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C: -O que você deseja tomar, D?


Acreditava que a relação com D iria ser diferente depois daquilo... Não é como se houvesse acontecido muita coisa... Mas mesmo assim, Guil se surpreendeu a respeito do garoto, não imaginava que ele fosse fazer isso, mas também não podia dizer que não havia gostado...

Ciel: Deixava que ele falasse, apoiando os cotovelos na mesa, embora fosse improprio nem ligava, deixando as mão sobre o sorriso que escondia. Sentia-se bem ao lado de Guil, principalmente por gostar do tom da voz do rapaz. Ficando então com os olhos sobre o rapaz, observando cada traço dele, indiferente se ele percebesse ou não. Sorria ao ouvir para caprichar no morango, já se animando pouco mais com a situação, já que gostava bastante do morango... Hum, os pensamentos do rapaz então foram interrompidos pela saída do garçom. Vendo que ficavam em silêncio durante um tempo, afastava um pouco o corpo para trás, tirando os braços da mesa a fim de olha-lo melhor, vendo que os olhos dele estavam na mesma direção, corando um pouco com isso, embora fizesse sumir aquela pequena colorização, com a pergunta dele. Pensava então.



– Hum... Acho que pra combinar com a torta, talvez um suco.. de laranja... E você, o que vai tomar, Guiru?

Assentia com a cabeça novamente, interessado no que ele iria querer... Observava durante um momento a diferença dos 'pratos' que iriamos querer comer, era realmente diferente, assim como a vida de cada um levava. Mas realmente gostava do rapaz a sua frente, o que era o suficiente para fazer tudo aquilo desaparecer. É, talvez estivesse mesmo de fato interessado no Conde... Mas não falava nada além, já que talvez pudesse ser o contrário...



Não deixara de fitar o garoto, afinal, era a única pessoa com quem poderia se comunicar ali dentro daquela sala... As feições do garoto eram interessantes, não incomodava nem um pouco deixar o garoto à vontade... Depois de muito pensar, chegou a uma conclusão simples...

– Eu irei pedir uma água, com gelo...

Finalizou sua frase com um sorriso, naquele dia, se é que podia considerar dia, com lua cheia no céu, Guil estava mais sorridente que o normal, não era comum sorrir tanto assim, isso lhe era nostálgico e ao mesmo tempo bom... Toda bebida que adicionasse gelo, para ele se tornava ótima, coisa que antes de sua adolescência não fazia... O Garçom voltou novamente não com os pratos e sim com os talheres e pratos... Forrou a mesa com um pano e em seguida a montou adequadamente... Quando finalizou, Guil encarando o garçom voltou a pedir novamente para o Homem.

–Desejo um copo com água e gelo. Para D, um suco de Laranja.

–Como desejar. Novamente o garçom foi embora, era de fato uma pessoa que se dedicava ao trabalho, pois de todos os garçons aquele ali era bastante educado.



Com o comentário, sorria levemente. Imaginava que iria pedir algo diferente, mas nem se importou realmente com aquilo. Notava que o rapaz estava com bem mais sorridente, diferente da vez que o viu pela primeira vez. Gostava mais dele daquela forma, o sorriso dele era bem bonito de fato. Esse pensamento fazia abrir um sorriso no rosto, de uma forma diferente, mas por sorte ficaria como quem tivesse sorrido ao final da frase, retribuindo o sorriso do Conde. Mas logo voltava os olhos para a porta, notando o garçom entrar encostando o corpo na cadeira para que o mesmo pudesse arrumar a mesa. Olhando para a torta, se prendeu a olhar apenas a ela, enquanto o garçom ainda estivesse ali. Com a frase de Guil e a saída do garçom, tornava a olhar para o rapaz a sua frente, começando a falar com um leve sorriso no rosto.

– Sabe o que eu notei... Dava uma pausa, apenas para criar suspense. Você está sorrindo mais, Guiru. Por algum acaso gostou do que ocorreu a alguns minutos?

Sorria de uma forma mais animada, colocando as mãos sobre a mesa, pouco acima dos talheres, basicamente no meio da mesa, enquanto olhava fixamente nos olhos do Conde.



Com a saída do garçom e os devidos pratos na mesa, pegou um dos talheres, pretendia começar a comer sua comida. A pergunta do garoto foi um tanto surpreendente. Aquilo retirou totalmente o sorriso que tinha em seu rosto, fez com que ele se lembrasse de seu passado, mas hora nenhuma culpou o garoto por isso... O garoto tinha um passado trágico, mas o mesmo fato se repetia a Guil, talvez pior, talvez não. O Seu sorriso era por estar jantando a companhia de um amigo, mas não excluía o fato de quê também era por aquele ter tocado seus lábios, algo que qualquer outro que fizesse, receberia um possível tapa em seu rosto. Mas não queria se abalar, ou demonstrar o que sentia em relação a sua família morta por um acidente. Voltou a fitar D, mas não tinha palavras para responder a pergunta que aquele havia feito para ele...


–...Por quê deseja saber? Não irei lhe falar nada sobre aquilo, é...

Após terminar de falar, não se importava de quê a maioria das suas respostas essa tivera sido a mais infantil... Continuou a comer de seu Curry, alternando seu olhar entre este e o garoto diversas vezes.



Vendo o silêncio, sabia que ele estivesse pensando em algo, mas não chegou a perguntar o que era afinal... Quando ouviu o que ele dizia, no mesmo momento tirava o sorriso do rosto, tornando a falar no mesmo momento, explodindo um pouco na primeira palavra:

– Não! ... Quero dizer, eu queria poder ficar mais com você, Guiru. Eu gostei de ter sua companhia, de todos os modos.

Tornava a sorrir, pensando que talvez isso poderia intervir na despedida. Queria realmente ficar mais um tempo com o Conde, havia gostado de fazer isso todo esse tempo.



Já estava se preparando para se levantar quando foi interrompido pelo rapaz, que por sua vez, havia gostado da presença do mesmo e não queria perder sua companhia... O fato daquela noite era que já estava muito tarde e o restaurante não iria ficar aberto por muito mais tempo. Poderia ter chamado o garoto para ir para sua mansão, mesmo que o conhecesse por tão pouco tempo, se sentia altamente confiante a aquele, toda via, o garoto talvez não fosse se sentir confortado em uma mansão, ainda mais quando se falava do Conde Ciel Phantomhive... Que de vez e outra usava seu nome Guil, ou Guiru no japonês, para conhecer outras pessoas que tinham algo contra pessoas de alto nível na sociedade. Fitando ainda o singelo sorriso do garoto, soltou um pouco de ar pela boca e tornou a dizer.

–Ambos sabemos, que está tarde... E que não é seguro para ninguém ficar ai a esta hora da noite... Não é um costume meu, mas gostaria de ir junto a mim, até meu lar? Poderia te deixar em um quarto para hospedes, assim poderia ter uma boa noite de sono...



Com o que ele falava, abria um sorriso, embora estava meio desconfortável por não saber se comportar em uma casa do estilo que esse rapaz teria. De fato estava tarde, mais como não teria ninguém esperando-me chegar "em casa", já tinha a ideia de aceitar. Se levantava então, antes de começar a falar.

– Eu adoraria conhecer sua casa, Guiru! .. De fato está tarde.. Tem certeza que não há problemas? Não quero ser um incomodo, e como sabe, eu não iria saber como me portar em sua casa...

Abaixava a cabeça na ultima frase, passando as mãos pela roupa que trajava. Havia gostado dela mais creio que já estaria no tempo de me trocar. Levava os olhos ao Conde novamente então, olhando durante um tempo antes de tornar a falar.

– E essa roupa, devo tira-la né?



–Esta roupa é tua. Troque-a se quiser...

As pessoas daquele restaurante não tinham o costume de alugar roupas, era apenas para vendar em raridades. O Conde havia pedido a roupa, já tendo a ideia de que iria ter que pagar pela mesma... Conforme o garoto se levantava da mesa, o Conde fazia o mesmo... A presença do garoto não seria um incomodo, se fosse não teria porque dele ter o convidado a ir para sua casa e de fato aquele provavelmente não iria saber se portar em seu lar, portanto tinha a ideia de que teria que ser paciente quanto a isso... De um dos bolsos da calça do garoto retirou um cheque no valor da conta que havia vindo junto com o último alimento que os dois haviam pedido. 630$ ou 1200R$... Fora o preço do cheque que havia feito, deixando aquele na mesa, após terminar de beber seu copo com água, seguiu em quanto se dirigia perto do garoto.

–Você não vai ser um incomodo, vamos.



– Bem, então ficarei com ela... Pela cara que fez mais cedo creio que havia gostado dela!

Ria baixinho com o próprio comentário, apenas esperando ele assinar aquele papel que tinha em mãos, embora tivesse curiosidade sobre o que era aquilo, apenas levava as mãos a cabeça pensando em algo. Quando ele terminava então, ao leve bater de copo, retornava os braços para baixo, ao vê-lo aproximar. Sorria de uma forma simples, balançando a cabeça positivamente enquanto aguardava-o começar a andar, a fim de segui-lo.

– Tudo bem, então vamos Guiru!



– Siga-me, D.

Ao abrir a porta não era possível escutar muitos barulhos, pois em maioria as pessoas já haviam ido embora, Guil e D eram um dos poucos seres naquele restaurante. Pegou sua cartola que estava em uma estante ao lado da porta, juntamente seguiu em direção a saída do local, tendo D o seguindo, não seria problema adiantar alguns passos para a saída do local.
Quando já estavam fora do restaurante, com algumas nuvens que de vez em outra passavam sobre a grande lua branca que iluminava toda aquela noite escura, começou a andar em direção a sua mansão, que ficava um pouco longe, não estava com vontade de chamar alguma “Carruagem” (Táxis) para que fosse a sua casa, afinal, não estava com preguiça de andar e desse modo poderia aproveitar um pouco mais o momento para conversar com D.


Então, porque te chamam de D?



Começava então a seguir o Conde, deixando os braços a frente do corpo enquanto o seguia fixamente, sem prestar muita atenção por onde andávamos até sairmos do local, onde então levava os olhos até a lua. Era algo que realmente gostava, e também algo que achava bem bonito. Começava então a andar ao lado de Guiru, prestando um pouco de atenção ao caminho também, nunca se sabe se teria de voltar sozinho. Com a pergunta dele, achava justo contar algo que ninguém até o momento sabia. Falava olhando para frente, com um simples sorriso no rosto.

– Meu nome na verdade é Dante. Mas acho preferível ninguém saber.. Bem, você é o primeiro e único, a saber, disso.



Deveria se sentir especial? Afinal era o único que aquele havia contado a verdade a respeito de seu nome... Conforme ele o respondeu, ‘Milhares’ de perguntas vieram para Guil. Mas seria correto pergunta-las naquele momento? Afinal, havia sido uma pergunta com uma resposta um tanto inesperada, pensou que iria ouvir algo como “Ah, é só um apelido que ‘x’ pessoa me deu...” Mas agora sabia o seu nome de verdade, não iria ficar espalhando por ai, o nome do garoto, não era de se fazer isso... Continuou andando, em silêncio. Estavam seguindo um caminho estreito, que passava por algumas árvores, era um caminho de pedras... Já se ouviam as corujas e outros animais noturnos por onde passavam...

–Estamos próximos, D...



Vendo que ele permanecia em silêncio, voltava os olhos para os lados, observando o caminho estreito que pegavam, com as árvores em volta. Aquele parecia um lugar bastante assustador naquela hora, mais não tinha tanta desconfiança, pois confiava no Conde ao lado. Tinha também seus próprios motivos para acreditar que nada ocorreria. Enquanto caminhava sentia as pedras na sola do sapato, chutando algumas apenas para passar o tempo. Era um caminho que nunca havia percorrido, então tinha certa curiosidade onde aquele caminho iria dar. Com o que ele falava então, sorria voltando os olhos para ele, embora continuasse em silêncio, apenas esperando chegar até a residência de Guil, levando os braços para trás e continuava a andar ao lado dele, levando os olhos para frente.



Depois de algumas decidas e subidas, finalmente chegaram a um possível portão que impedia o acesso de pessoas ao lar de Guil. Conforme se aproximavam o portão se abria lentamente, já era acostumado com aquilo. Como estava de noite, duas grandes tochas estavam clareando o local onde o portão permanecia. Após adentrar o terreno de sua mansão, tendo D próximo a ele todo o tempo — ou não, se dirigiu a porta principal batendo na mesma.

–Isto é minha casa...

Todos na casa já sabiam que o garoto havia chegado e trazia companhia junto dele, apenas foi inesperada uma visita sem avisos... Entrando, foi deparado com seu mordomo, Tanaka, um velho de estatura alta, com um monóculo e um bigode grande.

–Tanaka, este é D. Ele irá passar a noite junto a nós. Peça para Sebastian preparar o quarto de hóspedes... Depois de uma pausa, ficou a pensar, havia mandando o maldito “Cachorro” a investigações pessoais fazia bastante tempo já, e este não havia voltado. Digo, ele já voltou, Tanaka?

–Não, meu senhor...

–Então peça para Bardroy preparar algo para comermos, em quanto Maylene prepara o quarto de hospedes...

Pensava Ciel “Espero que não haja nada de errado hoje, já que Sebastian não está aqui para ajuda-los” Havia quase esquecido por completo que D estava ali ao seu lado, apenas observando tudo, retirou sua cartola novamente deixando este no cabide próximo a porta.

–Vamos, D, vamos subir...

Conforme falava com o amigo, um dos poucos que tinha por sinal, seguia em direção a uma escada no centro da Sala de Entrada, ao subi-la entrou em um corredor e no final deste em seu quarto.

–Aqui estamos, sinta-se a vontade.



Passando então pelo portão do Conde, voltava os olhos ao redor de todo aquele local. Nunca tinha estado em um lugar como aquele, sentia-se até perdido de certo modo. Tinha parado por um instante para ver melhor o local, mais vendo que ele já estava quase chegando a porta, corria um pouco mais até chegar ao lado dele novamente, chegando a tempo de o ver bater na porta. Assentia com a cabeça para frente, positivamente quando ele afirmava que era a casa dele... Ao ver o velho, recuava um pouco, deixando Guil a frente apenas para não criar talvez impressões erradas. Fazia uma leve reverência ao mesmo quando o Conde me apresentava, mas como era péssimo com formalidades, acabava saindo até talvez exagerada. Voltando a postura normal então ficava com os olhos sobre Guil, achando incrível a maneira na qual tratava de seus empregados, e isso me fazia abrir um leve sorriso. Estava um pouco desligado até então já que o Conde falava com o homem ali a frente, mais com a frase para subirmos, tornava a andar ao lado dele, embora observasse o local por um momento, chegando quase a tropeçar no inicio da escada, então parava de observar, continuando a andar somente ao lado de Guil, sem se desviar muito com os olhos. Chegando o quarto dele então, passava diante dele, observando o quarto antes de voltar a falar, andando por dentro dele.

– Guiru, é tão lindo. Nunca vi um quarto tão grande como o seu! Parece que é até maior que o território que eu vivo.


Ria um pouco. Nunca havia estado no quarto de outra pessoa para ver se realmente seria o maior que já havia visto. Mas pelo menos, até então aquele era o maior, e muito maior também que o "território" em que dormia, sendo esse nem apropriado exatamente para ser chamado de casa. Mas nem se importava, girando o corpo um pouco a fim de observar melhor alguns moveis ali; Estava realmente animado, como uma criança que fosse a um parque de diversões.

Achou o comentário do jovem triste, não imaginava ao certo como devia ser viver em um lugar pequeno, muito menos sem uma cama decente ou uma coberta em perfeito estado e travesseiros lavados. Não sabia ao certo o que fazer, colocou um sorriso em seu rosto, não de felicidade, mas apenas para confortar D. Talvez fosse melhor se fosse mostrar o quarto em que o garoto iria ficar, possivelmente, como não demoraria a preparação do quarto do garoto, já poderiam ir ao quarto daquele... Sentia-se mais humano, ou melhor, não se sabe ao certo o que Ciel sentia, mas deixar aquele garoto feliz por estar dormindo em um local melhor, o deixava melhor. Fitando a felicidade do garoto que mesmo sendo mais velho, parecia agir como uma criança que vai a um parque de diversões pela primeira vez, se aproximou daquele e tornou a falar.

–Deseja ir ver o local em que irá passar a noite, D? Em relação ao meu quarto, o tamanho é um pouco menor, mas nada muito exagerado, as camas e lençóis são de mesma qualidade... Acho que irá gostar.

Com um sorriso confortante em seu rosto direcionado a face do garoto, que era um pouco maior que Guil, ficou a esperar singelamente pela resposta do garoto.



Vendo que Guil ficava em silêncio, observou algumas outras coisas como os dardos que ficavam posicionados ao lado da cama sobre o criado mudo. Achou aquilo bem diferente. Mas logo voltava a olhar para o Conde, chegando a ver ele com seu sorriso no rosto, o que fazia-me sorrir também. Sabia que era apenas para me confortar, afinal não era o primeiro sorriso daquela forma que recebia. No entanto, ficou feliz em saber que o garoto ao menos se importava coisa que não era de agora que passava pela cabeça, em vista de tudo que ele tinha feito. Com ele vindo em minha direção então, colocava os braços para frente do corpo, ouvindo-o. Enquanto ele falava, assentia com a cabeça positivamente, e quando terminava, o respondia.

– Eu adoraria ir vê-lo, Guiru. Em relação ao tamanho, está tudo bem, com certeza será melhor que passar a noite sozinho na onde durmo.

Na frase final, levava uma das mãos a nuca; Não tinha tanta importância quanto aquilo realmente, afinal era uma realidade que teria de se conformar até certo ponto. Mas com muitas pessoas que ouviam isso ficavam até tristes, chegava a diminuir o tom no final da frase, não querendo causar a mesma emoção ao Conde, embora não soubesse de que maneira ele iria levar aquilo. Por fim, terminando, apenas o olhava, e pouco tempo depois tornava a dizer, suavemente.

– Pode me levar até lá então Guiru? .. Alias, o meu quarto vai ser perto do seu? Seria bom se fosse, me sentiria melhor. — Ria um pouco ao final da frase.

Os quartos, fora dos empregados, eram todos em um mesmo corredor, o garoto não iria estar muito longe de Guil, de fato, estaria até perto, alguns passos de distância os quartos tinham apenas. Voltou para a porta e começou a andar novamente pelo corredor, não deu nem vinte passos até chegar na porta de onde saia Maylene, esta observou o conde e então com um sorriso singelo e olhar fixo atrases de seus óculos que estavam quebrando, sobre o conde, abaixou um pouco a própria cabeça e se retirou... Já estava bem tarde naquela noite, mas mesmo assim os seus empregados o esperavam acordados... Não se pode esquecer que todos com muito sono, tanto que após o retiro de Maylene esta se dirigiu ao próprio quarto para poder dormir. Ficou esperando na porta, para que o garoto se sentir cômodo no seu quarto temporário, que um pouco menor do que o quarto do conde, tinha cama e seus devidos utensílios, com cômodos e lampiões.

–Sinta-se a vontade, D... Irá dormir aqui.

Ia atrás do Conde então que começava andar, em passos pequenos apenas para o olhar melhor, estava gostando de tudo aquilo. Ao ver a ruiva saindo daquele quarto, colocava-se melhor atrás de Guil, embora ainda olhasse para ela, notando os óculos quebrados. Iria falar algo sobre aquilo, mais resolveu deixar de lado, vendo que a mesma já se retirava. Ia entrando então no quarto, observando o mesmo, porém sem muitas surpresas como tivera no quarto do menino. Andava um pouco; de fato, não era todo dia, ou melhor, nunca visitava uma casa — se é que deve se chamar assim — daquela estrutura. Tinha suas curiosidades a cerca de como seria a cama, já que por esse tempo nunca dormiu devidamente em uma. Com esses pensamentos olhava para ela, mais logo com a fala de Guil, virava o corpo totalmente para ele, até mesmo se aproximando. Colocava os braços para frente, antes de falar, sorrindo.

– Sabe Guiru, eu estou acostumado a dormir apenas quando estou muuito cansado, porque as vezes é ruim entende... Mas hoje eu não estou com sono algum! .. Então, se você também não estiver com sono, poderíamos fazer algo. O que me diz? - Sorria de uma forma indiferente.


Os planos de Ciel de ir dormir após seu banho, fora por água abaixo, mas não seria ruim desfrutar dos últimos momentos de energia do garoto com o amigo, talvez um jogo fosse animar aquela noite. Xadrez? Não sabia ao certo, quem sabe se o garoto opinasse junto a ele, pudesse ter uma conclusão mais lógica sobre o que fazer ou jogar... Se Guil fosse tomar todas as decisões, iria ser algo um tanto que egoísta... O Jovem conde não gostava de egoísmo, muito menos de ser tal coisa, por tanto tornou a falar com o garoto.

–O que pretende fazer, algum jogo? Temos diversas coisas para fazermos aqui neste lugar.

Com a pergunta dele, colocava uma das mãos na cintura e depois a outra sobre o queixo. Ficava olhando para o Conde, com uma das sobrancelhas levantadas pensando em algo interessante. Era péssimo nisso, pensar as coisas. Mais sabia que um jogo que talvez pudesse ser interessante para essa ocasião.

– Que tal um jogo de Xadrez Guiru? Provavelmente você sabe como se joga... Que tal fazermos de uma maneira que me ensinaram, valendo algo? Se eu ganhar peço algo para você, e se eu perder você me pede algo... O que acha?

Voltava a postura normal, com um sorriso bastante infantil entre os lábios, pensando se o Conde iria aceitar tal proposta.. Sabia que o jogo iria ficar bem mais interessante, e jogariam sério para defender seus pedidos. Nunca foi bom nesses jogos, mais tinha certa confiança à mais em xadrez, o que já animava.

Xadrez de fato era o ponto mais forte de Ciel... Nunca havia achado um adversário a sua altura, era de fato egocentrismo. Achava-se o melhor jogador de Xadrez pelo fato de nunca ter perdido para ninguém e não achava que seria diferente com D. Soltou um sorriso, com maldade por trás de sua face, não iria propiciar mal algum ao garoto, mas já tinha predefinido em sua mente que iria vencer a partida. Tornou a olhar para o garoto que parecia tentador e desafiador, balançou sua cabeça positivamente.

–Claro que sim, vamos jogar uma partida valendo algo. Mas o que oferece em troca, D?

Permaneceu com o sorriso demoníaco em sua face. Em quanto sem esperar pelo garoto, nem mesmo pela resposta, começou a andar até uma porta no corredor que dava a um salão um tanto que grande, com uma mesa central grande, ao abrir a porta se dirigiu a uma das cadeiras, se sentando e em seguida arrumando o tabuleiro que estava um tanto desorganizado.



Vendo então que ele se animava. Abria um sorriso no rosto, vendo que o mesmo tinha total confiança que iria ganhar. Achava que ele realmente iria ganhar, já que jogava apenas quando não tinha o que fazer, e ainda sem superintendente algum, então provavelmente jogava de uma maneira péssima, mais nem se importava, gostava que o Conde iria se divertir. Já que ele não esperava depois da pergunta, apenas o seguia, pensando no que iria pedir. Quando já chegavam próximos à mesa, já havia pensando no que queria, mais infelizmente não tinha aprendido o caminho até ali, mais nada que achou que iria interferir. Parava um pouco longe da mesa, voltando a falar.


– Se eu ganhar, quero dormir com você. Tudo bem assim Conde?

Sorria um pouco balançando o corpo pelo local ali, observando as paredes, fazendo-se de indiferente, embora queria ver a reação de Guil.



Tendo o garoto a sua frente em quanto arrumava as peças de xadrez, parou por um momento segurando o Bispo, refletindo sobre a proposta do garoto. “Insolência?” Não... Não chegava a achar isto do garoto. Após ter um tabuleiro completo, voltou a olhar para D, não sabia o que iria querer em troca, sem mais nem menos, pensou em algo que fosse ser desafiador para o garoto, ainda com o sorriso maléfico em seu rosto, colocou seus braços sobre a mesa e apoiou seu queixo sobre suas mãos...

–Se eu ganhar, este será o último dia em que iremos nos ver Dante...

Apenas falou aquilo para desafiar plenamente o garoto, deixar que ele levasse aquilo a sério, não como uma partida qualquer, e sim algo pelo que jogar, não sabia ao certo se iria de fato esquecer-se de D para sempre. Aquele garoto havia citado que tinha certo interesse nele, se esse interesse era de fato algo valioso, nada mais teria que fazer se não ganhar a partida e por fim continuar a ver o menino e ter uma longa noite de sono ao seu lado. – Ou não.

–Vamos começar? Eu sou as pretas.



– Então está bem, acho justo.

Parecia calmo, Mas não, não estava. Pensava que aquilo realmente seria sério, afinal ainda não conhecia como ele agia. Talvez aquela proposta citada por Dante não veio a ser muito boa, mais resolvia arriscar, pois nunca se saberia se teria outra oportunidade como essa. Sentava-se então diante das peças brancas, olhando para o rosto de Guil atentamente, com um leve e simples sorriso no rosto. Sabia que iria ter que se esforçar, pois não queria, de maneira alguma nunca mais ver aquele Conde. Já era alguém quase especial para D, e não iria deixar ele escapar como outra certa pessoa. Suspirava um pouco então, abaixando os olhos por um momento, fazendo como quem estava se preparando para uma 'luta'... Voltava a falar então, olhando fixamente pra o Rei branco...

– Então, quem vai começar Guiru?

Observava as ações do garoto, soltou um pequeno sorriso bobo, era claro que quem iria começar ali seria D, já que este tinha as peças brancas em jogo.



–As brancas começam, D...

Ficou a fitar as mãos do garoto, esperando que aquele fizesse seu movimento, esperava ter um jogo rápido, para que não demorasse a ir dormir... Já havia predefinido que iria vencer aquela partida, mal sabia ele, que iria falhar por ter se cegado em um único objetivo além de deixar que o egocentrismo e arrogância o consumissem, geralmente não ficava daquele jeito em nenhum dos jogos, seu maior erro seria a falta de atenção, conforme as peças em campo se moviam, jogava suas peças apenas em ataque, não se preocupava muito com a defesa, em um dos momentos do jogo chegou a dar um “xeque” apenas para brincar, pois sabia que aquele poderia muito bem escapar da jogada ileso.



Assentia então com a cabeça positivamente, começando a jogar então. Apenas jogava como sabia, não queria fazer alguma coisa errada, muita coisa estava em jogo. Depois de um tempo já em jogo, percebia que o Conde estava apenas interessado em atacar. Achava aquilo estranho, mais por fim continuava. Com o 'xeque' dele, apenas mordia o lábio inferior suavemente, levando a mão então para a próxima peça. "Se ele não irá defender, poderei usar isso ao meu favor...", era o que pensava. E de fato conseguia usar aquilo ao favor; De certa forma Guil não estava muito atento a aquilo, mais não comentava, nem ao menos olhava para ele, a não ser para observar a forma na qual ele tinha as expressões, ajudando bastante com certos movimentos, o que ajudava nas 'esquivas'. Continuava jogando, conseguindo retirar algumas peças de Guil do 'campo', mais sabia que ainda não era o suficiente.



Guil estava ciente da perda de suas peças, mas não era o único a perder peças naquele jogo, pode-se dizer que a partida duraria mais algum tempo depois do seu ‘xeque’ superficial. Chegara até mesmo dar outro ‘xeque’ no garoto, que fez com que esse obrigatoriamente perdesse um de seus bispos. Quando percebeu seu erro, viu que já não havia volta. Se D movesse uma peça no jogo seria xeque-mate, o olhar de desespero no jogo, era um tanto oportuno para que o garoto visse a jogada, o que não favorecia Ciel. Aceitou que iria perder e soltou ar pela sua boca, de forma que estivesse aceitando a vitória do outro, uma das poucas vitórias que Ciel iria receber contra alguém no Xadrez, fora um aprendizado e tanto. Voltou a posição inicial, ficando apoiado com o queixo sobre as suas mãos, desta vez assoprando sua franja que estava em seu rosto quando tornou a dizer.

–É... Ganhaste.

Foi de fato um jogo difícil. Nunca havia jogado com alguém daquela capacidade, e por isso tinha ficado realmente preocupado em perder. No final, suspirava aliviado, um tanto feliz que tinha ganhado, mais as ações de Guil eram contradizentes a isso. Parecia indiferente por ter perdido — ou aceitado a derrota — e nisso tornava a olhar para ele fixamente, mais precisamente nos olhos azuis do Conde. Colocava uma das mãos sobre a boca enquanto pensava algumas coisas, como por exemplo que adorava a cor daqueles olhos, de alguma forma passava algo familiar. Abria um sorriso malicioso no rosto, o primeiro que havia feito daquela forma naquele tempo todo, antes de tornar a falar por dentre os dedos da mão.



– Parece que vou me acomodar na cama do Conde hoje, com você ao meu la-do.

Falava a ultima palavra com um leve espaço entre elas, como se ditasse as sílabas a ele, realmente brincando com aquilo, seguido depois de uma leve e baixa risada, apenas de satisfação pessoal. Não saberia se Guil gostaria da ideia, também...

Soltou um riso, talvez de desprezo pela brincadeira do outro, se levantando e seguindo em direção ao quarto, conforme saia da sala, falava em um tom um pouco mais alto

–Não mecha no tabuleiro, quero que ele fique do jeito que está, é uma data memorável.

Continuou seu percurso até o quarto, onde em seguida adentrou em um outro cômodo, uma espécie de “Suíte”, onde fechou a porta e retirou sua roupa assim entrando em uma banheira que desde o tempo do jogo, havia deixado a água de quente para morna... Não estava ciente do que o garoto estaria fazendo, mais cedo disse para que aquele se sentisse em casa, esperava mesmo era que ele estivesse calmo, e quieto em algum local. Após seu banho, como não tinha seu mordomo para vir lhe tirar do banho naquela noite, o fez sozinho, se secando e vestindo seu pijama, uma camiseta longa e branca, que cobria sua coxa, juntamente uma cueca short pequena, que não ficava a amostra por causa da camiseta, após tais feitos se dirigiu ao quarto, procurando avistar D para que finalmente pudessem dormir.



Com o que ele falava então, levantava-se logo depois dele, sorrindo como resposta, e antes que saísse dali olhava para o tabuleiro com ar de satisfeito. Ia atrás do Conde então passando pelas portas até que entrassem naquela suíte. Vendo que ele já ia em direção do banheiro, fazia-se de indiferente começando a explorar aquele quarto, e já cansando um pouco disso, ia até a cama e deitava na mesma com a barriga para cima, com as pernas para fora, deixando os pés sobre o chão. Colocava então as mãos acima da cabeça apenas como se espreguiçando, ainda não acreditando em tudo que vinha acontecendo. Mais depois voltava elas para cima do corpo, olhando para o teto enquanto esperava Guil sair do banho... Chegou até a fechar os olhos por um momento, como efeito de uma confortável sensação que nunca se lembrara de experimentar noutras vezes. Mais então era interrompido pela primeira letra do seu nome ser chamado, levantando o corpo então e ficando olhando para ele, um pouco sem palavras por conta da.. roupa, que ele trajava. Disfarçando então a coloração avermelhada do rosto, levava as mãos até os sapatos que usava, os tirando rapidamente. Depois tornava a olhar para ele, com um sorriso no rosto e já sem aquela alteração.

– Podemos dormir então, Guiru?



Tinha o costume de ter Sebastian o observando sempre que ia dormir, além do mais, não lhe era de vexame ficar trajando aquelas roupas, ainda mais na hora de dormir, perto de alguém, o garoto parecia entusiasmado, Ciel se aproximou da cama, e após se apoiar nela com seus joelhos, se deitou, virado para o lado oposto de D, se cobrindo com o lençol que sempre estava ali para o garoto, que por sinal era único, já que ninguém dormia na mesma cama que Ciel. Estava em posição semifetal, praticamente ignorando a presença do outro, não fechara os olhos, pretendia esperar que o garoto dormisse primeiro, sabe-se lá o que aquele poderia fazer em sua ausência, não que Ciel não tivesse confiança no garoto, mas era inovador dormir com um estranho em seu quarto. Em um tom baixo falou entre pausas nas palavras.

–Boa......Noite....D...



Com isso então apenas o seguia com os olhos, vendo-o então se deitar. Agarrava uma parte do lençol, e o jogava um pouco para cima, junto de um leve movimento fazendo suas duas pernas já estarem sobre a cama, virando o corpo então para Guil, ficando por trás dele, mais não tão próximo.. Não era educado mais sabia respeitar o espaço próprio, então ficou a uma distância que aos meus olhos não seria desconforto para ele — cerca de 20cm ou menos — se acomodando abaixo do lençol também. Trajava ainda a roupa que vestia desde aquele restaurante, já que não tinha o costume de tirar suas roupas para dormir; afinal ao ar livre fazia um frio considerável, e já era um costume de meses, portanto demoraria para fazer aquilo mudar. Respondia então, as palavras do Conde, depois de um tempo. *

– Boa noite, Guiru.

Fechou os olhos, tinha a ideia de dormir em mente, mais não conseguia. Só a presença daquele moreno a minha frente provocava, por mais confortável que a cama fosse. Passado um tempo então, achando que o rapaz não tivesse dormido, passava as mãos por cima da lateral da barriga dele, dedilhando um pouco o outro lado, e fazia como se o puxasse para perto, quando era eu mesmo quem ia para frente, meio que abraçando o rapaz. Deixava o rosto próximo a cabeça dele, começando a falar em um tom suave.

– Sabe, eu realmente estou interessado em você, Guiru.. Mas, eu fico pensando em algo, isso é só por minha parte, Conde?




Ainda estava de olhos abertos, quando teve a aproximação repentina do garoto, esperava de tudo menos isso, fechou os olhos instantaneamente, quão mais parecesse que aquele estava dormindo, seria melhor, pelo menos era o que o Conde pensava, não lhe interrompera, pois desejava o garoto, que mesmo não tendo nada de especial, atraia Ciel... Quando o garoto estava bem próximo ao menino, permanecendo com o corpo mole, para parecer o mais real possível que estivesse dormindo, ficou surpreso ao ouvir as palavras de Dante. Era crucial aquilo, não sabia se respondia, ou ficava calado. Algum tempo depois da pergunta de D... Após perceber que se não respondesse algo, aquilo não mudaria, resolveu sem mais nem menos e em tom quase que sem voz, como se fosse contar algum tipo de segredo, tornou a falar entre pausar, conforme o seu rosto se avermelhava lentamente. Ciel era o tipo de garoto que naquela situação se pressionava bastante.

–...Eu posso dizer... que eu tenho “um interesse”....... Parecido... Com o teu... D...



Ouvindo as palavras dele, sorria mais animado. Tornava a fechar os
olhos, embora ainda abraçado com o Conde. Gostaria de ter algumas
palavras naquele momento, mais de fato não conseguia, apenas ficava
pensando ali, portanto. Depois de um leve tempo, levava o rosto um pouco para cima, deixando os lábios sobre os ouvidos de Guil, e conforme falava, poderia causar uma leve cócega no garoto.


– Eu realmente fico feliz por saber disso Guiru.

Sorria suavemente, descendo um pouco os lábios, beijando ali a lateral
do pescoço dele, mais depois tornava o rosto para trás, não querendo
pressionar o mesmo. Quando recolhia a mão, passava a ponta dos dedos
sobre a barriga dele e depois um pouco na lateral das coxas dele, apenas brincando, e ao seguir disso ria baixinho com a brincadeira, e depois desencostava um pouco das costas dele. Iria deixa-lo dormir, tendo consciênc
ia que talvez era isso que ele queria..



Era bom que D também gostasse do garoto, permaneceu em sua posição anterior, com o pequeno beijo do garoto em seus lábios, sentiu algo bom, aquela sensação de ser tocado ali com os lábios do outro era de fato mágico. Com o carinho recebido em sua barriga, se arrepiou um pouco, mas não mudou de posição, quando o garoto desceu a mão até a perna do Conde, este ficou avermelhado, não era costume deixar alguém tratar de seu corpo daquela maneira. De fato o garoto queria dormir, mas as "brincadeiras" e caricias que recebia, era de fato bom, fazia longos dois anos que não dormia com alguém na mesma cama, muito menos recebia aquele tipo de toque por alguém. Inseguro do que falava, sem saber o que o garoto poderia entender, falou lentamente.

–Por acaso... Dante... Pedi-lhe para parar?



Ouvindo as palavras do Conde, abriu um sorriso perverso no rosto. Gostava das palavras... Isso me fazia virar o corpo novamente, levando a ponta dos dedos até os cabelos de Guil, acariciando-os de forma leve, enquanto se aproximava novamente. Tornava a falar então:

– De fato não pediu Guiru... Eu vou continuar, então... Até que peça para parar.

Deixava o corpo de forma em que ficava posicionado atrás do corpo de Guil, e pela diferença de altura, ficava com a cabeça pouco acima de você.. Mais abaixava um pouco de maneira que deixasse os lábios em seu pescoço, beijando ali de forma continua, já que o Conde gostava.. Enquanto isso levava o braço até as pernas dele, dedilhando por ali, e depois levava o braço por cima da barriga dele novamente, abraçando-o, e colocando o corpo dele contra o meu... Estava gostando daquela noite.. Era de fato uma das melhores, e talvez até chegasse a ser uma memorável.


Talvez oque o garoto houvesse entendido não fosse tão necessário para o Conde assim, o pequeno garoto só queria um pouco de carinho, nada mais do que aquilo e pelo que aparentava D queria algo um pouco, além disso, era notável pelos movimentos que fazia. Os lábios que se encostavam ao pescoço do Conde eram de fato ótimos, chegava a ser viciante. Quando os dedos do garoto foram de encontro a sua perna, se arrepiou completamente. Depois de algumas caricias recebida, virou seu corpo para o de D, nada mais fez do que ficar fitando os olhos do garoto, o sorriso que se encontrava em sua face, era de agrado ao garoto, lhe trazia nostalgia...

–Você sabe que é um extremo idiota, não sabe? Não sabe?

As intenções do que o Conde queria ali eram mais do que obvias, sua respiração estava densa e seu coração a mil. Estava suspirando um pouco alto, mas sem fazer muito escândalo.



Ao sentir que ele estava virando o corpo em minha direção, erguia o braço no qual estava na barriga dele, a fim de deixar o mesmo livre, e afastava um pouco o rosto, o olhando com o costumeiro sorriso... Vendo do que ele me chamava, ria baixinho, levando a mão até a lateral do corpo dele, passando por dentro da camisa que ele usava, acariciando um pouco o Conde. Voltava então, a falar durante essa carícia:

– É, talvez eu seja Guiru... Um extremo, idiota... Mais, creio que eu seja um idiota que gosta de você, seria um termo mais apropriado, não acha?

Sorria de maneira animada, vendo que Guil estava com a respiração um pouco mais agitada que o normal. Não seria acostumado? Bem, não me importava realmente com isso, se não era acostumado poderia fazer algo para acostuma-lo — ou não. Pouco tempo depois já levava meus lábios de encontro aos dele, iniciando um leve e suave beijo, sentindo os lábios do Conde então pela segunda vez. Havia gostado, do gosto dele...


Com as palavras do garoto, avermelhou um pouco sua face, com a aproximação dos rostos, com um sorriso em seu rosto, teve seus lábios tocados pelo os do garoto. A mão que acariciava seu corpo era nostálgica, lhe fazia lembrar-se da época em que sua mãe ainda era viva e que ele era um garoto feliz. Com o beijo entre os dois, suas línguas roçando uma na outra, o Conde, começou a abrir os botões do blazer de D. Não podia evitar um segundo se quer, fazer aquilo. Interrompeu o beijo por alguns segundos para poder falar com o garoto...

–Sou um tanto egoísta, você será só meu e de mais ninguém.

O Conde já ia se adiantando, começando a abrir o blazer no qual D trajava... Fazia o mesmo então, voltando as mãos para cima de sua camisa, e abrindo calmamente os primeiros botões enquanto beijava o garoto a minha frente. Com o que ele falava, abria um sorriso animado no rosto, olhando para os olhos dele atentamente. Antes de falar descia a mão rapidamente por toda a camisa dele, abrindo então o restante dos botões.

– Eu serei, se você quer assim, Guiru... Mais você também terá de ser apenas meu, sou um tanto possessivo, sabe..

Assim que terminava, levava a língua até o pescoço dele, passando-a ali por um momento, e antes de retornar o rosto para trás beijava ali suavemente, tornando a olhar para o Conde, com o sorriso no rosto...


Com sua camisa aberta, sua respiração estava ofegante, estava acanhado com a situação por completa, seu rosto avermelhado, mas também não podemos falar que o garoto não queria aquilo, estava sendo até bom. Não tinha uma boa ideia sobre ser apenas de D, balançou a cabeça positivamente. Só tomaria consciência daquilo mais tarde.
A língua de D deslizava sobre os seu pescoço, era algo excitante, evitava a todo custo encarar o menino, era algo vergonhoso, estava um tanto inseguro sobre aquilo, afinal, era a sua primeira vez. Mudou sua posição puxando o garoto, ficou deitado na cama, seu objetivo era que o garoto viesse a ficar por cima dele, para melhorar a posição para ambos. Ciel era um garoto que mesmo sendo frio moderadamente, tinha um lado arisco.



Sorria de forma animava vendo-o assentir positivamente com a cabeça, e com a atitude dele, já se colocava sobre ele então, já que o mesmo gostaria daquilo. Ficava com as pernas ao lado do corpo dele, abaixando o corpo apenas um pouco a fim de ficar sobre ele de maneira na qual fosse confortante. Sem demais palavras, levava as mãos até o rosto de Ciel, deixando a ponta dos dedos em movimentos, de forma que acariciava a pele macia do Conde, enquanto continuava com os beijos que fazia no pescoço no garoto, aproveitando o momento. Depois de certo tempo descia uma das mãos, dedilhando suavemente o corpo dele, sentindo cada centímetro do corpo dele, enquanto subia para os lábios dele, beijando-o novamente.



O garoto não abriu mais um sorriso se quer depois do último, não era que estivesse odiando estar ali, mas não tinha o costume. Fitava D em relação a cada sorriso de felicidade -ou não. Chegava a soar engraçado para qualquer um que fosse escutar. Ao longo das carícias proporcionadas por D, Ciel fechou os olhos, ficou pensando, D não lhe saia da cabeça, algo idiota, era extremamente de grande ansiedade ficar imaginando o que o garoto iria vir a fazer, qual seria a próxima surpresa... Então seus lábios e língua mais uma vez foram de encontro ao do garoto, permanecia de olhos fechados apenas desfrutando do momento, de cada segundo de poder estar ali com o garoto, além do carinho que aquele proporcionava a Ciel, era tudo incrível.



Ah... Sem duvidas uma noite longa. Provavelmente uma das melhores também. Olhava para o rosto do Conde enquanto o beijo, vendo-o corado, era de fato maravilhoso. Corava um pouco com aquilo, achando-o realmente mais bonito que o normal. Nem imaginava que essas poucas coisas iriam levar a esta situação. Fechava os olhos, entre toda a emoção na qual sentia, aproveitando da saliva de Ciel, e de cada momento ali. Dedilhava sobre a barriga dele, mais precisamente sobre a cueca short pequena que ele usava, mais depois tornava a levar a mão até a lateral do corpo do garoto, passando para a coxa direita dele, colocando a mão por baixo e a puxando suavemente para cima, tomando posição ao meio dele, acariciando a coxa dele. Estava gostando de sentir a pele macia e quente dele, o que me fazia ficar cada vez mais animado com tudo aquilo... Até que certo momento cessou o beijo, descendo os lábios até o canto da boca dele, desviando apenas um pouco, a fim de começar a falar.

– Ciel eu... Quero prosseguir com isso... Tudo bem?

Sorria de uma maneira maliciosa, descendo a mão na qual estava ainda sobre o rosto dele, até a outra perna dele, começando a subi-la lentamente, desejando que ele entendesse aquele gesto.


Era engraçado pensar que não se conheciam menos de um mês e já estavam ali na cama de Ciel, mas o mais engraçado mesmo, era que Ciel, sendo um garoto extremamente frio e ignorante, havia levado aquilo numa boa. Quando ouviu ter seu nome pronunciado por D, fitou seus olhos, esperando saber o que aquele iria dizer, ficou extremamente surpreso com a pergunta do jovem, devia mesmo Ciel o deixar prosseguir com tal coisa? Quem sabe, imaginava que iria acontecer isso de fato, mas não havia chegado a imaginar como seria tal cena, estava indeciso sobre o que escolher e não podia escolher a jogada errada, era um momento de certa pressão para o pequeno garoto, deveria optar por não, afinal nem se conheciam direito... Mas não, foi contra o seus princípios, Ciel queria poder ter D ali a todo momento, assim como esperava que o outro também quisesse, e não iria acabar com tudo que já havia rolado até aquela hora, já estava de rosto virado, parecia um pimentão, fitando uma das paredes do quarto, falou em tom baixo.

–Eu...Eu não disse para...... parar, disse? Nesse caso....... C-Continue.



Com o que ele dizia, sorria de maneira animada, já me levantando um pouco e o beijando. Não se importava com a forma que ele se encontrava, até achava ele mais bonito daquele jeito do que mais cedo, a algumas horas atrás onde era até mesmo um pouco frio... As coisas estavam indo bem, e estava gostando por estar daquela forma. Corava um pouco ao pensar nisso, e nas palavras ditas mais cedo. Então era eu e ele, agora? Seria talvez isso o que dizem ser... Amor a primeira vista? Enquanto aproveitava da língua dele, já levava a mão até a cueca short que ele trajava, descendo-a para baixo e por um momento separava o beijo, levando o corpo para cima novamente e terminava de tira-la então, começando a tirar a própria calça e cueca depois, tirando a camisa também, praticamente me despindo ali, voltando a ficar sobre Ciel, entre as pernas dele. Colocava os braços embaixo do corpo dele, contornando-o enquanto deixava o rosto ao lado do dele, sussurrando as seguintes palavras: Vou... prosseguir então Conde... ; Corava um pouco com as próprias palavras, mais não se importava, pois estava por agora sentindo o corpo de Ciel, de uma forma mais intima, o que me fazia agarrar-me a pele macia e quente do mesmo, enquanto aproveitava, o momento.



Não entendia porque tanta felicidade no outro. O garoto era um tanto que hiperativo, ao ponto de vista de Ciel e realmente parecia estar muito contente com a situação, algo que era confortável para Ciel, pois ambos os garotos estava gostando do momento ali. Sentiu um frio no corpo inteiro ao ter sua cueca retirada, estaria completamente nu se não fosse pela blusa que apenas estava aberta em seu corpo, isso era constrangedor, mas pelo menos era com D.
Já havia ficado nu na frente de outros, como Sebastian, mas não numa situação como aquela. Conforme Dante arrumava uma posição confortável, tentava ajudar o garoto, para facilitar o processo. Quando as palavras de D foram pronunciadas, respondeu o garoto imediatamente, com um sorriso confortante, sabe-se lá o porquê do sorriso, apenas saiu.

–Conti...nue por-favor.

Ainda com o sorriso na cara, ofegante, de coração acelerado, fechou os seus olhos em quanto sentia D, que a esta hora já estava com o seu membro no corpo do garoto, a dor inicial foi um pouco dolorida, nunca havia sentido algo daquele jeito, segurou as costas de D, abraçando-as, estava de fato corado, mas não deixava de desfrutar do momento ali.



Meu coração batia forte. Ah... Não queria que aquele momento acabasse. Pelo contrario, queria que durasse muito tempo. Nem ao menos se importava como estávamos. Para mim não via o resto do ambiente, para mim, era apenas eu e ele... Eu gostava de sentir o coração dele batendo como batia, assim como o meu acompanhava o ritmo. Estava um pouco corado, nunca estava naquela situação, mais gostava de cada segundo ali ao lado — ou será acima? — de Ciel. Em certo ponto, ainda com o rosto ao lado do dele, tornava a sussurrar, de maneira tranquila, e meio tímida, seria, o primeiro e talvez único que ouviria aquelas palavras, tinha quase certeza disso.


– C-Ciel... Eu.. Te amo... Muito, muito mesmo...

Com aquelas palavras fechava os olhos por um instante, sentindo uma onda de prazer percorrer por todo o corpo, não sabia bem o que estava acontecendo, era algo novo, para D...



”Eu te amo” talvez nunca tivesse escutado algo como aquilo durante dois longos anos, não se sentia muito confortável em responder aquele sentimento de D, nem mesmo poderia, já que este não tinha uma ideia sobre o que era amor. Estaria aquele pequeno garoto amando? Não sei quem sabe com o tempo pudesse vir a descobrir... Uma coisa é certa, aquele momento era único e não iria o esquecer nunca.
Não demorou muito para que a dor que sentia no começo passasse, mas mesmo assim, continuar com um de suas mãos nas costas do garoto lhe era de estremo agrado, já que a outra estava lhe proporcionando prazer em seu membro... Por ser a primeira vez de Ciel, não tinha estabelecido um certo “Auto controle” por tanto, estava mais do que estampado em sua face de que “estava a vir”. Se sentia envergonhado em relação a isso, mas também era inevitável, estar ali com D, naquele ato de amor espontâneo, onde o prazer era imenso. Quando não faltava muito soltou um ou dois gemidos, nada muito alto, um tanto que “fofo” para o seu parceiro... Envergonhado, ainda de olhos fechados e rosto virado, novamente, tornou a falar com o garoto, estava se sentindo um idiota naquela situação, além do mais, era um tanto que vergonhoso para Ciel..


–Me desculpe....Eu...não pude resistir.



Suspirava durante um tempo, e ainda segurando o corpo de Ciel, pressionava os dedos contra a lateral do corpo dele, sentindo logo após certo momento uma sensação de alivio, o que me fazia suspirar novamente de maneira calma, indo um pouco para cima e depois deitando-me ao lado de Ciel novamente, o beijando por um momento, antes de tornar a responde-lo.

– Tudo bem... Eu, também não consegui...

Ria suavemente, com aquele costumeiro sorriso no rosto, já bem mais feliz. Abraçava-me a Ciel, beijando-o no pescoço novamente, somente em um ato de carinho, me acomodando melhor a posição no qual estávamos. Se sentia mais cansado do que antes, mas embora não quisesse dormir, fechava os olhos, sentindo confortável daquele jeito, algo que não se sentia... Bem, não se lembrava, desde quanto tempo não se sentia desta forma.



Apesar de estar todo sujo, pelo o que havia ocorrido aquela hora, estava extremamente feliz pelo menino também estar. Suado e cansado, cansado já estava antes, mas agora exausto. Ainda estava deitado na cama, então virou para o outro lado desta, assim encostando as costas no corpo de D, estava em posição fetal, fechou novamente os olhos e depois de um longo suspiro falou para o garoto em tom sonolento.


–Boa noite... Durma bem e lembre-se que apenas hoje irá dormir aqui nesta cama, junto a mim.

Soltou um pequeno sorriso sínico, não demorou muito para que dormisse na cama ali. Estava de fato cansado, aquilo havia sido de fato ótimo, mas extremamente exaustivo...



Deixava que ele se arrumasse na posição e assim que ele terminava a fala, tornava a abraça-lo da mesma forma que antes, deixando meu rosto próximo ao corpo dele, apenas para ter certo apoio, fechando os olhos por fim então. Depois de um tempo já em silêncio, provavelmente pouco antes de pegar no sono como Ciel, tornava a responde-lo, em um tom baixo que chegaria como um sussurro para ele


– Boa noite... Ciel.

Poucos segundos depois já estava dormindo. Havia ficado bem cansado, e aquele silêncio todo havia feito o sono vir, e não demorou tanto para tal consumir...



Dormiu feito um anjo, junto a Dante, era um tanto gostoso aquele local onde ele estava deitado, sendo aquecido pelo calor do garoto... Como era tarde, acordou cedo e extremamente cansado, já que tinha que fazer os seus deveres, surpreso, estava Ciel ao acordar e se deparar com Sebastian, era como costumava o chamar, que o vestiu e nada falou em relação a estar dormindo na cama com D, após se arrumar, melhor dizendo, após Sebastian o arrumar, seguiu junto a ele para o café da manhã, após seu lanche matinal, ordenou para que assim que D acorda-se arrumassem o garoto, incluindo suas roupas e café da manhã e em seguida o designassem à porta onde este deveria sair.
Teve suas aulas, esgrima, teclado... Nada fora do comum...



Dormiu feito uma pedra, e nem ao menos percebeu a partida de Ciel. Estava acostumado a ficar dormindo até que dessa fome, mais com a cama confortável como aquela, eu até mesmo me esqueci desse sentimento, passando até mesmo algumas horas que estava acostumado. Como não tinha compromisso nenhum, apenas acordou em certo momento, sentando na cama, com a coberta sobre o corpo. Esfregava os olhos, vendo os empregados de Ciel ali. Recebia então minha roupa de volta, a vestindo rapidamente ali mesmo, e me dirigia até o local onde eu comeria algo. Logo depois Tanaka me recebendo, ia com ele em direção na porta, ainda me espreguiçando. Nunca imaginou que dormiria em um local como esse, então de fato estava feliz por pelo menos isso. Ficou um pouco triste por não ver Ciel a fim de se despedir, mas achou que iria o ver depois, seja mais tarde, seja dali a outros dias...

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