O Labirinto de Thunderspire

2 Prólogo I - A Troca


Notas iniciais
Primeira parte do prólogo da história que introduzirá os personagens e seus motivos para irem à Montanha Thunderspire. Nesta parte, Allon é convidado a colocar seus dons bárdicos à prova quando uma proposta deveras tentadora lhe é feita.

I. A Troca

Allon vagava lentamente por Winterhaven, onde permanecia há uma semana. As ruas estavam calmas e o som de sua flauta alegre soava enquanto ele pulava de pedra em pedra na rua. Ao passar por uma loja, porém, ouve um homem chamando sua atenção.

“Hey, bardo, venha aqui!”, disse ele. Era um homem careca e de barba ruiva que usava vestes de cor marrom morta e que poderia perder alguns quilos. “Gostaria de ganhar um pouco de dinheiro?”

Allon parou de tocar a flauta e sorriu.

“Sempre...”, disse malicioso. Os olhos negros brilhando.

“Então entre”, o homem apontou para sua loja. Allon entrou logo em seguida e o vendedor fechou a porta. O lugar era abafado e tinha um cheiro esquisito. O gnomo tapou o nariz por um tempo e depois passou a respirar pela boca. “Ouvi de suas histórias de sucesso, bardo. Admito que fiquei impressionado e é por isso que pretendo contratar os seus serviços”.

“É bom saber que a fama me faz justiça”, respondeu o bardo com uma leve reverência. “O que devo fazer, pois, para lhe ser útil”.

“Acho que já tenha ouvido falar do Hall dos Sete Pilares, estou certo?”

As orelhas do gnomo pareceram tremer e ele fez uma cara pensativa. “Aquele que fica na Montanha Thunderspire? O que tem ele?”

“Ele é um ótimo lugar para trocar mercadorias. Eu fiquei de encontrar com um colega chamado Gendar lá, mas não chegarei a tempo. Preciso realizar a troca de um item com ele”.

Allon riu em deboche. “Já entendi. Você quer que eu vá até lá, entregue o item a ele, pegue outro item em troca, volte aqui e te devolva o item?”

“Você aprende rápido, bardo.”

“São os anos de experiência”, disse o gnomo alisando o cabelo verde e curto.

“Posso então contar com sua habilidade de realizar uma troca em segredo?”

“Tudo bem. Vamos primeiro discutir a comissão financeira pelo trabalho, ok?”

Os dedos de Allon roçaram entre si em um típico gesto monetário.

“Ah, sim, claro. Se você fizer isso para mim, receberá cem maravilhosas peças de ouro!”

“Cem míseras peças de ouro?”, disse Allon surpreso. Ele fechou os olhos e levantou o rosto em pose superior. “É melhor que encontre outro aventureiro louco o bastante para ir até a Thunderspire realizar sua tarefa”.

O vendedor pareceu apreensivo e nervoso com a recusa do bardo.

“Ok, ok. Duzentas peças de ouro!”

Allon abriu um dos olhos e o fechou logo em seguida, ainda com ar superior.

“Tudo bem! Quatrocentas e vinte peças de ouro! É minha última oferta!”

O bardo sorriu e relaxou a cabeça. Os orbes negros brilharam em sua face.

“Agora está falando minha língua, vendedor. Onde está o item?”

“Aqui. Lembre-se que é uma troca sigilosa. Entregue-o somente a Gendar. Quando encontrá-lo, diga que Bairwin Wildarson o enviou. Tudo bem?”

Bairwin entregou uma caixa de metal comprida e lacrada que Edonn examinou com cautela antes de guardar dentro de sua bolsa.

“Seu desejo é uma ordem, senhor.”

E, após uma longa reverência, o bardo saiu da loja após recomeçar a tocar sua melodia favorita com sua flauta.

Notas finais


Espero que tenham gostado. Foi bem simples, mas é para colocar ritmo à trama apenas. Comentem. o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.