O Jeito Ninja de Naruto!!!
18 Capítulo 17 - Depressão
Notas iniciais
Ps: Não se acostumem com esse episodio grandão, afinal somente o tema de hoje que rendeu.
Alguns dias depois da guerra, em Konoha, como se tivesse sido sugada de volta para a cruel realidade, Hinata desperta de suas poucas horas de sono sem pesadelos. Pensou novamente nas conseqüências do golpe, que bem demonstrava o quão devastador e profundo, foi. Golpe... Um jeito estranho para descrever a perda e o vazio que, ironicamente, preenchiam seu coração e sua alma. Sentia-se só, estando rodeada de pessoas, que pareciam não entender e tão pouco, respeitar seu silêncio, mas para que falar? Para quem falar? A pessoa que lhe importava, nunca mais a ouviria...
Durante uma semana inteira, não se seguiu mais nenhum dia bonito, não para a primogênita dos Hyuuga, que jazia deitada. A claridade do dia insinuou-se através da fresta da cortina do quarto silencioso, banhou a cama e sua ocupante, com um fraco feixe de luz. Com a cabeça reclinada nos travesseiros e olhos semicerrados, ela vegetava rígida ali, seu jovem rosto que outrora fora cheio de vida e corado, encontrava-se com uma palidez doentia e a expressão morta. Doía pensar que ela não teve o direito de ser feliz com Naruto, ele mal a notara e a já havia partido.
Engoliu os soluços que lhe brotavam na garganta e virou-se na cama, vislumbrou uma sombra fraca por debaixo da porta e soube que mais uma vez insistiriam em atormentá-la com suas falhas tentativas de consolo, com os mesmo olhares penosos, olhares que ela não era capaz de suportar, não sem sentir uma raiva imensa dentro de si, disputando espaço com a dor lancinante. As batidas suaves na porta encheram, brevemente, o vácuo do quarto e sem esperar resposta, a pessoa já adentrava no local, local carregado com uma atmosfera mórbida e soturna. Percebeu quando seu pai sentou-se, pelo leve mover do colchão, pois ela mantinha os olhos perolados e sem vida, cravados em um ponto inexistente da parede branca.
Hiashi: Hinata venha tomar café conosco. Precisa se alimentar Mesume.
O Hyuuga, com a voz terna, tentava tirar a filha do quarto, sem sucesso como sempre, esticou a mão para acariciar a face abatida e a mesma virou-se, enterrando-se nos travesseiros, ela o havia ignorado.
Hinata: Deixe-me em paz.
Hiashi: Ele não gostaria de te ver assim Mesum...
Hinata: Chega!
Era assim todas as manhãs, Hinata não atendia ao pedido de ninguém, espantava-os com a mesma frase, tolerava a presença de sua irmã e mesmo assim, Hiashi suspeitava que era devido o silêncio da caçula, que contentava-se em apenas estar ao lado da irmã em um momento tão difícil e doloroso. Ele não insistiu, não queria que a discussão do dia anterior se repetisse, Hinata tivera uma explosão de raiva, gritou e esbravejou com o Hiashi, sem se importar com as palavras que usara. Á passos lentos, ele deixou o quarto, completamente vencido. A menina apenas suspirou irritada. O pai nunca havia se importando antes, agora quem não se importava com mais nada era ela.
Como poderia viver sem sua vida? Era inexprimível. Insuportável. Medonho.
Levantou-se da cama, relutante, dirigiu-se ao banheiro. Seu reflexo no espelho era irreconhecível, não pelas olheiras ou pela palidez anormal, sim por Hinata não se reconhecer mais, nada tinha sentido ou valor. Era tudo inaceitável e sem cabimento. Vazio... Rumou a cabeça de encontro ao espelho frio e olhou os próprios olhos, via através deles, manchas de sangue, cortes profundos e inflamados, que não cicatrizariam jamais... Em sua alma. Aquele dia arrastou-se alheio a vontade de Hinata, tudo seguia lentamente a sua volta.
Ela sai de seu transe, com a presença do primo, que trazia consigo uma pequena bandeja contendo uma xícara de chá, alguns biscoitos e algumas frutas. Ele deixou na penteadeira e colocou-se sentado ao lado de Hinata, então circundou os braços em torno do corpo frágil da Kunoichi, na tentativa de consolá-la. Fadigada, ela entregou-se as lágrimas e aos soluços presos em si. Neji não sabia exatamente com agir diante da dor que assolava o coração da prima, concentrou-se apenas em acalentá-la até que aquela crise de choro passasse, mas ele sabia que logo viriam outras. Ouvira todas as noites desde a morte de Naruto, durante varias horas na madrugada, o choro cruciante e aflito. Desejava ajudá-la, mas conseguia ser, unicamente, um ombro para ela chorar sem preocupar-se em falar.
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Andava calmamente, como se estivesse em uma bolha de estupor, pelas partes mais afastadas da movimentação de Konoha, beirando á floresta. Shino a convenceu a dar uma pequena volta nos domínios do clã, mas com sua persuasão e paciência, acabou por conduzir Hinata para fora. O companheiro de time não passava o tempo todo dizendo coisas desnecessárias a ela, por esta razão que aceitou caminhar um pouco na sua companhia. O silêncio de Shino lhe permitia privacidade para pensar em Naruto. Queria tanto ter tido o poder de dissuadi-lo daquela idéia, ou então simplesmente que a deixasse ajudá-lo até o fim, pois ela não admitia um mundo sem ele, sem o garoto hiperativo, o qual Hinata resguardara todo seu amor, durante anos a fio. Sua mente já estava ficando perturbada, seu coração há muito estava oprimido pelo peso da tristeza e sua alma encontrava-se completamente envolta em uma tormenta infinita.
Shino disse poucas coisas à Hinata, coisas como, ela não estar sozinha nisso, que poderia contar com a companhia e o apoio dos amigos. Mas Hinata nada respondia, apenas ouvia. Quando enfim abriu a boca, foi para pedir que o amigo a deixasse voltar para o clã Hyuuga sozinha, pediu com a voz baixa e sem ser grossa. Ele distanciou-se devagar, até que sumiu de sua vista. Hinata ainda não aceitara o fato daquele sacrifício, Naruto prometeu que conversariam depois. Depois quando? Pensou ela, levando a mão aos lábios e lembrando-se do único beijo, podia sentir perfeitamente o calor do toque delicado que ele dera em seu rosto, a maciez da boca de Naruto. Nunca mais o sentiria, nunca mais o veria...
Espremeu os olhos, que ardiam com as lágrimas. Distraída e imersa nessa solidão e dor, ela não notou a aproximação de Kiba. O rapaz a envolveu pelos ombros, assustando-a e fazendo com que ela se afastasse. Não tinha a menor vontade de falar com Kiba, sabia muito bem que ele não seria capaz de agir como Shino agiu. Quieto e calado. Definitivamente, o Inuzuka não faria isso. Ela mal concluiu tal pensamento voltando a andar sem lhe dar atenção e o ouviu questioná-la:
Kiba: Hinata, até quando vai ficar assim?
Optou por ficar calada. Enquanto conseguisse. Algumas passadas largas e Kiba colocou-se na frente de Hinata e a segurou de leve pelos braços. A respiração dela ficou ruidosa de nervoso, será que ele não entenderia nunca? Não entendia que ela perdeu a única pessoa que amou nesse mundo? Não entenderia o quanto sofria por saber que todos estavam muito bem com a atitude de Naruto, menos ela?
Hinata: Kiba-kun, tire as mãos de mim, por favor.
Ignorando o pedido sério de Hinata, ele deslizou as mãos para o ombro dela e a desceu novamente, parando próximo dos cotovelos.
Kiba: Eu só quero te ajudar a esquecê-lo. Pretende passar o resto da vida magoadinha? Ele só te deu um beijo, sequer havia te notado antes.
A raiva foi se assomando no peito de Hinata, por mais que ela não suportasse a idéia de que estava sem ele e que a situação, infelizmente, era irreversível, a Hyuuga não iria permitir que ninguém falasse com tamanho desdém, como se fosse pouco os sentimentos dela para com Naruto. Lançou um olhar de advertência e nada de Kiba deixá-la em paz. O buraco que só fazia crescer dentro dela, alimentou a tristeza, a insatisfação de estar abandonada e as feridas de sua alma, transformando-os em um ódio tão profundo quanto sua dor. Inclinou suavemente o rosto, deixando-o coberto por sua franja, permitiu que um sorriso sádico brotasse no canto de seus lábios, enquanto sentia as veias em torno de seus olhos dilatando-se.
Hinata: Não irá mesmo sair do meu caminho, Kiba?
Perguntou ainda de cabeça baixa.
Kiba: Não, Hinata. Quero conversar com você.
Hinata: Treinou tantos anos comigo... Deveria saber que esta dentro do meu Hakke.
Nem deu chance para Kiba pensar e apurar o tom de voz usado pela primeira vez por Hinata, o cinismo, e ela o atacou com o Juukenhou Hakke — Hyakunijuuhachi Shou(Campo de Batalha de 8 Trigramas, 128 Palmas) proferia os golpes com voracidade, por um instante esqueceu tudo que a estava machucando e descarregou um pouco de sua tensão. Kiba sentia seus Tenkentsus sendo fechados, a dor aguda em cada pedacinho de seu corpo só aumentava, as coisas aconteceram rápido demais, ele nunca imaginou que Hinata pudesse atacá-lo daquela maneira.
A Hyuuga bateu com a palma das duas mãos abertas no peito de Kiba, fazendo com que ele fosse lançado para trás com violência. Incapaz de fazer algo para se defender, por ter sido pego de guarda baixa, Kiba apenas esperou o baque de seu corpo no chão. Mas isso não aconteceu, sua queda foi amparada por Shino, que fizera o caminho de volta preocupado, ao sentir a oscilação do chakra de Hinata e acabou chegando a tempo de segurar o amigo. Kiba bateu com as costas no peito de Shino, mal conseguia mover-se. Foi colocado no chão e viu Shino colocar-se diante dele, olhando nos olhos obscurecidos de Hinata, ele perguntou:
Shino: O que aconteceu para você atacá-lo, Hinata?
A princípio, Hinata não respondeu nada, apenas olhava de maneira estranha para Shino, endireitou o corpo, que ainda encontrava-se em posição de ataque, andou a passos largos e ao passar pelos dois, respondeu sem encarar o amigo:
Hinata: Ele ficou no meu caminho.
Seguiu em direção ao clã, a tarde já caia sobre Konoha, Hinata entrou sem falar com ninguém e também não se importou quando esbarrou em alguns Hyuuga, que pediam desculpas. Ao chagar na casa principal, Hiashi a esperava na varanda. Ela passaria direto, caso não tivesse sido segurada pela mão do pai, parou e não se virou para ele.
Hinata: O que foi dessa vez?
Hiashi: Filha, por que esta tão transtornada assim? O que houve?
Hinata: Nada, por que você não me deixa em paz, como fazia antes? Era bem melhor quando ninguém me importunava!
Gritou dando um solavanco e se soltando do contado com o pai.
Hiashi: Ninguém esta te importunando, Hinata, queremos apenas o seu bem.
Hinata: Estão com pena de mim, não quero os sentimentos de vocês! Quero o Naruto de volta e ninguém pode trazê-lo!
Hiashi: Hinata, entenda qu-...
Não pode terminar de falar, pois a filha havia dado ás costas, deixando-o falando sozinho. Hinata trancou-se no quarto e sentou no chão, encostando-se na porta, lágrimas grossas escorriam por sua face. Deixou a cabeça cair sobre os joelhos dobrados, seu peito doía, a cada minuto que passava, sua dor aumentava ainda mais, aquele vazio corroia sua alma e esmigalhava, reduzindo a pó, os pequenos pedaços de seu coração quebrado. Sentia os nervos em frangalhos, como queria ter partido com Naruto para onde quer que ele tivesse ido! Chorava copiosamente. O sorriso sapeca e inocente do loiro invadia seus pensamentos e salpicava mais sofrimento em sua vida.
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Shino levou Kiba para o hospital, era realmente desagradável ser ferido por um Hyuuga, o corpo do amigo havia ficado bastante machucado, por não ter reagido aos ataques de Hinata. Enquanto esperava Sakura e Karin o tratarem, pensou na amiga e no estado em que ela se encontrava. Precisava fazer algo para tentar reverter a situação, tinha consciência de Kiba, provavelmente passou dos limites, como já havia feito alguns dias antes, mas nada justificava o comportamento agressivo. Shino ouviu Sakura passando algumas instruções para Karin, que para não ficar presa, aceitou a proposta da Hokage, prestar serviços a Konoha e sob a supervisão de Sakura. Assim que notou que Kiba já estava bem, seguiu na direção de sua Sensei, iria pedir para Kurenai conversar com Hinata, afinal ela também havia perdido o homem que amava.
Karin terminava de fazer alguns pequenos curativos em Kiba, tentava esconder a insatisfação de estar trabalhando forçada, mas era melhor do que passar, sabe-se lá quanto tempo, em uma cela. Ela estremeceu com o pensamento e acabou apertando sem querer um dos machucados do paciente.
Kiba: Aih! Preste mais atenção!
Karin: Ih, desculpe, não precisa desse mau humor todo.
Ela xingou Kiba mentalmente com todos os nomes possíveis e impossíveis. –Que fresco!- Pensou enquanto colocava o ultimo curativo na bochecha dele.
Kiba: Que mão pesada, garota! Isso ai dói, sabia?
Irritada por ele ter passado o tempo todo reclamando quando Sakura ainda estava lá e agora fazia o mesmo com ela sozinha, acabou puxando o cabelo dele pro lado e esbravejou:
Karin: Fica calado seu pulguento irritante!
O pavio curto de Kiba o fez retrucar, ao invés de ficar quieto:
Kiba: Se você fosse mulher o bastante, já teria me calado. Mas não. É só uma traidora que faz parte do fã clube do Sasuk-...
Foi à gota d’água, sem pensar em mais nada, Karin tascou um beijo na boca dele, calando-o. No primeiro instante, Kiba não entendeu muito bem o que a doida ruiva estava fazendo, mas logo a puxou para junto de si e intensificou o beijo. Ela correspondeu ao jeito selvagem enterrando as mãos nos cabelos castanhos e revoltos do Inuzuka, quando foi puxada acabou caindo sentada nas pernas dele. Kiba deslizava as mãos pelas costas de Karin sem nenhuma delicadeza, sentia o corpo quente e macio junto ao seu, desceu a mão pelos quadris dela, acariciou e apertou com vontade a coxa exposta, graças ao short curtíssimo. O ar faltou e os lábios finalmente se separaram, Kiba se deu conta do que fizeram e a empurrou de seu colo fazendo escândalo:
Kiba: Sua louca! Era pra você cuidar dos meus machucados e não em agarrar! Eu amo a Hinata.
A ruiva arregalou os olhos e, nervosa, deu um soco na cara de Kiba, que caiu da maca.
Karin: Cala essa boca seu sarnento de uma figa!
Uma veia pulsava na testa dela. Ele se levantou com dificuldade, deitou com a cara amassada pelo soco. Kiba berrou apontando a porta do quarto:
Kiba: Sai daqui logo, se voltar aqui, juro que a Tsunade-sama vai ficar sabendo como você trata os pacientes!
Mesmo estando com vontade de bater mais nele, Karin viu-se obrigada a sair, não queria ir parar em uma cela de jeito nenhum. Ela deixou o quarto e procurou Sakura pelos corredores do hospital a contragosto, pensou na besteira que havia feito. –O que deu em mim para beijar aquele pulguento escandaloso? – tocou os lábios sem perceber e depois balançou a cabeça fazendo careta e se chamando de retardada.
Sozinho e com dor, Kiba ainda reclamava do tratamento de Karin, já bastava ter apanhado de Hinata. Revirou de um lado pro outro na maca e não encontrava uma posição confortável, seu corpo ainda estava dolorido e a lembrança do beijo não saia de sua cabeça por mais que ele tentasse parar de pensar naquilo.
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Sentada no chão e de pernas cruzadas, Hinata fingia bebericar o chá, que Kurenai insistiu em tomar com ela para conversarem um pouco. A Sensei falou da dor que sentiu ao perder Asuma, Hinata respondia apenas com um aceno de cabeça ou emitia algum som baixo indicando que a ouvia.
Kurenai: Pensei que meu mundo tinha acabado quando me vi sem ele, Hinata. Mas precisei ser forte e tentei superar, na verdade, tento superar todos os dias. Não é uma coisa fácil, porém temos que nos esforçar.
Com um riso fraco e debochado, Hinata a respondeu pela primeira vez:
Hinata; É fácil falar quando se tem um pedacinho dele ao seu lado, não é, Kurenai-sensei? Você tem alguém para amar e cuidar, alguém que Asuma-sensei deixou com você.
Shino tinha razão, ela estava mesmo muito imersa naquela dor. Isso assustou Kurenai, ela não queria ver a doce menina transformando-se em uma pessoa amarga.
Kurenai: Não! Não é fácil, pelo contrario, torna-se ainda mais difícil, por que esse pedacinho, como você diz, um dia sofrerá a falta do pai, assim como sofro...
Hinata arrependeu-se por ter sido tão rude com quem sempre quis o bem dela, por mais que seu coração estivesse morrendo cada vez mais, não tinha o direito de descontar isso em Kurenai.
Hinata: Desculpe Kurenai-sensei.
Falou baixo e olhando o líquido quente em sua xícara. Foi pega de surpresa com um abraço terno e um beijo na bochecha pálida.
Kurenai: Tudo bem querida, sei o que esta passando, entendo sua dor e seu silêncio.
Hinata: A... Arigato...
Sussurrou envergonhada, tinha sido ignorante e mesmo assim recebeu carinho. Kurenai despediu-se de Hinata e saiu, encontrou Hiashi cabisbaixo no jardim e pediu a permissão dele para que a filha passasse um tempo em sua casa, pois achou que isso faria bem para essa melancolia em que a garota se afundava mais e mais. Ele permitiu, sabia que Kurenai cuidaria bem de Hinata, afinal ele mesmo havia entregado a filha a ela há alguns anos atrás, coisa que se arrepende muito. Kurenai entrou na casa principal novamente, Hinata ainda jazia sentada e imóvel no mesmo lugar, aproximou-se dela e abaixou.
Kurenai: O que acha de passar algum tempo comigo, Hinata? Seria bom pra voc-...
Foi interrompida.
Hinata: Não, obrigada, mas prefiro permanecer em casa.
Pouco adiantou ela insistir, Hinata parecia irredutível quanto a sugestão, por fim, acabou desistindo e foi embora. A Hyuuga dirigiu-se para seus aposentos e passou á tarde chorando silenciosamente, sentia-se sendo engolida pela ausência de seu amado. A dor lancinante dominava suas entranhas e as ultimas palavras do loiro pairavam em sua mente sem parar. Ela começou a desejar intensamente morrer, assim estaria com ele em algum lugar. Um raio alaranjado invadiu seu quarto pela janela, o calorzinho acariciou a pele de Hinata. Seu choro assomou, por que Naruto a deixara? Aquele raiozinho laranja e quente parecia querer falar algo, ela se lembrou da determinação em proteger todos, que o rapaz tinha, o sorriso raramente lhe abandonava o rosto e o brilho daquele olhar dificilmente se apagava. Percebeu que estava sendo injusta ao achar que ele á abandonara, não. Ele havia se sacrificado para que ela e os outros pudessem viver em paz, ele morreu de maneira honrável e de súbito, Hinata quis fazer o mesmo. Queria morrer em batalha e honrar o sacrifício dele.
Mas ela voltou a chorar, navalhas corriam em seu peito, em sua mente a tristeza distorcia tudo o que ela pensava. A porta se abriu, Hanabi entrou e sentou colocando a cabeça da irmã em seu colo. Ver os soluços de Hinata e não poder fazer nada era horrível, acariciou os cabelos dela até que pegou no sono. Permaneceu ali um pouco mais e desejou tanto que Naruto não tivesse morrido, rezou baixinho, como se falasse com o Uzumaki. Queria sua irmã sorrindo outra vez e a razão do sorriso de Hinata era ele. Acomodou a cabeça dela em um travesseiro, cobriu-a com um lençol e saiu do quarto.
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Hinata via, nitidamente, Naruto deitado em uma cama grande, em torno daquela cama havia seis figuras, que ela não soube identificar. Seu corpo arrepiou-se por inteiro, o desespero tomou conta de seu peito, o que significava aquelas seis figuras? O que fariam com Naruto? Invadida por um pânico intenso, ela grita o nome dele:
Hinata: Naruto-kun!!!
Abriu os olhos, sentou na cama e procurou vestígios das seis figuras e principalmente de Naruto, não notou que estava chorando até Hanabi entrar correndo no quarto e abraçá-la dizendo que foi apenas um pesadelo. A caçula acalentou-a durante o choro doloroso que custou passar.
De seu quarto, Hiashi ouviu o grito de Hinata e em seguida a voz de Hanabi tentando a qualquer custo acalmá-la. Não foi vê-la, sabia que ela não aceitaria a presença dele, perdeu completamente o sono e deixou que ás lágrimas banhasse sua face, estava sofrendo junto com a primogênita e não podia fazer nada, iria no outro dia implorar a ajuda da Hokage.
Notas finais
Preciso da colaboração, pois as ideias que tive no ultimo capitulo me ajudaram muito no futuro dessa fic, então peço que por gentileza, sejam gentis e escrevam pelo menos um comentario de como posso melhora-la hahahaAgradeço a todos os reviews que tem chegado, tem me enchido de ideias inusitadas, desse jeito vou fazer uma super fic.
ate o proximo!!!!
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