O Jogo dos Deuses: A Casa da Esperança
3 Kayanne: Encontro com a Rainha dos Deuses
Eu sou Kayanne Brown, filha de Atena, a deusa da sabedoria.
Depois de alguns minutos subindo as escadas, nós finalmente havíamos chegado à cidade do Monte Olimpo. Não foi surpresa ver que ainda teríamos mais alguns lances de escada para subir.
Durante a nossa subida, nós avistamos alguns sátiros, pessoas que da cintura para baixo possuíam pernas peludas e cascos de bode ao invés de pés, e também algumas ninfas.
O ultimo edifício era o maior de todos, como se gigantes vivessem ali, mas Jane explicou que era por causa do tamanho natural dos deuses quando tinham suas reuniões importantes.
O enorme edifício que era um templo lembrava o Parthenon com suas colunas frontais e laterais. Nós não entramos. Viramos à direita e seguimos pelo corredor aberto. A arquitetura dos prédios do Olimpo era simplesmente incrível.
– Bem-vindas ao Olimpo meninas – disse uma mulher se aproximando de nós sete, ou seria uma deusa?
Seus cabelos eram castanhos com uma faixa vermelha ao lado, ela usava uma camiseta vermelha com a estampa de uma fênix, e uma calça jeans rasgada, como a de Jane.
– Meu pai está? – perguntou Jane.
– Ele saiu há algum tempo. Ele foi para casa – respondeu a mulher – Os deuses elementares estão se protegendo e Hera está assumindo o Olimpo na ausência de Zeus.
– Desculpe, mas quem é você? – perguntei a ela.
– Esqueci-me de apresentar – desculpou-se ela – Sou Héstia, deusa do lar e da lareira. Sou filha de Cronos e Reia, esposa de Huracán, ou com Wendell já que estão acostumadas.
Alguma coisa estava estranha, Héstia não era uma deusa virgem?
– Sei que soa estranho – disse Héstia – Faz quase três anos que estamos casados. Zeus entendeu que fomos feitos um para o outro e permitiu que ficássemos juntos. Eros foi testemunha de nosso amor. Depois do nosso casamento, juramos pelo rio Estige nunca nos envolvermos com mortais ou outras criaturas.
Larissa parecia um pouco estranha, como se a noticia fosse um tapa na cara, mas essa história não era tudo o que acontecera, havia algo que a perturbava quando pensava no assunto. Talvez um sacrifício tenha sido exigido de ambos. Alguma coisa muito ruim deveria ter acontecido.
– Hera só as chamará às onze horas. Conheçam a cidade. Divirtam-se. Jane procurará vocês quando a hora chegar.
Jane e Héstia tinham assuntos a resolver enquanto conhecíamos a cidade, então descemos as escadas até a cidade do Olimpo.
A cidade não era muito movimentada, mas nós usamos o tempo que ganhamos para nos alimentar.
Os frutos do mercado tinham a bênção de Deméter, a deusa da natureza e da agricultura se não me engano, por isso, as frutas tinham propriedades curativas, nós pegamos algumas no caso de serem necessários.
Jane viera nos buscar para a reunião com a Rainha dos deuses. Ainda faltava meia hora, mas foi tempo suficiente para voltarmos.
A sala dos tronos era enorme. Os doze tronos formavam a letra U e três se destacavam nas cores prata (Zeus), azul (Poseidon) e preto (Hades). Hera estava no trono de seu marido Zeus, nos aguardando.
– Eu esperava nunca vê-las – começou Hera, como se desse as boas vindas – A chegada de vocês anuncia algo que não deveria acontecer, mas por outro lado, não posso culpa-las.
Os cabelos pretos e lisos de Hera estavam voltados para trás por um diadema brilhante. Ela vestia uma daquelas túnicas gregas com um pequeno cinto de couro marrom preso a cintura por uma fivela circular de ouro.
Eu tinha quase certeza de que já encontrara com aquela deusa antes, mas eu não conseguia me lembrar de onde.
– Meu filho escolheu vocês porque ele acredita que esta pode ser a nossa única escolha – continuou Hera – Vocês possuem uma missão que irá indicar para onde devem seguir. O Olimpo conta com vocês. Agora vão.
Hera não disse mais nada.
Ela parecia estar com medo, como se a nossa missão fosse algo importante o suficiente para os deuses crerem em nós. Não podíamos desapontá-la.
Héstia nos aguardava na saída da sala dos tronos. Ela segurava um pedaço de papel.
– Delfos, o oráculo, pediu para que eu a entregasse – disse Héstia oferecendo o papel à Jane, que o pegou e colocou no bolso de trás de seu jeans.
Héstia parecia abalada.
– Lembre-se da profecia de seu pai. Por este motivo ele foi para casa, o seu lugar de nascimento. É para lá que devem ir.
Jane assentiu.
– Mais uma coisa, a sua busca vai chegar ao fim nesta missão. Ela irá te ajudar.
Nós agradecemos a Héstia por ter nos ajudado. Agora teríamos que ir à casa do deus do fogo.
Descemos as escadas do Olimpo e saímos pela entrada de Olímpia.
Nos reunimos à frente das enormes colunas de entrada.
– Para onde nós vamos? – perguntou Emilly.
Jane olhara para o céu como se preparasse para encontrar algo ou alguém.
O Olimpo reluzia à distância com o seu ouro.
– Vamos para a casa de Huracán, a Casa da Esperança.
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