O Informante Solitário

1 Orihara Izaya, o informante.


Notas iniciais
Apenas uma coisa que eu penso sobre o Izaya-sama.

O vento está tão forte que meu casaco parece ser inútil. Aqui estou eu, vendo Ikebukuro por cima. Ah, como é perfeito esse lugar que me pertence. Sim, me pertence. Não consigo evitar um sorriso, enquanto me equilibro no telhado de um alto prédio. Para um lado, cairei, me machucarei, porém estarei vivo, poderei me levantar e continuar minha vida. Para o outro, o fim de tudo. Tentador, não acha? Por um momento pensei que seria divertido cair em direção da morte. Sabe, hoje é meu aniversário. E cá estou eu, sozinho, como em todos os anos. Não tenho nada para fazer, ninguém para me dar os parabens. Mas não estou reclamando, não preciso de alguém me falando "Parabens por um ano a menos de vida". E também que fui eu quem escolheu essa vida, e se quer saber, não mudaria isso. Amizades? Tenho o Shinra. Amores? Eu amo os humanos. Não preciso de nada disso, não quero ninguém ao meu lado para atrapalhar, nunca precisei. Ah, tempos de escola, onde eu ganhava presentes de meus colegas... Era divertido descobrir o que estava dentro daqueles papeis feiosos, coloridos e com desenhos ridiculos.

- Izayaaa-kuuun....

O ouvi, enquanto andava, querendo ir para casa. Podia ouvir seus passos. Acho que dava para ouvir até mesmo do outro lado do planeta. Não me virei, mesmo o sentindo perto de mim. Não, não podia deixa-lo ver..

- Hoje não, Shizu-chan...

Mesmo assim, aquele cabeça de vento me segurou pelo casaco, fazendo-me olhar para ele. A cara que ele fez foi incrivel. A surpresa foi tanta, que ele me soltou, me olhando como se não soubesse se eu era eu mesmo. Não era sem motivo. Lá estava eu, com olhos avermelhados e lagrimas escorrendo por meu rosto, diante de meu pior inimigo. Não preciso. Eu não preciso. Humanos são idiotas, não são? Sentem que precisam de alguém ao seu lado. Mas eu não preciso, não... Com um sorriso no rosto, e as mãos nos bolsos, olhei para ele, logo falando aquilo, sem nem saber o motivo.

- Shizu-chan, hoje é meu aniversário, sabia?

Ele continuou em silencio, apenas me olhando, querendo entender o que tinha de errado comigo. Provavelmente pensava que eu estava bebado, ou algo assim, mas tudo o que eu pensava era...

"Ah, droga... Eu também sou humano."

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!