christian — confessei.
O sono nos surpreende quando ainda estamos abraçados.
Fale com o autor