Notas iniciais
Essa fic se passa no ano de 1942, após o fim de A Príncipe Caspian: A verdadeira história

Já era tarde da noite em Londres, contudo não era uma noite qualquer, aquela era a noite na qual o jovem Edmundo Pevensie poria fim as suas incertezas.

E lá estava ele, de pé na varando do quarto de sua amada, mergulhado em pensamentos: “Meu Deus, o que farei agora? E se bater e ela não quiser me atender?” e pensou também de como chegara até ali: Conseguira sair de casa despercebido, pegara o metrô, roubara um cavalo e cavalgara até o SCY, e escalara os muros cheios de arames, bem como conseguira distrair os cães, adentrar o escritório e procurar nos registros o quarto de Mabelle, e por fim escalando a videira das paredes, ele pôde chegar a varanda. Mas será que valeria a pena desistir depois de tão longa e penosa jornada?

Então seus pensamentos foram interrompidos por uma voz que dizia:

- Ed! Por Deus! Que está fazendo aqui? — disse Catherine na porta da varanda enrolada num roupão, esfregando os olhos

- hãnnn – gaguejou

- Já vou chamar a Mabelle... — concluiu Cathy – espere aqui

A simples menção daquele nome já o fazia tremer de ansiedade e nervosismo, afinal não saberia qual seria a sua reação àquela visita inesperada.

E lá estava Belle, seus cabelos estavam presos e havia colocado apressadamente um robe para cobrir as roupas de dormir.

- Olá... Ed – cumprimentou com uma expressão que o rapaz não soube interpretar

- Bem... peço perdão pela invasão, entretanto, tinha de falar-lhe pleos meios que tenho a meu alcance. E se não o fiz antes, foi por dificuldades que a guerra causou, mas admito relutantemente que o maior empecilho fora o meu medo. Contudo hoje me encontro aqui, reafirmando os sentimentos que demonstrei outrora e …

- Edmundo – interrompeu a moça se aproximando e segurando-lhe as mãos – O que você quer de mim, afinal?

O rapaz, vendo o brilho de esperança que havia nos olhos dela bem como o temor que estava em sua voz, tomou coragem e prosseguiu dizendo:

Quero uma resposta Mabelle, independemente da guerra e da paz, ou das circunstâncias, você aceita namorar comigo?

Mabelle nada respondeu. Apenas olhou-o firme e longamente nos olhos. Sorriu. O olhar de Ed passava ansiedade e incerteza.

- Belle, eu... — foi interrompido quando Belle se aproximou lentamente e beijou-o. Um beijo intenso, quase desesperado, que foi igualmente correspondido.

Após um longo tempo, Mabelle interrompeu o beijo.

- Isso responde a sua pergunta? — perguntou ela sorrindo.

O momento foi interrompido por um aparente sussurro vindo da porta

- Ei, que barulho é esse? — perguntou Edmundo a sua namorada fazendo sinal de silêncio

E ao abrirem a porta, duas jovens trajando robes caíram aos seus pés com sorrisos amarelos estampando os rostos.

-Bem, pelo visto ganhei um cunhado – disse Marrie Anne rindo

- Ed, essa é minha irmã mais velha, Marrie Anne – explicou Mabelle a Edmundo que aprecera confuso o ver uma moça que ele nunca havia visto chamá-lo de cunhado – E, Marrie Anne, esse é o Edmundo Pevensie, cunhado de Cathy e agora seu também

- Meu cunhado? De onde você tirou essa ideia? — falou Cathy

- Tecnicamente, eu não sou cunhado dela ainda – afirmou Ed – Porque o meu irmão é um retardado.

Tal afirmação fez Catherine corar.

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