P.O.V. Jack.

A campainha tocou e eu atendi. E lá estava uma garota linda.

—Obrigado pelo elogiu. Eu estou procurando Lúcifer Mornigstar. Ele mora aqui não mora?

—Mora.

—Renesmee Cullen. A que devo a honra da sua visita.

—Preciso de socorro. Não pra mim, mas pra minha filha.

—O que aconteceu?

—E você deve ser a detetive Decker.

—Sou eu.

—É um prazer finalmente vê-la pessoalmente.

—Ela é...

—Uma híbrida vidente.

—O que a Jean aprontou dessa vez?

—Um feitiço que deu errado. Ela acidentalmente trouxe alguém do passado para o nosso tempo e agora o cara tá na cadeia.

—Espera isso é possível?!

—O seu namorado é o Diabo garota! Tudo é possível.

—Em que distrito está o garoto?

—No seu. Pode tirar ele?

—Posso.

—Tipo, agora.

—Claro.

Fomos todos para a delegacia onde estava uma garota meio gótica e um rapaz preso.

—Detetive Decker.

—Deixa o menino sair. Eu quero interrogá-lo e ai ele está livre pra ir.

—Vamos.

Levei o garoto para a sala de interrogatório e ele disse:

—Eu quero falar com a Jean. A Jean Mikaelson.

—Tudo bem. Ache essa Jean Mikaelson.

—É a minha filha eu vou buscá-la.

A garota de vestido entrou e se sentou.

—O que está acontecendo? Porque estão me prendendo?

—Porque eles acham que você é louco.

—Mas, eu fui verdadeiro. Contei o que aconteceu. Você devia estar com medo da fogueira.

A garota riu.

—Ninguém mais é queimado vivo querido, os mortais pararam de acreditar em bruxas á um bom tempo.

—Você é uma bruxa?

—Sou. Eu sou uma bruxa Mikaelson.

—E ela é metade vampira.

—Sim. Verdade.

—Vampiros também?

—Sim. Eu sou filha de um dos Originais.

—Originais?

—Um dos primeiros vampiros do mundo. Os Originais.

—Puta que pariu! O que mais tem por ai?

—Tudo. Tudo o que você imaginar. Fadas, demônios, bruxas, vampiros, híbridos, lobisomens, doppleggangers, imortais, nefilim como Jack, anjos como Lúcifer e Castiel. Todas as histórias que já te contaram, cada conto, cada lenda é tudo verdade. Aparições, fantasmas, metamorfos, transformos, viajantes etc.

—Viajantes?

—Os primeiros bruxos. Eles podem entrar no corpo de alguém e habitar nele. Mas, não chame um viajante de bruxo, eles ficam ofendidos. Assim como os conjuradores, chamar um conjurador de bruxo é como chamar um atleta de marombeiro.

—Tudo bem. Como eu sei a diferença entre um conjurador e um viajante?

—Você não sabe. Eu sou viajante, mas eu não ligo de ser chamada de bruxa. Nem a minha filha, a gente não tem essas frescuras.