O Internato
32 Semana Dos Interesses Internacionais
Notas iniciais
Mas aqui esta o capitulo!
Dizem que fofoca se espalha como fogo. Não deixa de ser verdade porém, no Instituto Buckingham, parecia que a fofoca se espalha como névoa: rasteira porém rápida e precisa(além disso, a névoa combina mais com o contexto londrino da nossa historia).
Há essas alturas, o colégio inteiro já estava ciente do ocorrido da noite anterior.
E o pior, Amy nem havia desconfiado disso.
A primeira coisa que ela pensou quando acordou foi no incrível frio.
Se ela estivesse em Boston, esse seria o dia perfeito para ficar em casa, no sofá em baixo dos cobertores, assistindo filmes e séries na TV com Nellie e Dan. Nellie com certeza faria chocolate quente. Não só um chocolate quente, o chocolate quente da Nellie.
Mas não, ela não poderia faltar hoje. Sério, nem que ela quisesse( o que de fato estava acontecendo).
Como introdução para a Semana de Talentos, várias disciplinas estavam se baseando nisso e fazendo diversos trabalhos diferentes dependendo de suas classes. Dan, por exemplo, estava fazendo um trabalho para adquirir responsabilidade que, por sinal, é com Natalie.
Para Amy, hoje era dia da liderança mundial.
O objetivo principal era fazer com que cada aluno criasse um país fictício, do qual você ficaria responsável por... tudo. Criar leis, língua, moeda... Enfim, tudo por sua conta. E depois, vocês vão simplesmente debater a respeito de tudo de maneira linda e diplomática.
Para isso, era preciso estar 100% focada nessa tarefa e, bem, a porcentagem de Amy nesse quesito estava realmente baixa.
Hoje, ela queria o menos de contato com a sociedade, se possível. Inventou qualquer desculpa para as suas colegas de quarto e foi para a biblioteca.
Lá ela conseguia ficar isolada e quente ao mesmo tempo. Algumas lágrimas ou outras caíram quando ela se lembrava de Ian, mas eram poucas. Ela estava se controlando.
Noite passada, depois do ocorrido ela voltou para o quarto e chorou as escondidas, mas tinha certeza que as amigas ouviram.
Quando viu que a aula logo começaria, se retirou quieta pelos corredores. Escutava as pessoas falarem sobre ela. Engoliu isso e de cabeça erguida, foi até a sala.
--//--
O colégio inteiro já estava comentando a respeito da noite anterior.
As versões eram inúmeras, e até agora, Ian não sabia o porquê de Amy não ter comparecido.
Ele achava que ela gostava dele.
Bom, claramente ele estava enganado.
E o pior, vários pessoas chegaram e falaram isso a ele.
Quem eles pensam que são? Ele é Ian Kabra!
Ele parou para pensar.
Será que era isso que ela não gostava? A sua arrogância?
Ou será que era outra coisa? Seu cabelo, suas roupas?
Não. Amy não seria fútil a esse ponto (e além do que, não a nada de errado com o cabelo dele.).
Pensativo, foi para a aula de debate, com a cabeça nas nuvens.
Seja lá o que fosse, ele queria ouvir isso dela.
Quando chegou a sala, estava tão pensativo que acabou trombando com alguém.
Ele encarou a pessoa com que havia se chocado.
- É cego agora, Kabra?- perguntou Lucas.
Ian fez com que nem tivesse escutado.
- Charlote, como vai com a organização da Semana de Talentos?
A garota, tímida, abraçou os livros que segurava.
- Bem, eu acho. Até agora não houve nenhum imprevisto.
- Fale por você.- disse Emily, exaltada.- Sabe a lei de Murphy? Tudo dará errada no pior momento e da pior forma possível? Prazer, minha vida.
- Você é muito pessimista!- exclama Larissa.- Já pensou em fazer uma leitura espiritual? Sua aura me parece muito irritada.
- Minha aura está estressada? Ninguém esta estressada aqui!
- Crianças, que tal entrarem?- disse o professor surgindo do nada.
Ele era do tipo baixinho e um pouco acima do peso. Era loiro, com um cabelo espaventado, que nunca parava no lugar.
Enfim, era uma pessoa excêntrica. E todos adoravam ele.
- ISSO!- Emily praticamente correu para a sala.- Tempo é dinheiro, meu povo!
- Estamos esperando a Amy.- disse Charlote.
- Sim, alguns mais do que outros.- disse Lucas.- Diga-me, Ian, anda vendo muito a Amy ultimamente?
Ian riu.
- Não sou eu que dou em cima de todas as amigas da minha irmã.
-Claro, até porque seria pedofilia, no caso.- disse Larissa.- Afinal, quantos anos tem a Natalie? Nunca consigo me lembrar.
- Esta insinuando alguma coisa? Se sim, fala na cara.
- Qual das duas?- disse Ian. Esse garoto realmente o estava tirando do sério.
-Ok, realmente tem um monte de hormonios rolando aqui no momento, — disse o professor.- Então vamos voltar para a sala antes que eu faça os dois nem mesmo entrarem nela?
Eles entraram, de cabeça abaixada.
- E é por isso, -disse Larissa.- Que você é o meu professor favorito.
--//--
Com o campus enorme do internato, então ela deu uma apressada no passo, caso o contrário nunca chegaria a tempo.
Isso,é claro, se Virgínia não parasse na sua frente.
Ela tentou desviar é claro, mas a garota acompanhava.
Amy respirou fundo.
- Virgínia, poderia me dar licença?
- Claro, antes é só me esclarecer o que esta acontecendo entre você e o Ian.
- Ah, meu Deus!
- É sério!
- Claro, quando eu tiver um tempo eu conto a nossa árvore genealógica porque nós somos primos!- ela continuou andando.
- Ah, claro. Como se você não tivesse ido encontrar com ele ontem.
Ela não falou nada, só continuou andando.
De tudo isso só tinha uma certeza: Virgínia era a garota que Ian estava beijando na noite passada.
--//--
A sala estava extremamente quieta.
Até o professor estava estranhando o silêncio constrangedor que estava na sala. Todas as pessoas estavam olhando para Ian. Algumas até trocavam bilhetes a respeito dele.
Ele manteve sua atenção o tempo toda em um respingo de tinta azul perto da porta. Só precisaria manter sua atenção nele por mais, ele olhou no relógio, quarenta e sete minutos e estaria ótimo.
- Professor,- escutou uma voz da porta.- Posso entrar?
Ele ergueu os olhos.
Ah, ótimo, era ela.
O professor sorriu.
- Claro Amy, coloque suas coisas na cadeira mas nem se sente. Seu país vai ser um dos primeiros. Amylandis, certo?
Ela confirmou com a cabeça e fez o que ele disse.
-Vamos todo mundo, musica de suspense. Não querem saber quem vão ser os países a debater com Amy?
- Na verdade,- disse Lucas.- Sinto que ninguém liga muito ,não professor.
A turma riu.
-Ótimo senhor Lucas. Lucastopia também estará debatendo.
Ele se levantou, a contra gosto.
Todos começaram a bater nas mesas como sinal de suspense.
-Meninas, venham também. Eu quero aqui as representantes de New Emilland, Vírgindia e dos Estados Unidos Larissianos.
- A Vírginia não veio hoje,professor.- disse uma das colegas de quarto dela.- Estava se sentindo indisposta, por isso ficou na cama até mais tarde.
- Indisposta,- resmungou o professor.- Essa escola de hoje, no meu tempo era bem diferente... Enfim, vamos continuando. Já que a representante da Virgindia não pode vir, venham aqui Ianópolis, por favor.
Ian respirou fundo.
Realmente não tinha cabeça para isso hoje.
-Sabe como é professor, hoje, na verdade, é feriado nacional em Ianópolis. Esta tudo fechado, bancos, correios, lojas... Por favor respeite nossa tradição.
- Eu respeito a sua tradição.- ele olhou com uma cara de pena.- Só lamento que o senhor não esta em Ianópolis, mas sim em um debate da Onu. Então levante-se imediatamente e venha debater.
- É Ian, venha debater.- acrescentou Lucas, na frente da turma.
Ian respirou fundo e contou até dez ( em três línguas diferentes) para não debater a mão na cara dele.
Notas finais
Ah, essa semana ocorreu um super fato! Completamos 500 comentarios, yeeeeeeey!
Muito obrigada a todo mund que comentou e fiquem ligados que temos mais... 3 ou 4 capitulos apenas!
Kisses Coloridos,
VikiCahill
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