Notas iniciais
Desculpem pela demora, mas aqui está.

Eu estava me sentindo péssima mesmo estando ao lado da deusa da juventude Hebe. Ophellia e Julian andavam com as armas em punho no caso de sermos atacados.

Eu sentia minhas forças diminuírem a cada minuto que caminhávamos pelo Mundo Inferior. O pior era que não havia nenhum palpite sobre o que poderia estar me atingindo.

Sempre que eu me sentia a ponto de morrer de frio Ophellia me abraçava para me esquentar.

Ela podia ser filha do maluco do meu melhor amigo, mas de loucura ela não tinha nada. Gentil e cuidadosa. Eram qualidades que Huracán tinha comigo antes do anuncio de que ele era um deus.

Hebe dizia que Huracán era um deus diferente. Um deus que sofreu por séculos com as consequências de sua rebeldia, mas que finalmente encontrara o que precisava ao lado de Héstia.

Há algumas décadas atrás era possível encontrar semideuses filhos dele, mas que hoje em dia já não era fácil para eles viverem. Tornara-se raro encontrar um filho dele. Hebe contara em detalhes algumas de suas histórias.

De acordo com Ophellia, ela deveria ter morrido há cinco milênios atrás. Eu pedi que ela nos contasse sua história já que Julian não parecia querer compartilhar algo conosco.

O Terceiro Reino era como chamavam o reino de Huracán. Um dos três reinos de fogo.

Após duzentos anos de conquista, o reino ainda enfrentava rebeliões constantes de mortais que eram contra os deuses. Os filhos de Huracán que moravam no reino foram mortos como forma de protesto contra o deus, mas havia uma sobrevivente. Ophellia.

Quando souberam que restava uma filha de Huracán no reino, um grupo de rebeldes a sequestraram e a trancaram em uma cabana afastada da cidade central. Ela ficaram amordaçada e amarrada, incapaz de qualquer coisa. Sua mãe fora morta momentos antes de sua prisão repentina.

Os rebeldes atearam fogo à cabana com Ophellia ainda dentro.

Apesar de ser um deus, Huracán não fazia ideia do que estava acontecendo até que ouviu as últimas palavras da reza de sua filha.

A fúria de Huracán foi devastadora. Ele se materializou no lugar onde o incêndio estava ocorrendo. Todos os rebeldes presentes foram mortos de forma cruel enquanto a cabana ardia em chamas, mas quando ele terminou o extermínio, era tarde demais.

Huracán caiu de joelhos em frente aos destroços da cabana. Não havia mais nada a ser feito. Ela se fora como os seus outros filhos. A última descendente havia morrido.

Uma forte luz vinha debaixo dos destroços que começaram a se mexer violentamente. Um bebe começara a chorar.

– Quando chego a uma idade avançada – dizia Ophellia – meu corpo se ateia em chamas e então ressurjo das cinzas como um bebe.

– Quando um deus sucumbi à raiva extrema ele é consumido pelas trevas – continuou Hebe – Por isso Zeus reviveu Ophellia, mas teria que carregar o fardo de ser um pássaro de fogo. Com o passar dos tempos o nome de Ophellia foi sendo alterado até ficar conhecida como Fênix.

– Sou a primeira fênix, mãe de todas as outras. – confirmou Ophellia.

O mundo inferior não parecia como eu sempre imaginei, era mais bonito.

Comecei a me perguntar se os outros estavam bem e o que acontecera com o meu pai, se ele estaria bem ou não.

Uma forma de homem se materializou a nossa frente. Depois de um bom tempo, Huracán voltara a ter forças para aparecer novamente.

– Vocês precisam se apressar. – dizia ele com preocupação.

– Está acontecendo alguma coisa pai? – perguntou Ophellia.

– Cronos e Porfírio estão chegando para destruir a casa.

A forma dele tremeluziu. Huracán olhou para Julian.

– Leve-as até Pontos, você conhece o caminho. Há um deus que pode trazê-los.

Huracán estremeceu e sua imagem desapareceu.

Ophellia e eu olhamos para Julian com um ponto de interrogação pintado em nossos rostos.

– Você já esteve no Mundo Inferior antes? – perguntei.

– Nunca cheguei a entrar no reino de Hades, mas eu já passei em torno das entradas. O mar de Pontos possui muitas utilidades e eu morava próximo a ele.

– Então o deus Pontos nos ajudará? – perguntou Ophellia.

– Receio que não. Pontos está adormecido há milênios. Apenas um deus navega por aquelas águas e ele não é muito amigável.

Ao menos tínhamos um destino em mente mesmo que pudesse ser um caminho perigoso.

O deus nórdico do mar certa vez comentara de que precisávamos apenas cruzar o oceano para chegar a cada da esperança, ou fora Nix quem dissera? Seja quem for por hora tínhamos que nos preocupar em sair do Mundo Inferior e Julian nos guiaria até o mar de Pontos.

Entrar no Mundo Inferior foi fácil, mas sair seria outra história. As proteções do Mundo Inferior foram feitas para que ninguém pudesse sair. Morto ou vivo.

Hebe nos contara durante a excursão de Julian de que as saídas do Mundo Inferior estavam mais severas, pois Huracán não queria que algo saísse.

– Tipo o que? – perguntei.

– Não sei. Huracán e Hades deixaram claro de que ninguém precisava saber.

– Ouvi falar de que era algo que estava abaixo do Tártaro. – disse Julian segurando uma adaga que mais parecia um facão.

– Existe algo abaixo do Tártaro? – perguntou Ophellia.

– Nenhum deus jamais comentou algo do gênero. – respondeu Hebe passando a mão sob o queixo pensativo – Pelo menos não no Olimpo. Se houver algo lá embaixo não deve ser bom.

À frente o céu começava a ficar mais claro.

– Alguém está facilitando a saída. – disse Julian – Era pra ter acontecido algo há uns minutos.

Uma risada diabólica começou a ecoar a nossa volta.

– Você tinha que falar. – reclamou Ophellia.

– Com a minha ajuda vocês sairão fácil dos meus domínios. – disse a voz – Mas antes vocês precisam resgata-la. Virem-se e verão uma fenda. Quero que sigam até o fim.

Nos viramos e lá estava a tal fenda. O céu parecia ter participação de Nix, a deusa da noite. Não sei quem ele era, mas ele acabou com a minha felicidade de sair do Mundo Inferior.

– Não estamos mais no Mundo Inferior. – comentou Hebe um pouco assustada – Estamos no Tártaro.

– Quem em santa consciência nos traria pra cá quando estávamos a apenas um passo da nossa liberdade? – reclamou Julian.

Embora estivéssemos bastante irritados, nós entramos na escura fenda que era uma descida com paredes muito nojentas. Haviam poças de sangue em toda a parte. Os canos de energia presos na parede pareciam levar sangue ao invés de energia.

Uma sala que estava a nossa frente brilhava intensamente com diversos archotes em chamas e um cristal enorme no centro parecia ser a fonte de energia.

Eu podia jurar de que alguma coisa pulsava dentro daquele cristal. Armas estavam jogadas ao chão como se uma batalha tivesse ocorrido ali. Em um canto havia um amontoado de cordas cortadas.

Avançamos mais um pouco e o que estava atrás do cristal entrou em nossa visão.

Um corpo jazia no chão com uma perna despedaçada ao meio, mas ele parecia vivo. Com as mãos apoiadas no corpo estava uma garota de cabelos negros e curtos. Ao lado um tigre branco com manchas de sangue tentava acalma-la.

Emilly estava aos prantos.

– O que aconteceu? Você está bem Emilly? – Ophellia apressou-se em perguntar.

Ela levantou a cabeça com os olhos vermelhos de tanto chorar, e então percebi de que o corpo no qual ela estivera debruçada era o de Daniel.

– Ele a levou. – dizia ela soluçando entre as palavras – Cronos a levou na minha frente.

As armas ao chão denunciavam, mas Emilly confirmara. Certamente eles lutaram contra um exercito liderado por Cronos.

– Aquela voz... – começou Julian.

Ela tentou se equilibrar para levantar.

– Tártaro jurou me ajudar a sair de seus domínios. – respondeu ela já em pé, olhando para o corpo adormecido de Daniel – Fico feliz que ele tenha cumprido a parte dele no trato.

– Estamos na ala do coração dele não estamos? – quis saber Julian que olhava constantemente para as poças de sangue ao redor.

Emilly assentiu.

– Vou cuidar de seus ferimentos – eu disse a ela – Hebe você pode cuidar de Daniel?

Ela disse que sim cm um aceno de cabeça.

Emilly sentou em um pedaço do que parecia ser uma pedra e então invoquei um pouco de água da concha que meu pai me dera e o manuseei como uma luva para cuidar dos ferimentos dela.

A água tinha propriedades curativas, isso dependia de meus pensamentos.

O tigre branco se aproximou de mim ronronando em minha perna.

– Também senti saudades Dexter. Depois deixarei seus pelos brilhando como se fossem novos.

Ele pareceu se animar com a ideia.

Emilly ficara em silêncio durante todo o processo de cura. Ela não tirava os olhos de Daniel. Ela certamente estava perdida em meio a tantos pensamentos.

– Ele vai ficar bem. – eu disse para tentar acalmá-la – Hebe sabe o que faz.

– Eu sei. – disse ela finalmente – Cronos armara uma armadilha. Ficou fora de controle quando percebemos. Por onde andaram?

– Estávamos nos limites do Mundo Inferior quando a voz do Tártaro nos trouxe. Huracán disse que há um deus que nos levará à casa da esperança.

– E os outros?

– Eu não sei. Huracán parecia preocupado quando apareceu. A casa da esperança está em perigo. Os outros ainda não chegaram até lá. Estamos divididos novamente.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.

– Daniel disse que um escolhido de Atena e outro de Huracán morreriam.

– Quem disse isso a ele? – quis saber Julian.

– O oráculo.

Hebe fizera um curativo adequado à parte da perna que sobrara de Daniel.

– Que fique bem claro – disse Tártaro de repente ao ver que estávamos prontos para ir – A próxima vez em que nos vermos não me lembrarei deste momento de solidariedade. Seremos inimigos.

Todos nós concordamos e o lugar ao redor começou a tremeluzir. Estávamos às margens de um extenso mar.

Finalmente fora do Mundo Inferior.

– Este é Pontos, o deus primordial do oceano. Dormindo para toda a eternidade.

Caminhamos pela praia sentindo a brisa marítima que nos relaxava. Hebe levava Daniel aos braços.

– Não se deixe dormir. – alertou Julian – Morfeu colocou um feitiço de sono para que Pontos não acordasse antes da hora.

– Antes da hora? – questionou Ophellia.

– Morfeu só me disse isso. Ele disse que Huracán o ameaçara para não falar mais do que isso.

Emilly parecia mais relaxada, talvez fosse por causa da brisa marítima, mas uma parte de mim preferiu acreditar que fosse vontade própria.

Eu me sentia bem depois que encontramos Emilly, Daniel e Dexter, mas eu ainda não entendera o que acontecera para deixar Emilly tão desesperada.

– Acho que estou pronta. – disse Emilly de repente.

– Para o quê? – perguntei.

Ela não respondeu de imediato, parecia estar aproveitando a brisa de Morfeu.

– Cronos levou Ana e acho que ele pode ir atrás de Ysla também.

– Ele não pode. – disse Ophellia entrando na conversa – Ysla é mais afetada por essa conexão do que Ana. Pude sentir isso. Ysla parece ter uma ligação com outro deus.

– Quem seria? – perguntei.

– Eu não sei. Essas conexões são como linhas de fogo. Cada um possui uma intensidade, é assim que eu sei que Ana e Cronos estão conectados, mas em todos esses séculos eu nunca senti uma ligação forte como a de Ysla.

– Ela deve estar conectada com Ele. – arriscou Julian, também entrando na conversa – O tal deus que está despertando.

– Até que faz sentido.

Os olhos de Emilly ficaram vermelhos de repente.

– Eles estão aqui. – disse ela num sobressalto.

– Quem? – perguntou Julian.

– Os Soldados Negros.

De fato algo sombrio parecia estar se aproximando de nós quando olhamos para trás.

Alem de serem imprevisíveis eles eram muito fortes. Doze semideuses não foram parei para derrotá-los em Atlântida.

Eles ganharam formas de pessoas quando se aproximaram. Eu não sei se estava recuperada o bastante para entrar em uma batalha.

Alguns deles tinham enormes chifres como um sátiro e traziam longas espadas que se fundiam ao seu corpo obscuro. O mesmo podia ser dito dos escudos de tamanho exagerado que eles traziam consigo.

Mesmo sem saber se minha condição física iria suportar, eu desembainhei minha espada.

As sombras caminharam lentamente para a nossa direção quando de repente um estrondo soou por toda a praia.

As sombras que estavam prestes a nos atacar viraram pó negro.

Uma luz piscava perto da costa. Um navio pirata enorme se aproximava da praia, mas parou de repente, caso contrario iria ficar encalhado. Então um barquinho se materializou ao nosso lado.

– Embarquem. – disse uma voz grossa vindo do navio pirata.

O navio era como aqueles que eu vira nos filmes. Um mastro enorme com velas gigantes. O navio aparentava ter mais de mil anos e crostas intermináveis de sujeira e corais que por infelicidade também atingira a pele de toda a tripulação que nos olhavam curiosos.

– Bem vindos ao Holandês Voador. – disse um homem com chapéu de capitão e trajes típicos de um pirata – Fico feliz em poder ajudá-los a atravessar o mar de Pontos.

Sua face era um pouco difícil de compreender, pois alternava constantemente entre um molusco e um belo homem de barba negra e olhos azuis.

– Meu nome é Davy Jones – continuou ele – Sou um dos responsáveis por levar os mortos ao outro lado.

– Um deus da morte. – disse Emilly – Posse sentir a morte que o rodeia.

– De fato princesa. Sou um homem condenado a levar e ceifar almas para i mundo dos mortos até que eu seja substituído. Essas são as únicas ordens que devo obedecer. Uns me chamam de monstro enquanto outros me bajulam como um deus. Eu sou o mar e a morte.

– Obrigada por nos salvar Sr. Jones. – agradeci.

Ele assentiu e voltou-se para a tripulação.

– Senhores, por hora teremos visitantes, então se comportem como se não fossem condenados. – pude ver que alguns davam altas risadas com o que o capitão dissera – Içar velas, força total a noroeste. Temos uma entrega a fazer.

Finalmente um ambiente no qual eu me sentia completamente confortável, o mar, embora aquele fosse o corpo de um deus adormecido.

Se eu ainda não estava recuperada aquele fora o momento no qual eu ganhara vida. Senti todas as minhas energias de volta.

– Sei o que está sentindo. – disse o capitão ao meu lado.

Depois que as ordens foram dadas eu me dirigi para a mureta do navio para observar o mar, enquanto Hebe levara Daniel para o andar inferior para tratar melhor dos ferimentos dele. Ophellia, Julian e Emilly foram explorar o navio. Dexter ficara ao meu lado, seu pelo estava brilhando.

– Sempre amei a simples ideia de ficar próximo ao mar. Depois que Calipso me amaldiçoou... Bem, você conhece a história não?

– Você só pode voltar à terra a cada dez anos.

Ele assentiu com um olhar triste e distante.

– Se não fosse por Huracán eu teria matado vocês. Por obrigação é claro. Sou protetor das fronteiras de Pontos, mato primeiro e pergunto depois. Seria difícil matar uma irmã.

– Você é filho de Poseidon? – perguntei animada.

– Sou um semideus como você, mas fui transformado em um deus. Tentei ajudar Poseidon em Atlântida, mas aquelas coisas apareceram e tive que ficar aqui.

– O que exatamente são aquelas sombras?

– Os Soldados Negros fizeram parte do exercito primordial, eles protegiam as fronteiras do paraíso e inferno primordiais, que são habitados por poucos humanos. Eles obedeciam apenas a Nix, pois era sua mãe, então certo dia eles enlouqueceram. Aconteceu logo após a queda de Urano. Moros disse que eles haviam sido corrompidos e mandou Huracán trancá-los logo embaixo do Tártaro. Agora eles estão de volta e com muita sede de sangue.

A velocidade do navio aumentara de repente sem qualquer explicação. Se eu não fosse filha de Poseidon provavelmente teria ficado enjoada com a rápida mudança no ritmo da viajem, mas felizmente nada aconteceu comigo.

Davy fizera uma expressão como se algo houvesse dado errado, e de fato havia.

– Algo errado? – perguntei na esperança de que ele dissesse que estava tudo bem.

– Estamos sendo seguidos por aquelas aberrações de Nix.

Olhei para a mesma direção de Davy que olhava para a parte do mar que ficava para trás. Os soldados negros estavam se aproximado rapidamente do Holandês Voador.

Fiz o que qualquer um na minha posição faria. Levantei ambos os meus braços para o alto fazendo com que o mar atrás de nós se levantasse e fizesse uma barreira de água.

Assoprei e a barreira de água tornou-se gelo, mas para minha enorme tristeza as sombras atravessaram como se fossem fantasmas de um mar amaldiçoado.

Com o navio em alta velocidade, estávamos chegando bem rápido à margem de Pontos. Os outros haviam chegado ao meu lado.

– Farei o que estiver ao meu alcance para segurá-los. Quero que corram o mais rápido que puderem. A casa da esperança está logo após aquela colina.

Quase me desesperei com a ideia de deixar o meu recém-descoberto irmão para trás enfrentando aquelas coisas mortais, mas um olhar dele pode fazer com que eu entendesse. Era preciso ser feito.

Antes que pudéssemos ter pensado em ir para os botes, as sombras embarcaram no navio. O desespero continuou a me invadir.

Davy desembainhou sua espada e começou a lutar. Eu o segui com movimentos similares usando minha espada de brilho azul.

Emilly lutava para não deixar que as sombras passassem pela porta onde Hebe estava cuidando de Daniel.

Julian e Ophellia faziam combos de golpes contra as sombras. Eles lutavam como apenas uma pessoa enquanto Dexter dilacerava alguns inimigos.

A tripulação não excitava em usar suas espadas e armas de munição pesada. Alguns deles atacam de surpresa por várias vezes seguidas sem falhar.

Eu me sentia completamente recuperada, cortando e congelando sombras sem me cansar, mas como tudo precisa de um fim...

– Vocês precisam ir agora! – gritou o capitão – Segurarei o máximo que puder.

Em um piscar de olhos surgimos em um bote as margens de Pontos.

A batalha no Holandês Voador estava intensa e em um clarão forte num tom de verde tudo desapareceu. Não havia mais navio ou Soldados Negros.

As sombras haviam sumido.

Subimos a colina em frente à margem de Pontos e quando chegamos ao topo, ficamos observando a paisagem, mas algo a deixava sombria.

A casa da esperança estava a nossa frente e um enorme exército a cercava. Aparentemente um homem enorme estava liderando.

Pude ver Clitio entre um grupo, o gigante obscuro que lutara contra Ares no castelo do deus Pan. Em um grupo menor estava... Não pude acreditar... Ana estava sentada e amordaçada.

Procurei por minha irmã, mas não a encontrei.

– Temos que encontrar uma maneira de passar sem que nos vejam. – disse Julian.

– Correr me parece uma boa ideia. – disse Ophellia.

Todos concordaram inclusive Hebe, que carregava Daniel em seus braços.

– Então vamos correr – incentivou Emilly – Como nunca antes.

Notas finais
Último capítulo da terceira (penúltima) parte de A Casa da Esperança