Notas iniciais
E pessoal! Voltamos! Chegamos as 5000 visualizações na história! Obrigado! Espero que gostem do capítulo, agora sim, introduzindo a nova aventura de Connor!

A verdade é que eu não tinha amigos... Pelo menos, eu não tinha a grande conexão que havia entre Percy, Annabeth, Piper, Hazel e Frank, ou até Sadie e Walt. Claro que haviam casais entre eles, mas as aventuras que eles viveram juntos os unia de uma maneira diferente. O grupo dos sete da profecia era uma família, Percy e Annabeth agiam como pais, afinal eram os mais velhos e os mais experientes, Jason seria o irmão mais velho, aquele responsável que cuida de todos, Piper seria a segunda a nascer, a importante e com algumas dicas úteis, Frank e Hazel seriam os dois primos que mais parecem irmãos, e o perdido/falecido Leo Valdez seria aquele tio engraçado que todos temos.

Bem verdade, era que eu era um enxerto, alguém que queria “entrar” naquele seleto grupo de heróis. E, é claro que eu não gostava nada daquilo! Acho que ninguém gosta de se sentir um intruso.

Pois era aquele sentimento que eu tinha no acampamento romano, estar com pessoas que não gostavam nem um pouco de você, mas eram falsas o suficiente para sorrir quando você falava com elas.

Por sorte aquilo estava próximo de terminar, se estivéssemos certos, depois de meu sonho e de a dica de Atena, voltaríamos a Grécia!

Mas daquela vez, Percy e os outros não teriam o Argo II... Usaríamos o Duat, como uma ferramenta para conectar a América a Grécia, ou pelo menos aquela era a minha ideia.

Eu e Hazel havíamos conversado pelo resto da noite, o que acarretou em cansaço pelo resto do dia. Ironicamente, a lua ainda me iluminava enquanto a gente conversava, o que era muito incomodo, afinal, aquilo estava realmente dizendo: “Você é de Ártemis”, Hazel parecia não se importar em ser iluminada pelo astro rei da noite, mas no fundo, eu sabia que ela achava estranho.

Quando amanheceu, fomos encontrar os outros, e discutir os planos para dar continuidade a missão de deter Rachel e Setne.

A manhã no refeitório afetava a todos, pelas caras que Annabeth e Percy faziam, os dois haviam dormindo muito bem, já os outros pareciam ser vítimas de atropelamento, cansados demais. Sadie estava de mal humor, parecia ter brigado com Walt.

Annabeth deu bom dia a todos, assim como Percy, os outros só forçaram o sorriso e se sentaram.

– Então Connor, qual o plano? Sabe para onde temos que ir? – Perguntou Annabeth

Eu sorri para ela.

– Meio que sim e que não... Nosso destino está na Europa, segundo Atena, tínhamos que voltar ao início... Mas eu ainda me pergunto ao início do que? Se for da civilização ocidental, voltamos para a Grécia, mas se for da civilização oriental... – Ponderei

Sadie me olhou.

– Seria suícido ir para o Egito, a casa da vida está em alerta total, além disso, não creio que Atena falasse do Egito... – Ela falou

Hazel me olhou.

– Temos que voltar a Grécia! – Ela falou

Na hora eu senti um arrepio na base da espinha, eu não queria que ela contasse meu sonho, já era bizarro demais estar parecido com Ártemis, não precisava que ela contasse a história de Selena.

– Como você sabe Hazel? – Perguntou Frank

Hazel me olhou nervosa.

– Apenas um palpite... –

Walt escutava e não emitiu opinião até que Hazel abriu a boca.

– É para a Grécia, Connor têm razão, além disso... – Ele me olhou – Você está procurando algo... –

Na verdade eu não estava! Mas quando o deus egípcio da morte está falando com você, é melhor não discordar.

– Está procurando o que? – Perguntou Annabeth

Maldita curiosidade de Atena!

– Um amuleto... – Menti – Algo que consiga reestabelecer minha ligação com Ísis! – Sorri

Sadie me olhou, ela sabia que tal amuleto não existia, mas não falou nada, Walt apenas sorriu. Minha conexão com Ísis nunca poderia ser refeita, mas Annabeth não sabia disso.

– Muito bem, então é Grécia... – Percy falou – Alguém sabe como vamos chegar até lá? –

Eu e Sadie nós olhamos na hora.

– Poderíamos? – Perguntei

– Claro, nos mataríamos no processo... Mas poderia dar certo! – Ela sorriu

– Eu posso ajudar! – Disse Walt

Então pode ser... –

Os outros nos olhavam com curiosidade.

– Connor? – Perguntou Piper

Poderemos ir pelo Duat, conseguiríamos conectar um monumento grego ao outro em Atenas, e assim conseguir um portal para lá! –

Annabeth ficou tensa ao ouvir a palavra Duat, mas não falou nada. Percy sorriu, em seu pescoço o amuleto de Tefnut brilhou, eu não sabia que ele continuava com aquilo.

– E então, saímos quando? – Annabeth perguntou

O momento em que estivermos mais fortes... – Sadie falou – Temos três magos egípcios, Ísis, minha deusa é forte em toda a parte do dia, por ser a deusa da magia, Walt é hospedeiro de Anúbis, deus da morte, por isso, é forte quando há escuridão, e Connor, bem, ele é ele... – Sadie riu

Hoje à noite? – Perguntou Percy

Exato, temos ainda muita coisa o que preparar! – Falou Sadie

E assim, eu, Sadie e Walt fomos nos preparar para conseguir a façanha de conectar a América a Europa por um portal, utilizando uma combinação de magia grega e egípcia. Não seria fácil, mas tínhamos dois deuses ao nosso lado, eu esperava que não falhasse.

A preparação se deu por Sadie, ela escolheu uma pequena estátua de Minerva, segundo ela, poderíamos conectar aquela estátua ao Partenon.

Com as magias feitas por Walt e Sadie, tive tempo de arrumar minha mochila. Nada demais, apenas duas mudas de roupa, alguns amuletos feitos por Walt, alguns livros sobre Mitologia Egípcia e Mitologia Grega. Eu não havia visto Skadi o resto do dia, até que voltei ao meu alojamento.

Quando entrei, senti a mesma onda de frio da noite passada. O que pelos mortais seria interpretado como uma assombração, para mim foi a presença da deusa nórdica do inverno.

Não a vi, mas havia algo em cima da minha cama. Lentamente me aproximei. Em cima da minha cama desarrumada, estavam três coisas: O que parecia um casaco prateado, o que parecia um diário e... Espera, aquilo era um machado de Alpinismo?

Para quem não sabe, um macho de alpinismo, é uma ferramenta que auxilia um alpinista na fixação e na movimentação em grandes alturas, é ele que prende o alpinista a rocha, e cada golpe daquele machado era um passo para cima em uma montanha, além de ser uma potencial arma.

Estava quase na hora, não tive tempo de olhar o diário, o coloquei dentro da mochila junto com as outras coisas, e fui me vestir. Calça Jeans, coturnos (não, eu não vou fazer um cosplay de Sadie Kane), uma camisa preta lisa, e o casado prateado, presente de Skadi. No meu bolso, o arco das caçadoras, em forma de prendedor de cabelo, tenho que conseguir mudar a forma daquilo. E preso na cintura, com um pequeno gancho, o machado de alpinismo.

Eu parecia pronto para uma aventura nas alturas, mas eu só iria atravessar um portal sobrenatural para o outro lado do mundo.

Segui para o ponto marcado, sendo o último a chegar. Já era noite, e Sadie parecia estar impaciente.

Quando cheguei, Annabeth foi a primeira a rir.

– Tá... Agora você é realmente uma caçadora! – Ela riu

Eu não dei atenção a ela e segui até Sadie.

– Pronta? – Perguntei

Pronta! – Ela respondeu impaciente

Frank, Hazel, Percy, Annabeth e Piper se colocaram atrás de nós. Sadie pegou a pequena estátua de minerva e a colocou na nossa frente. Walt ficou ao meu lado, e nós três estendemos a mão para a estátua.

Demorou alguns segundos, mas o show de luzes que se seguiu foi espetacular. Sadie conseguiu abrir o portal, ela e Walt davam tudo de si, já eu, não sentia nada, não estava cansado, e minhas palavras mágicas não faziam efeito.

Reyna e os romanos presentes, testemunhavam assustados o estranho portal.

– Vão! – Ordenou Sadie

Piper foi a primeira a correr para o portal, seguida de perto pelos outros quatro, depois Walt pulou para dentro do portal, depois foi minha vez e por último Sadie.

Os eventos de se misturar magia egípcia e grega, nunca são compreensíveis. As coisas eram estranhas, mas iriam ficar perigosas logo.

Quando o portal se abriu, as coisas ficaram realmente esquisitas. Ao invés de aterrissar no chão, eu estava em queda livre. E abaixo, não era Atenas e ou a Grécia, mas sim o mar aberto, revoltoso e com muitas ondas colidindo contra um paredão de pedra.

Tudo foi muito rápido, e eu realmente não pensei. Foi tudo automático, instinto.

Quando comecei a cair, rumo as pedras e ao mar, tive pouco tempo, mas consegui pegar o machado de alpinista e com uma força sobrenatural consegui cravar o machado na rocha firme.

E eu estava lá, pendurado a vários metros de altura, em um precipício, apenas com um machado de alpinista me segurando contra a ira do mar.

As coisas realmente não haviam começado bem.

Notas finais
E aí, o que acharam?