O Jogo
12 Capítulo XI - Incêndio
Notas iniciais
Agradecimentos: Obrigada por terem comentado, lido e favoritado a fic Moonshadow, Hufflepuff Pride e Amandha LP.
POV — Damon
Fiquei sentado lá ao lado de Anna, acabei pegando no sono, afinal, não dormia há um bom tempo. Acabei acordando assustado e com medo de que o Peão ou alguma Mascote me atacasse enquanto durmo, olhei para Anna e ela já havia morrido, me despedi da minha irmã e me levantei. Estava escurecendo, provavelmente eram cinco e quarenta da tarde, estava frio e ventava bastante. Fiquei perambulando pelo gramado ao redor da mansão, não estava com medo de ser encontrado por ninguém. Por fim voltei ao jardim artificial e sentei na borda da piscina, fiquei observando Anna, me deprimi em ver minha irmã morta, lembrei-me de quando éramos pequenos e só ficávamos brincando, sinto falta daqueles tempos simples. Outro vento gelado soprou e trouxe com ele o cheiro de queimado. Espere, queimado? Levantei-me num salto e olhei para trás, a mansão estava em chamas, sim, um incêndio. Corri aproximando-me mais da mansão para olhá-la de perto, isso era uma catástrofe, provavelmente obra do desgraçado. Caí de joelhos ao chão e levei as mãos à cabeça, foi então que me lembrei, Ariane estava lá dentro. Mesmo ela tendo me abandonado, abandonado Anna e abandonado Hideki, eu não iria abandoná-la. Levantei-me célere e entrei na mansão, olhei ao redor, mas nada de Ariane, apenas fogo, era incrível como o fogo estava se espalhando rapidamente e a fumaça não era uma fumaça normal, era mais escura e mais pesada.
— Ariane! Ariane! — chamei, mas não obtive resposta.
A fumaça que eu estava inalando estava me sufocando, comecei a tossir, respirar era quase impossível. Fui até a cozinha e molhei um pano de prato, cobri o nariz e a boca com ele. Corri pela mansão em chamas gritando por Ariane, mas não a encontrava, comecei a pensar que ela já havia escapado ou que já havia morrido, a estrutura da mansão estava caindo. Então eu comecei a ouvir um ruído, parecia que alguém estava tossindo, o som vinha de um dos banheiros da mansão, arrombei a porta e lá estava Ariane, a garota estava caída no chão do banheiro, a peguei e a coloquei nas costas, passei a abrir todas as janelas que estavam próximas a mim para fumaça sair, fui até a escada que dava ao primeiro andar, mas a passagem estava bloqueada pelo fogo, andei de um lado para o outro procurando alguma forma de sair da mansão, até que o piso sob meus pés cedeu e eu e Ariane caímos, fomos parar na biblioteca. As estantes de livros começaram a cair e a estrutura da mansão estava cada vez mais fraca, logo logo o teto do primeiro andar iria desabar sobre nós, corri para fora da biblioteca deparando-me com a sala de visitas, corri até a porta da frente enquanto desviava da madeira que caía, até que finalmente saí da mansão. Suspirei aliviado, voltei a tossir até que pudesse respirar o ar puro, deixei Ariane deitada na grama, ela não se mexia, apavorei-me e me ajoelhei na grama, próximo a Ariane, tentei ouvir o som do coração dela, não o escutei. Ela também não respirava, comecei a surtar, gritando para o mundo inteiro ouvir, agora, eu estava sozinho.
Os minutos se passaram e começou a chover, a chuva vinha com toda a força e foi suficiente para apagar as chamas que destruíam a mansão, ou melhor, que destruíram. Ela continuava de pé, mas o interior já fora perdido. Não poderia ficar naquela chuva, eu já estava ensopado, então resolvi ficar na garagem.
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POV — Demônio da Morte
Entediado eu havia assistido a vela de Anna se apagar e agora eu assistia a vela de Ariane se apagar, finalmente, pelo menos o jogo acabaria logo, estava ficando desinteressante. Não. O jogo perdeu totalmente a graça depois da morte de Hideki, ele era o único corajoso entre esses pirralhos, eu só espero que o ódio de perder sua irmã e seus amigos transforme Damon. Agora só restara uma vela na estrela do jogo, não demoraria muito para que o Peão acabasse com Damon. Mas eu estava irritado, o Peão andou trapaceando e usando seus poderes, parece que as correntes não foram suficientes para selar os poderes de tal. Animei-me por um momento ao perceber que ele havia chegado, ele havia demorado bastante, preferiu ficar escondido entre as sombras.
— Hei venha cá, aproxime-se. — chamei.
Ele me ignorou, revirei os olhos e então me inclinei no trono.
— Eu preciso de um favor seu. — falei.
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