O Irmão do meu Melhor Amigo
8 Capitulo 8
Notas iniciais
“Hoje vai ser um dia bem longo“ pensei comigo. Levantei, me arrumei, peguei minhas quatro malas, e desci, os riquinhos já estavam lá em baixo, e pra variar o Luan também, seria bom ter um irmão nerd.
Fui tomar café sem cumprimentar os meu supostos pais, comi devagar, dei um abraço forte na Alicia e na Mafe, o resto das meninas eu só olhei dando graças a Deus, por estar saindo daquele lugar, dei tchau pra todos os meninos, quando chegou a vez de eu dar tchau para o Gabriel, eu tive eu praticamente pulei em cima dele, o abracei forte.
Por fim fui dar tchau para o Paulo, eu já estava com saudade dele, era ruim saber que eu não iria mais acordar sentar em uma mesa gigante e ver aquele sorriso lindo, eu o abracei forte, o abracei como se fosse a última vez que eu ia o ver, fiquei alguns minutos abraçando ele e fiquei pensando:
PENSAMENTOS ON
Eu não posso ir, eu tenho que ficar perto dele, mas até que eu quero ser adotada, eu preciso ir...
PENSAMENTOS OFF
Depois que eu o abracei, fiquei olhando para seus olhos e seu sorriso e comecei a chorar, ninguém nunca tinha me visto chorar, nem o Gabriel, eu chorei e abracei Paulo novamente, eu precisava dele por perto, ele fez carinho em minha cabeça mesmo sem saber o porque de eu estar chorando.
Quando me soltei dele,olhei para todo mundo e eles estão surpresos por me ver chorar, limpei minha cara, olhei dentro dos olhos de Paulo, sorri para ele e ele foi chegando cada vez mais perto te mim, eu pensei que ele ia me abraçar novamente, mas na verdade ele me beijou, eu retribui, foi um beijo lento, parecia que só tinha eu e ele naquela sala, quando paramos de nos beijar, eu fiquei vermelha, e ele sussurrou em meu ouvido:
— Eu te amo! – naquela hora eu só soube sorrir.
Minha nova mãe vendo que eu estava vermelha, disse:
— Bom, vamos que já esta na hora! – ela, meu novo pai e o Luan foram indo para o carro, eu envergonhada fui atrás deles, no caminho para minha nova casa, ninguém falou nada a respeito do que aconteceu no orfanato.
Depois de alguns minutos, chegamos na minha nova casa, ela era bem grande e muito chique, quando entramos, havia varias pessoas lá paradas para receber eu e o Luan, provavelmente empregados dos meus novos pais, estava todo muito quieto até que meu pai disse:
— Esses as pessoas que trabalham para a gente, vamos subir, o quarto de vocês é no terceiro andar e último! – sim a casa tinha três andares, o segundo andar era quarto de visita, quarto de bagunça e a suíte dos meus pais.
Chegando lá em cima avia duas suítes, mais dois quartos de visitas, e mais dois quartos de bagunça, eles disseram que era especialmente para dois filhos que eles queriam ter, um quarto era vista para a piscina e o outro para a rua então eu gritei:
— Eu quero o quarto que tem a vista pra rua!
—Ta bom, eu fico com o outro! –Luan disse rindo!
—Bom vão arrumando as coisas de vocês e quando acabarem desçam lá para baixo, e se quiserem usar, ali tem um elevador! – minha mãe disse descendo pela escada com o meu pai não sei porque.
Entrei no meu novo quarto coloquei minhas malas que o motorista trouxe para cima em cima da minha cama, que por sinal, era de casal, eu nunca tive uma cama de casal antes e comecei a arrumar minhas roupas primeiro, terminando de arruma – lás peguei minhas duas malas de eletrônicos e fui arrumando.
Coloquei meus três computadores na mesinha que tinha ali, meu rádio da guitarra e meu rádio dos minions em uma mesinha menor que tinha do lado da minha cama, meu celular coloquei no meu bolso e o resto coloquei em uma parte do armário, mas ainda estava faltando minhas quatro caixas de som.
Abri a porta para chamar um de meus pais para ele pedirem para alguém tira – lás do porta malas, mas vi o motorista as deixando do lado da porta do meu quarto, com um pouco de sacrifício coloquei as quatro dentro do meu quarto, duas de cada lado da mesinha onde havia colocado meus computadores. Quando acabei de arrumar tudo já eram 12:30, desci como minha mãe disse, todos estavam lá me esperando para comer em uma mesa gigante, sentei em meu lugar, e todos começamos a comer, nós conversamos bastante eu até que gostei dos meus novos pais, terminando de almoçar eu subi para meu quarto novamente, me joguei na cama e dormi por algumas horas.
Quando acordei já eram 20:50 desci pelo elevador para jantar, e por sorte minha eles estavam colocando a mesa ainda, depois que os empregados arrumaram tudo sentei em meu lugar, o jantar foi igual o almoço, divertido, terminei de comer e fui para a piscina pois estava recebendo uma ligação, atendei e era o Gabriel e ele disse gritando:
— Nossa menina, to te ligando faz horas, não atende mais o celular é?
— Desculpa Gabriel é que eu dormi muito e estava jantando agora!
— Ta tudo bem! – ele disse mais calmo – Mas eu te liguei pra perguntar o que foi aqui antes de você sair daqui? O meu irmão te beijou! Como assim? Eu não to acreditando nisso até agora, e depois ele ainda sussurrou alguma coisa pra vc, o que ele te falou?
— Ele disse que me ama, ele disse: Eu te amo! – falei com vergonha, nem dei tempo para ele responder e já fui logo dizendo – Mas eu não acredito nisso, ele não me ama, é o Paulo Gabriel, ele nunca me amaria, porque logo eu? A ele não me ama, eu sei disso!
— Olha, pra falar a verdade, eu acho que ele te ama sim, o Paulo pode até ser tranqueira, e as vezes mulherengo, mas ele nunca na vida dele, ele disse eu te amo pra uma menina!
— Sério? – disse meio pensativa.
— Claro, porque que eu mentiria pra você em rainha da grosseria?
— Há Há Há! Mas ta bom, eu tenho que desligar, boa noite!
— Boa noite! – ele diz isso e eu desligo.
Subo para o meu quarto, coloco meu celular na mesinha do lado da minha cama, me jogo na minha cama e fico pensando em Paulo, fico pensando se ele me ama de verdade, ou se ele só ta brincando com a minha cara, fico pensando no que o Gabriel falou, com sono apago a luz, me cobri e dormi.
Fale com o autor