O Jogo
6 Capítulo V - Separação
Notas iniciais
Esse também tá meio fraquinho viu, mas vale a pena ler. Espero que goste!
Boa leitura!
Boa leitura!
— Como assim não lacrar cômodos? Temos de lacrá-los! — discordei. — Não. — intrometeu Ariane — Ele está certo, se ficarmos lacrando o esconderijo enquanto o usamos o Peão terá certeza de onde estamos e irá invadir o cômodo. O certo seria nos escondermos e matá-lo, antes que ele nos mate. Abaixei a cabeça e me mantive em silêncio, fez-se um longo minuto de silêncio e os únicos sons ouvidos eram os dos talheres dentro das gavetas que eu e Ariane revirávamos. Hideki se aproximou e pegou uma faca na gaveta, logo depois ele se distanciou e apenas ouvíamos o som da faca sendo afiada. — Hideki, há quanto tempo está aqui? — perguntei. — Não me lembro, esqueceu? Mas eu diria que... Hum... Horas. — respondeu — Daqui a pouco estarei mudando de esconderijo, não me sinto a vontade ficando no mesmo lugar e eu tenho que ir atrás do Peão. — É perigoso. — advertiu Damon. — Se eu não for ninguém vai. — respondeu. Era verdade. Aposto que a maioria de nós estava mais preocupada em se proteger e sobreviver a enfrentar o Peão. — Pode até ser verdade, mas você não vai sozinho. — falou Damon — Vamos com você. — Não, obrigado. Não quero por vocês em risco e também, vocês poderiam me atrapalhar. — recusou. — Hideki, temos que nos ajudar. — disse Ariane se virando para ele. — Que seja, se querem ir lá fora e caçar o Peão, é escolha de vocês. — deu de ombros. — Quando vamos? — perguntou Damon. — Ahn... Podemos nos preparar agora e sair lá fora assim que terminarmos. — respondeu. — Certo, então vamos. — concordou. Ariane e eu pegamos as maiores e mais afiadas facas que tinham nas gavetas da cozinha, eram sete facas, também tinha o garfo de açougueiro. Assim eram oito objetos que poderiam ser usados como armas. Ariane saiu sorrateira da cozinha, logo ela estava de volta com uma mochila em mãos. Peguei energéticos, sucos enlatados e refrigerantes, peguei as frutas e salgadinhos que haviam restado na cozinha, afinal, não sabíamos quando retornaríamos aquele lugar. Ariane e eu guardamos tudo na mochila, entregamos duas facas ao Hideki, duas para Damon, Ariane pegou duas também e eu fiquei com as outras duas que sobraram. Damon colocou a mochila nas costas e assim saímos da cozinha. Vasculhamos a sala com os olhos procurando pelo Peão ou por algum Mascote, Hideki foi à frente e o seguimos para fora da casa, fomos andando cautelosamente até a garagem que estava um pouco distante, o sol da manhã ardia sobre nossas cabeças. Quando passamos próxima a piscina eu ouvi alguns rosnados vindos do jardim próximo a piscina, era um jardim artificial, tinha moitas altas e coqueiros. — Ouviram isso? — perguntei. — Não, não ouvimos nada. — responderam ao mesmo tempo. Continuamos a andar na beira da grande piscina, Ariane estava logo atrás de mim, Damon estava a minha frente e Hideki nos guiava. Até que um lobo nos surpreendeu, ele pulou sobre Ariane e ela caiu dentro da piscina, Ariane tentava sair da piscina, mas o lobo a atacava, Hideki pulou na piscina para ajuda Ariane, ele e o lobo foram para debaixo dágua e um pouco depois surge uma grande quantidade de sangue na piscina. Hideki ressurge com as facas de Ariane e a carrega para fora de piscina. — Obrigada. disse Ariane. Parecia calmo, então, uma faca foi lançada e atingiu um coqueiro próximo a nós, olhamos para o horizonte e do outro lado da piscina estava o Peão. Paralisei de pavor, Damon puxou minha mão e me arrastou, seguíamos Ariane e Hideki. Corremos até a garagem para nós abrigar lá e nós escondemos, fiquei debaixo de um carro, eu podia ouvir os passos pesados do Peão até que ele abaixou para olhar debaixo do carro. Comecei a gritar e saí da garagem. Damon, Hideki e Ariane logo saíram também e o portão da garagem foi fechado, de trás da garagem surgiram Andrew e Maxinne. — Andrew! Maxinne! gritou Ariane. — E aí galera, parece que salvamos vocês. comemorou Andrew. — Ah, eu não diria isso, Andrew. discordou Maxinne gesticulando para que olhássemos para o portão da garagem. O Peão havia atravessado o portão com o facão e abria uma passagem por ele. Não pensamos duas vezes e voltamos a correr, fomos em direção a mansão. Ousei olhar para trás e vi o assassino correndo atrás de nós, ele preparou o facão e o lançou na direção de Maxinne.
— Maxinne! Cuidado! gritei. Pulei sobre Maxinne a derrubando e a salvando do ataque, o facão fincou bem diante de nossos olhos no gramado. Peguei o facão e o taquei para longe, sem ele, o Peão não representava muita ameaça, peguei a mão de Maxinne e a arrastei rumo à mansão, corri ao redor da grande casa e entrei por uma janela que estava escancarada, Maxinne veio logo atrás de mim e depois que ela entrou fechei a janela e a cortina, nós duas nos escondemos dentro do guarda-roupa do quarto. Ficamos encolhidas naquele espaço pequeno, apertado e quente enquanto recuperávamos o fôlego, mas isso era pouco perto de nossas maiores preocupações, agora, eu e Maxinne estávamos sozinhas, acabamos nos separando do grupo. — Merda... resmunguei. Maxinne assentiu, o rosto dela estava vermelho devido ao esforço que fizemos para fugir. Fechei os olhos e tentei pensar em algo.
Notas finais
Obrigada por ler, até o próximo!
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