"Querido diário, hoje faz 4 anos que eu nasci. Meu aniversário foi ótimo mesmo eu não gostando de festa, aquela foi especial de certa forma. Ganhei alguns presentes, mas tem uma coisa em especial para eu ter gostado da festa. O presente de tia Alice. Um diário. Todos ficaram surpresos com o presente dela, até eu. Estava usando o colar de mamãe e papai, a pulseira de Jake, o vestido de Billy e Sue, o anel de vovô e mais tarde iria ler um dos livros que vovô Carlisle e vovó Esme me deram de presente. Ao todo foi mais de mil e quinhentos livros. Ser uma meia-humana é fácil em certos pontos. Carlisle acha que eu tenho outro dom: o de fazer as pessoas gostarem de mim a ponto de arriscar as vidas. Mamãe e papai todos os dias, menos hoje, me ajudam no meu treinamento. O meu dom de tocar nas pessoas e mostrar o que quero. Eu consigo controlar, mas e se alguém esbarra-se em mim sem querer? E eu mostra-se alguma lembrança? Como eu iria explicar isso? Por isso eles me ensinam a bloquear o meu dom e desbloquear quando quero. Amanhã vou dar uma volta com Jake no meu novo carro. Mesmo tendo quatro anos de idade, já tenho a mentalidade de alguém adulta e o corpo de uma adolescente de 16 ou 17 anos. Por isso conseguimos minha carteira de motorista cedo, é claro que foi falsificado por J. Jenks. mas, Carlisle disse que assim que eu completar meus 6 anos (a idade em que vou parar de crescer) a gente vai tirar minha carteira legalizada. Ainda minha família tem os seus costumes diários, como Rosalie ainda arruma os meus cabelos, Carlisle mede minha altura a cada quatro vezes por dia, Jacob ainda vai caçar comigo para ver que é que pega o maior, Edward ainda canta pra mim todas as tardes, Bella ainda coloca eu para dormir lendo um livro (alias eu não vou ler nenhum livro sequer que o vovô Carlisle e a vovó Esme me deram, mamãe vai ler eles pra mim), vovô Charlie ainda vem me visitar com Sue e Billy, Seth e eu ainda apostamos corrida, mas esse costume nasceu quando eu tinha 2 anos. E amanhã como será? Será que os costumes ainda continuarão? Será que todos ainda me amarão? Eu não sei, só sei que devo esperar para ver."

Fechei o diário e coloquei em cima do criado mudo. E depois de meio segundo ouve três batidas leves e suaves na porta.

- Pode entrar mamãe. — eu disse. Nem precisava saber quem era, a única pessoa que vem esse horário no meu quarto é a mamãe.

- Oi filha. Já escolheu o livro? — perguntou ela, se deitando ao meu lado na cama.

- Ah! Como eu esqueci? — perguntei espantada. Eu nunca havia me esquecido de escolher um livro.

- Deve ter sido o diário, você ficou entretida com ele e acabou se esquecendo. Ah! Seu pai mandou-me avisar que amanhã e sempre todos te amaremos. — disse mamãe rindo pra mim.

- Tudo bem. Eu amo vocês também. Vou escolher o livro. — eu disse me levantando e ir pegar um na minha biblioteca particular. — Esse.

- Villette de Charlotte Brontë. — disse mamãe abrindo o livro e lendo pra mim.

Enquanto ela lia eu ia pegando no sono aos poucos, quando ela terminou o livro eu dormi. Mamãe me beijou na testa e sussurrou "Boa noite, minha Renesmee, eu te amo". E ela saia silenciosamente do meu quarto.

Notas finais
Próximo Capítulo - 3. Visitante Misterioso