Notas iniciais
Último capítulo :( Chorando aqui^^ Quero muito agradecer a todos que estão acompanhando, que se emocionaram junto comigo, que torceram por seus favoritos, que comentaram e deram suas opiniões... Espero que vcs gostem do desfecho^^ Leiam as Notas Finais... ;)

Estou deitada numa cama macia, um aroma de rosas no ar e um frio agradável...

Havia saído de um banho maravilhoso e reconfortante há pouco. Minha equipe de preparação fazia minhas unhas e sobrancelhas, e me depilavam.

Ainda mal posso acreditar em tudo o que aconteceu. Em uma semana, 23 tributos, antigos colegas de acampamentos, foram mortos de formas cruéis. Eu, por sorte talvez, fui a única sobrevivente.

Assim que o canhão anunciara a morte de Percy, as bestantes foram embora. No momento seguinte um refletor acende em cima de mim. Jogam uma escada e eu subo até um aerodeslizador.

Ali dentro, fui orientada por sátiros até uma salinha, onde permaneci até o fim da viagem. Horas depois, estávamos em Nova Roma e fui trazida ao Centro de Treinamento, à cobertura do edifício, o lugar destinado aos vencedores.

Então agora estou sendo preparada para à apresentação aos Idealizadores e habitantes de Nova Roma como a vencedora da 49° edição. Como de costume, o progenitor do vencedor se faz presenta à cerimônia. Minha mãe, Atena, estará lá.

Quando Milla, Drew e Portia terminam comigo, elas vão embora. Grover bate a porta e entra.

Pulo em seus braços num abraço sincero. Ele corresponde com o carinho e nós ficamos alguns minutos chorando abraçados, sem dizer uma palavra.

– Pare de chorar, ou vai ficar com os olhos inchados para a apresentação... – enfim ele fala em meu ouvido – Vai ficar tudo bem!

– Não vai, não... – eu choro – Nunca mais será a mesma coisa...

– Você precisa falar com alguém... – ele diz, afrouxando o abraço.

Ele vira e vai até a porta. Abre e Finnick entra, com uma expressão triste. Grover me abraça mais uma vez e nos deixa a sós. Eu começo a chorar descontroladamente, ao vê-lo e lembrar na hora o rosto de Percy.

Finnick Odair era o que se podia chamar de exemplo de beleza física. Cada músculo no lugar certo, rosto bonito, nariz afilado, pele bronzeada, sorriso perfeito, olhos verdes. Mas sua expressão triste apagava um pouco de seu brilho. Pela primeira vez na vida o via usando uma camisa e calças que cobriam suas pernas por completo.

– Porque ele me mandou falar com você? – falo entre soluços, enxugando as lágrimas com as costas das mãos.

– Percy queria que eu lhe dissesse algo... – Finnick começa – Seu plano inicial era organizar uma rebelião, mas ele sabia que suas chances eram mínimas. Ele sabia que com poucos aliados, não havia como ser bem sucedido. Por isso, ele tinha um plano B. E ele incluía você!

Minhas mãos gelam.

– Percy sabia que você é a pessoa mais influente do acampamento... – ele continua – Querendo ou não. Ele me disse que se tudo desse errado teria em mente uma única e derradeira meta: Manter você viva! Com sua influencia e na qualidade de vencedora dos Jogos, é a líder perfeita para uma revolução. Você é o tordo!

Então me lembro do broche do tordo que Damien havia me dado. Ele deve ter caído em algum lugar na arena. Finnick põe a mão no bolso e retira um broche idêntico. Na verdade, o mesmo.

– Cuidei pessoalmente para que ele fosse recolhido e voltasse para suas mãos – ele me entrega – Considere como um agradecimento por ter levado Percy à final.

– Obrigada! – dou um sorriso sincero – Mas, o que explica ele ter tentado me matar?

– Percy nunca pensou em te matar! – ele diz – Aquilo foi a sua última tentativa de mantê-la viva!

– Como? – me levanto.

– Quando os Idealizadores o vissem enforcando você, pensariam que ele venceria o Jogo naquele momento, tornando os cães infernais desnecessários. Eles fizeram as bestantes se aproximarem mais devagar, de modo que Percy, segundo seu próprio plano, teria tempo de desmaia-la. Quando os Idealizadores percebessem que você caiu, mas continuava viva, mandariam as feras atacar Percy. Ele seria morto sem que você visse... Então, você, imóvel, não seria alvo do ataque delas. E seria a vencedora!

A imagem de Percy sendo destroçado pelos cães infernais invadiu minha mente e comecei a chorar de novo. Senti os braços de Finnick me abraçando.

– Como ele sabia que elas o atacariam, e não a mim? – pergunto.

– Eu já estive na arena Annabeth. – Finnick responde – Eu conheço cada regra dos Idealizadores e entendo como a mente doentia de Seneca Crane funciona. Como fui um dos mais populares sobreviventes da arena, sempre pude andar livremente entre eles. Em sete anos pude observar suas artimanhas... Eu tinha certeza que com uma garota desmaiada e um garoto em pé, eles a manteriam viva. Os Idealizadores valorizam vencedores do sexo feminino. Temos poucas campeãs por aí...

Penso nos Jogos que eu assistira. De fato, a quantidade de garotas que ganharam foi bem menor que de garotos.

Alguns minutos depois, Finnick vai embora e Damien aparece. Pulo em seus braços, mas choro mais.

– Parabéns garota! – ele diz – Eu sabia desde o início que conseguiria!

– Obrigada por me manter viva! – agradeço.

– Não precisei me esforçar muito! – Damien diz com um sorriso – Você conseguiria mesmo sem o meu apoio.

– Suas dádivas foram de grande importância... – eu falo – Sem elas eu não teria sobrevivido.

– E então? Preparada para sua glória?

– Na verdade, não...

– Vou chamar Grover. – Damien decide – Ele lhe deixará pronta.

Meu mentor levanta e se encaminha até a porta, mas volta alguns passos e diz, com uma piscadela.

– Lidere a revolução! Seja o tordo!

E vai embora.

Algumas horas depois estou de frente para o espelho, admirada com o trabalho de Grover e da minha equipe de preparação. O vestido branco gelo que me prepararam descia até o chão, os braços feitos de renda, o pescoço em V. O tecido era um pouco pesado, mas nada incomodo. Havia babados abaixo da cintura, com imagens de corujas voando. Com olhar atento, os babados lembravam ondas. Mar. Percy.

Meu cabelo estava dourado, preso em uma trança embutida, enfeitada com mechas azuladas. A maquiagem me dava uma expressão inabalável. Meus lábios cor-de-rosa bem desenhados e os cílios postiços cintilavam.

– Não levante muito os braços ainda... – Grover aconselha – Apenas quando pedirem que estiver no palco. Então, mostre todo o seu glamour.

Sou encaminhada até os bastidores de um palco magnífico. À minha espera, milhares de cidadãos de Nova Roma clamavam meu nome. Os Idealizadores estavam a poucos metros, esperando para me apresentar a todos como mais uma de suas pérolas.

Dou alguns passos. A luz invade meus olhos e escuto gritos e aplausos vindos da plateia.

– Annabeth! Annabeth! – eles gritavam.

Vou até o centro do palco. Cada movimento saindo automaticamente. Eu acenava e sorria para as centenas de flashes. Então, dou uma volta. E outra. Levanto os braços, e de repente, meu vestido começa a pegar fogo.

Entro em desespero por alguns segundos, mas identifico Grover na plateia e ele sorria para mim. Continuo girando. A fumaça subia, mas eu não sentia calor.

Então vejo minha própria imagem em um dos telões. Meu vestido estava preto, mas era um preto reluzente. E não era tecido, eram penas! Abri os braços e vi asas. A multidão silenciou por um segundo, mas logo um murmúrio correu pela plateia. Grover me vestiu como um tordo!

Posso sentir os olhares furiosos dos Idealizadores por trás de mim. No entanto, decido seguir com o plano de Percy. Levaria seu legado para frente!

Levo os três dedos médios da mão direita até a boca e ergo para os cidadãos. Muitos deles me imitam. Outros balançam a cabeça negativamente.

Que se inicie a revolução!

Notas finais
"O Jogo dos Semideuses" acabou, mas a história não para por aqui! Em breve estarei postando mais um capítulo aqui com a sinopse e o link da continuação. Muitos leitores pediram continuação, então assim estou fazendo. Por favor, preciso que me digam se pretendem mesmo ler a continuação... ;) Tchauzinho, e até muito em breve! Amo vcs