O Jardim da Morte

1 Prologo - O Surfista Salafrario


Notas iniciais
Esse capitulo vem para introduzir a historia, uma ideia nova que eu tive, para conhecermos a origem de nosso protagonista.

Havai – 1996

Campeonato internacional de Surf

Categoria Amador

Uma mulher de cabelos loiramente artificiais está “dançando” com sua prancha sobre uma onda rebelde, ela tem olhos castanhos claros que lembram muito o mais amargo dos chocolates, uma atitude que aparentava ser de uma garota que acabara de fugir de casa, e não lembrava em nada a bem-sucedida chef de cozinha que ela era em sua “vida real”. Dentre os vários competidores que haviam entrado na competição só sobrava uns 30, que pouco a pouco iam perdendo seu controle sobre as águas e caiam das pranchas ou desistiam. Aquela mulher visualizava seu objetivo, o premio de 1 milhão de dólares que a ajudaria a pagar as dividas que sua mãe havia contraído ao construir a casa em que morava. A garota-mulher já estava quase se desligando do mundo para começar a se martirizar por seus problemas quando sentiu alguém passando perto dela, ela voltou a si e percebeu que só haviam mais 5 competidores além dela, era a hora dela lutar pela vitoria realmente.

Aquela surfista não seria vencida facilmente, ela mostrou todo seu repertorio, back Side, Batida, 360°, Bottom Turn, Cut Back, Floater, Grab Rail e finalizou com um Aerial 360°. Ela deixou muitos dos competidores esbabacados, foi então que o mar começou a se acalmar e as ondas foram sumindo, era o ultimato, fim de campeonato, hora de contar os pontos. Todos os surfistas se retiravam da água quando uma onda enorme surgiu, ninguém teria coragem de se aventurar nela, porem a garota percebeu que apenas ela e mais 4 surfistas estavam se retirando, faltava alguém nesse grupo, ela olhou mais uma vez para trás e viu ele, o louco, o homem estava na crista daquela onda, fazendo manobras perfeitas, primeiro lugar na certa, ela então cometeu um erro, pensou na sua mãe e decidiu, mais uma onda não fará mal.

Ela partiu para onda e se preparou para fazer suas manobras, até que algo saiu errado, era como se aquela onda tivesse vida, ela era revolta e não queria ser dominada, ela estava de alguma forma lutando contra aquela surfista, a jovem lutou contra a onda, mas a gigantesca rebelde não desistiu, até derrubar aquela competidora, ela caiu no mar e foi afundando e num ultimo lampejo de consciência ela viu dois olhos azulados afundando em busca dela, após isso não houve mais nada alem da escuridão. Ela acordou alguns minutos, ou seriam horas, depois, ela já estava fora do mar, o seu salvador acima dela, parecia um anjo tentando puxar sua alma, ela sentia sua vida sendo sugada, até que sentiu seu espírito saindo pela boca, não, não era nada disso, era apenas a água saindo de seus pulmões.

Moça, a senhorita está bem?

Surfista: Hã!? Sim, Claro, o que houve?

Salvador: Sua cabeça está doendo? Você a bateu no fundo?

Surfista: Não, foi só o susto, eu acho...

Salvador: Não se preocupe, vou lhe levar em uma emergência, uns exames para ter certeza não farão mal.

Surfista: Hã? Não, não precisa.

Salvador: Claro que precisa. Meu nome é Don. Qual o seu?

Surfista: Claire, sou Claire

Don levou Claire ao hospital mais próximo, eles fizeram um check-up e a garota estava em ótimo estado, eles saíram então despreocupados do hospital.

Don: Você é ótima surfista, parabéns pelo segundo lugar.

Claire: Obrigada, eu estava mesmo precisando. Mas você viu quem era venceu o primeiro lugar? Deve ter sido aquele surfista que dominou a onda gigante, todo orgulhoso no topo.

Don: é, fui eu mesmo

Claire: [envergonhada] ah, era você?! Parabéns então.

Don: Não precisa.

Claire: Obrigado por ter abandonado a prova para me salvar.

Don: Obrigado nada, você tem uma divida agora comigo.

Claire: [entrando na defensiva] Serio? E o que você está pensando que eu vá fazer?

Don: Estou querendo comemorar a nossa vitória, vamos comigo na Light Club, tá rolando uma festança lá.

Claire: Ok, mas é apenas uma comemoração amigável. Não pense que eu sou dessas garotas que você encontra pelos campeonatos que só quer saber de secar o campeão.

Don: Eu sei que você não é assim, e é por isso que gostei de você.

Eles foram até a festa e comemoraram animadamente, beberam ... Dançaram... Sorriram… Se beijaram…

Na outra manhã Claire se acordou na cama de um quarto de hotel que não era seu, não encontrou o Don, ela entrou numa ira desesperada. Correu e ligou para a recepção e descobriu que o quarto de hotel havia sido pago por aquele dia e mais uns dois (ela viajaria dali a dois dias). Claire se revoltou e jurou nunca mais voltar àquele país, ela se prometeu nunca mais querer encontrar aquele homem inescrupuloso, mas não sabia que iria ter que quebrar essa promessa.

Claire voltou para Los Angeles, para sua antiga vida, para seu antigo trabalho. Sua vida correu bem, bem até demais. Passados 9 meses depois do fatídico concurso, nasceu Erik, o filho de Don e Claire, Erik recebeu o sobrenome da família de Claire,Stoll, pena que Claire não sabia do passado de seus primos, pena que ela não sabia o destino que Erik Stoll teria.

Notas finais
Photoplayers:

Claire Stool - http://goo.gl/fP7Txc

Don - http://goo.gl/DND4XY

Erik Stoll - http://goo.gl/N6Z64U
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.