O Jogo
1 O jogo - 1 Shot
Ciel se perguntava se Alois não podia simplesmente esquecê-lo, já era a 6° carta que o conde Trancy mandava para Ciel; o conteúdo da carta era sempre o mesmo, algo como:“Ciel Phantomhive, Preciso que compareça em minha mansão, para tratarmos de um assunto em especial (...)”Ele sabia que, vindo de Alois “um assunto em especial” poderia ser qualquer loucura ou audácia, por este motivo, o conde Phantomhive ignorava absolutamente todas as cartas de Trancy, porém, se continuasse daquela maneira, o número de cartas iria aumentar, e era conhecida (e muito bem conhecida) por Ciel, a persistência de Alois.“Eu deveria respondê-lo, ao menos, deveria comparecer à mansão?” Ciel resolveu ir até a mansão de Alois, porém era tarde demais para tal decisão, o conde, repentinamente, aparecia na mansão, escancarando a porta da mesma, gritando para a mansão inteira ouvir:
-CIEL PHANTOMHIVE! NUNCA O PERDOAREI POR ME IGNORAR DE TAL MANEIRA! ONDE ESTÁ SUA EDUCAÇÃO?
Ciel suspirava, indo em direção ao conde, pondo a mão sobre sua boca, dizendo quase num sussurro:
-Se continuar a gritar, mandarei que Sebastian coloque você para fora, neste mesmo instante e... –Ciel era interrompido no meio da frase, Alois, como uma criança, lambia a mão que tapava sua boca, livrando-se dela imediatamente, deixando Ciel com uma expressão de repulsa.
-Trancy, você é repulsivo! –Alois ria ao ouvir as palavras do outro.
-Preciso falar com você, Phantomhive, e preciso falar sério... Ou melhor... Vamos jogar... Leve-me ao seu escritório, preciso de uma conversa reservada.
Ciel ia andando, em frente à Alois até seu escritório, onde convidava o loiro a se sentar em frente a sua mesa, encarando-o de modo frio, sério e um tanto rude
. -O que quer? Diga-me logo.
-Eu o quero, Phantomhive! A qualquer custo, eu o quero, mas não posso mais aguardar, me cansei disto.
Phantomhive ria de modo maldoso, como se debochasse do outro.
-AHAHAHAHAHAH! Nunca, Trancy. Como se eu fosse concordar com tal idéia absurda!
Alois se levantava ao ouvir aquilo, apoiando-se na mesa com as palmas das mãos, deixando o rosto bem próximo ao de Ciel, chegando a encostá-los.
-Escute Phantomhive, se rir novamente desta maneira, irá se arrepender de ter me provocado – O loiro logo ficava de pé normalmente, sorrindo de modo infantil e inocente – Mas, já que age de modo tão frio, deixe-me propô-lo uma aposta... Vamos jogar xadrez, se você perder, irá ter de me dar pelo menos um beijo, mas não qualquer beijo, quero um beijo intenso... Quero “O beijo” Sr.Phantomhive.
-Ótimo, e se você perder, terá de sair da mansão, e não retornar, a não ser que eu o chame.
E assim a partida se iniciava, as peças eram movidas, o tempo se passava rápido, Ciel movia a última peça, vencendo Trancy facilmente.
-Checkmate! Alois jogava o tabuleiro longe, gritando de raiva, a final, estava confiante, mas Ciel era realmente o melhor naquele jogo; ele saia do cômodo, aos prantos, ódio, tristeza... A final, ele queria apenas um beijo daquele que ele mais desejava.Ciel suspirava, segurando o braço de Alois, o qual surpreso virava-se sorrindo para Ciel.
-Hai? O que houve?
-Eu o darei o que quer, e então, você irá embora e nunca... MAS NUNCA MESMO, irá voltar a por os pés nesta mansão, entendeu?
-Como quiser!
Ciel trazia Alois para junto de si, beijando-o de modo intenso, O beijo não era como Alois esperava, um beijo frio e rápido; Não... Aquele fora um beijo quente, longo, Ciel abraçava Alois, fazendo que o loiro ficasse corado.Finalmente o beijo foi quebrado por Ciel, que junto com o beijo, quebrava também o silêncio.
-Agora... Vá!Alois saia saltitando pela mansão, ao chegar à porta, jogava um beijo para Ciel, que estava o fitando de modo frio.Ciel foi até a janela mais próxima, vendo Alois entrar na carruagem e assim partir, o conde sentia-se diferente, seu coração pulsava forte, sua mente estava confusa.“Tudo por causa daquele maldito... Maldito Trancy!”Ele pensava consigo, enquanto Alois, na carruagem, sorria ao tocar com o indicador os lábios, que haviam acabado de ser tocados pelo amor de sua vida.
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